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Cidades reduzem equivalente a meio maracanã de lixo, revela estudo

Após 11 anos da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, conter a produção desenfreada de lixo ainda é um dos principais desafios do Brasil. Hoje, cada brasileiro gera aproximadamente 343 quilos de resíduos por ano, somando 80 milhões de toneladas em todo o país. No entanto, um estudo inédito realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana – SELURB aponta uma redução em média de 8% do total de lixo gerado per capita em cidades onde há algum tipo de cobrança pelos serviços de manejo, tratamento e descarte de resíduos, o equivalente a quase metade do estádio do Maracanã ou, ainda, um mês sem geração de lixo no país e um ano de economia a cada 12 anos, levando em consideração os números atuais.

A pesquisa analisou a realidade de 3.712 municípios, em todas as regiões do Brasil, sendo que em apenas 1.662 há arrecadação específica para custear o serviço de manejo de resíduos. Ainda que o total arrecadado cubra totalmente os gastos com coleta, tratamento e descarte adequado do lixo em apenas 109 destas cidades, o estudo mostra que a implementação da cobrança tem reflexo direto no comportamento das pessoas, que passam a ter consciência do quanto de lixo produzem individualmente e dos custos que esse lixo gera, reduzindo assim o total descartado.

“Não existe ‘jogar fora’. Todo o lixo que produzimos vai para algum lugar e, para que isso aconteça de maneira correta, existe um custo. Quando as pessoas compreendem que são responsáveis pelos resíduos que geram individualmente e que devem pagar por isso, há uma mudança de comportamento visível e que tem um impacto extremamente positivo para o meio ambiente, transformando a maneira como cada indivíduo enxerga o seu papel nessa cadeia de produção e descarte”, comenta Márcio Matheus, presidente do Selurb.

Gráfico do gasto de lixo no Brasil (Foto: Reprodução)

Essa é uma das mudanças positivas que o setor espera alcançar com a implementação da cobrança pelos serviços de manejo e tratamento de resíduos em todos os municípios brasileiros, em conformidade com o Novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em julho de 2020, a fim de viabilizar a sustentabilidade econômica das atividades. A iniciativa visa, ainda, a erradicação de lixões e a melhoria na eficiência dos serviços realizados em todo o país.

“A mudança de comportamento é gradativa e depende da instituição da cobrança e incentivos para aqueles que geram menos alcançarem resultados cada vez melhores. Este é o mesmo efeito comportamental que acontece com as demais infraestruturas de utilidade econômica domiciliar, como a energia elétrica, água, gás e internet, quando é reconhecido o custo do desperdício pelo usuário. A redução do lixo gerado por habitante é importante e estamos no caminho certo, mas o Brasil ainda tem muito a avançar no que diz respeito à gestão da coleta e do descarte adequados do lixo, com a necessidade de investimentos no setor”, finaliza Matheus.

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Com pandemia, 44% das crianças e adolescentes se sentiram mais tristes, diz pesquisa

Da Agência Brasil

Uma pesquisa feita pela Fundação Lemann em parceria com o Instituto Natura mostrou que 94% das crianças e dos adolescentes tiveram alguma mudança de comportamento durante a pandemia. Segundo os pais e responsáveis, 56% ganharam peso, 44% se sentiram tristes, 38% ficaram com mais medo e 34% perderam o interesse pela escola.

A pesquisa “Onde e como estão as crianças e adolescentes enquanto as escolas estão fechadas?” indicou que entre os que ficam sozinhos em casa são mais altos os índices dos que passaram a dormir mais, ficaram mais quietos ou têm mais dificuldades para dormir.

Quando avaliadas as crianças e adolescentes de famílias com renda menor, até dois salários mínimos, 59% tiveram ganho de peso, 51% passaram a dormir mais, 48% ficaram mais agitados, 46% ficaram mais tristes, e 35% perderam o interesse pela escola.

