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Obra de estreia de Bert Jr., “Fict-Essays e contos mais leves”, escrita em apenas dois meses, aborda situações inusitadas da vida contemporânea

 

 

Inteligente, leve e bem-humorado. Esses são alguns dos adjetivos que ilustram muito bem o conteúdo de “Fict-Essays e contos mais leves”, livro de estreia de Bert Jr., escrito em apenas dois meses, durante a quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. Lançado pela editora Labrador, o livro está disponível nas versões impressa e digital, trazendo sete contos instigantes sobre vários temas contemporâneos.

Os textos abordam situações inusitadas da vida comum, enfrentadas por personagens peculiares que estão às voltas com assuntos tão diferentes quanto a descoberta da sincronicidade como ferramenta para a compreensão da realidade sociopolítica do país, a elaboração de uma peça autoral para um recital de violão erudito e as consequências psicológicas da invenção de uma dieta diferente. Há, ainda, uma narrativa bem-humorada e provocativa em torno da apresentação de quatro teses sobre a personalidade divina.

O livro tem muito de entretenimento, embora também tenha alguma qualidade reflexiva nele. Como o próprio título indica, tem dois tipos básicos de contos: os fict-essays, que considero mais densos, tendo essa característica de se apoiarem bastante na viagem intelectual do personagem principal, e os contos mais leves – ressalta o autor.

Bert Jr. explica uma das curiosidades despertadas pela obra logo no título. Afinal, o que são os fict-essays?

Tirei essa expressão do inglês ‘fictional essay’. Tal como entendo, um ‘fictional essay’, ou ensaio fictício, seria um ensaio sobre um assunto imaginário, ou utilizando argumentos fantasiosos, mas pretensamente científicos. Desdobrando essa ideia, imaginei um tipo de conto que tivesse como eixo o universo intelectual do personagem e sua visão sobre determinado tema. Esse tema poderia ser fictício, ou mesmo real, mas analisado, e compreendido, mediante conceitos imaginários – destaca.

 

Leitor exigente, mas sem preconceitos

A poesia já ocupou bastante espaço na preferência de Bert Jr., como leitor, especialmente em sua juventude. Romances de grandes autores brasileiros e latino-americanos, como Guimarães Rosa, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Jorge Luís Borges também fizeram parte de sua formação. Hoje, a atenção está mais voltada aos temas de não-ficção. Seja qual for o estilo, entretanto, ele ressalta o que desperta e prende a atenção dos leitores. Uma dica, aliás, para quem está dando os primeiros passos na escrita literária.

Sou um leitor exigente, não é qualquer texto que captura minha atenção. O escritor ter um bom domínio da linguagem é fundamental. E a história tem que ser criativa, ter elementos que inovem em relação ao tema, ou à maneira de narrar, de contar a história, ou ao tipo de personagem. Acho que isso é algo que prende o leitor – indica.

 

Em abril, a editora Chiado Books incluiu o poema “Silogismo Poético”, de Bert Jr., na V Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea. A obra reúne 450 poemas em língua portuguesa.

Sobre Bert Jr.

Gaúcho de Porto Alegre, Bert Jr. tem 58 anos, é graduado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco.

A arte sempre esteve presente em sua trajetória. Além de escrever poesia, é violonista amador, compositor e letrista. Aos 18 anos, dois de seus poemas foram premiados em um concurso do qual faziam parte do júri Mário Quintana e Lya Luft. Lançar um livro de poesias, aliás, é um dos planos do escritor para o futuro.

Recentemente, a paixão pelas palavras resultou, além do primeiro livro de contos, em um projeto desenvolvido no canal Bert Jr., no Youtube. A série “Fora da Cartilha” apresenta a visão do autor sobre temas relacionados ao universo literário.

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Brasil Educação Rio

Colégio do interior do Rio de Janeiro se torna primeira escola do Brasil com ensino 100% digital

Centro de Ensino Vila Isabel aproveitou a pandemia para aderir ao seu modelo pedagógico o conceito smart escola como pioneirismo no ensino 100% digital

Fundado a trinta e dois anos, o Centro de Ensino Vila Isabel fica localizado em um prédio com cerca de 1250m², na cidade de Três Rios, interior do Rio de Janeiro e assim como outros colégios, precisou se adaptar ao modelo de ensino online imposto pela pandemia do novo coronavírus, mas, diferente das outras instituições, o CEVI, como é conhecida a escola, enxergou que todas essas mudanças poderiam trazer efeitos positivos para os seus alunos.

Depois de muitas reuniões de planejamento estratégico, surgiu a ideia de transformar o CEVI em um colégio 100% digital, “Nossas crianças são nativas da era digital e por algum motivo, ainda utilizam um método de ensino centenário. Tudo à nossa volta evoluiu tecnologicamente, mas os colégios ficaram estagnados. Precisamos começar essa transformação o quanto antes” – afirmam as professoras Hélida Siqueira e Josibeli Coutinho, que fundaram a escola.

A ideia do projeto é trazer ao ambiente escolar um mundo totalmente digital e não excluí-lo, como é o caso de escolas tradicionais, onde o uso do celular é proibido em sala de aula, “Caneta, lápis, papel e borracha, ensinam os nativos digitais, da mesma forma que ensinaram seus pais, avós e bisavós. Para o aluno de hoje, aprender com esta metodologia, seria o mesmo que apostar uma corrida de charrete contra um carro superesportivo nos dias atuais, devemos estimular nossos alunos a utilizar essas ferramentas a seu favor.” – afirmam as educadoras. Com a tecnologia, as listas de presença, por exemplo, serão realizadas por meio de QR Code. Os pais receberão uma mensagem em tempo real avisando se o filho está ou não presente na aula e todas as provas serão realizadas pelos smartphones, tudo isso, através de uma plataforma desenvolvida exclusivamente para essa finalidade.

Dessa maneira, toda a aprendizagem do aluno será disponibilizada em um App com acesso aos conteúdos dos mais diversos formatos, como por exemplo, a gamificação. Conhecida como PediGames, essa será uma área de acesso do aluno, onde o mesmo aprenderá seu conteúdo jogando virtualmente. Assim como este, ainda haverá o PediPlay, uma navegação de conteúdo, semelhante a usabilidade do NetFlix e o PediCast, sendo um conteúdo feito por Podcast, semelhante ao Spotify.

Cerca de 300 mil reais serão investidos para ampliar a infraestrutura do colégio, onde 100 mil já foram gastos para o ano de 2021, esse aporte só foi possível graças à parceria realizada entre a Startup Pedi Brasil e o CEVI, possibilitando com que as salas de aula se tornem multimídia e todo o material 100% digital, inclusive apostilas, biblioteca e atividades. A parceria visa ainda investir na compra de televisores, computadores, datashow, kits de ensino para cada professor, entre outros, com objetivo de diminuir a utilização de papel em até dois anos e incentivar o apelo sustentável aos alunos.

Vale salientar que, todas essas adaptações são completamente regulares, autorizadas pelo MEC e já entram em vigor no começo de 2021. Para os alunos que não possuem smartphone, o Centro de Ensino já está providenciando parcerias com lojas especializadas, podendo assim, disponibilizar descontos exclusivos para os estudantes.

Durante a pandemia

Enquanto durar os dias de pandemia, o colégio terá o modelo de ensino online e presencial, porém agora, os alunos que optarem por ficar em casa, poderão interagir em tempo real com os professores, pois a aula será a mesma para ambos os formatos.