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Kiria Malheiros se divide entre as gravações e as aulas on-line

Aos 16 anos, a atriz e estudante Kiria Malheiros se desdobra para conciliar as duas rotinas. De manhã, ela assiste às aulas on-line do CEL Intercultural School. E, à tarde, interpreta a personagem Zilpa, da novela Gênesis, da Record TV, da qual tem o maior carinho.

Crédito das fotos: Arquivo pessoal

Zilpa ganhou um lugar especial no meu coração. Está sendo uma

experiência totalmente nova trabalhar em uma novela de época e bíblica. O figurino, os cenários, tudo diferente! Uma experiência única e maravilhosa – conta a atriz, que vive a filha de Yarin (Cacau Melo) e Jasper (Thiago Amaral).

Kiria se orgulha ao enumerar as características de sua personagem atual:

Ela é madura e tem um comportamento bem maternal, sabe ser dura quando necessário. Ela é séria e responsável, um tanto quanto brava também. Mas carrega um coração nobre.

A estreia de Kiria em novelas foi em ‘Salve Jorge’, quando conquistou o público como Raíssa, em 2012, na TV Globo. Mesmo ainda tão nova (7 anos) naquela época, a atriz se lembra do sentimento quando fez o teste:

Eu estava muito nervosa e ansiosa. O resultado demorou quase 2 meses pra sair. A ansiedade estava a mil! Mas, no fim, deu tudo certo. Foi muito emocionante para mim, estava muito feliz!!

Até hoje, a filha dos vendedores Carla e Dolsenir Malheiros já contracenou com grandes nomes da dramaturgia brasileira. Entre eles,

Crédito das fotos: Arquivo pessoal

Lilia Cabral e Giovana Antonelli. Como atriz, uma grande inspiração para Kiria é a americana Scarlett Johansson.

E com quem a jovem atriz gostaria de contracenar?

Fernanda Montenegro. Acho ela uma pessoa muito humilde e talentosa, além de vivida! Acredito que poderia aprender bastante com ela.

Na sala de aula, Kiria é aluna do segundo ano do Ensino Médio. E ela é grata ao colégio por ajudá-la a conciliar com as gravações.

Estou há quatro anos no CEL, que sempre foi muito flexível e compreensível com minha rotina de trabalho. Sempre me ajudou e me deu o suporte necessário para que não houvesse problemas nessa conciliação. Quando saio do colégio, vou direto gravar. E nos intervalos consigo arrumar um tempo para realizar as tarefas e estudar.

Filme na Netflix

Em 2020, aliás, Kiria apresentou, ao lado do ator Xande Valois, também aluno da escola, a live dos 50 anos do CEL:

Foi incrível e muito emocionante, me senti honrada e pude aprender um pouco mais da história do CEL.

Atualmente, além de Gênesis, Kiria está nas telinhas na reprise de Império, na Globo. Ainda neste ano, acontece a estreia de seu mais novo filme, original Netflix, chamado ‘Confissões de uma garota’.

E quais os maiores sonhos dessa jovem e talentosa atriz?

Continuar fazendo o que eu amo, participar de projetos marcantes e inesquecíveis e, quem sabe um dia, ganhar um Oscar.

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Cultura Entrevistas Rio

No mês que marca a Abolição da Escravatura artistas do Coletivo Pé na Porta refletem sobre a “falsa abolição no Brasil”

 

 

Atores do Coletivo Pé na Porta refletem sobre o dia 13 de maio, marco da Abolição da Escravatura. Os artistas avaliam a vida da população negra e o que mudou 134 anos após a assinatura da Lei Áurea em 1888.

A data marca oficialmente o fim da escravidão no Brasil, último país a abolir a prática. A população negra foi liberta, mas não recebeu nenhum amparo do Estado e da sociedade. A herança escravagista reflete até hoje na desigualdade entre brancos e negros.

“Invisíveis” espetáculo do Coletivo Pé na Porta aborda essas e outras questões sofridas por trabalhadores pretos da atualidade. Além do espetáculo, exibido de forma online, o grupo prepara um documentário, que estreia em breve, sobre o assunto.

