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Carlos Augusto | Opinião Diário do Rio

Opinião: Dinheiro vermelho para luta política sindical

Muito embora a grande imprensa não tenha dado muita importância (e sabemos porquê), cabe destacar que o movimento sindical Chinês, através da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU – All-China Federation of Trade Unions), à pedido do Fórum das Centrais Sindicais, composta por CSB, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST, doou US$ 300 mil (cerca de R$ 1,74 milhão), para um suposto combate à Covid-19.

Obviamente, a imprensa não deu muita importância, e nem dará, pois sabemos que a grana não se destina ao combate à doença, a menos que as Centrais Sindicais doem esses recursos para os hospitais públicos adquirirem vacinas e insumos destinados aos tratamentos dos doentes. Não há outra opção.

Fato é que o imobilismo e o peleguismo contagiou as lideranças sindicais de tal modo que, desde 2002, com a eleição do Lula, nada fizeram para proteger os direitos dos trabalhadores. Exemplo desse imobilismo foi a falta de enfretamento na “Reforma Trabalhista”, que rasgou literalmente a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho de 1943, e o pouco que restou do código virou uma “colcha de retalho”.

Veio a “Reforma Previdenciária” e, novamente, nada foi feito pelo movimento sindical para proteger os trabalhadores prestes a se aposentar e aqueles que futuramente um dia se aposentarão.

Ainda o imobilismo em plena pandemia, em plena anarquia judicial imposta pelos ministros do STF, pelos prefeitos e governadores, governando através de decretos que violam a nossa Constituição no direito de ir e vir, no sagrado direito ao trabalho, quando trabalhadores formais e informais são agredidos, algemados por policiais civis, militares e até guardas municipais, tendo suas mercadorias apreendidas e etc.

Mas o verdadeiro destino dos recursos chineses sabemos qual será. Basta analisar o agradecimento de Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros):

“Nós somos muito gratos por esse apoio da Federação Nacional dos Sindicatos da China, que vai permitir que as centrais ajudem milhares de pessoas que estão sofrendo os impactos devastadores da pandemia. Mais uma vez, a solidariedade dos trabalhadores se sobressai às loucuras, ao negacionismo e ao ódio plantados por esse desgoverno genocida e incompetente”, afirmou. E completou: “Esse intercâmbio com o movimento sindical chinês é muito importante para os trabalhadores do Brasil.”

Esta aí o destino dos recursos chineses. Com certeza absoluta, o destino desses recursos, infelizmente, não favorecerá os trabalhadores. Gostaria muito que esses recursos fossem destinados aos hospitais públicos, embora seja uma utopia de minha parte.

A mamata dos congressistas não tem limites

Achando pouco os R$ 12 bilhões que o o Congresso Nacional consome por ano dos cofres públicos, a Câmara dos Deputados, ignorando solenemente a pandemia provocada pela Covid-19, ignorando os mais de 330 mil óbitos desde  o início da pandemia, ignorando os 50 milhões vivendo abaixo da linha da miséria e os 15 milhões de desempregados, reajustou de R$ 50 mil para R$ 135,4 mil o valor do reembolso de despesas de assistência com saúde dos parlamentares, um aumento de 170,8%. A justificativa é que o valor estava defasado.

Enquanto isso o povão, sem hospitais, sem atendimento médico, sem remédios, sem leitos de UTIs, chora pelos mortos.

Que país é esse?!

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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Prazo final para entrega da Declaração de Imposto de Renda é adiado

A Receita Federal adiou para 31 de maio o prazo final para entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física 2021 (ano-base 2020). O período de ajuste anual, que começou em 1º de março, terminaria no dia 30 de abril, mas foi prorrogado pela Instrução Normativa nº 2.020/2021, publicada na última segunda (12) no Diário Oficial da União.

De acordo com a Receita, a prorrogação foi estabelecida como forma de suavizar as dificuldades impostas pela pandemia de covid-19. No ano passado, também houve adiamento do prazo, estendido na ocasião em dois meses, até 30 de junho.

“A medida visa proteger a sociedade, evitando que sejam formadas aglomerações nas unidades de atendimento e demais estabelecimentos procurados pelos cidadãos para obter documentos ou ajuda profissional”, diz trecho de nota divulgada pela Receita.

