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Brasil Fica a Dica

Mauricio Benvenutti lança o livro Desobedeça

 

 

Além da versão impressa, a obra será  um marco na inclusão literária porque é a primeira a ser traduzida no mundo e o Brasil é o país que levará esse produto inovador às pessoas com dislexia, déficit de atenção, cegas e surdas.

Questionar o modelo tradicional de se construir carreiras é o ponto chave do livro Desobedeça, do escritor Mauricio Benvenutti, que será lançado no dia 10 junho de 2021 pela editora Gente. A pré-venda teve início no dia 10 de maio nos sites das principais livrarias do país. A obra também será disponibilizada na versão SL Book: Sign Language Book (Livro em Língua de Sinais),  sendo um marco na inclusão literária. Criado pela startup Wise Hands, é o primeiro livro traduzido no mundo e o Brasil será o país que levará esse produto inovador às pessoas com dislexia, déficit de atenção, cegas e surdas. O SL Book é a evolução do livro físico, mas sem perder a elegância das páginas. “Desobedeça” terá seu conteúdo disponibilizado em áudio e vídeo sendo que a tradução é feita por intérpretes humanos. Ele será comercializado e acessado diretamente pelo site www.slbook.shop , que é uma  plataforma segura e funcional.

           

Construção de carreira mudou

O mundo atual impulsionou a redefinição da palavra “carreira” para profissionais e empresas. As estratégias que irão construir as próximas trajetórias de sucesso serão bem diferentes das usadas até aqui. A leitura promove uma reflexão sobre o caminho clássico para se conquistar um lugar de destaque no mercado. Antes, era precisavo frequentar as melhores escolas e, posteriormente, cursar universidades de ponta para conquistar bons empregos e alavancar uma carreira. Hoje, essa continua sendo uma alternativa. Mas existem várias outras maneiras eficazes para se desenvolver uma trajetória profissional bem-sucedida.

O escritor reforça que algumas pessoas constroem o seu valor profissional atrelado à placa da empresa onde trabalham. “Hoje sabemos que isso é um problema. Afinal, empregos vem e vão e profissionais que usam essa estratégia terão o seu valor de mercado reduzido quando precisarem se recolocar, pois não terão mais a marca da antiga empresa em seu sobrenome”. No livro, explico como mudei minha postura para deixar de ser o “Mauricio da XP” e passar a ser o “Mauricio Benvenutti”. Também mostro como as empresas devem apostar numa política de valorização da reputação pessoal dos seus colaboradores e não focar apenas nas experiências profissionais. Tal conduta pode aumentar o reconhecimento, a influência e, até mesmo, as vendas de uma companhia”, explica Benvenutti.

           

Título faz referência a projeto social

O título do livro faz uma referência a um projeto social no qual o autor participou em Indiaroba, em Sergipe. Benvenutti dedicou um capítulo para contar a história de jovens que, a partir das suas habilidades e dedicação, criaram cinco projetos e um deles foi pré-selecionado para o programa de TV Shark Tank Brasil. Esses jovens geraram empregos, tornaram-se empreendedores e movimentaram a economia do município.

 

Guia Prático

A obra traz ainda um guia prático chamado 10 Ps, ou seja, etapas que contemplam três pilares importantes sobre carreiras: satisfação, competências e remuneração. Essa ferramenta faz o leitor refletir se está contente com o seu trabalho, se dispõe de motivação para a execução das atividades diárias e se as realiza com competência. “Esses elementos devem estar em perfeita harmonia para que o profissional ganhe autoridade naquilo que faz”, diz o autor.

 

OBRA:

Desobedeça – Editora Gente

R$ 39,90

 

PERFIL DO AUTOR:

Maurício Benvenutti – é formado em Sistemas de Informação pela PUCRS, possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e pós graduação em Marketing por UC Berkeley. Foi sócio e diretor B2B da XP Investimentos por mais de 8 anos. Desde 2015, é sócio e membro do conselho da StartSe – empresa de educação executiva com sedes no Vale do Silício, China e Brasil. É palestrante do TEDx  e autor dos livros Incansáveis (9ª edição) e Audaz (5ª edição), lançadas pela editora Gente, que entraram na lista dos mais vendidos do Brasil na categoria “negócios”.

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Aisha Raquel Ali | Tecnologia Diário do Rio Notícias do Jornal Tecnologia

Fazer falta pra quem? O adeus da Cabify ao Brasil

O aplicativo de transporte Cabify anunciou na última sexta-feira (23/04) que irá deixar o Brasil. A empresa espanhola anunciou o fim de suas operações por aqui a partir do dia 14 de junho deste ano. O app até o momento funciona nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo.