Cridemar Aquino – Crédito: Reprodução

Resposta Cridemar Aquino

13 de maio é um dia de comemoração?

“Não! Definitivamente é um dia para olharmos com muita inteligência e entendermos todo o processo violento a que nossos corpos foram submetidos. Todo esse processo vergonhoso para o Brasil que foi o último a “ abolir “ a escravidão, só denota os reflexos dessa sociedade, baseada na exploração de corpos pretos , na discriminação, e na diminuição do valor da humanidade de nossos corpos.”

Como a pandemia afetou os artistas pretos e o que podemos fazer para diminuir as sequelas da Covid-19 na vida profissional e social da população preta?

“A pandemia mata muito mais pessoas pretas. No caso dos artistas, esse é um fator muito importante, uma vez que artistas pretos são preteridos de um modo geral em trabalhos artísticos. Sendo assim, a vida artística que já sofre sistematicamente, para artistas pretos é uma grande catástrofe. Mesmo nesse processo da Lei Aldir Blanc , em que alguns projetos foram contemplados, artistas pretos foram e estão sendo lesados por contratantes e ganhadores dos fomentos. É uma prática ainda mais cruel , mas que reproduz toda a lógica racista de exploração.”

 

Raphael Rodrigues – Credito: Reprodução

Resposta Raphael Rodrigues

Como avalia a vida da população negra após a abolição ?

“Uma vida cheia de mazelas sociais que não foram dissipadas. E com passos fortes , que apesar de muita luta e grandes representantes , ainda é sufocada e aniquilada no tocante às suas potências e sonhos . Ainda pessoas pretas estão presas, e amordaçadas por um sistema cruel e cínico da sociedade brasileira elitista.”

Milton Filho – Crédito: Reprodução

Resposta Milton Filho

Qual o reflexo da abolição para artistas pretos no teatro, audiovisual e artes em geral?

O mercado áudio visual tem avanços que ainda não nos colocam num patamar equitativo. Ainda somos uma parcela ínfima em produções e com dramaturgias que não nos favorecem. Ainda há muito estigma. E é urgente uma revolução global nesse sistema e em todas as áreas em que o áudio visual emprega. É preciso que tenhamos diretores, cineastas, autores, produtores de elenco, diretores de arte … pretos conscientes do papel da representatividade! Nesse sentido, somente pessoas que já viveram essas situações seriam capazes de realmente provocar uma revolução.

 

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Destaque do surfe brasileiro Andrea Lopes afirma: “Posso ajudar o surfe feminino por ser pioneira”

Por Guilherme Abrahão

Um dos maiores nomes do surfe mundial. A primeira mulher empreendedora da modalidade a gerir uma escola de surfe. Essa é a carioca da gema, Andrea Lopes. Nascida e criada na cidade maravilhosa, aos 47 anos, Andréa tem muita história para contar. E muito título também na sua longa carreira de 32 anos na modalidade.

Em 1988 conquistou seu primeiro título com apenas 14 anos. Em 1991, já competia na Austrália de forma profissional. Em seguida passou por problemas de anorexia nervosa, chegando a pesar 38kg, e superou com muita força de vontade, como em tudo que pautou sua vida no surfe. Voltou às competições em 1999 e se tornou a primeira mulher brasileira a vencer uma etapa do WCT e a primeira wildcard do mundo – sendo até hoje a única – a vencer na primeira divisão mundial. Chegou ao tetracampeonato em 2006 encerrando sua carreira profissional em 2010, com o vice-campeonato sênior (o único ainda não conquistado por ela até hoje)

Andrea é um orgulho para o esporte. Criou projetos e além de sua escola, ministra a Palestra M.A.R. (Meta, Atitude e Resultado) para auxiliar pessoas com conhecimento técnico, oferecer uma abordagem interpessoal e motivacional ao público. 

