Não tem como não dizer que o Brasil é uma república corrupta, corruptora envolvendo todo o sistema, legislativo, executivo e judiciário. Tornou-se o país da impunidade, escândalos em cima de escândalos para todos os lados.
A cada dia, um novo escândalo. O caso Banco Master atolou todo poder judiciário, em particular o STF e o STJ e informações recentes apontam mais detalhes do estreito vínculo entre Daniel Vorcaro, com autoridades do Judiciário, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e, Paulo Gonet, o procurador-geral da República.
Escândalos de corrupção vindos à tona, Em abril de 2024, Vorcaro bancou uma degustação do uísque escocês, Macallan, George Club, onde uma garrafa custa em média R$ 100 mil, entre convidados estavam os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro do STJ Benedito Gonçalves “o missão dada, missão cumprida Gonet;” o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o presidente da Câmara, Hugo Motta. Essa lista divulgada pelo Poder360 e O Estado de S.Paulo, dão a dimensão exata da corrupção e o e envolvimento dos poderes da República na corrupção.
Coisa de dar inveja aos mafiosos italianos. A “turma” de Vorcaro incluía até o matador conhecido como “Sicário”, ao que indica, tinha esquema para acessar sistemas restritos dos órgãos de investigação, com objetivo de monitorar, intimidar e coagir opositores, desafetos e possíveis “ameaças”. Vorcaro, além dos milhões de reais que serviam para corromper grupos dos três poderes, que com a delação premiada Vocaro vai cantar alto, assim espera todo brasileiro de bem.
Quem tem medo da delação premiada do Vocaro?
A delação de Daniel Vorcaro está gerando uma expectativa dos ministros corruptos do STF, que estão jogando pesado para que ela não aconteça e prevendo que tudo pode acontecer, afinal tem muito peixe grande nessa lagoa, envolvendo ministros, deputados, senadores e o Lulinha. “Gato escaldado tem medo de água fria”, o ministro Mendonça providenciou a transferência de Vorcaro do presídio de segurança máxima de Brasília para a superintendência da PF, muito embora sabemos que nada detém os tubarões da corrupção, vide o “sicário” morto na prisão da PF.
Os dois principais ministros, envolvidos diretamente na podridão, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, estão trabalhando arduamente, segundo a grande imprensa para abortar a delação do Vocaro. Ambos, sabemos publicamente, que são citados por Vorcaro em diversas mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro, reuniões privadas e eventos sociais.
Tudo indica que Vorcaro tenha se aproximado dessa quadrilha para obter proteção jurídica e para tanto utilizou de negócios vultosos, como por exemplo, compra de um resort de luxo Tayaya de Toffoli, e um contrato de R$ 129 milhões formalizado com a esposa de Moraes.
Fato é que esse esquema corrupto envolve diversas autoridades com foro privilegiado. É bom lembrar que o procurador-geral foi indicado pelo presidente Lula, em 2023, amigo íntimo de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Outro dado importante é que tanto Toffoli quanto Moraes, ainda não justificaram essa relação promiscua com o Vocaro, afinal, foram R$ 129 milhões. No mesmo conceito, deve explicação o presidente do Congresso Alcolumbre, Paulo Gonet, Ricardo Lewandowski, Hugo Motta e Benedito Gonçalves. Essa turma toda é tão descarada que se fossemos um país sério todos estariam presos.
Sob sigilo os gastos do dinheiro público nas viagens do presidente?
Em meio a um mar de lama, o presidente que adotou o lema os três macaquinhos “não vejo, não falo, não ouço e não fui eu”, diante de tantas denúncias de corrupção do Banco Master, atuou ao longo do mandato em 2025, aquilo que ele e a primeira dama adoram fazer com o dinheiro público, ou seja, viajar. As viagens internacionais em 2025 custaram R$ 52 milhões aos cofres públicos. Só as hospedagens em hotéis sofisticados somaram R$ 20 milhões; os aluguéis de veículos, alguns blindados, mais R$ 21 milhões; as diárias e passagens, mais R$ 5,3 milhões. A viagem mais cara foi para Paris e Nice: R$ 7,4 milhões, sendo R$ 6,3 milhões gastos em hospedagem. Mais R$ 1 milhão foi gasto com diárias e passagens.
Não estão divulgadas as despesas com o avião presidencial – que estão sob sigilo, por questões de segurança do presidente. Autoridades e convidados também viajam na aeronave oficial.
Pois é, o cara fez campanha eleitoral visitando as comunidades mais violentas o Rio de Janeiro, mas a divulgação da sangria do erário público trás insegurança ao presidente. Pode acreditar.