Segundo o comunicado da empresa enviado aos clientes, a empresa destacou que a pandemia da Covid-19 no Brasil tem dificultado os serviços de carona compartilhada. Informou que o mercado brasileiro ainda é afetado pela “grave situação sanitária do país e pela crise sócio-econômica local causada pela Covid”, o que dificulta a “criação de valor”.

Alguns usuários receberam um e-mail com um aviso, dizendo que ainda será possível fazer corridas até a data de encerramento.

A companhia diz que continuará “disponível em outras cidades da América Latina e na Espanha”, onde a empresa foi fundada.

“Todas as cidades da América Latina e da Espanha onde Cabify está presente mostram bons índices de recuperação em comparação com o nível de atividade anterior à pandemia e, em média, a demanda global de viagens da Cabify se recuperou em 75% até o final de 2020”, disse a empresa.

O aplicativo chegou ao Brasil em junho de 2016. Em 2017, o grupo Maxi Mobility, dona do Cabify, comprou a plataforma brasileira Easy Taxi, que dois anos depois foi incorporada ao app espanhol.

Cabify não é a única empresa que tem deixado o nosso país neste ano, temos nessa conta a Ford, a Mercedes-Benz, a Sony e outras empresas que também abortaram o plano de começar seus trabalhos aqui, como por exemplo, a companhia aérea Virgin Atlantic. A pandemia impactou grandes empresas, fazendo com que nomes renomados saíssem do nosso solo e também, talvez ainda mais, impactou microempresas que estavam começando e se viram em uma areia movediça, sendo impedidas de continuarem com seus sonhos. Fica a nossa esperança para que o futuro do mercado melhore, não só em nosso país, mas em todo mundo.

Aisha Raquel Ali
Webdesigner, assessoria em social media e marketing
aisha.raquel@jornaldr1.com.br

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Brasil Cinema Música Notícias do Jornal Séries Tecnologia TV & Famosos

HBO Max anuncia primeira série original brasileira

*Por Fabiana Santoro

A HBO Max anunciou essa semana a série ‘Os Ausentes’, a primeira produção nacional do streaming. A trama acompanha um drama policial, sobre o dia-a-dia em uma agência de pessoas desaparecidas, que investiga casos que o sistema não foi capaz de resolver.

Os ausentes. (Foto: Divulgação HBOMax)

A Warner anunciou também que planeja desenvolver mais de 100 produções locais na América Latina nos próximos dois anos. Dessas futuras produções, 33 já estão em fase inicial e farão parte da linha exclusiva Max Originals.

Atualmente, o catálogo de originais da HBO Max conta com quatro produções latino-americanas divulgadas: a comédia de ação mexicana ‘Búnker’, o drama familiar mexicano ‘Amarres’, o drama musical argentino ‘Días de Gallos’ e agora o drama brasileiro ‘Os Ausentes’.

A plataforma de streaming direta ao consumidor da WarnerMedia, HBO Max, tem lançamento agendado para final de junho na América Latina, sendo a primeira vez que o serviço estará disponível fora dos Estados Unidos. O streaming terá várias opções de assinatura e poderá ser baixado em diversos dispositivos.

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Brasil Cultura

Talokudo – Humorista do Rio Grande do Norte é sucesso nas redes sociais

Com mais de três milhões de seguidores, o humorista Talokudo, 30 anos, nascido em Mossoró, Rio Grande do Norte, é hoje um fenômeno nas redes sociais, graças aos seus personagens, suas paródias e vídeos com imensa repercussão. Recentemente, o seu vídeo ´Aniversário de Ketley´ ficou em primeiro lugar entre os mais assistidos no YouTube e o que surpreende a todos é que na mesma gravação, ele interpreta vários personagens ao mesmo tempo.

“O meu humor é aquele que o público se identifica com aquela situação que está vendo”, conta ele, que estreou nesse mês de março, em Mossoró, o stand-up “Consultório da comédia”, mas precisou ser paralisado por conta do aumento dos casos de coronavírus. Dentro desse projeto, ele criou o espaço Open Mic, para dar oportunidade a novos humoristas. Durante a pandemia, para alegrar os seus seguidores, diante de tanta tristeza, criou personagens como as hilárias Dona Jacinta, Katia, Jéssica, Ketley, entre outros, que estouraram nas redes sociais, alguns chegando a dez milhões de visualizações.

Crédito – Zenden Silva

Seu talento artístico começou ainda na escola. “Participei de algumas peças teatrais e mesmo sem cunho humorístico, elas viravam uma comédia quando eu começava a falar meus textos e a interpretar. Alguns anos depois, um amigo apareceu com uma câmera tekpix e daí, surgiram os primeiros vídeos imitando cantores, gravando danças, etc… Para deixar registrado, postava em um canal no YouTube”, relembra Talokudo, que, na adolescência, também participou de apresentações musicais em bares de sua cidade, além de integrar parte de um grupo de capoeira.

