Reconhecido por trabalhos de dublagem na Herbert Richers, Marcos pede ajuda para dar visibilidade à situação da criança, que tem paralisia cerebral e, segundo a família, permanece internada mesmo após receber alta hospitalar
Uma espera que já dura um ano e cinco meses mobiliza a família da pequena Alice. Com graves sequelas neurológicas e diagnóstico de paralisia cerebral, a criança permanece internada no Hospital Pasteur, mesmo após ter recebido alta hospitalar. Segundo seus familiares, ela ainda não pode voltar para casa porque faltam condições essenciais para que a continuidade dos cuidados seja realizada com segurança.
O apelo pela menina chegou à redação por meio de uma carta enviada por Marcos Batista, pastor e dublador reconhecido por trabalhos realizados na Herbert Richers. Ele pede que o caso seja conhecido pela sociedade e que as circunstâncias envolvendo a situação de Alice sejam apuradas.
Uma longa batalha pela pequena Alice
De acordo com o relato da família, as sequelas neurológicas de Alice teriam surgido após um grave episódio ocorrido durante uma internação no Hospital de Clínicas Mário Lioni. As circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades, entretanto, precisam ser apuradas junto às instituições envolvidas e aos órgãos competentes.
Desde então, a rotina da família teria se transformado em uma batalha para garantir os recursos necessários à sobrevivência, ao tratamento e à qualidade de vida da criança.
Segundo Marcos, Alice precisa de uma estrutura completa para poder deixar o hospital. Entre as necessidades relatadas estão residência adaptada, serviço adequado de home care, cadeira de rodas e cadeira de banho específicas, medicamentos, fraldas, insumos e acompanhamento multiprofissional especializado em paralisia cerebral.
Alta hospitalar, mas sem poder ir para casa
A situação causa ainda mais angústia porque, conforme relata a família, Alice já recebeu alta, mas continua hospitalizada pela ausência da estrutura considerada necessária para uma saída segura.
Para os familiares, voltar para casa significaria muito mais do que deixar um leito hospitalar. Representaria a possibilidade de Alice ter maior convivência familiar e uma rotina de reabilitação, cuidados e estímulos fora do ambiente de internação, sempre respeitando as orientações dos profissionais responsáveis pelo tratamento.
A família afirma possuir documentos, laudos médicos e outros registros relacionados ao caso e se colocou à disposição para apresentá-los, além de conceder entrevistas para que a história seja devidamente apurada.
Um pedido para que Alice seja vista
Ao recorrer à imprensa, Marcos Batista espera romper o silêncio em torno da situação. O pedido é para que sejam esclarecidas as providências já adotadas, o que ainda falta para a alta efetiva da menina e quem é responsável pela disponibilização dos equipamentos, insumos e atendimento domiciliar necessários.
Mais do que uma denúncia, a carta carrega a angústia de uma família que deseja ver uma criança fora do hospital e cercada pelos cuidados necessários para continuar seu tratamento com dignidade.
Em um dos trechos mais emocionantes da mensagem encaminhada à redação, Marcos Batista resume o apelo:
“Nenhuma criança deveria permanecer em um hospital por falta de estrutura para receber alta de forma segura. Alice precisa de reabilitação, estímulos, convivência familiar e de uma oportunidade para viver fora do ambiente hospitalar.”
E faz um último pedido para que a história não passe despercebida:
“Pedimos, respeitosamente, que esta história seja apurada e divulgada. A cobertura da imprensa pode ser fundamental para dar visibilidade ao caso e contribuir para que os direitos dessa criança sejam garantidos.”
Enquanto a família busca respostas e providências, Alice continua internada. E, por trás de toda a mobilização, permanece um desejo simples e urgente: que a menina tenha condições de deixar o hospital e finalmente voltar para casa com segurança.