A pesquisa ouviu 1315 responsáveis por mais de 2,1 mil crianças e adolescentes (4 a 18 anos) matriculados na rede pública ou fora da escola, de todo o Brasil, entre 16 de junho e 7 de julho de 2021. O estudo também entrevistou 218 jovens entre 10 e 15 anos.

Comida

Quando avaliada a segurança alimentar, 34% das famílias afirmaram que a quantidade de comida foi menos que o suficiente, com destaque para as famílias do Nordeste (46%) e do Sul (18%).

Entre os que relataram insuficiência de alimentos, 63% são pretos e pardos, 63% das famílias ganham até um salário mínimo e 66% afirmaram que alguém da casa perdeu o emprego ou renda na pandemia.

A pesquisa também mostrou que as refeições das crianças e adolescentes eram melhores antes da pandemia: 81% dos pais disseram que era ótima ou boa antes do surto de covid-19, índice que caiu para 74%. Entre os que consideram a alimentação regular, a taxa aumentou de 16% para 23%; e o ruim se manteve estável em 2%.

Mais tempo nos eletrônicos

De acordo com a pesquisa, 10% das crianças e dos jovens passam o dia na casa de outras pessoas, metade deles na residência dos avós. Dos 90% que ficam na casa de seus responsáveis (pai, mãe, madrasta e/ou padrasto), 14% permanecem sozinhos no local ou apenas com irmãos, sem adultos responsáveis.

A pesquisa também mostrou que a rotina de atividades em casa mudou: 37% das crianças e adolescentes estão jogando videogame ou celular com mais frequência do que antes da covid-19 e 43% aumentaram as horas de TV.

Outro dado importante mostrou que 6% dos jovens entre 7 e 18 anos estão trabalhando, sendo maior o percentual entre os pretos (10%). Do total de jovens trabalhando, 60% começaram em 2021 e 74% são meninos. A idade média é de 16 anos, sendo que 9% têm entre 11 e 14 anos, 68% entre 15 e 17 anos e 23% têm 18 anos.

Jovens

Entre as crianças e adolescentes entrevistados, 75% disseram que sentem falta das aulas presenciais ou de algum professor e 60% sentem falta do convívio social e dos amigos. Aqueles que acreditam que terão o futuro prejudicado devido à pandemia são 66%. Pelo menos 40% sonhavam com profissões antes da pandemia e agora esse percentual é de 37%. Para 17%, o principal sonho agora é o de que a pandemia acabe.

“Isso mostra o papel da escola e desse ambiente na vida dessas crianças e adolescentes. Claro que é um espaço de ampliação de repertório e aprendizagem, mas também é de convívio e desenvolvimento pessoal, além de ser, para muitos, espaço de alimentação. Isso coloca muita luz no papel da escola e do retorno presencial das aulas”, afirmou a gerente do Instituto Natura, Maria Slemenson, que trata da articulação das agendas prioritárias da educação.

A pesquisa mostrou que 3% das crianças e adolescentes não estão matriculados na escola. Desses, 32% afirmaram não estar na escola por conta da pandemia e outros 32% afirmaram não encontrar vaga na rede pública de ensino. Além disso, 62% das crianças fora da escola têm entre 4 e 6 anos. Os estudantes que estão fazendo as tarefas recebidas são 92%, com 89% dos pais dizendo que acompanham as atividades feitas pelas crianças e adolescentes na escola e nas aulas on-line.

“Nós, da Fundação Lemann, acreditamos que a educação pública de qualidade muda a vida das pessoas e são elas que podem transformar o nosso país. Desde o início da pandemia, estamos trabalhando para apoiar as redes de ensino com estudos, dados, boas práticas e orientações diversas para que cada rede possa retomar as aulas presenciais e garantir que todas e todos possam aprender com qualidade, nas mais variadas realidades do país”, disse a coordenadora de projetos de Educação da Fundação Lemann, Barbara Panseri.