Em 2006, aos 16 anos, deixou um pouco de lado a diversão, e começou a trabalhar como motoboy em um petshop. Não deixou os vídeos de lado, mas sem a dedicação de antes por conta de trabalhar de nove a dez horas por dia. Neste mesmo ano, recebeu uma proposta de uma empresa do Canadá para associar seu canal ao grupo.  “Eles tinham o intuito de colocar anúncios publicitários em meus vídeos. Não tive dúvidas de que ali era uma forma de trabalhar com o que eu realmente amava fazer: comédia. Larguei a moto e me foquei mais nos vídeos”, enfatizou. Com a mudança e o investimento, Talokudo chegou a atingir mais de 10 milhões de visualizações no Facebook e um milhão no YouTube com a versão cômica do clipe da música “Porque homem não chora”, do cantor Pablo do Arrocha.

O auge veio de 2016 para 2017, período em que suas paródias bombaram na internet, e veio o convite para participar do quadro ‘Canjica Show’, do programa ‘Legendários’, na Record TV, apresentado por Marcos Mion. “Foi um divisor de águas em minha vida. A primeira oportunidade de mostrar o meu trabalho em rede nacional, e também uma superação dos meus limites, força e coragem, pois dias antes de ir até São Paulo, peguei a doença chikungunya, que deixa todas as articulações do nosso corpo doloridas. Eram dores fortes, ao ponto de você não conseguir nem andar direito, sem falar na dor de baixo dos pés, a cada pisada no chão, mas eu não podia me deixar vencer ali, já que a minha apresentação era uma performance musical que exigia dança, voz, e muita condição física. Então, tomei alguns medicamentos e viajei em busca de realizar um dos meus sonhos. Durante a participação, não lembrei das dores, do cansaço, só cantei minha paródia e conquistei todos os jurados, recebendo a aprovação de todos eles!”, conta ele, que ganhou nota máxima na atração, assim como aconteceu, no ano passado, durante a pandemia no ´Gonga la Gonga´, do `Caldeirão do Huck´, na TV Globo,

Um ano depois, quando abriu o show do humorista Lucas Veloso, filho do falecido Shaolin, Talokudo decidiu lançar o seu stand-up. Fez participações em teatros e eventos, alguns shows solos e outros com presenças de renomados humoristas, como Renan da Resenha.

Em 2019, se juntou ao músico Dan Ventura, líder da Banda Bonde do Maluco, e lançaram o hit “Tutorial do quadradinho”, que ensina a como tirar a calcinha da bunda sem usar as mãos. “Aqui no Brasil, todos os anos são escolhidos os hits do carnaval. Então, pensei em criar uma música divertida e dançante para ser uma das favoritas e foi bastante tocada aqui pela nossa região”, comemora.

Além do sucesso nas redes sociais e em suas apresentações, Talokudo planeja lançar um aplicativo para seus fãs. “Esse projeto é para o meu público infantil. O app será com a minha personagem Ketley, feita para as crianças cuidarem dela, dar banho, comidinha, trocar de roupa e brincar com alguns minijogos”, completa.

Redes sociais Talokudo:
Tik Tok – @talokudo
Instagram – @talokudo
YouTube – https://www.youtube.com/channel/UCQ8a1n0D1PjI8fxR1AxHKRQ
Facebook -@talokudo

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Brasil Destaque Economia Notícias Política

Bolsonaro relança programa de redução de salários e jornada

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (27) a medida provisória (MP) que viabiliza a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm), que permite a empresas a realização de acordos para redução de jornada e salário de funcionários ou a suspensão dos contratos de trabalho. O programa entra em vigor de forma imediata e terá duração inicial de 120 dias.  

De acordo com o governo, no ano passado o programa preservou o emprego e a renda de cerca de 10,2 milhões de trabalhadores em acordos que tiveram a adesão de mais 1,5 milhão de empresas. O benefício foi pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A retomada do BEm era uma demanda de empresários por causa do agravamento da crise econômica em decorrência da pandemia.

A redução de salários ou a suspensão dos contratos serão feitas nos mesmos moldes de 2020, segundo o governo. Os acordos individuais entre patrões e empregados poderão ser de redução de jornada de trabalho e salário apenas nos percentuais de 25%, 50% ou 70%. Como contrapartida, o governo pagará mensalmente ao trabalhador o Benefício Emergencial, que corresponde ao valor do percentual reduzido tendo como referência a parcela do seguro-desemprego a que o empregado teria direito.