Jornal DR1: Como é ser considerada um dos maiores nomes do surfe feminino mundial?
Andrea Lopes: É uma honra, afinal de contas mais da metade da minha vida é dedicada ao surfe e competindo. São 27 anos de competição, 32 de surfe e tenho 47. A competição está no sangue e sendo a pioneira no circuito mundial e em títulos no Brasil, acho que ser referência acaba sendo um lugar de muita batalha e uma grande honra. De certa forma hoje posso ajudar o surfe feminino e em geral, com várias ações e tomando lugar de pioneira em vários movimentos que o surfe tem feito. A palavra só pode ser essa: uma honra.

JDR1: Qual a grande saudade dos tempos de competição?
AL: Saudade que tenho é de viajar. Viajava muito mais. Passava oito a nove meses fora do país. Três ou quatro no país só e de forma picotada. Saudades dos amigos que fiz ao redor do mundo. Na Austrália, Japão, Indonésia. A questão de perder ou ganhar é algo que ficou para trás de uma forma bacana na minha história de vida. Então a maior saúde é viajar e os amigos.

JDR1: Que aprendizado você traz da sua vitoriosa carreira?
AL: Trago é que ninguém é melhor ou pior do que ninguém .Cada um tem seu momento de vitórias e derrotas. Isso faz parte da vida da competição. É saber lidar com o lugar mais alto ou que os holofotes não estão virados para você. É um aprendizado de vida. O tempo todo estamos ganhando e perdendo, não pode se sentir melhor ou pior do mundo. Sempre firme, com humildade e caminhando para frente. Esse é o meu grande aprendizado. 


JDR1: Sua escola de surf é uma das principais do Brasil, quais os pilares desse trabalho?
AL: A escola já existe há sete anos. Tudo foi uma construção até hoje. Agora somos referências, principalmente por coisas que acredito muito, que é o respeito pelo aluno, pelas demandas, encarar o medo de uma forma muito tranquila. Trazem muito esse discurso do medo do mar e precisamos respeitar. Além dos clientes, minha equipe também. Criamos uma família, tem professores que estão comigo desde o início. A equipe só cresce, não diminui. Raramente um sai fora. Coragem é um fato, porque tem que ter muita para empreender no Brasil. Estou falando de respeito, coragem e união. Essa é a nossa bandeira.

JDR1: Por que a escolha pela Barra da Tijuca para montar sua escola?
AL: Sou moradora da Barra desde 1979, desde que tenho seis anos. Sou barrense desde criança. Mas as condições do mar são bem bacanas para se ter uma escola de surfe.

JDR1: Quais os pré-requisitos para iniciar a prática do surfe?
AL: Para começar no surfe é preciso vontade. Não é aquela coisa de um dia ou outro que falta porque venta ou está frio. O surfe  é muito único e requer muita vontade. Coragem também, mas isso a gente constrói junto. Vontade não. É algo intrínseco. É algo único da pessoa.

JDR1:  Hoje você enxerga quem como os grandes nomes do surf, tanto masculino como feminino?
AL: Vejo no masculino nossos brasileiros, Ítalo e Medina, são dois que estão em outro patamar de surfe. No feminino, a australiana Sierra Kerr. Uma garota nova, que está vindo com tudo.

JDR1:  Falta atingir alguma meta na sua carreira?
AL: Tenho quase todos os títulos. ùnico que não ganhei fui campeã mundial master,. Sempre fui segunda ou terceira das etapas. É o único que ainda posso participar e se for convidado pela ISA, posso participar. Nesses últimos de carreira e que possa competir, é o único que falta. E quem sabe. Na vontade estou sim.

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Cultura Entrevistas Notícias Notícias do Jornal Novelas

Andrea Avancini fala de novo curso e protocolos contra Covid-19 em Gênesis: “Testes de seis em seis dias”

Por Alan Alves

Atriz, diretora e produtora, com 38 anos de carreira, Andrea Avancini, no ar como Yarin da novela Gênesis, da TV Record, também tem uma trajetória de sucesso de 25 anos como mentora de atores. Ela lançou agora em 2021 seu método de atuação “O Salto do Ator”, em uma plataforma digital on-line.