A Receita espera receber este ano 32.619.749 declarações — no ano passado, foram enviadas 31.980.146. A multa por atraso na entrega é de, no mínimo, R$165,74 e, no máximo, 20% do imposto devido.

Deve declarar quem, em 2020, teve rendimentos acima de R$ 28.559,70. O mesmo vale para quem ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança) e para donos de veículos ou imóveis que somam mais de R$ 300 mil.

Entre as principais novidades em 2021 está a obrigatoriedade de declarar o auxílio emergencial para quem recebeu mais de R$ 22.847,76 em outros rendimentos tributáveis. Os contribuintes nessas condições (cerca de cerca de 3 milhões de pessoas, segundo a Receita) deverão devolver todo o benefício. O auxílio deve ser declarado por ser considerado rendimentos tributáveis de pessoa jurídica. Quem ganhou menos que R$ 22.847,76 em rendimentos tributáveis e recebeu o auxílio está isento da declaração e não precisa se preocupar.

Outra novidade é que o programa preenchedor do IR desse ano está com espaço para os contribuintes declararem criptomoedas e outros ativos eletrônicos.

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Vacinação e consciência: únicas saídas para a pandemia

O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 34 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas, e o número de pessoas recuperados já soma mais 12,2 milhões. Esses dois dados trazem esperança aos brasileiros por dias melhores. A vacinação é, no momento, a principal arma para vencer a pandemia, aliada, claro, aos cuidados que cada um deve manter para superar esse momento difícil, como uso da máscara, álcool em gel e o distanciamento social.

Em todo o país, mais de 25,4 milhões já tomaram a primeira dose (12% da população), e 8,5 milhões já foram imunizados com a segunda dose (4%).

34 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

No Rio e demais estados, a vacinação avança, mas ainda a passos lentos, sendo que muitas cidades registram paralisações por falta de doses. Ainda assim, mais de 1,7 milhões já tomaram a primeira dose no estado e 491 mil a segunda (2,83%). O Rio ocupava, até quinta (16), a 20ª posição entre os estados que mais aplicaram doses proporcionalmente a população (10,31%), segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa. Os cinco estados que mais imunizaram eram Rio Grande do Sul (16,64%), Mato Grosso do Sul (14,39%), Paraíba (13,79%), Espírito Santo (13,56%) e Bahia (13,43%).

Já a capital fluminense aparece entre as que mais vacinaram: 1,1 milhão já tomaram a primeira dose e 297 mil a segunda. A cidade está com calendário de imunização de homens e mulheres em dias alternados, por idade, e com meta de vacinar todos os idosos com mais de 60 anos até o fim de abril.

Em seguida, a meta será imunizar, até 29 de maio, todos com 45 anos ou mais com comorbidades, deficiências permanentes e trabalhadores em atividade da Saúde, Educação, limpeza urbana e das forças policiais e de salvamento – calendário unificado com Niterói, Maricá e Itaguaí.

Brasil é um dos poucos a produzirem vacina

Fiocruz produzirá vacina sem importações no 2º semestre. (Foto: Divulgação)

Na luta contra a pandemia, vários países correm para fornecer vacinas mundo afora. E o Brasil se destaca como um dos poucos com capacidade para produzir imunizantes, ao lado de nações como EUA, Alemanha, Reino Unido, China, Rússia, Índia e Cuba, até então único país da América Latina a iniciar testes de um medicamento próprio. O Brasil pode em breve, inclusive, exportação de doses para outros países latino-americanos, como a Argentina. O Butantan já fechou acordos que totalizam a venda de 40 milhões de doses da Coronavac para países vizinhos.

A Coronavac é produzida no Brasil, mas depende do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China. A dependência de importação de insumos dificulta a produção acelerada, mas o país já avança para produzir os imunizantes sem necessidade de importações. A Fiocruz, por exemplo, começará a própria produção do IFA, o que permitirá que a vacina seja 100% brasileira — no segundo semestre, prevê produzir 110 milhões de doses com insumo nacional. Duas outras vacinas brasileiras estão em desenvolvimento: a Butanvac, do Butantan, e outra que será resultado de uma parceria entre o governo e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ambas ainda passarão por testes em humanos após aprovação da Anvisa.

O Brasil também vem ganhando destaque no mundo na aplicação de doses contra a covid-19. Entre os países que compõem o G20, as 20 maiores economias do mundo, está em 9ª lugar, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. Se analisado os números absolutos, o país fica em 5º lugar, atrás apenas de EUA, China, Índia e Reino Unido.

