Castração, peso controlado e proteção contra fumaça de cigarro e sol forte podem reduzir os riscos da doença, explica veterinário
Identificar precocemente sinais como caroços, feridas que não cicatrizam e falta de apetite pode evitar o avanço do câncer em cães. O veterinário João Paulo Lacerda, professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), alerta que a doença não afeta apenas animais idosos. Embora a idade seja um dos principais fatores de risco, tumores também podem surgir em cães jovens, inclusive por predisposição genética ou outros fatores.
A atenção do tutor é a primeira linha de defesa. Examinar mensalmente o corpo do animal ajuda a notar nódulos e inchaços antes que o quadro evolua. Com o cão tranquilo, recomenda-se passar as mãos pela pele, pescoço, axilas e virilha, além de observar a boca, as patas e as mamas. Apatia, perda de peso rápida, vômitos frequentes e desânimo também exigem consulta veterinária imediata. “O objetivo não é diagnosticar câncer em casa, mas perceber alterações precocemente”, ressalta o especialista.
Diante de feridas persistentes ou massas em crescimento, o animal deve passar por exames como biópsia e ultrassom, sendo o tipo de tumor confirmado pelo exame histopatológico. E aqui vem a mensagem mais importante: receber o diagnóstico não significa o fim. “Diagnóstico de câncer não significa automaticamente sentença de morte”, garante João Paulo. As opções de tratamento variam entre cirurgia, quimioterapia e imunoterapia, sempre com foco em manter a saúde e o bem-estar do pet. Cães tratados adequadamente conseguem viver com qualidade por longos períodos.
A prevenção, no entanto, continua sendo o melhor caminho. Evitar a exposição à fumaça de cigarro, controlar o peso e proteger o animal do sol forte são medidas que reduzem o risco de tumores. A castração também é uma importante aliada, pois elimina o risco de câncer nos testículos dos machos e nas mamas das fêmeas. Completam a lista de cuidados a alimentação balanceada, a vacinação em dia e a prática regular de exercícios.
No fim, o recado do veterinário é claro e direto: a observação atenta do tutor salva vidas. “O mais importante é procurar o veterinário assim que notar qualquer alteração no pet”, conclui. Com informação, rotina de cuidados e acompanhamento profissional, é possível enfrentar a doença e garantir mais tempo e qualidade de vida ao melhor amigo.