Uma das profissionais mais respeitadas do mercado e professora da CAL e da Agência Cintra, duas das escolas de atores mais importantes do país, Andrea desenvolveu sua metodologia ao longo de quase quatro décadas de trabalho nas maiores emissoras de televisão do país. E já são mais de 13 mil alunos formados.

Consagrada por performances marcantes e conhecida por sua habilidade técnica na construção de personagens complexas e conflituosas, já soma mais de 30 novelas e minisséries, mais de 100 produções teatrais, curtas-metragens e festivais promovidos e possui ainda no currículo diversos prêmios, entre eles dois Troféus Nelson Rodrigues.

Andrea conversou com o Jornal DR1 esta semana em uma live, e você confere a seguir alguns trechos da entrevista:

JORNAL DR1 – Já são mais de 30 novelas e minisséries. Qual foi o trabalho mais desafiador?

ANDREA – Cada novo trabalho é um desafio. Mas trabalhos que me desafiaram de uma forma potente foram Xica da Silva, do Walcyr, que eu fazia uma mulher selvagem, completamente fora da curva, fora da linha, do normal. Foi um grande presente do Walcyr, porque é uma personagem que surge uma vez na vida. Outro presente do Walcyr foi Delfina, na Padroeira. Era uma portuguesa e eu tive que aprender a falar o sotaque português perfeito, porque quem ia contracenar comigo na primeira cena era o Antônio Marques, grande ator português, nível Fernanda Montenegro lá em Portugal.

JORNAL DR1 – Como tem sido o trabalho na pandemia?

ANDREA – A gente estava gravando Amor Sem Igual e paramos, acho que seis meses, de março a setembro, alguma coisa assim. E voltamos com todos os protocolos. Quarenta e duas páginas de protocolos. Mudou a quantidade de cenas que a gente grava por dia: eram 25 a 30 cenas e passaram para 15, 10, para pode ter todo esse cuidado. Eu gravo nas quintas-feiras e, agora, com o novo protocolo da Record, a gente vai fazer testes de seis em seis dias, um dia antes de gravar, para poder garantir que os atores estão seguros. As cenas são sem muita aproximação, que foi o que a gente fez em Amor Sem Igual também, nada de comida em cena, e cada um leva seu copo.

JORNAL DR1 – Antes da Yarin, você fez a Zenaide em ‘Amor Sem Igual’. Como incorporar personagens assim tão diferentes?

ANDREA – O meu curso está exatamente explicado como buscar as diversas camadas da personagem. Eu vejo atores que estão começando que acham que é só pegar o texto, decorar e foi. O autor traz para a gente no texto, o primeiro nível de informações, e é através da palavra que a personagem diz. Mas ele traz muito mais informações através do subtexto, daquilo que a personagem não diz, mas que a personagem pensa. Não sou eu, a Andrea Avancini, em cena; é sempre a personagem em cena. E, para a gente entender essa personagem, é muito estudo, muitas referências, muita pesquisa. O mundo é visto através do olhar da personagem, sentindo, vendo, se relacionando com o mundo, com os outros personagens. É assim que a gente consegue criar personagens profundas.

JORNAL DR1 – Como concilia o trabalho como atriz e como professora?

ANDREA – Uma coisa complementa a outra. Eu trago tudo que aprendo no set até hoje para a sala de aula. No meu curso, eu consegui colocar dez fundamentos, numa didática mesmo, para o ator poder entender como construir a personagem, como encontrar o DNA da personagem, como trabalhar a emoção, como se comportar no set, como ser um ator dirigível. É um orgulho poder dividir, partilhar essa experiência com tantos alunos, muitos deles fazendo sucesso aí, como Rodrigo Andrade, Marcela Barroso, Ricky Tavares, Juliana Xavier, DJ Amorim, que tá fazendo “Bom Dia Verônica”, Rafael Zulu, Daniel Torres.

JORNAL DR1 – Qualquer um pode se tornar bom ator ou atriz ou é preciso dom também?