Na prática, um trabalhador que tiver redução de 25% do salário receberá 25% do valor do seguro-desemprego que ele teria direito em caso de demissão, e assim sucessivamente. No caso da suspensão temporária dos contratos de trabalho, o governo pagará ao empregado 100% do valor do seguro-desemprego a que ele teria direito.

Garantia de emprego

Em todos os casos fica reconhecida a garantia provisória no emprego durante o período acordado e após o reestabelecimento da jornada ou encerramento da suspensão, por igual período. O pagamento do benefício se dará ao trabalhador independentemente do cumprimento de período aquisitivo exigido para o seguro-desemprego, do tempo de vínculo empregatício ou do número de salários recebidos. Além disso, segundo o governo, a medida não impedirá a concessão ou alterará o valor do seguro-desemprego a que o empregado vier a ter direito, quando atendidos os requisitos previstos legalmente, no momento de uma eventual demissão.

Alguns requisitos devem ser observados pelos empregadores que aderirem ao programa, como a preservação do salário-hora de trabalho, a assinatura de acordo individual escrito entre empregador e empregado, além dos percentuais de redução do salário e da jornada previamente definidos (25%, 50% ou 70%).

Para assegurar o pagamento do benefício aos trabalhadores com salário reduzido, Bolsonaro também editou uma medida provisória que abre crédito extraordinário no valor de R$ 9,98 bilhões, em favor do Ministério da Economia.

Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Flexibilização trabalhista

Em outra medida provisória, o presidente da República estabeleceu uma série de flexibilizações temporárias na legislação trabalhista, que poderão ser adotadas pelos empregadores por, pelo menos, quatro meses.

A MP permite que o empregador altere o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância e determine o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos.

Segundo o governo, o patrão também poderá antecipar as férias do empregado, devendo informá-lo com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. As férias não poderão ser gozadas em períodos inferiores a cinco dias corridos e poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo não tenha transcorrido. Para as férias concedidas durante o estado de calamidade pública, o empregador poderá optar por efetuar o pagamento do adicional de um terço de férias após sua concessão, até a data em que é devida a gratificação natalina.

Pela MP, as empresas poderão conceder férias coletivas, devendo notificar o conjunto de empregados afetados com antecedência de 48 horas, sem a necessidade e observar o limite máximo de períodos anuais e o limite mínimo de dias corridos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Poderá também antecipar o gozo de feriados federais, estaduais, distritais e municipais, incluídos os religiosos, devendo igualmente notificar o conjunto de empregados afetados com antecedência de 48 horas.

Por meio de acordo individual ou coletivo escrito, poderá haver a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, para compensação no prazo de até 18 meses, contado da data de encerramento do período de 120 dias após a publicação da MP.

Segundo o governo, a MP suspende a obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto dos exames demissionais, dos trabalhadores que estejam em regime de teletrabalho, salvo no caso dos trabalhadores da área de saúde e das áreas auxiliares em efetivo exercício em ambiente hospitalar. O médico, porém, poderá indicar a necessidade da realização dos exames se considerar que a prorrogação representa risco para a saúde do empregado. Fica mantida a obrigatoriedade de realização de exames ocupacionais e de treinamentos periódicos aos trabalhadores da área de saúde e das áreas auxiliares em efetivo exercício em ambiente hospitalar.

Bolsonaro assinou medida provisória. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

A MP também suspende temporariamente o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos empregadores por quatro meses (abril, maio, junho e julho). O pagamento poderá ser realizado em até quatro parcelas mensais, com vencimento a partir de setembro de 2021.

Em outra flexibilização, a medida permite que estabelecimentos de saúde possam, por meio de acordo individual escrito, prorrogar a jornada, nos termos do disposto no Artigo 61 da CLT, inclusive para as atividades insalubres e para a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, bem como adotar escalas de horas suplementares entre a 13ª e a 24ª hora do intervalo de intrajornada. As horas suplementares serão compensadas, no prazo de 18 meses, por meio de banco de horas ou remuneradas como hora extra, informou o governo.

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Aconteceu Educação Rio

Aluna carioca é aprovada em universidades dos EUA e Canadá

Julia Vaz, de 18 anos, estudou desde os 5 na unidade do Norte Shopping.

Apaixonada por Literatura, a carioca Julia Vaz se vê no futuro publicando livros, escrevendo bastante e tendo sua própria editora. Aos 18 anos, a estudante está no caminho certo para realizar tais sonhos. Tanto que ela acaba de ser aprovada em uma universidade nos EUA (Brown University, em Rhode Island) e outras duas no Canadá (University of British Columbia e Universidade de Toronto). E ainda aguarda resposta de duas entidades canadenses: McGill University e University of Alberta.