“Sabemos do tamanho das desigualdades de nosso país, sabemos que as crianças e adolescentes de menor renda, do Nordeste e negros e negras, têm menor acesso à internet de qualidade, e que o ensino remoto ampliou as desigualdades dos nossos alunos”, completou Barbara.

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Gestação na adolescência cai 37% em 20 anos, diz estudo

Nos últimos 20 anos, o Brasil registrou queda de 37,2% no número de adolescentes grávidas. Isso é o que apontou um estudo realizado pela ginecologista Denise Leite Maia Monteiro, secretária da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A pesquisa foi feita considerando o número de nascidos vivos (NV) de mães entre 10 e 19 anos de idade, entre os anos de 2000 e 2019.

Em 2000, segundo a pesquisa, as mães adolescentes foram responsáveis por 23,4% do total de nascidos vivos no país. Já em 2019, esse índice passou para 14,7%.

Apesar da queda, o número ainda é preocupante. Dados do DataSUS/Sinasc apontam que a cada dia ocorrem cerca de 1.150 nascimentos de filhos de adolescentes. “As complicações gestacionais e no parto representam a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos mundialmente, pois existe maior risco de eclâmpsia, endometrite puerperal, infecções sistêmicas e prematuridade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ainda há consequências sociais e econômicas como rejeição ou violência e interrupção dos estudos, comprometendo o futuro dessas jovens”, disse a médica, no estudo.

A pesquisa também demonstrou que a redução da gravidez na adolescência entre meninas de 10 a 14 anos foi de 26% e teve uma redução menor que entre o grupo de 15 a 19 anos, que registrou 40,7% de queda. Os maiores indicadores de gravidez entre adolescentes foram registrados na região norte do país, que apresentou a menor queda percentual na taxa de fecundidade por idade específica (TIEF) tanto para o grupo de adolescentes entre 10 e 14 anos (-11,9%) quanto para o grupo de adolescentes entre 15 e 19 anos (-32,9%).    

Quais as consequências de uma gravidez na adolescência?

A gravidez pode ter consequências imediatas e duradouras para a saúde, a educação e o potencial de geração de renda de uma adolescente. A gestação na adolescência está associada a maiores riscos de partos prematuros, de recém-nascidos com baixo peso, de eclampsia, de transtornos mentais (como a depressão) e de morte devido a complicações decorrentes de abortos inseguros ou da gravidez e do parto.. Esses riscos dependem da idade da adolescente (maior risco em adolescentes menores de 15 anos), do nível socioeconômico da adolescente (quando mais pobre e com menor rede de suporte, maior o risco), do acesso aos serviços de saúde e da condição de saúde da adolescente. 

Apesar dos riscos à saúde causados por uma gestação na adolescência, os maiores riscos são os sociais e econômicos. As adolescentes que ficam grávidas, especialmente as de forma não intencional, têm maior risco de sofrer violência física e sexual de seus parceiros. Além disso, a gravidez precoce está associada a um maior risco de abandono escolar e perda de oportunidades de empregos, aumentando o risco de perpetuação do ciclo da pobreza.. Segundo dados do IBGE, seis de cada dez adolescentes grávidas nem trabalham e nem estudam. Sem falar no impacto econômico para o país, conforme estudo do Banco Mundial.

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Interesse de mulheres em vagas de TI cresce 22% em 2021

As mulheres estão cada vez mais em busca de vagas na área de tecnologia da informação. É o que aponta uma pesquisa do Banco Nacional de Empregos – BNE, realizada entre janeiro e maio deste ano. Nos primeiros cinco meses deste ano, 12.716 mulheres se candidataram para vagas no setor contra 10.375 no mesmo período do ano passado. Apenas no mês de janeiro, foram 4.316 candidatas contra 1.989, o que representa um crescimento de 116%.

Para Marcelo de Abreu, CEO do BNE, o mercado e os profissionais também estão em transformação, contribuindo para o aumento da presença de mulheres em tecnologia a cada ano. “Vemos mais mulheres se interessando pela área na medida em que se ampliam as contratações de profissionais de TI. De 2019 para 2020, houve 36% de crescimento e esperamos um número ainda maior neste ano”, conta Abreu.

