O Ministério Público Federal entrou na Justiça com uma ação civil pública cobrando R$ 10 milhões por danos ambientais causados pela queda de um helicóptero no estado do Rio de Janeiro. O pedido busca reparar os estragos na vegetação e no ecossistema local.
A Procuradoria da República decidiu mover a cobrança milionária após avaliar o impacto gerado pelo acidente aéreo no meio ambiente. Em casos como este, o vazamento de combustível, a quebra de galhos e a destruição de mata nativa provocam prejuízos que demoram anos para serem totalmente revertidos.
O processo corre perante a Justiça Federal e exige que os responsáveis legais pela aeronave arquem com o valor total pedido. A quantia arrecadada em ações civis públicas desse tipo não vai para o bolso do poder público, mas sim para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos, que financia projetos de restauração florestal e conservação da natureza em todo o país.
Segundo a investigação do Ministério Público Federal, acidentes desse porte exigem medidas emergenciais e plano de contenção para evitar que óleos lubrificantes e querosene de aviação atinjam nascentes, rios ou lençóis freáticos que abastecem a população local.
O que já se sabe sobre o caso
O acidente mobilizou equipes de fiscalização e peritos ambientais logo após o impacto. A apuração inicial confirmou que a queda da aeronave provocou estragos diretos em área de preservação.
Até o momento, o processo detalha o cálculo da indenização a partir da extensão da área degradada e do risco de contaminação química do solo. Os laudos técnicos foram anexados aos autos para sustentar o pedido de R$ 10 milhões feito pelos procuradores.
A Justiça Federal ainda vai analisar o pedido liminar do órgão e abrir prazo oficial para a manifestação da defesa dos proprietários do helicóptero. Não há confirmação de bloqueio imediato de bens antes do julgamento preliminar.





