Jornal DR1

Poesia no olhar

Meu pensamento está no seu olhar Quando me nutre e me cala Todo horizonte e todo o tempo. As cores As formas As vidas. Animadas por duas estrelas Nossas estradas Nossas retinas. Quando é o pensamento? No seu olhar A eternidade. Através do belo, a liberdade. A força e a luz De nosso espelho.

Carta ao ego

Ei, tu que semeias a discórdia em nome da vaidade! Ei, tu que vives para te prestigiar diante de quem desejas bajular, sempre procurando a falha do outro… especialista numa espécie de adulação orgânica… infelizes, teus incautos seguidores abaixam-se e deixam, tolos, que cuspas em cima…   as moscas que rondam seus olhos, para eles, são… Continue a ler Carta ao ego

A vida não é o que dizem PARTE II

Porque um belo prato traz tanta atenção? Não ligue tanto pra ele! Deixe as guloseimas em paz!  Por que gosta tanto das massas ou de viagens? Isso traz lembranças boas?  Pra que tantas lembranças boas?  Pra contar pros amigos, pros outros.  Pra mostrar o quanto somos especiais por aquilo que ousamos viver, por aquilo que… Continue a ler A vida não é o que dizem PARTE II

A vida não é o que dizem

Pra que tanto incômodo? Tanto silêncio, tanta ação, tanto equilíbrio? Ou não há excesso de equilíbrio? Não me incomodam as modas, o sempre-criticável da juventude do momento; pra que se chatear com as guerras? Com a ganância e com o executivo que ganha milhões de dólares de bônus em detrimento de milhares de famílias que… Continue a ler A vida não é o que dizem

Ser um eterno aluno do Colégio Pedro II

Supor ser eterno já seria algo ao menos ousado; ser aluno e eterno, seja do nosso amado Pedro II ou de qualquer outro Colégio, só pode ser alguma espécie de piada surrealista da pessoa que criou o título desse texto, obrigando-me a perder já três linhas. Jogar fora um parágrafo não é como jogar fora… Continue a ler Ser um eterno aluno do Colégio Pedro II

Tranças e cerejas

A morte vem depois do susto animal, advinda de um excesso não matemático de vendavais de sonhos, insultos sucessivos às quimeras das infâncias, soluços de tristeza escondidos sob os panos antigos e brilhosos da comédia. É sob esta bandeira que caminha Ariadne, seus pés como que de um vidro entremeado de bolhas de ar –… Continue a ler Tranças e cerejas

Com os pés no céu

O mijo quente de um garotinho molhando o barro seco e rachado, requentado pelo sol equatorial, pelo sol malvado e cáustico daquela época do ano. Que pena que não passava assim tão rápido quanto desejavam. À noitinha ficava melhor; os galos dormiam (era engraçado ver os bichos dormindo) e o cheirinho de café tomava conta… Continue a ler Com os pés no céu

O Segredo de Areia

Maria Gorda caminha com os passos que transportam as cortinas para fora do Teatro. Alheia aos três sinais, permanece. Instiga a percepção do espectador, convidado a ser absorvido e absorver o mover da trama, imprevisível. Luz, areia, vento. A cidade, o cinza, o fosco. O mundaréu de gente da cidade, a janela azul onde se encontram  e pra onde transportam quem os vê – Alu Areia e Marcus, sobre… Continue a ler O Segredo de Areia