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Biden anuncia retirada de tropas do Afeganistão a partir de 1º de maio

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta semana que começará a retirar tropas do Afeganistão em 1º de maio para encerrar a guerra mais longa de seu país. Em um discurso na Casa Branca, ele estabeleceu a meta de retirar todos os 2.500 soldados até 11 de setembro de 2021, data que marcará o 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 e que, agora, será também o marco para o cumprimento da promessa de retirada total das forças militares do país.

Os Estados Unidos passaram a intervir no Afeganistão, no governo do presidente George W. Bush, após os atos terroristas em Nova Iorque e Washington, retirando os talibãs do poder em Cabul, acusando-os de terem acolhido o grupo jihadista Al-Qaeda, responsável pelos ataques, bem como ao seu líder, Osama bin Laden.

Ao sair de cena sem uma vitória clara, os EUA se abrem a críticas de que uma retirada representa uma confissão de fracasso de fato para a estratégia militar. “Isto nunca foi concebido como uma empreitada multigeracional. Fomos atacados. Fomos à guerra com objetivos claros. Atingimos estes objetivos”, disse Biden, observando que o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, foi morto por forças dos EUA em 2011 e dizendo que a organização foi “degradada” no Afeganistão. “E é hora de encerrar a guerra sem fim”, destacou.

Para encerrar a guerra mais longa da história norte-americana, o governo do ex-presidente Donald Trump chegou a um acordo com os talibãs, em fevereiro de 2019, que previa a retirada das tropas antes de 1º de maio, com a condição de os rebeldes, no futuro, impedirem qualquer grupo terrorista de operar nos territórios afegãos.

Biden ate chegou a contemplar a ideia, mas voltou atrás e disse que a retirada final terminará em 11 de setembro. “Sou agora o quarto presidente americano a presidir uma presença de tropas americanas no Afeganistão. Dois republicanos. Dois democratas. Não passarei esta responsabilidade a um quinto”, garantiu.