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Jovens da Pavuna participarão do projeto Percursos Formativos do MAR

O Museu de Arte do Rio (MAR) lançou nesta semana, o projeto Percursos Formativos, durante live em seu Instagram (@museudeartedorio). O programa é desenvolvido pela Escola do Olhar, polo educacional do museu, que visa formar e promover jovens da rede pública de ensino e de regiões periféricas do município do Rio de Janeiro na produção da arte e da cultura.

O projeto será desenvolvido no formato presencial com 12 jovens de 16 a 21 anos, moradores do bairro da Pavuna, zona norte da capital. Poderão participar da iniciativa estudantes de escolas e institutos das redes públicas de ensino municipal, estadual ou federal do Rio de Janeiro que estejam matriculados nos turnos da manhã ou da noite ou ainda jovens que tenham concluído o ensino médio, nos últimos dois anos, em escolas das redes públicas de ensino do Rio de Janeiro.

Será necessária a apresentação de histórico escolar oficial no momento do cadastro do participante. As inscrições serão feitas via internet até o dia 17 de julho. O edital também pode ser consultado na internet.

O projeto Percursos Formativos vai acompanhar os jovens selecionados em uma trajetória pelas áreas que estruturam o museu e suas competências: curadoria, museologia, educação, comunicação, produção cultural e administração.

Tal como ocorreu no ano passado, quando o MAR escolheu jovens de Santa Cruz, na zona oeste, por seu impacto territorial e pelo fato de o bairro ser o último ramal da linha ferroviária da Central do Brasil, a Pavuna foi escolhida por ser a estação final do Metrô do Rio.

“A escolha da Pavuna se deu também por a gente estar buscando essa relação extramuros do museu”, explicou a gerente de Educação do MAR, Patrícia Marys, à Agência Brasil. “A gente busca essa relação de imersão do museu, tanto dos jovens, provocando essa relação aqui dentro, no território do museu, como também por a gente estar indo para a Pavuna, como fez no ano passado, com Santa Cruz”.

Este é o quarto ano de realização do projeto Percursos Formativos. Em 2019, em sua primeira edição, foram reunidos jovens de vários territórios. No ano seguinte, em função da pandemia do novo coronavírus, o projeto foi realizado com jovens da zona portuária, em formato híbrido e, em 2021, foram os jovens de Santa Cruz, “pensando justamente na relação de impacto territorial, de a gente ter essa relação de extramuros do museu, de estarmos nos conectando com outros territórios”, destacou a gerente de Educação.

Patricia esclareceu que, após conhecer as áreas do MAR, os jovens constroem um projeto coletivamente, no bairro em que moram. “Este ano, nosso intuito é fazer parcerias com instituições culturais da Pavuna, que partem de um mapeamento diagnóstico aqui do museu, como o Museu do Grafite e a Arena Jovelina Pérola Negra, mas a gente tem o interesse de os próprios jovens estarem nos passando os equipamentos culturais da Pavuna que eles identificam”.

O programa é integrado por aulas, oficinas, palestras, visitas e outras experiências. Os percursos devem ser cursados integralmente pelos participantes ao longo da formação que se estenderá de 3 de agosto a 30 de novembro deste ano, com atividades presenciais e remotas às quartas, quintas e sextas-feiras, das 14h às 18h, salvo em dias de feriado, casos em que a reposição de aula será combinada.

No total, serão 174 horas de atividades presenciais, com indicação de atividades complementares, como a participação em eventos promovidos pela Escola do Olhar nos formatos remoto e presencial. Os jovens selecionados receberão bolsas de estudo no valor de R$ 935 por mês, durante quatro meses.

A pré-seleção dos candidatos a serem entrevistados está prevista para ocorrer nos dias 18 e 19 de julho. O resultado dos pré-selecionados sairá no dia 20, com a entrevista virtual sendo realizada nos dias 21 e 22. O resultado final da seleção será divulgado no dia 23 de julho.

Iniciativa da prefeitura carioca em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) em janeiro deste ano, apoiando as programações expositivas e educativas do MAR a partir de um conjunto amplo de atividades para os próximos anos. A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais, desde sua fundação, em 1949.

