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Excesso de urina, sede e perda de peso podem indicar diabete em pets

O diabetes é uma doença que preocupa muita gente, mas também é um problema para os pets, já que, ainda que poucos saibam, também é bastante comum nos animais. Por conta disso, tutores de cães e gatos devem ficar alertas a possíveis sintomas, entre eles excesso de sede e urina, aumento de apetite e perda de peso, mesmo com o aumento da ingestão de alimentos.

“O que acontece é que, assim como nós, o organismo para de produzir ou produz insulina em pouca quantidade para as necessidades do pet. Sem o hormônio, a glicose não entra nas células e se acumula-se no sangue”, diz Silvana Badra, médica-veterinária e gerente de produtos pet da MSD Saúde Animal.

A doença nos pets é consequência de alterações no pâncreas e são diversos os fatores que podem contribuir para a sua manifestação, entre eles a obesidade, uso excessivo de medicamentos que inibem a ação da insulina (como corticosteroides), doenças hormonais (como hipertireoidismo e hipotireoidismo) e excesso de gordura no sangue.

“O tutor deve estar atento à medicina preventiva, que inclui consultas de rotina, vacinação, vermifugação, prevenção contra pulgas, carrapatos e insetos, alimentação saudável, exercícios, e medicamentos só administrados sob recomendação do médico-veterinário”, afirma Silvana.

A especialista orienta que, diante de qualquer um dos sintomas, o tutor procure um profissional para avaliação. A doença não tem cura, mas tem tratamento. “A insulinoterapia, que é a aplicação de insulina, juntamente com um manejo adequado, com engajamento do tutor, permite ao pet ter uma boa qualidade de vida”.

A veterinária afirma ainda que a escolha da insulina também é essencial para obter melhores resultados e que a aplicação do medicamento pode ser feita pleo próprio tutor em casa. “Há insulina que promove um pico mais rápido e mais duradouro conferindo menor chance de crises de hipoglicemia e resistência à medicação. Ter uma insulina desenvolvida especialmente para as necessidades do animal proporciona um tratamento seguro e eficaz”.

Foto: Pixabay

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Covid-19: pessoas curadas apresentam anomalias cardíacas e Brasil registou aumento de 31% de mortes cardiovasculares em 2020

No ano passado, os cartórios brasileiros registraram um aumento de 31% no número de mortes por doenças cardiovasculares no país em meio à pandemia de covid-19. Os dados foram publicados no novo painel do Portal da Transparência do Registro Civil, desenvolvido pela Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) em parceria com a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).
Outro dado mostra um número alarmante. Cerca de 10 milhões de pessoas no mundo morreram de infarto durante a pandemia. Estima-se que 20% da população mundial, acima de 18 anos, pode se tornar hipertensa. Especialistas confirmam o aumento de problemas cardíacos em pessoas já infectadas, inclusive em jovens. Para agravar a situação, diminuiu a procura pelo check-up cardiológico, ou seja, pacientes que antes tratavam de problemas no coração, hoje, estão adiando os exames.
Segundo a Cardiologista da Clínica Villela Pedras, Dra Renata Félix,  um dos principais fatores na diminuição de exames é o medo de ser exposto ao vírus da Covid-19. “Para quem tem problemas cardíacos ou fatores de risco, como hipertensão e diabetes, deixar de fazer seus exames cardiológicos, pode significar deixar de detectar algum risco para o coração, por isso, é importante fazê-los seguindo sempre os protocolos de segurança”, afirma a médica.
A especialistas explica que pacientes com doenças cardiovasculares ou comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes, apresentam maior risco de desenvolverem casos mais graves se tiverem Covid-19. Por outro lado, existem os casos de complicações cardiovasculares em pacientes que se infectaram com o vírus, com relatos de arritmia cardíacas, inflamação do músculo cardíaco (miocardite), inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite), além de quadros de infartos do miocárdio. Em todos esses casos pode haver recuperação do coração, mas também podem ocorrer sequelas, que resultem em limitações.
“As queixas mais comuns deixadas pela Covid-19, em relação ao sistemas cardiovascular, são: cansaço, falta de ar, dor no peito e palpitações. Vale lembrar que, o uso excessivo tanto de sal, quanto de bebida alcoólica, estão relacionados a compensação clínica em pessoas que apresentam problemas cardíacos. Então, se a pessoa já apresenta algum histórico de doença cardíaca, ou de hipertensão e diabetes, ela deve tomar maior cuidado em relação a sua saúde e evitar o excesso de sal e bebida alcoólica”, ressalta Renata.
Após ser curado da Covid-19, só é necessário investigar sequelas cardíacas se, durante o período de infecção do vírus, for apresentados sintomas como cansaço, falta de ar, palpitações e dor no peito ou se durante o curso da doença, foi identificada pelo médico alguma alteração que sugira o aparecimento de problema cardíaco.
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Consumo de álcool e dormir mal contribuem para o ganho de peso

