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Brasileiro com muito orgulho: Daniel Dias, um dos maiores atletas paraolímpicos do Brasil

Da Redação

Sem dúvidas estamos falando do grande destaque da natação paralímpica do Brasil e que traz orgulho para essa nação. Este é o paulista Daniel Dias, que faturou números impressionantes em sua carreira e se tornou o grande nome do esporte para o Brasil. Natural de Campinas, interior de São Paulo, Daniel tem má-formação congênita nos membros superiores e na perna direita e compete pela classe S5. O atleta começou a competir em 2006 após assistir ao também nadador Clodoaldo Silva na televisão durante os Jogos Paralímpicos de Atenas 2004.  

Ao longo da carreira, Daniel coleciona números impressionantes. São 24 medalhas em três edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016), sendo 14 de ouro. Além disso, subiu 40 vezes ao pódio de mundiais, 31 delas como campeão. Em Jogos Parapan-Americanos, levou os 33 ouros das 33 provas que disputou. Ele é também o único brasileiro a receber três vezes o Troféus Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”.

Em janeiro deste ano, Daniel Dias, de 32 anos, anunciou que os Jogos Paraolímpicos de Tóquio, neste ano, será o último de sua carreira vitoriosa. Desde 2008, ele coleciona conquistas na modalidade e traz muito orgulho para todo o Brasil.

“Sem dúvida é o maior evento do Movimento Paralímpico e poder dizer adeus nessa competição é um momento espetacular, um momento de muita alegria. A vida do atleta é feita de ciclos, fases, e por isso eu decidi parar, resolvi dar o adeus à piscina porque eu vejo que a minha contribuição com a natação paralímpica já foi excepcional. Foi além do que eu esperava”, emocionou-se em seu anúncio de despedida, em suas redes sociais.

Daniel reside e treina na cidade de Bragança Paulista, é casado e pai de três filhos, Asaph (6), Daniel (5) e Hadassa (1). Em 2014, fundou o Instituto Daniel Dias com o intuito de oferecer treinamentos de natação paralímpica às pessoas com deficiência da cidade de Bragança Paulista e região. Após a aposentadoria, o atleta  também confirmou que terá como principal meta a  instituição.  

“Sempre deixei muito claro que segui um exemplo, e hoje fico feliz de ser exemplo para muitas crianças. Espero que a gente possa continuar influenciando de maneira positiva, mostrando que eles podem alcançar os sonhos e os objetivos deles. Independentemente de termos ou não deficiência, somos capazes de realizar grandes feitos”, comentou o atleta.

Os feitos conquistados pelo nadador são tão expressivos, que recentemente, em eleição feita por um jornal espanhol, Dani foi apontado como um dos maiores atletas do século XXI, após uma eleição feita. Daniel apareceu na 42ª colocação, em lista que continha nomes como Lionel Messi, Michael Phelps,  Roger Federer, Tiger Woods, o saudoso Kobe Bryant, entre outros imensos mundialmente.

Daniel Dias também é um dos embaixadores do Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s), que acontecem em novembro deste ano, no Rio de Janeiro. A competição, inclusive, está de volta e a escolha pelos maiores nomes do esporte brasileiro como embaixadores foi voltada para atletas que representem esse espírito, daí a escolha por Daniel.

E ele é um nome que enche qualquer brasileiro de orgulho ao saber como ele representa essa nação. Obrigado, Daniel.

 

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Marcos Pontes: o nosso eterno astronauta

Atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e primeiro cidadão do país a embarcar em uma missão espacial, Marcos Pontes é o nosso “brasileiro com muito orgulho” desta edição. Ele nasceu na cidade paulista de Bauru em 11 de março de 1963.

Pontes é Tenente-coronel Aviador R1 da Força Aérea Brasileira, Bacharel em Ciências Aeronáuticas e Administração Pública pela Academia da Força Aérea Brasileira, engenheiro aeronáutico, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em Engenharia de Sistemas pela Naval Post Graduate School, na Califórnia (Estados Unidos). Ele ainda é piloto de teste de aviões de caça com mais de 2.000 horas de voo em 25 tipos de aeronaves.

Ele ingressou em 1998 na Nasa, a agência espacial norte-americana e se tornou ainda membro da equipe de cosmonautas de ROSCOSMOS (Rússia) em 2005. Carrega o posto de único brasileiro a ir ao espaço e o primeiro astronauta e cosmonauta profissional a representar oficialmente um país do Hemisfério Sul no espaço.

Isso aconteceu porque, em 1997, o Brasil fez um acordo com o Programa da Estação Espacial Internacional (ISS) por meio da Nasa e deveria produzir seis partes da estação e fornecer um astronauta para a equipe de manutenção e operação da estação. Marcos Pontes, então militar da Força Aérea Brasileira (FAB), participou de concurso público específico e foi selecionado. Ele então foi obrigado a largar sua carreira militar já que o programa não permitia qualquer tipo de envolvimento militar ou bélico.