Para a OEI, o Museu de Arte do Rio representa um instrumento de fortalecimento do acesso à cultura, intimamente relacionado com o território, além de contribuir para a formação nas artes. “Temos no Rio de Janeiro, por meio da sua história e suas expressões, a matéria-prima para o nosso trabalho”, destaca Raphael Callou, diretor e chefe da representação da OEI no Brasil.

 

 

 

Agência Brasil

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Enade 2022 será aplicado no dia 27 de novembro

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) marcou para 27 de novembro a aplicação das provas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. 

Enade 2022 avaliará os estudantes concludentes de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia vinculados ao ano três do ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Os coordenadores de cursos deverão inscrever os estudantes no período de 6 de julho a 31 de agosto, no Sistema Enade.Além de fazer a prova, o participantes terão que responder ao Questionário do Estudante.

O Enade 2022 avaliará cursos de 26 áreas de graduação, por meio do desempenho dos estudantes. No grau acadêmico bacharelado, serão avaliados os cursos de administração, administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social (jornalismo), comunicação social (publicidade e propaganda), direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, serviço social, teologia e turismo.

Também serão avaliados os cursos superiores de tecnologia em comércio exterior, design de interiores, design gráfico, design de moda, gastronomia, gestão comercial, gestão da qualidade, gestão pública, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais.

A inscrição no exame é obrigatória para estudantes ingressantes e concluintes habilitados de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia ligados às áreas de avaliação da edição.

Aplicado desde 2004, o Enade avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de bacharelado e superiores de tecnologia em relação às diretrizes curriculares, bem como o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação geral e profissional e o nível de atualização dos estudantes em relação à realidade brasileira e mundial.

Os resultados do Enade são usados para o cálculo dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior e subsidiam decisões de gestores educacionais, escolhas de estudantes, além de políticas públicas de regulação, supervisão, financiamento e aperfeiçoamento da qualidade da educação superior.

 

 

Agência Brasil

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Lei que permite renegociação de dívidas do Fies é sancionada

Dá Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com veto, a lei que permite a renegociação de dívidas do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), a Lei 14.375/22 beneficia os alunos que aderiram ao Fies até o segundo semestre de 2017.

Criado em 1999, o fundo foi instituído com o objetivo de financiar as mensalidades cobradas por instituições de ensino superior privadas para cursos de graduação de seus estudantes. Os valores dessas mensalidades são pagos, posteriormente e em parcelas, pelos estudantes beneficiados.

Com a sanção da lei, descontos de até 77% do valor da dívida poderão ser concedidos a estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias (na data de 30 de dezembro de 2021).

Já aos alunos inscritos no CadÚnico, ou que tenham sido beneficiários do auxílio emergencial em 2021, com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, poderá ser concedido desconto de “até 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor”, detalha a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A adesão à renegociação de dívidas do Fies deve ser feita por meio de canais de atendimento a serem disponibilizados por agentes financeiros, como Caixa e Banco do Brasil.

O Fies é também uma ferramenta que possibilita, ao poder público, fazer avaliações de instituições de ensino e de seus cursos de graduação.

Veto

O texto da lei encaminhada para a sanção presidencial instituía o Programa Especial de Regularização Tributária para Santas Casas, hospitais e entidades beneficentes que atuam na área da saúde, de forma a permitir também o refinanciamento de débitos de natureza tributária e não tributária vencidos até 30 de abril de 2022.

No entanto, após “manifestação das pastas ministeriais competentes”, o governo vetou o dispositivo que estabelecia que os descontos em dívidas concedidos com base no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) “não seriam computados” na apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda; da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Na avaliação da secretaria, “a medida incorreria em vício de inconstitucionalidade e contrariaria o interesse público, uma vez que a instituição do benefício fiscal implicaria em renúncia de receita”.

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“Além da aprovação, percebi o quanto superei meus próprios limites, e desenvolvi muito o autoconhecimento”

Aos nove anos, Maria Eduarda Formoso iniciou a carreira na dança e no teatro. Estudou na melhor escola de ballet do Brasil, a escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Maria Eduarda Formoso participou de dezenas de espetáculos, assim como atuou em filmes.