Chegada de novas doses e esperança

Chegada de novas doses deverá acelerar imunização. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O ritmo da vacinação deve ser acelerado nos próximos dias, com a disponibilização de novas doses pelos laboratórios. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na quarta (14) a antecipação de 2 milhões de doses da vacina da Pfizer já para o primeiro semestre — 1 milhão de já em abril e as demais ao longo de maio e junho. Com isso, o Brasil totalizará 15,5 milhões de doses até junho.

Com relação à Coronavac, o presidente do Butantan, Dimas Covas, disse que, até 10 de maio, a previsão é entregar 46 milhões de doses e que, além disso, já foram iniciadas entregas de 54 milhões de doses adicionais. Até agosto, a proposta é disponibilizar 100 milhões de doses. A Fiocruz, por sua vez, entregou nesta semana cinco milhões de doses e, até o final de abril, prevê 18 milhões de doses. Depois, a meta será aumentar, disponibilizando 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho.

O Brasil também tem acordos firmados para entrega de 38 milhões de doses da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, até novembro, sendo a primeira entrega, de 16,9 milhões de doses, até agosto. Outras 33 milhões de doses de diversas vacinas, viabilizadas por meio da Covax Facility, aliança global criada pela OMS, devem ser entregues até o fim do ano.

Brasil é um dos poucos países a produzir vacina no mundo. (Foto: ABr)

Mais 20 milhões de doses da vacina indiana também estão contratadas, mas ainda não houve liberação da Anvisa. A mesma situação acontece com a vacina russa Sputnik V — o governo fechou contrato para 10 milhões de doses, mas a vacina também segue pendente de aprovação.

Os números da pandemia ainda são bastante preocupantes – o país já passou da marca dos 13,7 milhões de casos de Covid-19 e 365 mil mortes. Mas, como disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, “as vacinas oferecem uma grande esperança para reverter a maré da pandemia”.

É preciso cobrar dos poderes públicos agilidade na vacinação, fazer nossa parte, adotando os protocolos de saúde, e até fiscalizar por conta própria as imunizações, filmando com celular, por exemplo, para evitar fraudes como as “vacinas de vento”, como temos visto pelo país. Com o avanço da imunização e a consciência de todos, vamos superar esse momento difícil.

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O medo do cancelamento e a pandemia transformaram BBB 21 em um sucesso sem precedentes

Da Redação

O Big Brother Brasil de 2021 se tornou um dos maiores sucessos da televisão atualmente – e talvez de toda a franquia – por causa de uma série de fatores que culminaram de forma decisiva no “Big dos Bigs”. O primeiro de todos foi o medo geral do chamado cancelamento, por todos os participantes, somados a pandemia da Covid-19, que obriga as pessoas, em sua maioria, a ficarem dentro de casa e dar audiência para o reality da Rede Globo.

Com nomes de peso em seu casting, a produção do BBB 21 apostou em influenciadores para colocar sua marca ainda mais forte no país. Contudo, todos os selecionados entraram com o chamado medo de serem cancelados aqui. Isto influencia diretamente na forma de jogo de cada participante. Por não conseguirem expor de forma clara e direta, sempre com receio de julgamentos, a edição de 2021 acabou chamando a atenção de forma massiva do público em geral, que criou uma enxurrada de críticas e elogios vindos pelas redes sociais. Dessa forma, nomes mais autênticos, como a paraibana Juliette, acabaram caindo nas graças do público por saber se expor de uma forma “politicamente correta”, com imposições e sem ofender alguma parcela dos telespectadores. Já os que foram “cancelados”, acabaram cometendo deslizes não perdoados, aumentando ainda mais a audiência, já que estes geram engajamento na hora de serem eliminados, como Karol Konka, Projota, Nego Di e Rodolffo.

Por outro lado, o fenômeno aumentou ainda mais devido à pandemia. Isto porque, muitos que sequer eram fãs do programa acabaram aproveitando o conforto de suas casas para dar audiência ao programa. Foi “uma chance” dada por essas pessoas, que em sua maioria engajaram de forma efetiva e entenderam as mazelas de cada participante. O BBB 21 mudou o comportamento de algumas pessoas, que antes não entendiam o sucesso do programa. A Rede Globo acabou pegando o “novo normal” para evidenciar ainda mais um de seus produtos, que não andava tão bem das pernas até a edição 20.

