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Opinião: “Se gritar pega ladrão não fica um”

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Definitivamente a roubalheira tomou conta do Brasil. Escândalo sob escândalo, pra onde se vai tem ladrão. As especialidades dos ladrões são diversificadas. Tem ladrão de celular, de aliança, de carro, de moto, de bolsa, de cartão de crédito, de bicicleta, de patinete, de combustíveis, de fiação de cobre e até grades de portões e cercas.

Mas convenhamos, os piores ladrões são aqueles que roubam as verbas da saúde, da educação, da segurança, da merenda escolar, na maior cara de pau sabendo que ficarão impunes protegidos por leis que eles mesmos criam.

Esses marginais encontram-se nas prefeituras, nos governos estaduais, na presidência da república, no congresso, no senado e no judiciário, inclusive os que habitam a suprema corte. Aliás, esses são os piores, pois acima deles não têm quem os puna, se consideram o poder absoluto. 

São tantos assaltos que é difícil saber quais são os piores, ou seja, aqueles que  produzem um imenso estrago na economia, como por exemplo os da “Lava Jato”, os da previdência social (assalto aos bolsos dos idosos), e agora, o mais recente, os promovidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cuja rede de negócios envolveu políticos e ministros, entre os quais o de Justiça Ricardo Lewandowski, que teria recebido cerca de R$ 5 milhões através do escritório ligado à sua família.

Do ministro Dias Toffoli, aquele viajou no jatinho do banqueiro para assistir a final da Copa Libertadores de 2025 no Peru, e que agora está sentado nas investigações do rombo do banco Master, sob sigilo absoluto.

Do ministro Alexandre de Moraes, cujo escritório de sua esposa formalizou um contrato de prestação de serviços jurídicos pela bagatela de R$ 130 milhões anual.

O banqueiro fraudador fez negócios escusos até com o governo federal envolvendo cerca de R$ 303 milhões com o Ministério da Saúde para o fornecimento de insulina. A coisa está tão feia que até alguns deputados federais da situação acionaram a Procuradoria-Geral da República para pedir o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

Mesmo remando contra a maré da impunidade, vamos apostar num CPMI de ampla apuração para que a sociedade possa acompanhar os fatos.

E por falar em assaltos…

A sangria do dinheiro público continua a pleno vapor. Os gastos dos senadores no ano de 2025 somaram cerca de R$ 52 milhões. As maiores foram com passagens aéreas (R$ 12 milhões), locomoção (R$ 9 milhões), contratação de serviços de apoio (R$7,7 milhões), divulgação do mandato (R$ 7 milhões) e viagens (R$ 6,3 milhões). Fonte: Lúcio Vaz publicado em 29/01/2026 – Gazeta do Povo.

E o STF?

Além de blindar ministros corruptos, torra dinheiro público. Vai comprar 126 sofás pagando cerca de R$ 438 mil reais, que dá um custo de R$ 3.476 por sofá, conforme publicado no Globo. Enquanto isso, 2,89 trilhões foram retirados do contribuinte em 2025, ano em que o governo abocanhou com impostos cobrados.

Você não é o verdadeiro dono!

Certo dia, ouvi uma fala abordando um tema que está ao nosso lado diariamente e não percebemos a profundidade dessa situação. O cidadão desse País se esforça, trabalha como um condenado a conquistar seus objetivos como, por exemplo, comprar a casa própria e seu carro. Quando alcança seu objetivo de ter finalmente sua casinha e seu carrinho constata que o embora ele tenha a posse do bem, na verdade esse bem somente é seu enquanto ele consegue pagar os impostos que lhes é cobrado, por exemplo, o IPTU, que se não for pago vai para dívida ativa e corre o risco de penhora e o Estado lhe toma. O mesmo acontecendo com IPVA do seu carrinho comprado com muito suor. Se não pagar, terá seu bem rebocado e levado para algum galpão e somente sairá lá depois que você pagar todas as dívidas do veículo. 

Em resumo, não somos donos de nada.

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