Julia não consegue descrever a emoção de ter sido aprovada:

 É muito difícil, porque eu acho que nem eu estou acreditando ainda (risos). O processo de aplicação foi longo e é algo com o qual sonho há muito tempo. Então é muito difícil acreditar que tudo isso está finalmente acontecendo. Eu estou muito feliz e muito empolgada.

Embora a ficha ainda não tenha caído, a estudante, que é moradora do Cachambi, diz ter tranquilidade para definir qual diploma irá conquistar:

As três universidades me dão a liberdade de só declarar o meu curso no final do primeiro ano. Mas, nas minhas aplicações, demonstrei o meu interesse em seguir cursos voltados para literatura e humanidades.

Conquistar as aprovações em meio à pandemia da Covid-19 torna o feito da estudante ainda mais emblemático. Ela diz que foi muito desafiador passar o ano passado longe dos amigos e professores. Além disso, muitos de seus planos para 2020 e 2021 acabaram mudando:

 Eu nunca imaginei que no meu último ano do ensino médio eu não faria o ENEM, mas foi isso que aconteceu. Depois de ter sido aprovada na PUC em outubro, decidi me concentrar nas aplicações estrangeiras, mas, mesmo depois de tomar essa decisão, continuei muito apreensiva. Receber esses resultados foi uma grande surpresa.

Gratidão ao CEL

Julia Vaz estudou desde os cinco anos no CEL. Crédito: Arquivo pessoal

Aluna desde os 5 anos do CEL Intercultural School do Norte Shopping, no Rio de Janeiro, Julia é muito grata ao colégio, onde foi bolsista desde a 9ª série:

 

 

O CEL foi fundamental. Além dos recursos importantes como o High School, que me conectou com um orientador e um time incrível que me ajudou a traduzir e organizar todos os documentos, o mais importante foram as pessoas. Os meus amigos sempre me motivaram muito, assim como os professores e a administração. Mais do que isso, eu acredito que a própria educação do CEL me incentivou a buscar esse tipo de universidade e ser aceita por elas. Todas as universidades estrangeiras que eu apliquei valorizam muito a discussão e o relacionamento de troca entre alunos e professores, e essa foi a minha experiência com o CEL. No CEL você pode discutir história com o seu professor de Física, Literatura com o de História e aprender muito além do currículo obrigatório. Os professores do CEL querem escutar as opiniões dos alunos e dão espaço para a gente se expressar e pensar por nós mesmos. Tudo isso acabou sendo refletido nas minhas aplicações e acho que muitas universidades entenderam essa minha experiência no CEL como um atestado de que eu me daria bem nelas.

E o que Julia vai guardar com mais carinho do CEL?

As pessoas. No CEL você sempre vai encontrar pessoas dispostas a segurar a sua mão até o fim. O CEL realmente cria uma família e é esse sentimento de pertencimento que fica mesmo no final da jornada.

O interesse da aluna em estudar no exterior começou no ensino fundamental. Foi lá que tiveram início as conversas mais sérias sobre universidades, e Julia passou a pesquisar as opções. Como já possuía bastante contato com o inglês, a jovem se interessou pelas instituições americanas e canadenses.

O que mais me atraiu nas universidades estrangeiras foi a liberdade para criar um diploma único que realmente refletisse todos os meus interesses. Na escola, eu sempre fui a aluna que gostava de tudo. A minha maior paixão sempre foi a Literatura, mas eu amava como o meu conhecimento literário me ajudava nas aulas de História, Geografia, Filosofia e vice-versa. Eu também sempre amei Biologia e, enquanto Física, Matemática e Química nunca foram fáceis, tive sorte de ter professores que me motivavam a estudar até o que eu tinha dificuldade. Assim, quando eu descobri que as universidades estrangeiras me davam a oportunidade de explorar Literatura a fundo sem ter que abrir mão de todos os meus outros interesses, me apaixonei na hora.

Com esta enorme porta se abrindo devido às aprovações no exterior, Julia tem muitos sonhos profissionais. Mas qual o maior deles?

Uma pergunta fácil (risos)! Sempre mudei muito a resposta para essa pergunta e acredito que ela ainda tem espaço para mudar mais algumas vezes. Entretanto, adoraria trabalhar com editoração. Talvez isso pareça um pouco simples em uma época em que tudo é digital, mas a cada dia a necessidade de compartilhar vozes e narrativas se torna mais importante e eu gostaria de contribuir para a criação de um cenário literário mais diverso e inclusivo. Mas, uma coisa de cada vez (risos).

