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Aluna carioca é aprovada em universidades dos EUA e Canadá

Julia Vaz, de 18 anos, estudou desde os 5 na unidade do Norte Shopping.

Apaixonada por Literatura, a carioca Julia Vaz se vê no futuro publicando livros, escrevendo bastante e tendo sua própria editora. Aos 18 anos, a estudante está no caminho certo para realizar tais sonhos. Tanto que ela acaba de ser aprovada em uma universidade nos EUA (Brown University, em Rhode Island) e outras duas no Canadá (University of British Columbia e Universidade de Toronto). E ainda aguarda resposta de duas entidades canadenses: McGill University e University of Alberta.

Julia não consegue descrever a emoção de ter sido aprovada:

 É muito difícil, porque eu acho que nem eu estou acreditando ainda (risos). O processo de aplicação foi longo e é algo com o qual sonho há muito tempo. Então é muito difícil acreditar que tudo isso está finalmente acontecendo. Eu estou muito feliz e muito empolgada.

Embora a ficha ainda não tenha caído, a estudante, que é moradora do Cachambi, diz ter tranquilidade para definir qual diploma irá conquistar:

As três universidades me dão a liberdade de só declarar o meu curso no final do primeiro ano. Mas, nas minhas aplicações, demonstrei o meu interesse em seguir cursos voltados para literatura e humanidades.

Conquistar as aprovações em meio à pandemia da Covid-19 torna o feito da estudante ainda mais emblemático. Ela diz que foi muito desafiador passar o ano passado longe dos amigos e professores. Além disso, muitos de seus planos para 2020 e 2021 acabaram mudando:

 Eu nunca imaginei que no meu último ano do ensino médio eu não faria o ENEM, mas foi isso que aconteceu. Depois de ter sido aprovada na PUC em outubro, decidi me concentrar nas aplicações estrangeiras, mas, mesmo depois de tomar essa decisão, continuei muito apreensiva. Receber esses resultados foi uma grande surpresa.

Gratidão ao CEL

Julia Vaz estudou desde os cinco anos no CEL. Crédito: Arquivo pessoal

Aluna desde os 5 anos do CEL Intercultural School do Norte Shopping, no Rio de Janeiro, Julia é muito grata ao colégio, onde foi bolsista desde a 9ª série:

 

 

O CEL foi fundamental. Além dos recursos importantes como o High School, que me conectou com um orientador e um time incrível que me ajudou a traduzir e organizar todos os documentos, o mais importante foram as pessoas. Os meus amigos sempre me motivaram muito, assim como os professores e a administração. Mais do que isso, eu acredito que a própria educação do CEL me incentivou a buscar esse tipo de universidade e ser aceita por elas. Todas as universidades estrangeiras que eu apliquei valorizam muito a discussão e o relacionamento de troca entre alunos e professores, e essa foi a minha experiência com o CEL. No CEL você pode discutir história com o seu professor de Física, Literatura com o de História e aprender muito além do currículo obrigatório. Os professores do CEL querem escutar as opiniões dos alunos e dão espaço para a gente se expressar e pensar por nós mesmos. Tudo isso acabou sendo refletido nas minhas aplicações e acho que muitas universidades entenderam essa minha experiência no CEL como um atestado de que eu me daria bem nelas.

E o que Julia vai guardar com mais carinho do CEL?

As pessoas. No CEL você sempre vai encontrar pessoas dispostas a segurar a sua mão até o fim. O CEL realmente cria uma família e é esse sentimento de pertencimento que fica mesmo no final da jornada.

O interesse da aluna em estudar no exterior começou no ensino fundamental. Foi lá que tiveram início as conversas mais sérias sobre universidades, e Julia passou a pesquisar as opções. Como já possuía bastante contato com o inglês, a jovem se interessou pelas instituições americanas e canadenses.

O que mais me atraiu nas universidades estrangeiras foi a liberdade para criar um diploma único que realmente refletisse todos os meus interesses. Na escola, eu sempre fui a aluna que gostava de tudo. A minha maior paixão sempre foi a Literatura, mas eu amava como o meu conhecimento literário me ajudava nas aulas de História, Geografia, Filosofia e vice-versa. Eu também sempre amei Biologia e, enquanto Física, Matemática e Química nunca foram fáceis, tive sorte de ter professores que me motivavam a estudar até o que eu tinha dificuldade. Assim, quando eu descobri que as universidades estrangeiras me davam a oportunidade de explorar Literatura a fundo sem ter que abrir mão de todos os meus outros interesses, me apaixonei na hora.

Com esta enorme porta se abrindo devido às aprovações no exterior, Julia tem muitos sonhos profissionais. Mas qual o maior deles?

Uma pergunta fácil (risos)! Sempre mudei muito a resposta para essa pergunta e acredito que ela ainda tem espaço para mudar mais algumas vezes. Entretanto, adoraria trabalhar com editoração. Talvez isso pareça um pouco simples em uma época em que tudo é digital, mas a cada dia a necessidade de compartilhar vozes e narrativas se torna mais importante e eu gostaria de contribuir para a criação de um cenário literário mais diverso e inclusivo. Mas, uma coisa de cada vez (risos).