A arte e a comunicação foram os fatores principais para que transformasse a sua realidade e a da sua família. Sendo assim, Maria Eduarda tem um grande sonho: realizar a democratização do acesso a arte no Brasil, a partir da comunicação e da criação de um ecossistema de oportunidades artísticas.

Assim que finalizou o Ensino Médio, a jovem recebeu uma bolsa de 85% na Universidade de Ithaca College, em New York. Mas, ela e sua família não podem arcar com os custos restantes, por isso a jovem está realizando um financiamento coletivo para arrecadar o valor.

Jornal DR1: Como ingressou na escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro?

Maria Eduarda Formoso: Ingressei após alguns meses fazendo aulas de ballet, a partir de uma prova prática. Foi uma experiência muito desafiadora para mim, na época com 10anos. Porém, é muito recompensador estar em um ambiente de excelência e ver o resultado de todo o esforço valendo a pena durante cada espetáculo no palco mais prestigiado do Brasil.

 Jornal DR1: Quais espetáculos e filmes você já realizou?
Maria Eduarda Formoso:
Já participei de espetáculos de ballet, peças teatrais, musicais, filmes, séries e webséries. Os trabalhos mais relevantes foram, o Espetáculo do Pequeno Príncipe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em que dancei ballet e atuei. Assim como, atuei em um filme que gravei para a Câmara dos Vereadores no Rio de Janeiro. Além disso, participei por cinco anos de um projeto escolar de teatro e literatura, chamado Fazendo Arte.  Meu primeiro trabalho foi a um musical que se chama “Banana Split” em que me apresentei no Teatro Municipal de Cabo Frio, foi um mix de emoções porque fomos convidados para abrir um dos maiores festivais de teatro do Brasil.

Jornal DR1: Como foi o processo para a aprovação na Ithaca College?
Maria Eduarda Formoso:
Foi um processo difícil e cansativo, precisei fazer provas diferentes das que eu estava acostumada aqui no Brasil, como enviar notas de todo meu ensino médio,  enviar cartas de recomendação de professores, portfólio artístico, materiais sobre o meu colégio, além de escrever muitas redações sobre mim. Além da aprovação, percebi o quanto você superei meus próprios limites, e desenvolvi muito o autoconhecimento. Foi recompensador!

 

Jornal DR1: Qual curso você irá fazer na Universidade de Ithaca College?
Maria Eduarda Formoso:
O meu curso principal será jornalismo porque vi o quanto durante a minha vida fui aprendendo a me comunicar através da arte. Além disso, na universidade americana consigo estudar disciplinas extras, desse modo, também pretendo estudar cinema e teatro que irão continuar abrindo uma nova gama de possibilidades para minha formação.

 Jornal DR1: Por que está realizando a Vakinha?

Maria Eduarda Formoso: Estou realizando a Vakinha para conseguir estudar nessa super prestigiada universidade. E após me graduar, serei apta a realizar um dos meus maiores sonhos que é revolucionar o acesso a arte no Brasil através da comunicação. Mas, para conseguir ir eu preciso conseguir pagar o valor que a minha bolsa não cobre (15% da anuidade+custos de moradia e alimentação no campus). Para me ajudar, basta acessar o link (https://benfeitoria.com/projeto/duda-graduando-em-nova-york-wcv).

Jornal DR1: Qual é a importância da arte na sua vida?
Maria Eduarda Formoso: A arte me trouxe grandes oportunidades, tive a oportunidade de performar em diferentes lugares e para diferentes públicos. Como também, conheci muitas pessoas. A arte me desafiava a cada dia ser uma pessoa melhor, a sempre ultrapassar meus limites e, sobretudo, a arte me ensinou e me possibilitou sonhar. E vendo o quanto a arte foi um fator de transformação na minha vida, um dos meus maiores sonhos é poder criar um grande ecossistema de oportunidades artísticas aqui no Brasil. A ação seria a partir da comunicação, para que outras pessoas também vivenciem e tenham as mesmas oportunidades que eu tive.

 

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Abertas as inscrições para a segunda edição do Revalida de 2022

Dá Agência Brasil

Começou hoje (21) e termina no dia 27 próximo o período de inscrição para a primeira etapa da segunda edição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira deste ano – o Revalida 2022/2 -, voltado a profissionais graduados em instituições estrangeiras que querem ter seus diplomas reconhecidos no Brasil.