É o caso de Aline Rosa, desenvolvedora de Front End da Nexcore Tecnologia, que está no setor de TI há cerca de três anos. Aline explica que as empresas estão sendo mais receptivas do que alguns anos atrás. “As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no setor de TI, e as empresas estão mais receptivas. Como as mulheres na maioria das vezes são mais detalhistas e atenciosas, essas características auxiliam no desenvolvimento de projetos na área”, afirma.

“Na Nexcore, temos mais homens trabalhando na parte de TI, mas não fazemos distinção no momento da contratação, pois não é um fator relevante. A personalidade da pessoa e suas habilidades contam mais para a execução do trabalho”, explica Aline. Ela acredita que as empresas precisam criar um ambiente de trabalho mais equilibrado, sendo cobrado apenas o desempenho do colaborador e não seu gênero.

A projeção é que a área de TI continue em expansão, principalmente depois da aceleração da transformação digital. “Com a pandemia, muitas profissões foram afetadas negativamente. Porém, outras tiveram grande crescimento de oportunidades, como é o caso da área de TI, que espelha a mudança comportamental do empreendedor e do consumidor após os efeitos da Covid-19 no país”, comenta Abreu.

Durante a pandemia, muitos profissionais se reinventaram e buscaram uma segunda opção para se empregar. “Quem está atento às tendências do mercado, pode buscar cursos de especialização para ocupar este espaço”, ressalta o CEO do BNE.

Apesar das mulheres conquistarem espaço maior a cada ano no mercado de trabalho,  o quadro econômico aponta que houve uma piora no mercado de trabalho brasileiro – e impactou as mulheres com mais força. O percentual de mulheres que estavam trabalhando ficou em 45,8% no terceiro trimestre de 2020, segundo os dados mais recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O nível mais baixo desde 1990, quando a taxa ficou em 44,2%.

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Intenção de consumo das famílias no Brasil recua em maio

Mesmo com a vacinação e com medidas que flexibilizam os comércios por todo o Brasil, a intenção de consumo das famílias brasileiras foi reduzida no mês de maio, segundo Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).O estudo feito na última semana aponta que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 1,6% na passagem de abril para maio deste ano e chegou a 67,5 pontos. Essa é a segunda queda consecutiva do indicador, que atingiu o menor patamar desde agosto de 2020 (66,2 pontos). Na maioria dos estados, foi notória a diminuição das vendas em quase todos os ramos.

Em relação a maio de 2020, a queda chegou a 17,3%. Esse é o 14º recuo do indicador neste tipo de comparação e o pior mês de maio da série histórica, iniciada em 2010.

Na passagem de abril para maio, os sete componentes da ICF tiveram redução, com destaque para perspectiva profissional (-4,4%) e momento para a compra de bens duráveis (-3%).

Na comparação com maio, também houve queda nos sete componentes, sendo os maiores deles na renda atual (-23,5%) e no momento para bens duráveis (24,7%).

“De modo geral, ainda há muita desconfiança com relação à capacidade de recuperação econômica até o fim do ano. O mercado de trabalho vem amparando a resiliência do brasileiro, incentivando sua capacidade de consumo, mas mesmo as empresas encontram obstáculos. Até a imunização coletiva, não conseguiremos encerrar essa oscilação completamente”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

VENDAS ONLINES CRESCEM NA PANDEMIA

Mesmo com a queda na intenção de consumo, os empreendedores seguem se utilizando do mercado online para fazer lucros. A venda aumentou nesse setor, simplesmente pelo fato das pessoas evitarem sair de casa e aproveitar a comodidade de suas casas para fazer compras. 