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Brasil se oferece para receber Sul-Americano de Atletismo em maio

Da Agência Brasil

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) informou nesta terça-feira (27) que manifestou interesse à Atletismo Sudamericano, federação continental da modalidade, de receber o Campeonato Sul-Americano Adulto. O evento estava marcado para Buenos Aires (Argentina), entre os dias 14 e 16 de maio, mas as autoridades sanitárias argentinas vetaram a realização por conta do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país.

A competição vale pontos no ranking da World Athletics, federação internacional de atletismo, e é uma das formas de classificação à Olimpíada de Tóquio (Japão). O evento sul-americano também assegura o campeão de cada prova no Mundial da modalidade do ano que vem, marcado para Oregon (Estados Unidos).

Segundo nota da CBAt, o contato com a entidade sul-americana foi feito na noite de ontem (26), após a Confederação Argentina de Atletismo (Cada) anunciar a desistência de receber o evento. A instituição do país argumentou que a “tendência é de um quadro mais grave [da pandemia]” em um futuro próximo, “o que torna impossível o adiamento por breve prazo”.

“Nós demonstramos o interesse em receber o evento, mas precisamos encontrar um local que aceite sediar, em virtude das restrições sanitárias”, explicou o presidente do Conselho de Administração da CBAt, Wlamir Motta Campos, no comunicado da entidade responsável pelo atletismo nacional.

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Bolsonaro diz que vai recompor cortes no Orçamento

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (26) que os cortes feitos por seu governo no Orçamento serão recompostos, de forma a evitar que o país pare. A afirmação foi feita durante a cerimônia de inauguração de um trecho de 22 quilômetros (km) da BR-101 na Bahia. Durante o evento, Bolsonaro criticou governadores que estariam usando o vírus para “subjugar” a população.

Dirigindo-se “àqueles que criticaram os cortes no Orçamento”, Bolsonaro disse que a medida foi adotada por “questão técnica”, mas que “com toda certeza, brevemente e pelas vias legais faremos a devida recomposição do nosso Orçamento, porque o Brasil não pode mais parar”, disse o presidente.

“Está chegando a hora, pessoal. Está chegando a hora de o Brasil dar um novo grito de independência porque não podemos admitir alguns pseudogovernadores quererem impor a ditadura no meio de vocês, usando o vírus para subjugá-los”, acrescentou.

Bolsonaro disse que, desde sempre, manifestou preocupação com a influência que o isolamento social decorrente da pandemia teria para os índices de desemprego no país.

“Eu sempre disse que, além do vírus, tínhamos de nos preocupar com a questão do desemprego. Não foi o governo federal que obrigou vocês a ficarem em casa. Não foi o governo federal que fechou o comércio. Não foi o governo federal quem destruiu milhões de empregos. Podem ter certeza de que esse suplício está chegando ao fim. Brevemente voltaremos à normalidade, com o apoio de todos”, declarou.

BR-101

O trecho de 22 km duplicados da BR-101 entregue hoje tem início no entroncamento com a BR-324 e vai em direção à divisa com Sergipe.

“Esses 22 km que estamos inaugurando hoje vão diminuir tempo de viagem, ajudar as pessoas e reduzir número de acidentes. Até o final do ano, teremos condições de entregar mais 55 km, para fechar o lote”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante a cerimônia de inauguração.

Com esta entrega, o governo contabiliza mais de 180 km de novas pistas entregues na Bahia este ano. “Nos quatro primeiros meses de 2021, além dos 22 km duplicados, o Ministério da Infraestrutura (MInfra) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes entregaram 77 km de pistas pavimentadas da BR-235/BA, 67 km de adequação da BR-135/BA e 16 km de duplicação da BR-116/BA”, informa o ministério.

A entrega de hoje integrará grandes polos comerciais e industriais do estado, como Alagoinhas, Pedrão, Teodoro Sampaio e Conceição do Jacuípe, “região conhecida pela quantidade de fábricas de grande porte, como cervejarias” que representa, segundo o MInfra “um ponto estratégico de logística por se conectar à BR-324/BA, que liga a cidade de Feira de Santana até a capital Salvador”.

Um dos principais corredores rodoviários do Brasil, a BR-101 atravessa 12 estados, cortando o país de Norte a Sul, e com um fluxo diário de mais de 12 mil veículos.

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“Vacinas devem ser tomadas com intervalo”, diz biomédico sobre campanhas contra Covid-19 e gripe

Por Alan Alves

O Brasil enfrenta atualmente um duplo desafio: realizar duas campanhas de vacinação ao mesmo tempo, sendo uma contra a gripe, com objetivo de vacinar cerca de 80 milhões de pessoas, e a outra contra a covid-19, cuja meta é imunizar quase 150 milhões de brasileiros até o meio do ano.

