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Após intervenção no BRT, Rio pretende aumentar frota de ônibus para 241 veículos até setembro

Da Agência Brasil

Após determinar a intervenção no serviço de ônibus BRT (sistema de transporte rodoviário rápido), a prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (7) que pretende aumentar a frota dos atuais 120 veículos em operação para 241 no início de setembro. No fim de 2016, o sistema BRT operava com 375 ônibus, segundo o prefeito Eduardo Paes.

No dia 3 de março, Paes anunciou a intervenção no BRT, que será licitado novamente. O sistema é dividido em três consórcios, que operam as linhas Transoeste, Transolímpica e Transcarioca. Os veículos são do tipo articulado e trafegam em corredores segregados, com paradas em estações especialmente construídas.

“O sistema do BRT, ao longo desses meses, vai apresentar melhorias, mas a solução definitiva vai levar ainda algum tempo”, disse o prefeito. “Já estamos modelando a nova licitação”.

Em tempos de pandemia de covid-19, os veículos do BRT que estão sempre superlotados nos horários de pico são fonte de preocupação por serem locais de transmissão do novo coronavírus. Paes disse que a tendência é diminuir as aglomerações ao se introduzir mais ônibus no sistema. “Mas é uma realidade, infelizmente. É impossível você colocar em qualquer sistema de transporte as pessoas distantes um a dois metros das outras”.

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Ônibus do BRT tomba e deixa 1 morto e mais de 30 feridos no Rio

Um ônibus do BRT do Rio de Janeiro tombou nesta quarta-feira (10) e uma pessoa morreu e ao menos 34 ficaram feridas.

O acidente aconteceu no corredor Transoeste após um carro de passeio invadir a via exclusiva dos coletivos, próximo à Estação Mato Alto, pouco antes das 20h. O motorista do carro fugiu do local após o acidente.

A pessoa que morreu foi uma passageira do ônibus, que não teve identidade divulgada. A Secretaria Municipal de Saúde informou que os 34 feridos foram encaminhados para hospitais municipais e estaduais. Não há informações sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

Agentes do Corpo de Bombeiros dos quartéis de Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba e Barra da Tijuca, alem da PM e CET-Rio, foram acionado para atender a ocorrência, que está sendo investigada pela delegacia de Guaratiba.

Por meio de nota, a Prefeitura do Rio lamentou o acidente e disse que se solidariza com as famílias das vítimas. Informou ainda que acompanhará de perto as investigações sobre as causas do ocorrido.

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Bilhete Único passa a valer para 3 viagens no Rio em caso de paralisação do BRT

O Bilhete Único passará a valer para três viagens em caso de nova paralisação do BRT na cidade do Rio de Janeiro. A mudança na regra foi publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial, em decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes.

A partir de agora, conforme a prefeitura, o usuário poderá viajar em até três ônibus convencionais ou qualquer outro meio do modal de transporte (vans, VLT, etc), no intervalo de 2h30, caso haja greve ou paralisação no serviço do BRT, como ocorreu no dia 1º de fevereiro.

Na ocasião, colaboradores do sistema cruzaram os braços por um dia, relatando atraso de salários, e a paralisação gerou muitos transtornos para usuários do transporte público da cidade.

A mudança na regra do Bilhete Único, segundo a prefeitura, “visa manter a mobilidade urbana da cidade”

Para a implementação da medida, a gestão municipal teve de alterar, por meio do decreto nº 48.506, o artigo 5º do decreto nº 44.728, que regulamenta a lei que instituiu o Bilhete Único no município.

A prefeitura alerta que as três viagens no período de 2h30 somente serão permitidas em casos de greve no BRT, legitimamente amparada pela legislação vigente. No dia a dia, sem que haja paralisação do modal, fica mantida a regra de duas viagens no mesmo intervalo de tempo.

Outro alerta é que a utilização do Bilhete Único, caso o BRT pare, fica limitada a duas viagens unidirecionais por dia.

Confira aqui a íntegra do decreto nº 48.506.

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Paralisação do BRT expõe colapso no transporte

 

O primeiro dia de fevereiro mostrou-se um caos para o  cidadão do Rio de janeiro que depende do serviço do BRT para chegar ao trabalho, Por conta da paralisação dos rodoviários do serviço os ônibus saíram de circulação e todas as estações estão fechadas. Os passageiros se aglomeraram nos pontos de ônibus por toda a cidade, buscado a opção dos transportes alternativos ou dos frescões, muito mais caros.

Nos pontos atendidos pelos  os ônibus articulados, os ônibus regulares saíam superlotados, com muita gente se aglomerando e sem máscara, na tentativa desesperada de não faltar ao trabalho. Guardas municipais tentam em vão organizar o embarque.

Além da saúde em risco, foi um prejuízo absurdo no bolso do cidadão: os ônibus executivos, a R$14 a R$17,00, quatro vezes mais a tarifa básica do BRT, que é de R$ 4,05. Há vans cobrando R$ 10,00, enquanto mototaxistas cobram até R$ 30 por um trajeto entre Guaratiba e Barra da Tijuca. Carro de aplicativo  estava cobrando R150 de Santa Cruz à Barra. Aos passageiros que moram em Campo Grande, por exemplo, que só tem a opção do BRT para chegar à Barra, restou a única alternativa: gastar mais.

Os problemas com o BRT não vêm de hoje: superloatação, sucateamento da frota e a população sempre com um péssimo serviço prestado O prefeito Eduardo Paes, em sua campanha eleitoral, prometeu moralizar o serviço. No dia da paralisação, declarou que está em negociações com o BRT , mas que “não há soluções mágicas”.  E fez um apelo: “Faço um apelo aos motoristas do BRT para que retornem ao trabalho e não prejudiquem a população. Sabemos que o sistema passa por um momento difícil, mas estamos trabalhando firme para reequilibrar a situação. São anos de abandono e queremos olhar para a frente, encontrando soluções”, disse.