Há muitos mitos que rondam o senso comum acerca da perda de peso e funcionamento do metabolismo. Enquanto alguns comportamentos que realmente afetam nosso corpo nem sempre são lembrados ou levados em consideração no controle da obesidade, como a falta de sono e o consumo de bebidas alcoólicas que, sim, engordam.

“Com o isolamento social, não são raras as pessoas que afirmam que os dois comportamentos foram potencializados em suas rotinas devido à quarentena. Por isso, o alerta é tão importante neste momento”, destaca o Prof. Dr. Filippo Pedrinola.

Álcool tem quase o dobro de calorias do açúcar

O processo de produção do álcool vem da destilação ou fermentação do açúcar, fazendo com que a molécula de açúcar, antes com quatro calorias, passe a ter sete calorias quando é transformada em uma molécula de álcool. Ou seja, o número de calorias quase dobra.

De acordo com o Prof. Dr. Filippo Pedrinola, médico endocrinologista, o metabolismo acaba sendo bastante afetado pelo consumo do álcool durante o processo de emagrecimento.

“Quando há a ingestão da bebida alcoólica, além de consumir o dobro das calorias do açúcar, o metabolismo vai priorizar a eliminação do álcool do organismo. Isso significa que ele acaba deixando de lado o processo normal de queima calórica do corpo, proveniente dos alimentos que ingerimos, como se atrasasse o metabolismo”, explica o endocrinologista.

Pesquisas também sugerem que o álcool parece aumentar a percepção do apetite, podendo influenciar em uma série de hormônios responsáveis pela sensação de saciedade inibindo, por exemplo, a ação do GLP 1 e das leptinas.

E o problema não se limita apenas à bebida alcóolica, já que, em alguns casos, dependendo de como a bebida é preparada em coquetéis, as calorias são ingeridas em dobro. Uma caipirinha, por exemplo, contém açúcar, uma batida pode conter leite condensado, há quem misture vodca com energético que, além da caloria, ainda tem o problema do excesso de cafeína.

Mesmo entre as pessoas que já sabem disso, muitas até acreditam em mitos que afirmam que certas bebidas alcoólicas podem ser mais inofensivas e com menos calorias. Essa fama foi colocada no gin, por exemplo. Trata-se de uma impressão falsa, pois o coquetel mais clássico com essa bebida, o gin tônica, não levar açúcar e tem um paladar mais leve e fresco.

“O problema do gin tônica é que a água tônica, principal ingrediente, é um dos refrigerantes mais calóricos que existem. O quinino em sua composição demanda uma grande adição de açúcar para que o sabor fique mais equilibrado. Existem alternativas para reduzir essa caloria, como utilizar água tônica com zero açúcar ou substituir o açúcar branco de uma caipirinha por adocante. Não podemos afirmar que estas versões dos coquetéis alcoólicos não engordam, porém são opções mais adequadas para o consumo de quem está controlando o ganho de peso”, declara Pedrinola.

Para emagrecer com saúde e não deixar o álcool atrapalhar o processo, o ideal é sempre evitar o excesso de bebida, consumindo com moderação e buscando fazer misturas que tenham o mínimo de açúcar possível.

Uma única noite mal dormida pode desregular todo o metabolismo

No que diz respeito ao sono, os malefícios são igualmente prejudiciais. Isso acontece porque o ato de dormir é composto por quatro ciclos, sendo três deles conhecidos pelo nome “Fase Não-REM”, e o último ciclo é chamado de “Fase REM”, sigla que traduzida do inglês significa “Movimento Rápido dos Olhos”.