A edição tem como principal apoio a mudança comportamental das pessoas desde a primeira edição, em 2000, para os dias de hoje. O que fez do programa um fenômeno de audiência e rendendo milhões aos cofres da emissora.

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Zeca Pagodinho recebe a primeira dose da vacina e declara: “Vai vacinar, vai vacinar!”

O cantor e compositor Zeca Pagodinho recebeu, nesta sexta-feira (16/04), a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Com uma máscara da Portela no rosto, o consagrado artista, de 62 anos, chegou animado ao posto drive-thru do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Zeca Pagodinho sendo vacinado na Barra da Tijuca. (Foto: Reprodução Prefeitura do Rio)

O cantor não escondeu que está ansioso para voltar a fazer shows assim que a pandemia acabar e aproveitou para deixar um aviso:

Vou fazer como o meu médico falou, o doutor Marcelo: “Vai vacinar, vai vacinar!” E não esquece a segunda dose – cantarolou Zeca, numa adaptação de “Vai vadiar”, um dos seus grandes sucessos.

Nesta sexta, a vacina é destinada a homens de 62 anos e profissionais de saúde de 50 anos. De acordo com a última atualização do painel Rio Covid-19, às 12h15, já foram vacinadas com a primeira dose 1.192.152 pessoas, o que representa 17,7% da população carioca. Se for levado em consideração somente quem tem 60 anos ou mais, esse percentual sobe para 81,8%.

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Câmara aprova MP que prorroga contratos na Educação e Saúde

Da Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (15) a Medida Provisória (MP) 1009/20 que prorroga 122 contratos no Ministério da Educação (MEC), no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A MP prorroga 65 contratos da ANS até o dia 25 de novembro de 2021, e até o dia 2 de maio de 2022, 27 contratos no MEC; 14 no FNDE; nove no Inep e sete na Capes. A matéria agora segue para análise do Senado. O governo justificou a necessidade de prorrogação dos contratos, por tempo determinado, “para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.

A relatora da proposta, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), disse que a medida é fundamental para a manutenção das atividades dos órgãos. “Os prejuízos seriam incalculáveis na Saúde e na Educação [sem a prorrogação]”, justificou.

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Amazon Prime Video anuncia estreia de Dom, nova série brasileira sobre Pedro Dom

*Por Fabiana Santoro

A Amazon Prime Video anunciou nesta quinta-feira (15) a data de estreia de DOM, nova série nacional baseada em fatos reais sobre pai e filhos em lados opostos na guerra contra as drogas. O seriado estará disponível na plataforma dia 4 de junho.

Pôster oficial da série DOM. (Foto: Divulgação)

A trama contra a história real de Victor (Flavio Tolezani), um policial que dedica a vida na luta contra as drogas, e seu filho Pedro (Gabriel Leone), um dependente químico de vai do seu vício a cocaína para um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro, conhecido como Pedro Dom. O elenco conta com Felipe Bragança, Raquel Villar, Isabella Santoni, Ramon Francisco, Digão Ribeiro, Fabio Lago, Julia Konrad e André Mattos.

A série é uma produção da Conspiração, composta de oito episódios comandados por Breno Silveira, diretor e showrunner.

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Ativista do Entregadores Antifascistas expõe grave situação de trabalhadores em congresso sobre humanidades digitais

Paulo Galo, ativista do movimento Entregadores Antifascistas, falou sobre a difícil situação dos trabalhadores, agravada durante a pandemia

A situação de total exploração a que são submetidos os trabalhadores que realizam entregas (“delivery”) por meio de aplicativos foi o destaque da abertura do painel “Humanidades Digitais na Realidade Brasileira’, oitavo eixo do II Congresso Internacional em Humanidades Digitais, realizado pela UNIRIO,  Instituto Urca e Associação Brasileira de Humanidades Digitais. O evento, que segue até sexta-feira (16), tem o apoio e a parceria da Casa de Oswaldo Cruz, FGV, IED Rio, UFRJ, Laboratório de Humanidades Digitais da Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Concordia e PopLab, entre outras.