Sete em cada dez micro, pequenas ou médias empresas (73,4%) do país estão fazendo vendas online durante a pandemia do novo coronavírus. Isso é o que revelou uma pesquisa feita pela Serasa Experian com 508 empreendedores, realizada no mês de fevereiro.

Desse total, 83,1% pretendem manter a realização dos negócios pela internet mesmo quando a pandemia acabar.

Dentre os canais mais utilizados para as vendas estão as redes sociais, principalmente o WhatsApp (72%).

Na pesquisa, os entrevistados revelaram ainda que a venda online ajudou a atingir públicos diferentes (51% das respostas mencionaram isso), criou mais exposição para o seu negócio (44,8%) e permitiu atingir novas regiões (34,5%).

A pesquisa também mostrou que 24,8% dos empreendedores têm buscado empréstimos e financiamentos para manter seus negócios. Dentre as empresas que mais requisitaram empréstimos ou financiamentos estão as do setor de comércio (38,1%).

O Brasil é um dos líderes mundiais no mercado de consumo online. Inclusive, em muitos países, as importações vindas para o país – em especial da China – o consumidor brasileiro aparece nas primeiras posições. Importações dos Estados Unidos também estão muito bem ranqueadas, segundo números recentes divulgados.

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Com pandemia vendas online só aumentam e devem virar tendência

Da Redação 

Com ou sem a pandemia, uma tendência cresceu ainda mais por todo Brasil: o serviço de vendas online. Além da necessidade real de continuar trabalhando, os e-commerce entenderam que vender para seus clientes no conforto de suas casas se tornou uma prática mais rentável e barata. O crescimento significativo de aplicativos que entregam comida é um dos maiores.

Uma breve olhada por qualquer janela é possível ver pelos menos 30 a 50 entregadores, sejam de bicicletas ou de motos, entregando comida. Até os supermercados, segundo estudos divulgados recentemente, tiveram uma queda em suas vendas, já que a maioria das pessoas estão apostando na entrega delivery, economizando até o gás de casa, assim como evitando contato com outras pessoas e aglomerações. 

E se esse serviço aumentou, o e-commerce também não ficou para trás. Grandes lojas, inclusive, estão até encerrando expedientes físicos. Sete em cada dez micro, pequenas ou médias empresas (73,4%) do país estão fazendo vendas online durante a pandemia do novo coronavírus. Isso é o que revelou uma pesquisa feita pela Serasa Experian com 508 empreendedores, realizada no mês de fevereiro.

Desse total, 83,1% pretendem manter a realização dos negócios pela internet mesmo quando a pandemia acabar. Dentre os canais mais utilizados para as vendas estão as redes sociais, principalmente o WhatsApp (72%). Na pesquisa, os entrevistados revelaram ainda que a venda online ajudou a atingir públicos diferentes (51% das respostas mencionaram isso), criou mais exposição para o seu negócio (44,8%) e permitiu atingir novas regiões (34,5%).

A pesquisa também mostrou que 24,8% dos empreendedores têm buscado empréstimos e financiamentos para manter seus negócios.  Em muitos casos, empresas pegaram este empréstimo para aumentar seu investimento no comércio online. Empresas e pessoas que trabalham com e-commerce obtiveram um lucro bem maior devido a este crescimento. O que antes seria uma tendência de muitos lugares que vendem online – o frete grátis – tem diminuído drasticamente. 

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O medo do cancelamento e a pandemia transformaram BBB 21 em um sucesso sem precedentes

Da Redação

O Big Brother Brasil de 2021 se tornou um dos maiores sucessos da televisão atualmente – e talvez de toda a franquia – por causa de uma série de fatores que culminaram de forma decisiva no “Big dos Bigs”. O primeiro de todos foi o medo geral do chamado cancelamento, por todos os participantes, somados a pandemia da Covid-19, que obriga as pessoas, em sua maioria, a ficarem dentro de casa e dar audiência para o reality da Rede Globo.