Cada um desses ciclos demora aproximadamente 90 minutos para se concluir, e a fase REM é essencial para o corpo e para a mente, sendo ela a responsável por liberar os hormônios necessários para o bom funcionamento do cérebro e a dose necessária de grelina, leptina e cortisol.

Com a privação do sono esses hormônios ficam desregulados, gerando uma hiperprodução de grelina, produzida no estômago e responsável por nos fazer sentir fome. Uma hipoprodução de leptina, desenvolvida nas células de gordura, responsável pelo aumento da fome e maior produção nos níveis de cortisol, hormônio responsável pelo estresse. Inclusive, o estresse é outro fator que influencia muito no ganho de peso e tem relação direta com o acúmulo de gordura na região abdominal”, declara o Prof. Dr. Filippo Pedrinola.

Em média, grande parte da população precisa dormir de 7 a 8 horas por noite, mas há aqueles que só ficam completamente “descansados” quando dormem por mais de 9 horas e aqueles que precisam de menos de 7 horas de sono para se recuperarem.

O ideal é sempre se manter alerta ao seu relógio biológico e criar uma rotina diária, como um horário certo para ir dormir, evitar usar o celular pelo menos 30 minutos antes de se deitar e evitar o consumo de certos alimentos que podem estimular o cérebro ao invés de relaxar. Se, mesmo assim, ainda sentir dificuldades para dormir, o ideal é procurar a ajuda de um médico.

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Sociedade Brasileira divulga dados de cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) divulga na próxima terça-feira (27), às 10h, em coletiva de imprensa, os dados sobre cirurgia bariátrica e metabólica realizados no Brasil no ano de 2019. Além disso, também serão apresentadas ações para ampliar o acesso aos procedimentos para tratamento da obesidade mórbida e do diabetes no país.

Participam da coletiva para a imprensa representantes da SBCBM, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), do Conselho Federal de Medicina(CFM) e ADJ – Diabetes Brasil – a mais forte e organizada entidade não governamental voltada a ações em defesa da pessoa com diabetes, representada por pacientes e familiares que convivem com a doença em todas as suas vertentes.

Serviço:
Divulgação dos dados de cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil
Data: 27 de outubro
Horário: 10h
Inscrições pelo link: http://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_JKSXgDI9SPKuBtq901rGCg

 

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Você sabia que os pets também têm diabetes?

Por Alessandro Monteiro

As pessoas não imaginam, que o diabetes é uma doença comum entre os pets. Além de prejudicar a qualidade de vida dos animais, também contribui na diminuição dos anos de avida dos pets.

Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), o diabetes é mais comum em animais mais velhos e com sobrepeso, o que ressalta a importância de cuidados preventivos com a saúde dos nossos bichinhos.

Os sintomas costumam ser diferentes em cães em gatos, e nem sempre se manifestam da mesma forma em todos os pets. Porém, o consumo excessivo de água, aumento da urina, perda de peso (mesmo em casos em que o animal teve aumento do apetite), infecções recorrentes e olhos embaçados (principalmente nos cães).

Para fins de tratamento e longevidade do animal, o diagnóstico precoce da doença é importante para melhorar a qualidade de vida. Portanto, ao notar qualquer mudança em seu comportamento, procure um médico veterinário.

O tratamento é feito através de uma readaptação na rotina, que muitas vezes inclui redução de peso por meio de dieta, aumento de atividades físicas além da aplicação de insulina.

É importante o veterinário recomendar mensurações frequentes da glicemia, através de amostras de sangue, e a detecção da glicosúria (presença de glicose na urina), a fim de adequar a dose do medicamento.

Uma dieta rica em fibras, exercícios físicos, castração das cadelas em caso de constatação da doença. Já os gatos, necessitam de uma dieta altamente proteica, com baixo carboidrato.

 

No Brasil, a única insulina de uso veterinário disponível para o tratamento do diabetes mellitus em cães e gatos é a Caninsulin, desenvolvida pela MSD Saúde Animal. Seu principal diferencial é que ela é produzida com insulina suína, estruturalmente idêntica à insulina canina.

Foto: Reprodução