Paulo Lima, o “Galo”, liderança do movimento Entregadores Antifascistas falou por cerca de meia hora, expondo as consequências que a aplicação da tecnologia digital por empresas como Uber, Rappi e iFood têm sobre o dia a dia dos motoboys, que se arriscam em alta velocidade pelas ruas das grandes cidades brasileiras, em longas jornadas de trabalho e sem direitos trabalhistas. Ele reforçou que o objetivo do movimento é fazer com que as empresas cumpram a CLT.

Não temos problema com a tecnologia, mas ela está sendo usada para suprimir direitos, deixando um pequeno grupo de empresas mais rico. O cliente acredita que é mágica a comida chegar na porta da casa dele. Aperta um botão e, pronto, está lá um hambúrguer. Ele não pensa que o app tira 30% do dono do restaurante e muitas vezes não paga ao motoboy a tarifa mínima de 5% por entrega”, destacou Galo, que, bloqueado pelas empresas de aplicativos, continua a trabalhar com entregas mas de forma independente.

Além da chamada Uberização nas relações de trabalho, o Eixo Temático 8, coordenado pelos professores Danielle Sanchez, Jair Martins de Miranda e Vagner Diniz, apresentou trabalhos de pesquisadores que buscam refletir sobre questões como a formação e produção acadêmica em Humanidades Digitais (HDs) no Brasil e iniciativas conexas na Ciência da Informação, Comunicação, Antropologia, História e Sociologia; além de estudos aplicados sobre o uso da internet e a inserção das plataformas digitais como recursos para compreender a realidade do país  na era digital.

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Aluna carioca é aprovada em sete universidades americanas

Isabela Magalhães, de 18 anos, vai cursar cinema

Com uma câmera na mão e muitas ideias na cabeça, Isabela Magalhães, aos 18 anos, tem um mundo inteiro a desbravar. A começar pelos EUA, para onde a aluna do CEL e atriz foi aprovada por sete das mais prestigiadas universidades. O sonho? Conquistar o diploma de cineasta.

Na bagagem, entre tantas emoções, há a gratidão ao CEL.

 Digo com toda a certeza: sem o apoio incondicional do CEL, eu não conseguiria minhas aprovações. Antes de começar, achei que estudar fora fosse um processo simples. Achei que dependia apenas de boas notas e algumas redações. Aos poucos, essa minha visão foi se desconstruindo e tive um grande choque de realidade. As faculdades dos Estados Unidos te veem além dos números. Elas não querem saber apenas do porquê você as escolheu, e, sim, do porquê elas deveriam te escolher, o que te faz especial. Para essa avaliação, elas contam com uma grande parte desse processo: as atividades extracurriculares – destaca a jovem estudante, que ainda aguarda o resultado de outras seis universidades americanas.

Desde pequena, Isabela sempre esteve envolvida com ações solidárias por meio do teatro, ativismo feminista e esportes em geral. Mas a guinada teve início no meio escolar:

 Lá eu pude colocar em prática o que de fato fazia a diferença: o espírito de liderança e o acolhimento. Eu recebi total apoio do CEL para dar mentorias de redação para as terceiras séries de todas as unidades e para criar um Clube de Cinema para Mulheres, no qual víamos diversos filmes com produções femininas e discutíamos o nosso espaço na indústria cinematográfica. Eu tenho certeza que essas duas atividades foram o ponto forte da minha candidatura. Além disso, todos os meus professores e coordenadores acolheram o meu sonho. O que foi fundamental para mim. O CEL apoia o fato de eu ser artista e eu nunca tinha sentido isso em outra instituição.

Isabela, também, é só elogios à maneira com a qual o Colégio trata todos os alunos:

Apesar dele ter programas excelentes para quem sonha em fazer Medicina, Direito, Engenharia ou Psicologia, ele também valoriza da mesma forma e olha com carinho para quem, como eu, sonha em fazer cinema. Cada aluno do CEL pode ser protagonista da sua própria história. Em diversos momentos, as minhas necessidades focadas na candidatura às universidades americanas divergiam da necessidade da maioria focada no ENEM, mas nem por isso a escola deixou de me acolher, me motivar e de atender a essas necessidades.

Duas universidades em Nova York

Das sete universidades para as quais a aluna passou, duas são em Nova York: School of Visual Arts e Ithaca College. Isabela também poderá optar pela State University, de São Francisco, Columbia College Chicago, pela Cal Arts (Califórnia), pela School of the Art Institute of Chicago ou pelo Savannah College of Art & Design, na Georgia.

