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O Cantador de Histórias: A serenata boa pra cachorro

CACHORRO 01

Quem nos contratou foi uma senhora italiana pra lá de animada, com uma risada exagerada e divertida. Ela queria fazer uma homenagem personalizada para o grande amor de sua vida: seu cachorro. Sim, senhor! O fiel escudeiro completava gloriosos 15 anos, ou quase 80 em idade canina. Um vovô peludo de respeito!

Numa ensolarada tarde de abril, lá fomos nós, Fredi Jon e o trio da serenata,em direção ao bairro do Morumbi, sem imaginar o que nos esperava. A casa parecia uma mistura de pet shop com escola de samba. Era cachorro pra todo lado! E não, não era só isso: os humanos estavam todos vestidos de cachorro e os cãezinhos… de super-heróis. Tinha Poodle de Batman, Beagle de Capitão América e até um Chihuahua de Mulher-Maravilha que latia com sotaque.

No centro da bagunça organizada, uma mesa impecável com um bolo imenso estampando a fuça do aniversariante, um simpático vira-latinha de língua caída e olhar sapeca. Ao redor, petiscos gourmet para cachorro com nomes estranhos. Olha… de tão bonito, até dava vontade de provar. (E teve convidado humano que provou achando que era canapé.)

No momento mais esperado, entra a nossa cliente italiana, quase em lágrimas, com o “bebê” no colo, o senhorzinho de quatro patas com ar de rei em desfile de escola de samba. Começamos com Eu não sou cachorro não de Valdique Soriano, depois fizemos o tema da tv colosso e por ai foi, o cachorro começou a balançar o rabo no ritmo da música! Parecia até que ele era do elenco original. Os convidados riam, dançavam e até uivavam no refrão.

Mas festa boa tem que ter confusão, né? No auge dos parabéns, dois convidados, um pug e um bulldog fantasiados de Thor e Hulk, tiveram um pequeno desentendimento por causa de um biscoito em forma de osso. Foi um “auê”! Os donos se atrapalharam, a mesa do bolo quase foi pro chão, e a Mulher-Maravilha (o Chihuahua) desmaiou de susto. Mas tudo foi resolvido com muito carinho e alguns petiscos extras.

No fim, ficou a lembrança de uma festa que foi, literalmente, animal. Um aniversário inesquecível, com amor, música e latidos para todo lado.E ali, entre fantasias e latidos, ficou claro: aquilo era mais que uma festa. Era uma celebração da lealdade silenciosa, dos olhares que falam sem palavras, das companhias que estão sempre ali,  na alegria, na tristeza e até na hora do biscoito. Aquele cachorro, tão amado, simbolizava tudo o que a vida tem de mais sincero. Foi uma serenata, sim, mas também uma lição de afeto, entregue em quatro patas e um rabo abanando.

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