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Suzana Herculano-Houzel, a cientista que revolucionou o estudo do cérebro

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Neurocientista brasileira ganhou reconhecimento internacional ao transformar a forma de contar neurônios e divulgar a ciência de maneira acessível

Suzana Herculano-Houzel é uma das mais importantes cientistas brasileiras da atualidade e referência mundial na área da neurociência. Nascida no Rio de Janeiro, formou-se em biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e construiu uma trajetória marcada pela inovação científica e pelo compromisso com a divulgação do conhecimento.

Seu nome ganhou projeção internacional a partir do desenvolvimento do método do fracionador isotrópico, uma técnica simples e eficiente para contar o número de neurônios no cérebro. Com esse método, Suzana demonstrou que o cérebro humano possui cerca de 86 bilhões de neurônios, corrigindo estimativas anteriores e trazendo impactos profundos para a compreensão da evolução cerebral e da cognição humana.

Ao longo da carreira, Suzana atuou como pesquisadora e professora em instituições renomadas no Brasil e no exterior. Durante anos, esteve à frente de um laboratório no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde formou gerações de jovens cientistas. Posteriormente, passou a desenvolver pesquisas nos Estados Unidos, ampliando ainda mais o alcance de seus estudos sobre a relação entre o tamanho do cérebro, o número de neurônios e as capacidades cognitivas das diferentes espécies.

Além da produção acadêmica, Suzana Herculano-Houzel tornou-se uma das principais vozes da divulgação científica no Brasil. Autora de livros como O Cérebro Humano e A Vantagem Humana, ela se destaca pela capacidade de traduzir conceitos complexos da neurociência para uma linguagem clara, aproximando a ciência do público em geral. Suas palestras e entrevistas reforçam a importância do pensamento crítico, da educação científica e do investimento em pesquisa.

Reconhecida por prêmios nacionais e internacionais, Suzana também é uma defensora ativa da ciência baseada em evidências e da valorização dos pesquisadores. Sua trajetória inspira não apenas pela excelência acadêmica, mas pelo papel fundamental que desempenha ao mostrar como o conhecimento científico pode transformar a sociedade e ampliar a compreensão sobre o que nos torna humanos.

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