O exame tem previsão de ser aplicado no dia 7 de agosto em oito cidades: Brasília, Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Para participar desta primeira etapa, é necessário, ao candidato, ser brasileiro ou estrangeiro em situação legal no Brasil. O valor cobrado para a taxa de inscrição desta primeira etapa é de R$ 410, e o pagamento deve ser feito por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) até 30 de junho em qualquer agência bancária ou casa lotérica.

“A pessoa interessada em realizar o exame deve ter diploma reconhecido pelo Ministério da Educação ou órgão equivalente do país de origem do documento, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo da Convenção sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros, promulgado pelo Decreto n.º 8.660, de 29 de janeiro de 2016. Qualquer outro documento não substitui o diploma solicitado”, informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Acrescentou que, no momento da inscrição, o participante deve indicar a cidade onde deseja fazer a prova, bem como anexar o diploma de graduação em medicina expedido por instituição de educação superior estrangeira.

É também necessário informar o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento. “Os dados pessoais informados devem ser iguais aos cadastrados na Receita Federal do Brasil, não sendo aceita inscrição com CPF em situação irregular na Receita”, alertou o Inep.

Habilidades

Aplicado pelo Inep desde 2011, o objetivo do Revalida é avaliar habilidades, competências e conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é voltado aos que obtiveram diploma de graduação em medicina expedido no exterior.

O ato de apostilamento da revalidação do diploma é atribuição das universidades públicas que aderirem ao instrumento unificado de avaliação representado pelo Revalida.

O exame é composto por duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). Para participar da segunda etapa, é necessário ter sido aprovado na primeira, que contempla as provas objetiva e discursiva.

As referências do exame são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.

Atendimento especial

O participante que precisar de atendimento especializado deverá, no período da inscrição, informar a condição como: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia, gestante, lactante, idoso e/ou pessoa com outra condição específica.

Também é necessário anexar, no Sistema Revalida, documento legível que comprove a condição que motiva a solicitação de atendimento. Para ser considerado válido para análise, o documento deve informar o nome completo do participante; o diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10); assinatura e identificação do profissional competente, com respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente.

Além disso, o participante que solicitar atendimento para cegueira, surdocegueira, baixa visão, visão monocular e/ou outra condição específica e tiver sua solicitação confirmada pelo instituto poderá ser acompanhado por cão-guia e utilizar material próprio: máquina de escrever em braille, lâmina overlay, reglete, punção, sorobã ou cubaritmo, caneta de ponta grossa, tiposcópio, assinador, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária, tábuas de apoio, multiplano e plano inclinado. Os recursos serão vistoriados pelo aplicador.

Já o participante que conseguir atendimento para deficiência auditiva, surdez ou surdocegueira poderá indicar, na inscrição, o uso do aparelho auditivo ou implante coclear. Nesses casos, os aparelhos não serão vistoriados pelo aplicador.

No caso de quem solicitar atendimento para autismo e tiver o pedido confirmado pelo Inep, será permitido o uso de caneta transparente com tinta colorida para proceder as marcações, exclusivamente, em seu Caderno de Questões. O Cartão-Resposta deverá, obrigatoriamente, ser preenchido com caneta transparente de tinta preta.

Nome social

A solicitação do tratamento pelo nome social também deve ser feita no momento da inscrição, no Sistema Revalida, pelo participante que se identifica e quer ser reconhecido socialmente por sua identidade de gênero (participante transexual ou travesti).

Para a solicitação, é necessária a apresentação dos seguintes documentos que comprovem a condição: foto atual, nítida, individual, colorida, com fundo branco que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro, sem uso de óculos escuros e artigos de chapelaria (boné, chapéu, viseira, gorro ou similares); e cópia digitalizada, frente e verso, de um dos documentos de identificação oficiais com foto, válido, conforme previsto no edital.

