Entenda mal que acomete a cantora Lexa, grávida de seis meses
Um problema que afeta algumas mulheres durante a gestação chamou a atenção nos últimos dias após a cantora Lexa anunciar que não participará desse Carnaval para cuidar da gravidez com repouso absoluto por ter sido diagnosticada com pré-eclâmpsia precoce.
A doença é uma condição que se caracteriza por hipertensão arterial e lesão em órgãos como o rim, fígado, cérebro ou placenta, que ocorre antes das 37 semanas de gravidez.
A pré-eclâmpsia é uma doença silenciosa que pode não apresentar sintomas visíveis. Os principais sinais são: inchaço nos membros, ganho de peso repentino, dores de cabeça, alterações na visão, dor abdominal superior, náusea e vômito, redução da urina e falta de ar.
O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito por meio de exames de pressão arterial, urina e plaquetas, além de ultrassonografia. O tratamento da pré-eclâmpsia consiste no controle da hipertensão e no acompanhamento de perto dos sinais e sintomas. O único tratamento efetivo é o parto. Para prevenir a pré-eclâmpsia, é importante: Fazer acompanhamento pré-natal regular, Alimentar-se com baixo consumo de sal e açúcar, Repousar deitada do lado esquerdo, Aumentar a ingestão de água.
Recentemente, foi publicado no New England Journal of Medicine os resultados de um estudo chamado ASPRE trial, que identificou mulheres de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia precoce, as quais receberam 150 mg de aspirina ou placebo entre 12 e 36 semanas de gestação.Os resultados deste estudo mostraram uma redução significativa de 82% na taxa de pré-eclâmpsia antes de 34 semanas e de 62 % antes de 37 semanas, no grupo que usou aspirina.
A pré-eclâmpsia afeta cerca de 150 mil gestantes no Brasil anualmente. Ela é uma condição que se caracteriza por pressão arterial elevada e pode se manifestar após a 20ª semana de gestação. Além disso, pode ser silenciosa, muitas vezes sem sintomas visíveis.
Os principais sinais incluem inchaço dos membros, ganho de peso repentino, dores de cabeça severas, alterações na visão, dor abdominal superior, náusea, vômito, redução da urina e falta de ar.
Já entre os fatores de risco estão a hipertensão arterial crônica, primeira gestação, diabetes, lúpus, obesidade, histórico familiar, gravidez após os 35 anos, ou antes dos 18, e gestação gemelar.
O diagnóstico precoce é fundamental e envolve a medição da pressão arterial, exames laboratoriais para verificar proteínas na urina e níveis de plaquetas, além de ultrassonografia para avaliar o bem-estar do feto. Geralmente é necessário o uso de medicamentos para controlar a pressão. Se não tratado, o problema pode evoluir para eclâmpsia, uma condição ainda mais perigosa. O acompanhamento pré-natal rigoroso e a adesão às recomendações médicas são essenciais para prevenir a evolução da doença.