No dia 09/02, o Auditório do Hotel Mercury, na Barra da Tijuca, recebeu a Imersão Educadoras Legacy, liderada por Helena Tavares, das 9h às 19h. O encontro reuniu empreendedoras de beleza — muitas lash designers — com um objetivo claro: sair do “operacional infinito” e construir uma carreira com estratégia, crescimento e tempo de vida.
Em entrevista, Helena resumiu sua trajetória: “São mais de 10 anos no mercado da beleza… comecei em 2015”. A partir da extensão de cílios, ela conta que criou metodologias que “revolucionaram esse mercado” e a tornaram referência. O ensino ultrapassou fronteiras, com alunas em muitos países, e hoje ela atua como palestrante.
O ponto mais revelador apareceu quando o tema foi rotina e família — e eu pude observar isso também na prática, com o marido de Helena presente e o filho, ainda criança, circulando pelo evento. Helena foi direta: na beleza, “a gente consegue fazer nossos horários, mas chega um momento que atende demais e não sobra tempo”. E é justamente aí que, segundo ela, muitas profissionais se veem presas a uma carreira somente operacional. A proposta do Educadoras Legacy é abrir um mapa de curto, médio e longo prazo: quando o profissional dá “mais um passo” e passa a ensinar, cria um novo braço na empresa, reorganiza a agenda e adiciona fontes de faturamento que devolvem liberdade. Como ela explicou, é possível “reduzir um dia da agenda” sabendo que uma formação pode “recuperar esse dia” — e assim sucessivamente.
Aqui mora a mensagem que eu gostaria que cada mulher guardasse: “A mulher não precisa escolher entre sucesso e lar; ela precisa de estratégia e base.” Estratégia para construir um trabalho que não segue a vida. E base para atravessar os altos e baixos inevitáveis. É justamente nesse ponto que a Bioreconexão se torna necessária: quando a mulher reconstrói sua identidade, desenvolve inteligência emocional e volta a respeitar sua essência feminina, ela passa a criar limites com clareza — e isso protege tanto a carreira quanto a família.
Helena sintetizou com maturidade: “A família é a base”. E lembrou que o sucesso não é linha reta; é “uma montanha-russa”. Sem uma base que sustente, muitas vezes a mulher não se levanta. Para ela, acompanhar o crescimento do filho não é detalhe: é parte do porquê.



