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Polícia prende suspeitos por desaparecimento de 3 crianças de Belford Roxo, no Rio

Policiais civis cumprem nesta sexta-feira (21) mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no  desaparecimento de três meninos de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Até por volta de 12h, 16 pessoas tinham sido presas.

Os alvos da operação  também são suspeitos de torturar e expulsar um morador e sua família de casa, segundo a polícia. O grupo integra a quadrilha que controla a venda de drogas no complexo do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e que participa de roubos de cargas na região.

Desaparecimento

As três crianças de de Belford Roxo estão desaparecidas há quase cinco meses. Lucas Matheus (8 anos), Alexandre da Silva (10 anos) e Fernando Henrique (11 anos) não são vistos desde 27 de dezembro, quando saíram de casas e foram para a Feira de Areia Branca (a 3 km de casa), no Castelar.

Em março, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encontrou imagens de câmeras de segurança que mostraram que os garotos passaram pela Rua Malopia, no bairro vizinho.

A polícia apura se traficantes da região estão envolvidos no caso. Uma força-tarefa foi criada no mês passado para agilizar os trabalhos.

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Rio passa a ter sistema de alerta por telefone para casos de desaparecimento de crianças e adolescentes

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro regulamentou nesta quinta-feira (18), a Lei nº 9.182, que cria o primeiro sistema de alerta por telefone do país que busca solucionar desaparecimentos de crianças e adolescentes.

Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, 4.545 pessoas entre 0 e 17 anos de idade desapareceram apenas na cidade do Rio de Janeiro em 2020. Deste total, mais de 96% dos casos foram solucionados. Para o governador, o Alerta Pri será mais uma ferramenta importante na elucidação desse tipo de crime.

Criado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o “Alerta Pri” será usado pela Polícia Civil e torna obrigatória a divulgação de fotos e informações das vítimas pelas companhias de telefonia celular. O sistema ganha esse nome em homenageia Priscila Belfort, desaparecida há 17 anos.

“Nosso objetivo é aumentar o índice de solução de casos, além de reduzir esse tipo de crime no Estado. Não solucionar esses tristes casos é deixar uma ferida aberta. É preciso ter um fim para que haja um recomeço. O Alerta Pri vem ao encontro do que todos querem: o melhor para a segurança da população”, disse Castro.

A mensagem de urgência enviada pelo Alerta Pri vai conter o nome, a idade, as características físicas, o local de desaparecimento e todas as demais informações selecionadas pela Polícia Civil. O objetivo é agir rapidamente quando esse tipo de crime for registrado no sistema.

O Alerta Pri foi elaborado nos moldes do Alerta Amber, dos Estados Unidos, que também é utilizado em outros 27 países como ferramentas no combate ao desaparecimento de pessoas.

“Num estado onde desaparecem mais de 20 pessoas por dia, precisávamos de uma lei como essa. A divulgação, nas primeiras 24 horas, dos dados das criança ou adolescentes desaparecidos, aumentam as chances de localização”, disse o deputado Alexandre Knoploch (PSL), autor do projeto de lei.