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Patrícia Campos Mello: a jornalista que enfrentou a desinformação e defendeu a democracia

Foto_ Reprodução _ Facebook

A trajetória de uma das mais importantes repórteres brasileiras do século XXI

Origens, formação e trajetória internacional

Patrícia Campos Mello é uma renomada jornalista brasileira, formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado em Business and Economic Reporting pela New York University. Sua carreira, construída ao longo de mais de duas décadas, combina rigor investigativo, experiência internacional e coragem para enfrentar temas sensíveis e de grande impacto público.

Entre 2006 e 2010, atuou como correspondente em Washington para o Estado de S. Paulo, período no qual cobriu eleições presidenciais norte-americanas, a crise econômica e entrevistou figuras centrais da política mundial. Também criou o premiado projeto multimídia “Mundo de Muros”, que abordou a crise migratória em quatro continentes e deu voz a refugiados e populações vulneráveis.

Patrícia esteve em algumas das regiões mais tensas do planeta, incluindo Síria, Iraque, Líbia e Turquia, além de ter sido a única repórter brasileira a cobrir presencialmente o surto de ebola em Serra Leoa entre 2014 e 2015. No Brasil, consolidou-se como repórter especial da Folha de S.Paulo, onde se tornou referência em jornalismo investigativo, análise política e cobertura internacional.

Coragem investigativa, reconhecimento e resistência

A jornalista ganhou projeção nacional definitiva com sua investigação sobre o disparo em massa de mensagens políticas durante as eleições de 2018. Sua apuração revelou estruturas de financiamento privado para manipulação de conteúdo nas redes sociais, o que desencadeou ataques, intimidações e campanhas de difamação direcionadas contra ela.

Mesmo diante de ofensas, violência digital e tentativas de silenciamento, Patrícia manteve-se firme: acionou judicialmente pessoas que propagaram mentiras, participou de debates sobre liberdade de imprensa e tornou-se símbolo da luta contra a desinformação no Brasil. Sua postura rendeu admiração global e importantes prêmios, como o International Press Freedom Award do CPJ (2019) e o Maria Moors Cabot Award (2020), da Universidade Columbia.

Autora de obras como Máquina do Ódio e Lua de Mel em Kobane, Patrícia Campos Mello também atua como senior fellow do CEBRI e participa ativamente de discussões sobre tecnologia, democracia e ataques à imprensa. Em 2025, foi homenageada no Prêmio Gabo, reforçando seu papel histórico para o jornalismo latino-americano.

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