ANDREA – Eu tenho visto as duas coisas. Tem atores que nascem com o dom, tem facilidade como ator, várias virtudes, mas não tem aquela força de vontade. E a nossa profissão é 90% esforço, 90% estudo. Claro que quando você tem o dom, tem um talento, junto com o estudo, você consegue se destacar de uma forma extraordinária. Mas eu vejo, por experiência, que tem muitos atores por aí que começam, pezinho por pezinho, e chegam lá, e chegam muito longe, surpreendentemente, por força de vontade, por estudo, por ter o entendimento de que é preciso estudar, por entender o que precisa melhorar.

JORNAL DR1 – Quais os próximos projetos?

ANDREA – Estou ainda gravando a novela e, logo, logo, tem mais um outro projeto vindo, que eu ainda não posso falar. Tem projeto de cinema também, que a gente deu uma parada porque, com a pandemia, não tem como a gente fazer, mas estou lançado um próximo curta, que gravei em Marrocos, quando a gente foi fazer Jezabel. Está em fase de finalização, com a Juliana Xavier, com a Brendha Haddad, Fabinho Scalon e o Victor Sparapane. Devo lançar ano que vem. E estou muito focada nessa preparação de atores, agora mais em internet também, e abrir novas frentes.

Você pode conferir a entrevista completa com a atriz Andrea Avancini no Instagram e no Youtube do Jornal DR1.

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Programa especial em homenagem às mulheres reúne diretora e colunista do Jornal DR1

A diretora-geral do Jornal DR1, a advogada e jornalista Ana Cristina Campelo Lemos, e a colunista do veículo, a também advogada, juíza e embaixadora do Rio, Sabrina Campos, foram entrevistadas em um programa especial sobre mulheres, gravado nesta terça-feira pelo Canal TV Rio. Outras quatro mulheres, entre elas a médica e presidente da Academia Brasileira de Belas Artes, Vera Gonzalez, também participaram  do bate-papo nos estúdios da emissora, em Nova Iguaçu.

O programa Você Em Foco especial foi realizado em homenagem ao mês da mulher e, na conversa com a apresentadora Bellinha di Tena, as convidadas falaram sobre diversos assuntos envolvendo o público feminino, como estética e beleza, mercado de trabalho, empreendedorismo, empoderamento e violência.

“A sororidade que define a solidariedade entre as mulheres. Isso é de suma importância. É preciso que as mulheres deixem competições  bobas do passado e se preocupem umas com as outras. Isso é uma questão muito importante e muito atual que vivemos nesse tempo. Vejo as mulheres mais unidas hoje, menos competitivas. A competição não as beneficia em nada. Vemos hoje já um grande movimento de uma mulher incentivando a outra, de mulheres se achando belas. As mulheres se permitem ser belas do jeito que são e do jeito q elas querem ser”, disse a advogada Ana Cristina Lemos.

Sabrina Campos, que fez aniversário nesta terça e foi homogênea no programa, disse que também é preciso união para tentar resolver um problema ainda muito comum na sociedade: a violência contra as mulheres.

“A pandemia fez com que casos de violência aumentassem de forma exponencial mulheres, também contra crianças e adolescentes. Só que é importante que todas saibam que, para combater isso, as legislações se adaptaram pata que essa mulher tenha atendimento adequado. E é importante que todas saibam que elas não estão sozinhas. Eu mesmo faço parte projetos como o Justiceiras criados para prestar apoio a essas mulheres. Fazemos diversas atividades trazer a autoestima para a mulher vítima de violência, com atividades como dança, onde ela possa ter restauração da autoestima e amor próprio. O Justiceiras reúne voluntários de todo o Brasil dentro da área jurídica, da área médica, psicológicos, assistentes sociais. É preciso denunciar a violência. Você, mulher, não está sozinha e nós estamos aqui com você”, disse.

Já Vera Gonzalez ressaltou que as mulheres conseguiram ao longo da história sempre enfrentar os problemas que lhe são impostos, que sempre consegue ir além e que é preciso sempre foco pra pensar no futuro.