A vacinação contra a covid-19 teve início em janeiro, começando por trabalhadores de saúde, pessoas em asilos com 60 anos de idade ou mais e com deficiência e indígenas aldeados. Já a campanha contra a Influenza, o vírus da gripe, começou no dia 12 de abril e segue até 9 de julho. Nesse ano, por causa da pandemia, a vacinação foi iniciada por crianças, gestantes, puérperas, indígenas e trabalhadores da saúde. Depois, será a vez dos idosos e professores.

As campanhas simultâneas têm gerado muitas dúvidas nas pessoas: quem deve tomar cada vacina? É preciso ter um intervalo entre elas ou as pessoas podem tomar as duas (da gripe e Covid-19) num mesmo dia, por exemplo?

Para esclarecer esses questionamentos, o Jornal DR1 procurou o biomédico virologista Raphael Rangel, que respondeu a 9 perguntas sobre isso.

Biomédico virologista Raphael Rangel. (Foto: Divulgação)

JORNAL DR1 – Quem deve tomar a vacina da gripe e quem deve tomar a da Covid-19

Dr. Raphael Rangel: A população deve respeitar os calendários de vacinação implementados pelos municípios, é importante que todos se vacinem respeitando sua faixa etária e período de vacinação.

JORNAL DR1 – Posso tomar as vacinas juntas, num mesmo dia?

Dr. Raphael Rangel: Não. As vacinas devem ser tomadas com um intervalo. No caso da Coronavac, a vacina da gripe deve ser tomada 15 dias após a segunda dose, e no caso da Astrazeneca, após 15 dias da primeira ou segunda dose.

JORNAL DR1 – Se eu puder escolher, qual vacina devo tomar primeiro?

Dr. Raphael Rangel: Da Covid-19.

JORNAL DR1 – Posso tomar a vacina da Covid-19 e a vacina da gripe se eu já peguei Covid?

 Dr. Raphael Rangel: Sim. A imunização completa é somente através da vacinação.

JORNAL DR1 – Tomei a vacina da gripe no ano passado. É preciso tomar novamente este ano?

Dr. Raphael Rangel: Sim, devemos tomar anualmente, pois o vírus da gripe sofre mutações e as vacinas são atualizadas de acordo com essas mutações.

JORNAL DR1 – Por que a campanha da gripe começou neste momento? Não poderia ser adiada por causa da pandemia?

Dr. Raphael Rangel: Começamos pois estamos nos aproximando do momento em que temos mais casos de gripe e a vacina irá evitar um número de casos alto.

JORNAL DR1 – Tomar a vacina da gripe deixa o corpo menos suscetível à Covid-19, ou vice-versa?

Dr. Raphael Rangel: Não. Cada vacina tem sua aplicabilidade específica para seu patógeno.

JORNAL DR1 – Há contraindicações para as duas vacinas?

Dr. Raphael Rangel: Não há containdicação. Em caso de dúvidas procurar seu médico para orientação.

JORNAL DR1 – Quais os cuidados na hora de ir se vacinar?

 Dr. Raphael Rangel: Uso de máscara e procurar não se aglomerar.

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Pandemia agrava pobreza e luta contra vírus da fome requer união de todos

Número de brasileiros na miséria quase triplicou e hoje soma 27 milhões, mais que a população da Austrália

Por Alan Alves

A pandemia atingiu os sistemas de saúde e as economias de todos os países e provocou a queda da renda das famílias, que têm sofrido os impactos. Sobretudo no Brasil, um efeito colateral e perverso foi a acentuação da pobreza e de outro “vírus” tão devastador quanto o da covid-19: a fome. De agosto de 2020 para cá, o número de brasileiros abaixo da linha de pobreza extrema quase triplicou e hoje soma 27 milhões, o que corresponde a 12,8% dos habitantes e mais que a população da Austrália, segundo levantamento do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas.

É considerado pobres quem tem renda mensal inferior a R$ 469, conforme critério do Banco Mundial. Já os extremamente vivem com menos de R$ 162 mensais. Em 2019, antes da pandemia, 51,9 milhões estavam abaixo da linha da pobreza, enquanto 13,9 milhões eram extremamente pobres. Com o valor menor do auxílio emergencial este ano, a situação deve piorar: o Brasil deve somar 61,1 milhões na pobreza e 19,3 milhões na extrema pobreza, segundo estudo publicado esta semana pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo.

