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Felipe Noronha desenvolve projeto gratuito para atender pessoas com vitiligo

A máxima fazer o bem, sem olhar a quem, se encaixa como uma luva na vida de Felipe Noronha. Empresário carioca, ele resolveu lançar o seu primeiro projeto social voltado para pessoas com vitiligo, doença que alcança 1% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas convivem com a doença. O desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a queda na autoestima e a retração no convívio social, são seus efeitos mais significativos. A doença não tem causa definida, mas está associada a fenômenos autoimunes, exposição solar ou química, estresse e traumas emocionais.

O projeto irá acontecer uma vez por semana, com vagas limitadas e gratuitas. De acordo com o profissional, é importante que a doença já se encontre na sua fase estável e que o paciente tenha o consentimento do seu médico dermatologista. É importante salientar que a pele com a mancha de vitiligo é mais sensível e existe a preocupação para que a área a ser camuflada não sofra escoriações. Para isso o profissional irá usar a técnica da tatuagem estética como também equipamentos próprios para o procedimento. As sessões ocorrerão em ambiente ambulatorial na clínica em que ele atende na Barra da Tijuca, com todos os protocolos de biossegurança necessários. Para se inscrever basta mandar uma mensagem ao instagram do profissional: @tattooplasty. “A ideia é devolver aos pacientes a confiança com o seu próprio corpo. O vitiligo e outras marcas que mexem com a pigmentação corporal podem ser camufladas com a dermopigmentação paramédica”, explica Felipe.
Felipe Noronha trabalha com a implantação de novas tecnologias cirúrgicas para a neurocirurgia, cirurgia da coluna e da face. Começou sua carreira como instrumentador cirúrgico e até hoje faz dos centros cirúrgicos dos principais hospitais do país o seu hábitat natural.

Apaixonado pela milenar arte da tatuagem desde garoto, pensando na próxima tecnologia a ser lançada no mercado cirúrgico e diante dos avanços na qualidade dos pigmentos e equipamentos para a dermopigmentação, Felipe decidiu ser ele mesmo essa novidade se tornando tatuador estético. Há 5 meses sendo um dos poucos profissionais habilitados do ramo no Brasil ele oferece os serviços de dermopigmentação de estrias, cicatrizes, vitiligo, manchas acrômicas, leucodermias e suas principais especializações: harmonização areolar e reconstrução do complexo Aréolo-Mamilar. O  procedimento da tatuagem estética  consiste na diminuição do contraste de tonalidades entre a área lesionada e a pele sadia através das técnicas de tatuagem realista e uso de pigmentos personalizados.

 

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A arte e educação unidas para um futuro melhor

Coragem, garra e muita persistência foram os ingredientes que Eliete Gomes usou para tirar do papel o seu grande sonho: montar um atelier que unisse arte e educação.  E assim surgiu o Atelier Social Ecoar das Artes Eliete Gomes. “Me emociono muito de falar do atelier, porque no início foi muito difícil, um trabalho de formiguinha. Éramos eu, meu filho e alguns professores voluntários, não tínhamos patrocínio e pouco dinheiro para investir. Levei muitos nãos, mas sempre acreditei e deu certo”, revela Eliete.

 

Professora, pedagoga, mestre em artes visuais e acadêmica da Academia Brasileira de Belas Artes, Eliete Gomes, que trabalhou por 40 anos na rede pública de ensino, sempre sentiu a carência que os alunos tinham em aprender.  “O Atelier é um espaço de aprendizado e de convivência social. Eles aprendem muitos valores aqui. Sou muito feliz convivendo com as crianças e adolescentes e tendo a oportunidade de ensinar tudo que aprendi”.

Fundado há 12 anos, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, o Ecoar tem como objetivo principal assistir crianças e adolescentes que, além das artes, aprendem a resgatar a autoestima, a cidadania e os projetos sociais. E por meio do projeto Educarte, são atendidas uma média de 50 crianças e adolescentes de 08 à 15 anos de idade, estudantes da rede pública de ensino e moradores do bairro.  No atelier, além do reforço escolar, os alunos aprendem artes visuais, que são vistas das mais diversas formas como pintura em tela, desenho livre, biscuit, argila, sucata. Os trabalhos feitos no atelier são mostrados em exposições de artes gratuitas para a comunidade. Algumas telas também são levadas para exposições em outros países.

Com o patrocínio da Ternium, atualmente os alunos do Ecoar das Artes estão trabalhando à exposição O Romantismo no Brasil pelo Olhar de uma Criança. “No Projeto Educarte, além de estudar as características do romantismo, os alunos estudaram os autores desse movimento, conhecendo suas poesias e escrevendo poesias próprias com base nas dos autores estudados, como: Castro Alves, José Alencar, Gonçalves Dias, Alvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Gonçalves Magalhães.