Com nomes de peso em seu casting, a produção do BBB 21 apostou em influenciadores para colocar sua marca ainda mais forte no país. Contudo, todos os selecionados entraram com o chamado medo de serem cancelados aqui. Isto influencia diretamente na forma de jogo de cada participante. Por não conseguirem expor de forma clara e direta, sempre com receio de julgamentos, a edição de 2021 acabou chamando a atenção de forma massiva do público em geral, que criou uma enxurrada de críticas e elogios vindos pelas redes sociais. Dessa forma, nomes mais autênticos, como a paraibana Juliette, acabaram caindo nas graças do público por saber se expor de uma forma “politicamente correta”, com imposições e sem ofender alguma parcela dos telespectadores. Já os que foram “cancelados”, acabaram cometendo deslizes não perdoados, aumentando ainda mais a audiência, já que estes geram engajamento na hora de serem eliminados, como Karol Konka, Projota, Nego Di e Rodolffo.

Por outro lado, o fenômeno aumentou ainda mais devido à pandemia. Isto porque, muitos que sequer eram fãs do programa acabaram aproveitando o conforto de suas casas para dar audiência ao programa. Foi “uma chance” dada por essas pessoas, que em sua maioria engajaram de forma efetiva e entenderam as mazelas de cada participante. O BBB 21 mudou o comportamento de algumas pessoas, que antes não entendiam o sucesso do programa. A Rede Globo acabou pegando o “novo normal” para evidenciar ainda mais um de seus produtos, que não andava tão bem das pernas até a edição 20.

A edição tem como principal apoio a mudança comportamental das pessoas desde a primeira edição, em 2000, para os dias de hoje. O que fez do programa um fenômeno de audiência e rendendo milhões aos cofres da emissora.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

Foto: Divulgação

A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

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O crescimento e a importância das vendas online no varejo de moda pós pandemia

O comportamento de consumo mudou drasticamente com a pandemia aumentando de forma significativa as compras online.  Nossa redação conversou com Marília Carvalhinha, Consultora estratégica para empresas e Coordenadora da Pós-Graduação de Negócios e Varejo de Moda da FAAP, para entender melhor como andam as coisas.

Com os estabelecimentos fechados no começo da pandemia por conta das bruscas recomendações, diversos consumidores que antes não compravam online passaram a frequentar canais virtuais, gerando oportunidades para as empresas que tiveram que se adaptar a uma nova realidade.

Segundo Marília, as marcas que souberam se reinventar em meio a crise, já estavam inseridas em um universo de vendas online, e souberam levar em conta diversos fatores fundamentais para manter um negócio digital funcionando, como por exemplo, obter um e-commerce simples e agradável à navegação, contar com um serviço de marketing digital eficaz, que envolva a geração de um bom conteúdo e uma boa gestão de mídia de performance focada em resultados.

Tendo que manter o cliente por perto, as empresas precisaram criar opções de relacionamento por telefone, chat, instagram e whatsapp, a fim de levar segurança para essas pessoas que estavam fazendo suas compras online pela primeira vez.

Para manter suas operações de vendas online funcionando corretamente, além dessas listadas acima, Marília explica ser fundamental também estruturar toda a frente da operação, como o cadastramento de produtos que estarão disponíveis no e-commerce, sistemas integrados de gestão de estoque, logística de entrega e, quando necessário logística reversa.

“Esta estruturação tende a ser muito mais complexa quando se deseja tirar proveito de estoques descentralizados, que é o caso de utilizar lojas físicas também como centros de distribuição das vendas online.  A vantagem, neste caso, é a economia com logística e o melhor aproveitamento do estoque.” afirma Marília.

Por fim, Marília pontua quais são as vantagens das vendas online em relação ao varejo tradicional, e que irão ganhar ainda mais relevância a partir de agora:

O digital proporcionando dinâmicas diferentes

Com ações de vendas no digital, como por exemplo uma promoção relâmpago com impulsionamento de mídia, em horas já é possível saber se a ação está dando certo ou não. Eventualmente é até possível ajustar a ação, corrigindo rota antes de ela ser um completo fracasso. Em um varejo tradicional, tudo leva mais tempo para dar resultado.