No Rio, conforme a FGV, mais de 745 mil passaram a viver na pobreza na pandemia, equivalente ao total das populações de Niterói e Magé. Com isso, o estado passou a ter 2,6 milhões (15,1% da população) na miséria, segundo a Firjan, com base em dados do Ministério da Cidadania. Além disso, ainda segundo a Firjan, o estado já acumulou mais de um milhão de demissões em postos de empregos formais desde março de 2020.

Para piorar, o preço dos alimentos teve um salto em todo o país. Nos últimos 12 meses, a inflação da cesta básica foi superior a 20% em boa parte das capitais, segundo o Dieese — no Rio, cesta custa R$ 612,56, a quarta mais cara do país. O resultado é a falta de comida na mesa: segundo pesquisa feita em dezembro pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mais de 116,8 milhões estavam em situação de insegurança alimentar ou passando fome no país. O número, mais da metade da quantidade de brasileiros, engloba pessoas que não se alimentam como deveriam, com qualidade e em quantidade suficiente.

Auxílios ajudam, mas não suprem necessidades

Auxílios não são suficientes para reduzir miserabilidade. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A liberação de recursos para a população, como o auxílio emergencial, foi a salvação para milhões de brasileiros e ajudou a evitar o avanço ainda maior da pobreza. Inicialmente, o benefício foi pago em cinco parcelas de R$ 600 e R$ 1,2 mil (para mães solteiras chefes de família), até setembro, e, depois, estendido até 31 de dezembro com parcelas reduzidas de R$ 300 e R$ 600 (no caso das chefes de família). Cerca de 67,9 milhões de pessoas foram contempladas.

Com o auxílio, a taxa de extrema pobreza foi reduzida a 2,4% e a de pobreza a 20,3% em julho. Em agosto, o índice de pessoas abaixo da linha da pobreza foi 4,52% e, depois da interrupção do auxílio, a partir de janeiro, o número de pobres voltou a subir, superando a marca de antes da pandemia.

O auxílio só voltou a ser pago agora em abril, mas para menos pessoas e com um valor inferior, que sequer dá pra suprir necessidades básicas e reduzir a miserabilidade. A nova rodada do benefício, com parcelas de, em média, R$ 250, é paga agora a apenas uma pessoa por família, sendo que mulheres chefes de família recebem R$ 375 e pessoas que vivem só ganham R$ 150. Com o novo critério, 45,6 milhões são beneficiados, 22 milhões a menos que em 2020.

No Rio, a prefeitura começou a pagar em março o Auxílio Carioca a pessoas carentes e ambulantes. Os valores variam de R$ 200 a R$ 500, mas são pagos em parcela única, o que, para muitos, também é insuficiente. O executivo municipal também lançou iniciativas de apoio às empresas, como o Auxílio Empresa Carioca, que destina até um salário-mínimo por empregado que ganhe, no máximo, três salários-mínimos, e o Crédito Carioca, linha de crédito voltada aos pequeno e médio empresários. Mas as iniciativas também não cobrem o rombo causado no setor.

O governo do estado, por sua vez, aprovou o “Supera Rio”, que prevê parcelas mensais entre R$ 200 e R$ 300 a famílias carentes, mas, embora tenha sido prometido já para este mês, ainda não saiu do papel. 

Campanhas contra a fome arrecadam doações

Campanha no Rio arrecadou 20t de alimentos em 18 dias. (Foto: Reprodução)

Várias campanhas em todo o país arrecadam alimentos para quem mais precisa. Uma delas é a “Brasil sem fome”, realizada há mais de 30 anos pela ONG Ação da Cidadania e que conta com apoio da sociedade civil e setor privado. Outro movimento criado para combater a fome é o Panela Cheia, lançado nesta semana e chancelado pela Unesco, por meio de parceria da Central Única das Favelas (CUFA) com a Frente Nacional Antirracista (FNA), a Gerando Falcões e o União SP. A ação pretende arrecadar recursos para comprar duas milhões de cestas básicas para diversos estados.

Na capital fluminense, a campanha Rio Contra a Fome também arrecada itens de cesta básica para a população em maior vulnerabilidade. As doações podem ser feitas no ato de vacinação contra a Covid-19, nos mais de 250 postos municipais. Em 18 dias, a campanha já juntou mais de 20 toneladas de alimentos.

É preciso, mais do que nunca, cobrar dos governos municipais, estaduais e federal adoção de medidas mais eficazes para acabar com a fome. É preciso também que a sociedade civil e a iniciativa privada, sobretudo as grandes empresas, bancos, indústrias de diversas áreas, como a do ramo de alimentação, juntem esforços para ajudar os mais vulneráveis. O combate à fome precisa ter a unidade de todos os setores da economia no sentido de buscar meios para minimizar essa situação.