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Reuni Digital vai oferecer mais de 5 mil vagas para ensino superior

O Ministério da Educação (MEC) lançou o Programa para Expansão da EaD nas Universidades Públicas Federais – Reuni Digital. Durante a cerimônia de lançamento em Brasília, o secretário de educação superior destacou que, além de ampliar o acesso, o programa pretende fomentar a permanência dos discentes na educação superior, por meio da educação a distância (EaD).

No total, segundo o MEC, serão ofertadas 5.020 novas matrículas por ano. Durante a cerimônia, o ministro da Educação, Vitor Godoy, assinou uma portaria com autorização para criação de 152 novos cargos de docentes no programa. Eles vão atuar em 14 cursos de graduação. Os cursos virtuais serão ofertados no âmbito das universidades federais em diferentes regiões do país.

Segundo o ministro, o programa pretende ampliar o acesso e a permanência dos estudantes na educação superior pública, por meio da educação a distância, e assegurar a qualidade da oferta.

Também estão entre as metas do programa, a ampliação da participação proporcional de grupos desfavorecidos na educação superior; a consolidação e ampliação de novos programas e ações de incentivo e mobilidade estudantil; a institucionalização dos programas de educação a distância; e a capacitação de professores, técnicos de informática e técnicos administrativos para atuar com educação a distância.

Outro objetivo do Reuni Digital é contribuir para o alcance das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em destaque a meta 12, que estabeleceu em 33% o percentual de matrículas para a população de 18 a 24 anos (taxa líquida) e em 50% para a população em geral (taxa bruta) até o ano de 2024. O programa prevê que seja assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público.

Além do projeto-piloto do programa, foi apresentada uma coletânea de cinco estudos desenvolvidos ao longo de dois anos pela Secretaria de Educação Superior (Sesu) e o portal do Reuni Digital. O MEC ressalta que projeto já consolidou o Diagnóstico da EaD no Brasil, com foco no cenário atual da EaD no país; o Benchmarking Internacional, a fim de revelar as políticas, estratégias e ferramentas em EaD de alguns países, de modo a contribuir para orientação de futuras práticas no plano de expansão brasileiro.

Os estudos também trazem a Análise dos Desafios para a Expansão da EaD no Brasil; o Plano de Expansão da EaD para estabelecer os objetivos, metas e ações articuladas visando a consolidação da proposta de expansão; e o Monitoramento do Plano, um documento voltado ao acompanhamento dos desdobramentos e avaliação dos resultados do Reuni Digital.

 

 

 

 

Agência Brasil

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UFRJ aprova cotas obrigatórias nos cursos de pós-graduação

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou a adoção obrigatória de cotas em todos os cursos de pós-graduação stricto sensu. A decisão foi tomada na última quarta-feira (15). Todos os processos de seleção para o mestrado e o doutorado deverão ofertar vagas específicas para pessoas pretas, pardas, indígenas e com deficiência nos seus processos de seleção.

A decisão atende uma reivindicação da Associação dos Pós-Graduandos (APG). A entidade vinha realizando uma campanha chamando atenção para a importância de medida e organizou um manifesto online que recebeu mais de 600 assinaturas.

“As políticas de ações afirmativas no Brasil são destinadas à reparação das desigualdades educacionais, fruto de processos discriminatórios estruturais de nossa sociedade, tais como o racismo, a transfobia e o capacitismo. As universidades como espaços educacionais por excelência, protagonistas na produção de políticas públicas, devem aliar suas políticas de desenvolvimento científico e tecnológico ao desenvolvimento social e à inclusão”, dizia o texto.

A adoção das cotas foi decidida por unanimidade pelo Conselho de Ensino para Graduados (CEPG), órgão composto por docentes, representantes de estudantes e de servidores técnico-administrativos da UFRJ. Foi aprovada resolução que fixa em pelo menos 20% as vagas para pessoas pretas, pardas e indígenas e 5% para pessoas com deficiência. Os cursos podem, a partir de estudos técnicos, estabelecer percentuais superiores.

A resolução estabelece ainda que os processos seletivos devem reforçar a pontuação das mulheres em situação de parentalidade (mães que tiveram filhos por adoção ou gestação nos últimos cinco anos). As notas de seus currículos deverão ser multiplicadas por um fator de correção entre 1,05 e 1,2. Outro dispositivo fixa que estudantes em situação de hipossuficiência econômica devem ser priorizados na distribuição de bolsas.