Captação de dados

O digital proporciona para as empresas uma quantidade de dados que pode ser utilizado para a criação de estratégias específicas, como a sub segmentação de produtos e ações por cluster de clientes, entre outras possibilidades. Com dados e com a possibilidade de avaliar o resultado de ações em um tempo curto, espera-se muito mais dinamismo na gestão e na operação dos negócios.

“As empresas de moda tradicionalmente seguiam um ciclo longo entre a interpretação das tendências, desenvolvimento de produtos, produção ou importação, lançamento e vendas.  Esse tempo entre a idealização do produto e o momento da venda pode torná-lo parcialmente descolado da demanda” completa Marília.

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Mudança de comportamento humano é chave contra crises

Da Redação

Diante das crises mundiais, um grupo de pesquisadores das ciências humanas e sociais divulgou recentemente o lançamento de uma iniciativa intitulada Painel Internacional de Mudanças no Comportamento (IPBC, na sigla em inglês). O objetivo da iniciativa é ajudar a enfrentar, ao longo do tempo, as crises sociais e ambientais atuais e futuras.

Para o professor Eduardo Bessa, membro da diretoria do IPBC e professor de Comportamento Animal da Universidade de Brasília (UnB), a pandemia da covid-19 está incentivando a sociedade a repensar diversas ações. “Talvez seja o momento de aproveitar para mudar outros tipos de atitude que nos possibilitem um mundo melhor, tanto em termos ambientais quanto sociais”, explica o professor.

A ideia do projeto é obter resultados por meio de relatórios com informações recentes e importantes sobre como aplicar novos hábitos no dia a dia e atualizações sobre gatilhos e obstáculos que podem aparecer durante um processo de mudança de comportamento. “Nos relatórios faremos uma síntese do que se sabe sobre o assunto e desenvolveremos estudos para preencher as lacunas sobre o que ainda não se sabe”, esclarece Bessa.

O painel, que já conta com o apoio de 1.023 pesquisadores de mais de 75 áreas e 76 países, ouvirá a sociedade civil e os tomadores de decisões para produzir os relatórios. Para Eduardo Bessa, o diferencial do projeto é a atuação direta no comportamento das pessoas.

“Existem outros painéis focados em problemas ambientais na Organização das Nações Unidas (ONU), como o IPCC, sobre mudanças climáticas, e o IPBES, sobre biodiversidade. Ambos são excelentes em apontar os problemas e até as mudanças necessárias para reduzi-los, mas para realizar essas mudanças é fundamental atuar nos comportamentos das pessoas. Isso é o que nos propomos a fazer”, acrescenta.

    Membros do IBPC: painel já conta com o apoio de 1.023 pesquisadores (Foto: Divulgação)

Mundo mais sustentável

O Painel Internacional de Mudança de Comportamento é, dessa forma, composto não só pelos cientistas que irão gerar os produtos, mas também por empresas, pela sociedade e associações, que auxiliarão a focar o conteúdo dos produtos de forma que sejam relevantes para todos. Esses grupos não são membros oficialmente dentro do IPBC, mas a eles está delegada a missão importante de expressar o que a sociedade precisa, como educação, saúde, agricultura, etc. “Ter as ferramentas certas para promover isso é o que espero do IPBC”, diz Bessa, que revela também ter grandes expectativas com o projeto contra as crises.

O painel surgiu após o lançamento de um manifesto pela criação de um grupo formado por especialistas em torno da necessidade de mudanças comportamentais para um mundo mais sustentável em âmbito econômico, ambiental e social.

O IBPC, entidade internacional, interdisciplinar, independente e apolítica, hoje é formada por profissionais dos mais diversos campos, como psicologia, neurociências, sociologia, economia, ciência política, comportamento animal, biologia, ciências da saúde, educação, direito, marketing e administração.