Entre tantas opções, a futura cineasta tem uma preferida:

 Uma das universidades que têm espaço no meu coração é a School of Visual Arts. É uma das melhores universidades de cinema no mundo, é reconhecida por incentivar o cinema independente, pelo sucesso dos ex-alunos que trabalham em grandes produções de Hollywood e pelos professores gentis e acolhedores. Um lugar que abriga a dimensão dos meus sonhos, alimenta minha curiosidade intelectual, supre meu desejo incansável de aprender, acompanha a fluidez de meus pensamentos e explora quem eu sou como artista e como pessoa em uma comunidade diversa.
Alívio, gratidão e felicidade

Divulgação/ CEL

Para a jovem estudante, que ainda aguarda a resposta de outras quatro universidades americanas, a ficha demorou a cair ao ser aprovada:

Quando recebi a primeira aprovação, eu paralisei. Tive que ler a carta de admissão três vezes para entender se eu realmente tinha sido aprovada. Foi uma sensação de alívio, gratidão e felicidade extrema.

Sonho realizado

Em que pese a pouca idade, Isabela demonstra maturidade e humildade para mostrar o valor do seu feito:

 Foi um ano muito conturbado, de muitas incertezas, medos, muita determinação e muito esforço. A aprovação veio como um suspiro, uma recompensa por cada degrau que subi, cada degrau que caí. Me fez acreditar mais em mim mesma. Todas aquelas palavras juntas na carta de admissão, naquele momento, tinham um único significado: a realização de um sonho.

Isabela reconhece que não imaginava realizar esse sonho tão cedo. E escolheu os Estados Unidos por oferecerem muitas oportunidades, principalmente em sua área: artes.

Os artistas são mais valorizados, nosso estudo e esforço são contados para nos tornarmos melhores artistas, podemos ter uma perspectiva de carreira, acredito que posso ter uma ótima educação e formação como profissional e pessoa lá.

Luz, câmera, ação e realização de um sonho!

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Covid-19: 1,5 milhão de brasileiros estão com segunda dose da vacina atrasada

Da Agência Brasil

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a covid-19 atrasada. O dado foi trazido nesta terça-feira (13) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília. Segundo ministro, a pasta vai divulgar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada. 

A complementação do esquema vacinal, ressaltou, será feito com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Aos que estão com a segunda dose atrasada, o Ministério da Saúde, orienta que não deixem de ir a um posto de vacinação para completar a imunização.

Intervalos

Desde que começou a vacinação da população contra a covid-19, duas vacinas são aplicadas no Brasil: a da farmacêutica CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada num intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina da AstraZeneca, deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, três meses.

Medida Provisória

Ainda no café da manhã com os jornalistas, ao dizer que o programa de vacinação é a prioridade número um do ministério, Queiroga adiantou que o governo deve publicar nos próximos dias uma medida provisória para criar uma secretaria específica para ações contra a covid-19. A atual coordenadora do Programa Nacional de Imunização, da pasta, Franciele Francinato deverá comandar a nova secretaria.

Transporte

No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras pelos usuários de transporte público como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus. Queiroga adiantou que haverá uma campanha nacional para prevenir a contaminação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mas lembrou que cabe às prefeituras disciplinar regras para trens e ônibus. Segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, uma portaria conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Regional deverá ser apresentada na próxima quinta-feira (15).

Lockdown

Sobre um possível lockdown nacional, o ministro da Saúde descartou a hipótese e disse que “uma medida homogênea para o país inteiro não vai funcionar”. Ele acrescentou que tomará medidas “para evitar que o país chegue a cenários extremos”.

Vacinas

Sobre vacinas, Queiroga disse que falou ontem com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e a previsão é manter o calendário de vacinação. “Quando a Fiocruz e o Instituto Butantan receberem mais matéria-prima para fabricarem vacinas, a situação vai melhorar “, garantiu. O ministro lembrou que o governo brasileiro investiu R$ 150 milhões no consórcio Covax Facility para receber vacinas e admitiu que esperava mais doses. “Temos buscado com o diálogo. Estou procurando diminuir a temperatura da fogueira para avançar”, disse.

Ao falar da aprovação de imunizantes e medicamentos que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus, Queiroga avaliou que a Anvisa tem feito o trabalho dela “de maneira apropriada”. O ministro garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai faltar dinheiro para a saúde.