Hábitos do dia a dia podem aumentar a queda dos cabelos
A queda de cabelo costuma ser associada à genética, alterações hormonais, estresse ou deficiência de nutrientes. No entanto, hábitos aparentemente inofensivos, repetidos diariamente, também podem contribuir para enfraquecer os fios e agravar problemas capilares. Entre eles estão penteados muito apertados, uso excessivo de fontes de calor, procedimentos químicos frequentes e cuidados inadequados com o couro cabeludo.
Médicos e especialistas em saúde capilar chamam atenção principalmente para a repetição dessas práticas. Uma agressão isolada pode não provocar consequências significativas, mas a exposição constante aumenta as chances de quebra, perda de resistência e, em determinadas situações, queda persistente.
Cuidado com penteados muito apertados
Rabos de cavalo, coques, tranças e outros penteados feitos com muita tensão podem exercer uma força contínua sobre os fios e suas raízes. Quando esse hábito é frequente, pode ocorrer a chamada alopecia por tração, uma condição provocada justamente pela pressão repetitiva sobre determinadas regiões do couro cabeludo.
As áreas próximas à testa e às laterais da cabeça costumam estar entre as mais afetadas. Dor, sensibilidade, coceira, vermelhidão e aparecimento de pequenos fios quebrados podem indicar que o penteado está exercendo tensão excessiva.
Alternar os penteados, evitar elásticos muito apertados e permitir períodos em que os cabelos permaneçam soltos são medidas simples que ajudam a reduzir a pressão.
Calor excessivo também fragiliza os fios
Secador, chapinha e modeladores fazem parte da rotina de muitas pessoas, mas temperaturas muito elevadas e uso frequente podem danificar a estrutura do cabelo. O calor excessivo favorece ressecamento, perda de brilho, pontas duplas e quebra, dando inclusive a impressão de que o cabelo está caindo em maior quantidade.
A recomendação é evitar temperaturas muito altas, manter o secador a uma distância adequada dos fios e reduzir a frequência da exposição. Produtos de proteção térmica também podem auxiliar na diminuição dos danos causados pelo calor, embora não eliminem completamente os riscos do uso excessivo.
Química exige atenção redobrada
Alisamentos, descolorações, tinturas e outros procedimentos químicos também precisam ser realizados com cautela. A combinação de diferentes técnicas, principalmente em intervalos muito curtos, pode comprometer seriamente a fibra capilar.
Além dos fios, o couro cabeludo merece atenção. Ardência intensa, feridas, descamação ou irritações após procedimentos não devem ser ignoradas. A escolha de profissionais capacitados e o respeito aos intervalos entre os tratamentos são fundamentais para diminuir os riscos.
Nem toda queda tem a mesma causa
É importante diferenciar quebra de queda capilar. Na quebra, o fio se rompe ao longo de seu comprimento. Já na queda, o cabelo se desprende a partir da raiz. Além disso, perder alguns fios diariamente faz parte do ciclo natural de renovação dos cabelos.
O alerta surge quando a queda aumenta de maneira significativa, permanece por várias semanas, aparecem falhas ou áreas de rarefação, ou quando existem outros sintomas no couro cabeludo.
Nessas situações, procurar um dermatologista é essencial. A queda capilar pode estar relacionada a diferentes fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, doenças, uso de medicamentos, estresse e deficiências nutricionais. Identificar corretamente a origem do problema permite definir o tratamento adequado.
Mais do que uma questão estética, cuidar dos cabelos também significa observar a saúde do couro cabeludo. Pequenas mudanças na rotina podem evitar agressões repetitivas e ajudar a preservar a força e a saúde dos fios ao longo do tempo.