Ele realizou a “Missão Centenário” somente no ano de 2006. ​Ele passou 10 dias no espaço, trabalhando na Estação Internacional Espacial como Especialista de Missão, responsável pela manutenção dos sistemas da espaçonave e pela execução de pesquisas científicas escolhidas pela Academia Brasileira de Ciências.

Pontes ainda é embaixador honorário da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) principalmente em programas de desenvolvimento sustentável.

Entrou para a política em 2018, quando foi eleito suplente do Major Olímpio no Senado Federal por São Paulo. Depois, em janeiro de 2019, assumiu o cargo de Ministro de Estado do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a convite do presidente Jair Bolsonaro. A principal missão está em gerir o protagonismo estratégico da Ciência, Tecnologia e Inovações para o desenvolvimento do país, promovendo políticas públicas para a produção de conhecimento, riquezas para o país e qualidade de vida para os brasileiros.

Como ministro, Pontes incentiva o estabelecimento de cooperações nacionais e internacionais para estimular a popularização e promoção do estudo da ciência, tecnologia e inovação junto as crianças e jovens. Ele diz que esse é o caminho para transformar o conhecimento científico em riquezas para o país e impulsionar o desenvolvimento tecnológico, social e econômico do Brasil.

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Moacyr Luz, uma obra sem fronteiras

Por Alessandro Monteiro

Carioca de 62 anos, criador e líder do Samba do Trabalhador, movimento de resistência cultural que está consolidado na geografia musical do país, Moa tem a cabeça fervilhando de ideias.

Mais conhecido como ‘Moa’ entre o meio artístico, possui nove CDs gravados trazendo em cada trabalho importantes referências à música brasileira. No primeiro, relançado em CD ‘Moacyr Luz 1988’, as participações de Raphael Rabello, Sivuca e Hélio Delmiro dão um caráter acústico e lírico às canções primeiras da dupla Moacyr Luz e Aldir Blanc. Em ‘Vitória da Ilusão’, uma fusão de ritmo traduz dez anos da parceria, reunindo ‘Medalha de São Jorge’, ‘Mico Preto’, ‘Saudades da Guanabara’ e ‘Flores em Vida (pra Nelson Sargento)’.

Autor de clássicos da música brasileira, como ‘Saudades da Guanabara’, ‘Coração Agreste’ e ‘Pra Que Pedir Perdão?’, Moa tem sua trajetória marcada por parcerias com alguns dos maiores nomes da música brasileira, poetas do quilate de Aldir Blanc, Martinho da Vila, Nei Lopes, Wilson Moreira, Wilson das Neves, Paulo César Pinheiro e Luiz Carlos da Vila, entre outros.

Após ver centenas composições suas virando hinos nas rodas de samba, ou entrando para o repertório de grandes intérpretes da MPB, como Maria Bethânia, Nana Caymmi, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Leila Pinheiro, Moa segue um ritmo de criação insaciável, que tem seu ponto alto em 2019. Com o olhar de quem já morou por toda a cidade do Rio de Janeiro, de Bangu ao Flamengo, do Méier a Copacabana, passando pela Tijuca e a Glória, Moacyr Luz conhece como poucos o dia a dia de uma cidade que se reinventa a todo o momento, para além da orla e do centro turístico.

Como compositor, é o autor de ‘Vida da Minha Vida’, música título do último CD do sambista Zeca Pagodinho, além de outras obras nos discos de Áurea Martins e Maria Bethânia.

Autor do samba enredo ‘Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?’, Moacyr Luz fez história no carnaval de 2018, emocionando a avenida e levando a G.R.E.S. Paraíso do Tuiuti a um inédito segundo lugar no desfile das escolas de samba.

A composição ultrapassou as barreiras da avenida e virou um hit instantâneo em rodas de samba de todo o país. Em 2019, o artista volta à Marquês de Sapucaí como compositor dos sambas enredo da Paraíso da Tuiuti e Grande Rio, no grupo especial. Além da Renascer de Jacarepaguá, na série A. A autoria de três sambas enredo no mesmo carnaval é mais um feito inédito de Moacyr Luz na história da nossa música.

Com décadas de carreira e serviços prestados à cultura brasileira, Moa tem o devido reconhecimento dos mais diversos representantes e faixas etárias da classe artística do país. E tem sua imagem consolidada perante a opinião pública como umas das maiores referências da música popular brasileira.

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Tia Surica: uma história de amor pelo carnaval

Por Franciane Miranda

Conhecida carinhosamente por todos como Tia Surica, a sambista Iranette Ferreira Barcellos, tem história para contar. Com o sangue azul e branco correndo em suas veias, tornou-se um dos nomes mais respeitados na história do samba e da Portela. A matriarca fez da escola sua casa e sua família. Já desfilou como baiana e passou por vários setores elevando o nome da sua escola do coração.