“São muitos avanços em relação ao que já ocorria na UFRJ. Outra conquista muito importante foi a criação das comissões de heteroidentificação para as pessoas pretas e pardas. É um processo que já ocorre na graduação e nos concursos públicos da universidade e agora também ocorrerá na pós-graduação”, diz Jorge Marçal, doutorando no curso de Educação da UFRJ e secretário-geral da APG.

A APG defendia ainda a garantia obrigatória de vagas para pessoas trans e quilombolas. A resolução deixou essa medida como algo opcional e os cursos poderão adotá-la, desde que condicionada à realização de estudos técnicos. A discussão sobre a obrigatoriedade foi remetida para o Conselho Universitário, órgão deliberativo máximo da UFRJ. Não há prazo para que a pauta seja apreciada.

Diferente da graduação, não existe uma lei federal sobre ações afirmativas na pós-graduação. Sem nenhuma legislação impositiva, as regras variam de curso para curso e muitos deles não possuem nenhum tipo de reserva de vagas. Segundo um relatório interno da UFRJ, em 2020, apenas 55 dos 132 programas de pós-graduação possuíam algum tipo de cotas. As ações afirmativas eram mais comuns nos cursos de ciências humanas e raras em cursos de ciências exatas.

Com a decisão, a UFRJ se junta a outras universidades federais que já adotam a medida há mais tempo. A reserva de vagas em cursos de mestrado e doutorado também já é realidade nas universidades federais da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (UFES), do Piauí (UFPI), de Mato Grosso (UFMT), de Alagoas (UFAL), de Minas Gerais (UFMG), entre outras.

 

 

 

Agência Brasil

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Consulta de vagas do segundo processo seletivo do Sisu está disponível

Dá Agência Brasil

A consulta de vagas para o segundo processo seletivo de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já pode ser acessada no portal Acesso Único. As inscrições começarão dia 28 de junho e terminarão no dia 1º de julho.   

Durante a consulta, será possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Também será possível acessar a íntegra do documento de adesão de cada uma das instituições que aderiram ao Sisu.

Para participar do Sisu, será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação, e não tenha participado do Enem na condição de treineiro.

O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico deverão ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho.

Sisu

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.

Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021.

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Matrículas no ensino a distância cresceram no primeiro ano da pandemia

O crescimento do número de matrículas no ensino superior na modalidade de ensino a distância (EAD) aumentou 7,7 pontos percentuais de 2019 para 2020, saltando de 19,1% para 26,8%. Com queda de 3,8% em 2019, as matrículas para cursos presenciais diminuíram ainda 5,6 pontos percentuais, chegando à queda de 9,4% em 2020.

Os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2022, que apresenta dados gerais do setor no país, de instituições de ensino superior (IES) privadas e públicas, e realizado pelo Instituto Semesp.

O percentual de 64,2% das matrículas no ensino superior refere-se a cursos presenciais, uma queda de 7,3 pontos percentuais de 2019 para 2020. Segundo o Semesp, este foi um dos impactos do primeiro ano da pandemia de covid-19.

De acordo com a instituição, pela primeira vez na história da coleta de dados do Censo do Ensino Superior, o número total de ingressantes no EAD (2 milhões) ultrapassou o presencial (1,75 milhão). Os ingressantes na modalidade presencial tiveram queda de 13,9%, e os do EAD aumentaram 26,2%. Os ingressantes correspondem aos calouros, enquanto os dados referentes a matrículas incluem estudantes de todos os períodos.

Ainda em relação ao impacto da pandemia no setor, 92% das instituições de ensino superior suspenderam as aulas presenciais em 2020, e 77% destas não retornaram as atividades presenciais naquele ano.

O total de matrículas – presenciais e EAD – no país cresceu 0,9% de 2019 para 2020. O número de matrículas feitas no período aumentou em 11 estados, com o Rio de Janeiro apresentando a maior alta (8,6%), seguido por Espírito Santo e Santa Catarina, empatados com 5,9% de acréscimo de estudantes. Amapá, Ceará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo também registraram crescimento do número de matrículas.