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Brasil Destaque

Anvisa informa que análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota nesta segunda-feira (14) que a análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão. A agência certifica de que “está trabalhando em tempo integral” e também seguirá em atividade nas semanas de Natal e Ano Novo. O órgão também afirmou que ainda não recebeu pedidos de uso emergencial.

De acordo com a Anvisa a concessão do uso emergencial nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá não servem de base para adoção do mesmo no Brasil. Confira o trecho desta informação:

“Acompanhando o cenário mundial, é possível perceber que nenhuma Autoridade Reguladora, até o momento, concedeu autorização de uso emergencial de forma automática, baseada na avaliação de um outro país”, informou a Anvisa.

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Notícias do Jornal Sérgio Vieira | Entre Colunas

Ecossistema oceânico salvando o mundo com algas marinhas

 

Em uma enseada em Bamfield, uma comunidade costeira no Canadá, Louis Druehl colhe cuidadosamente, por décadas, algas marinhas pelas águas frias do Pacifico. Referido por alguns como o “guru das algas marinhas” ou por outros, como o “avô das algas marinhas”, Druehl, foi o primeiro operador comercial de algas marinhas na América do Norte quando começou a cultivar algas marinhas, em 1982.

Embora as florestas tenham sido consideradas a melhor defesa natural contra as mudanças climáticas, os pesquisadores descobriram que as algas marinhas são de fato a forma natural mais eficaz de absorver as emissões de carbono da atmosfera. Ao contrário do plantio de árvores, as algas marinhas não requerem água doce ou fertilizantes e crescem muito mais rápido. Mas a maior vantagem comparativa é que elas não competem pelas áreas de terra para o plantio. “Quando estamos plantando árvores, precisamos ter certeza de que isso não retire essa área da produção de alimentos”, “Mas isso não é um problema com as algas marinhas”, diz Katie Lebling, pesquisadora da World Resources Institute, que estuda a melhor forma de retirar carbono da atmosfera.

As algas também podem ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa de outras maneiras: adicionar Asparagopsistaxiformis, uma espécie de alga vermelha, à alimentação do gado reduz a produção de metano expelida pelo gado de corte em até 95%.

Dadas as preocupações sobre o impacto ambiental de comer carne, as algas, que são uma fonte de proteína podem ser uma fonte de alimento ecologicamente correta e repleta de nutrientes nos próximos anos.

Ronald Osinga, da Universidade de Wageningen, na Holanda, descobriu que o cultivo de fazendas de “vegetais marinhos” totalizando 180.000 quilômetros quadrados, aproximadamente o tamanho do estado do Paraná, poderia fornecer proteína suficiente para o mundo inteiro.

Pensando em alimentar a população mundial até 2050 de uma forma que não prejudique o meio ambiente, só há um caminho: expandir a agricultura de algas marinhas, diz Carlos Duarte, pesquisador de oceanografia biológica e ecologia marinha.

Expandir o cultivo de algas marinhas também pode ter impactos sociais benéficos oferecendo oportunidades de emprego para as comunidades, onde as taxas de desemprego forçaram algumas pessoas a deixar a região em busca de trabalho. Já é totalmente possível elaborar projetos de treinamento em agricultura, gerando emprego, cultivando algas marinhas para alimentação.

Embora a pesquisa sobre algas marinhas como solução para as mudanças climáticas tenha aumentado significativamente na última década, as descobertas não são novas para Druehl, que na década de 1970 já estudava esse potencial das algas.

Desde 2014, as algas marinhas estão cada vez mais no centro das atenções como uma solução para as mudanças climáticas devido à sua capacidade de compensar o carbono, ser uma fonte de alimento sustentável e suas propriedades regenerativas para os ecossistemas oceânicos. Nos últimos cinco anos, vários artigos acadêmicos foram publicados sobre as algas marinhas como uma solução para a mudança climática e vários projetos de cultivo de algas marinhas surgiram em todo o mundo.

Os pesquisadores dizem que “As algas marinhas têm uma gama de aplicações além do armazenamento de carbono que podem ser uma parte da solução”, esse cultivo em escala global também apresenta riscos ecológicos. Muitas algas marinhas podem impactar negativamente, gerando CO2 se não utilizadas, assim como a quantidade de luz que desce para outras espécies afetando os processos de fotossíntese, e podem ter efeitos perigosos nos ecossistemas ao remover muitos nutrientes dos ecossistemas selvagens.

A matemática pode ajudar nesse entendimento. A Floresta Amazônica, no Brasil, ocupa na sua totalidade 2,4 milhões de Km2, o que representa uns desprezíveis 0,8% da superfície dos oceanos. Portanto, “O oceano está chegando, a maré está subindo, podemos correr e nos esconder e construir paredes de mar, ou podemos virar e abraçar o mar como uma solução para a mudança climática”. Plantar árvores não é a única solução que temos.

Por: Sérgio Vieira/ Engenheiro e Jornalista  MTb 38648RJ