Começou sua carreira musical na década de 50, ao fazer parte do coro do LP ‘A Vitoriosa Escola de Samba da Portela’. Dona de uma voz inigualável, a sambista mostrou que seu lugar era na avenida. Em 1966, foi convidada para puxar o samba-enredo ‘Memórias de um Sargento de Milícias’, de autoria de Paulinho da Viola, ao lado de Catoni e Maninho. Naquela época, não era comum uma mulher assumir um papel tão importante. Ela brilhou e fez a escola vencer naquele carnaval.

Nascida e criada no bairro de Madureira, o samba entrou em sua vida em 1944, ainda criança, aos quatro anos de idade. Foi amor à primeira vista e, desde então, não largou mais e o casamento dura até hoje. Após a morte dos seus pais, a sambista foi criada pelos avós maternos José e Amélia, e também por sua mãe de criação, Evangelina. Conta que sua infância foi boa, com uma ótima formação e bons princípios. Seu apelido peculiar foi colocado por sua avó: segundo ela, Surica é caracterizado por algo pequeno e roliço e, por ser baixinha e forte, começou a lhe chamar assim.

Hoje, com idade avançada, já não tem mais tanto pique para o samba-enredo, que é mais acelerado. A portelense com todo o seu talento já se apresentou em todo Brasil. Rodou o mundo levando nossa música e cultura, cantando na Alemanha, Itália, Bélgica e França. Já fez coro com importantes nomes do cenário musical brasileiro como Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Marisa Monte e Zeca Pagodinho. Entrou para Velha Guarda na década 80 onde se dedica e concilia com sua carreira solo.

Tia Surica também é conhecida por sua feijoada inaugurada em 2004. O evento começou para reunir integrantes da Portela e hoje virou um momento onde todos se reencontram para comemorar a boa música e amizade. À frente da famosa festa, ela prepara tudo com muito carinho com suas famosas ‘suriquetes’. Seu tempero sempre regado com muito samba e convidados ilustres como Leci Brandão, Velha Guarda da Portela, Teresa Cristina, Candeia, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara. Quem sabe o segredo do seu tempero é a alegria?

Foto: Divulgação

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Carlinhos de Jesus: a dança para vencer na vida

Da Redação

Carlinhos de Jesus tem mais de 30 anos dedicados à arte da dança de salão, um amor que começou aos quatro anos de idade. Morador de Copacabana e formado em Pedagogia, preferiu a arte para vencer na vida e, com toda a certeza, não se arrependeu. Foi pioneiro na campanha pela valorização, respeito e profissionalização do gênero no país. Foi citado pelo jornalista Sergio Cabral como o “Fred Astaire brasileiro”, que leva a paixão pela dança da zona sul carioca para o mundo.

Tornou-se sinônimo de dança de salão e referência nacional como dançarino, coreógrafo, diretor e professor, difundindo sua arte no teatro, cinema, carnaval, em grandes eventos nacionais e internacionais. Tem registrado para a posteridade depoimento sobre sua vida no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Sua vida artística também pode ser conferida no livro ‘Vem Dançar Comigo’, lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2005, e no DVD ‘Aprenda a Dançar com Carlinhos de Jesus’.

Sua formação em Pedagogia auxiliou Carlinhos a criar uma metodologia especial para o ensino da dança de salão, abrangendo também aulas para portadores de cuidados especiais. Foi pioneiro no ensino de dança de salão para portadores de deficiência física (paraplégicos) e Síndrome de Down. Em 2000 atuou como técnico de dança do grupo da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos para as Paraolimpíadas em Sidney, na Austrália.

Com a sua Cia. de Dança montou os espetáculos ‘Ritmus’, ‘Aquarelas’, ‘Pé na Estrada’ e ‘Isto é Brasil’, este ultimo com a parceria da bailarina clássica Ana Botafogo, que é encenado desde 2004 e já foi assistido por mais de 700 mil pessoas em todo o Brasil e no exterior. Apresenta-se também ministrando workshops, palestras e conferências motivacionais. O seu discurso é desenvolvido de forma bastante dinâmica fazendo analogia à sua experiência de vida e de uma forma bem brasileira: dançando!

O trabalho de Carlinhos de Jesus no carnaval brasileiro é muito diversificado e marcante. Ele criou coreografias inesquecíveis para as Comissões de Frente das Escolas de Samba Mangueira, Beija Flor e Portela, foi jurado do Prêmio Estandarte de Ouro, escreveu matérias jornalísticas para transmissão de TV de desfiles no Sambódromo do Rio e foi comentarista do carnaval de São Paulo, além de diretor artístico do desfile das escolas de samba Vila Isabel e Mangueira. Seu bloco carnavalesco, o ‘Dois Pra Lá, Dois Pra Cá’, desfila ininterruptamente desde 1991 pelas ruas de Botafogo, arrastando uma multidão de foliões.

Foi o responsável pela concepção, direção e coreografias dos espetáculos ‘Cidadão Samba’, ‘Forças da Natureza e ‘Eu Sou o Samba’, todos apresentados na Cidade do Samba do Rio de 2006 a 2014. Em 2020, Carlinhos será o responsável pelas coreografias das comissões de frente da Portela e da Unidos do Porto da Pedra.

Foto: Divulgação