O levantamento mostrou que três estados da Região Sudeste — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – têm, juntos, 42,8% do total de matrículas do ensino superior do país.

A taxa de escolarização líquida do país, que mede o total de jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior em relação ao total da população da mesma faixa etária, é de apenas 17,8%. O Distrito Federal tem a maior taxa de escolarização líquida (30,4%), e o Maranhão, a menor (9,9%). As regiões Sul e Sudeste são as únicas em que todos os estados têm taxa de escolarização líquida acima da média nacional.

A evasão no ensino superior aumentou 4,2% de 2019 para 2020. O índice foi maior na rede pública (12,2%) do que na rede privada (2,8%).

 

 

 

Agência Brasil

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MEC vai formar professores para acolher alunos imigrantes e refugiados

O Ministério da Educação (MEC) vai preparar professores para facilitar o acolhimento de estudantes imigrantes e refugiados nas escolas. Para tanto, lançou na última quinta-feira (9) um curso de capacitação que vai proporcionar ao docente a oportunidade de conhecer e aprofundar conhecimentos em relação à inserção destes grupos no ambiente escolar e multicultural brasileiro.

A capacitação terá carga de 80 horas, dividida em dois módulos, com conteúdo prático e teórico, que vai subsidiar a elaboração do material didático, pedagógico e literário de apoio à prática educativa para promover a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes.

O objetivo é viabilizar o contato dos professores com aspectos históricos, sociais, políticos e educacionais que permeiam a questão dos refugiados, fazendo uso de didática que auxilie no acolhimento dos alunos. O acesso às aulas será por meio da plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec).

Segundo o ministério, a capacitação está alinhada ao contexto da Operação Acolhida, força-tarefa criada em março de 2018 para receber imigrantes e refugiados venezuelanos que chegavam ao Brasil.

Segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Rabelo, a iniciativa ajudará escolas, gestores e professores “na tarefa de trabalhar o multiculturalismo, o que não é fácil”, disse, ao descrever algumas situações que testemunhou durante a ida à região de frentes da Operação Acolhida.

“Nas visitas, vimos comunidades indígenas venezuelanas sendo acolhidas por comunidades indígenas brasileiras”, lembrou, ao comentar a “dimensão estratégica”, o alcance e a importância desta operação.

De acordo com o coordenador-geral do Comitê Geral para Refugiados do Ministério da Justiça, Bernardo Laferté, “a política migratória é uma política completamente transversal, que aborda todos os aspectos da vida, inclusive linguísticos”, disse.

“O aparato [para esta política] não é só estatal e governamental, mas de agências das Nações Unidas e da sociedade civil, presentes de maneira muito forte para acolher e integrar, porque todos aspectos da vida humana passam ali”, acrescentou. Ao entrar no país, o imigrante recebe CPF, carteira de trabalho e vacina, para então ficar “pronto para seguir vida”.

“Se ele tiver um filho, a criança será brasileira, e precisará ser integrada à sociedade, até por uma questão de política de longo prazo, uma vez que [as famílias] trazem conhecimentos que o brasileiro não tem. Isso é muito rico. Por isso, não podemos ver como custo. Até porque eles se somarão ao nosso mercado produtivo”, ressaltou.

De acordo com o diretor de Formação Docente e Valorização de Profissionais da Educação, Renato Brito, há 82,4 milhões de refugiados no mundo, dos quais metade são crianças. “Até 68% das crianças refugiadas acessam o sistema primário de educação, mas este número cai para 34% quando falamos do sistema secundário”, disse o diretor.

“Atualmente, há mais de 57 mil pessoas no Brasil reconhecidas como refugiadas. Infelizmente, as crianças refugiadas apresentam probabilidade 53% menor de estar na escola em comparado às crianças brasileiras. A dificuldade de acesso ao sistema escolar ocorre por fatores como barreiras burocráticas, sociais, culturais e principalmente linguísticas.” Segundo o diretor, é neste contexto que a formação, visando o acolhimento de imigrantes, se insere.

A Formação para Acolhimento de Imigrantes e Refugiados está, segundo o MEC, em consonância com a Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BNC – Formação Continuada).

 

 

Agência Brasil