“A mulher conectada ao futuro é a mulher que tem um foco, que vai conectar todo mundo, que se cuida. Eu sou presidente da Academia Brasileira de Belas Artes e numa imaginei chegar a esse posto. Neste momento estou cuidado da arte mesmo tendo formação médica. É que eu sempre tive um pé na arte desde criança também. Eu digo isso porque é preciso ressaltar que a mulher pode fazer o que ela quiser, é a mulher do futuro. Mantendo sempre foco e direção, ela chega lá”, destacou.

O programa ainda fez uma homenagem à apresentadora Hebe Camargo, um dos maiores ícones da televisão brasileira, que morreu em 2012 e que faria 85 anos em 2021 se estivesse viva, e a produção distribuiu brindes para as convidadas. Também participaram da entrevista Luiza Freitas, esteticista e apresentadora, e as empresárias Renata Barreto e  Kátia Adriana.

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Entrevistas Notícias do Jornal TV & Famosos

“Antes de amar ao outro, a gente tem que se amar”

 

Nada como focar na carreira para deixar pra trás um amor que não deu certo. Depois de um fim de relacionamento conturbado com o cantor Nego do Borel, que foi parar na delegacia e ganhou  destaque na imprensa, de note a sul, a atriz e influenciadora digital Duda Reis mostra que segue – e muito bem – uma nova vida.  Em live realizada com a atriz e cantora Dulce María, a eterna Roberta, de Rebelde, sobre beleza, a artista brasileira, que é a nova embaixadora da fLash Sérum para cílios, destacou seu foco atual: investir na carreira e na beleza.

A atriz, que em 2019 participou de Malhação – Toda Forma de Amar, planeja fazer teatro e cinema e comemora nova etapa da vida e novo endereço, já que comprou  apartamento, em São Paulo, onde atualmente mora. Em entrevista ao DR1, Duda fala sobre maturidade nesta nova fase e dos cuidados para manter a beleza em dia.

 DR1 – Quais são os seus cuidados de beleza?

Duda  Reis –  Um dos meus cuidados é beber água, isso é a vida! E nunca durmo com maquiagem. Uso água micelar e adoro passar um hidratante em gel no corpo e sempre uso protetor solar, até porque sou uma pessoa diurna. E ainda durmo oito horas por dia porque esse sono da beleza faz muita diferencia. E desde conheci a @olharfLash não parei mais de usar o produto, que já faz parte da minha rotina de beleza. Não é porque sou a embaixadora da marca: mas usá-lo todos os dias faz toda a diferença. Eu percebi quanta falta eu sentia em ter cílios longos, fortes e volumosos. E eu gosto muito da marca porque tem um propósito de vida: o produto é vegano, cluetly free e não testado em animais, acho isso muito importante porque sou vegetariana.

DR1 – Você segue uma rotina de skincare com a pele?

Duda  Reis – Sempre! Uso sabonete em gel e lavo bem o meu rosto; e passo creme na região dos olhos para combater a olheira – não sei se acontece com vocês, mas eu coloco muito creme, adoro deixar o produto penetrar na pele. E uso todos os dias o fLash Sérum para ficar com bastante volume nos cílios. Deixo secar por 2 minutos e pronto!

DR1 – É vaidosa com o quesito maquiagem? Que parte do rosto gosta de destacar?

Duda Reis- Eu sou uma menina muito natural e sempre mostro nos meus vídeos as minhas rotinas de maquiagem – que são coisas básicas, do dia, amo! O olho e a boca são as partes mais importantes, as que eu me preocupo em mostrar uma boa aparência. Minha mãe é dermatologista, então cuidado, beleza, são coisas que fico ligada, até porque a minha mãe sempre esta em cima de mim (risos).

DR1 –  Na bolsa de maquiagem, o que não pode faltar?

Duda Reis – Protetor solar, hidratante de lábios e, claro, o sérum fLash.

DR1 Quais são os cuidados com o corpo para se manter em forma? Dieta e muitos exercícios?

Duda Reis- Eu sou vegetariana! A minha dieta é muito saudável, tenho uma dieta sem excessos. E não diria que faço muitos exercícios, porém me faz feliz iniciar o meu dia bem cedo e com atividade física. Sentir a serotonina batendo no corpo, sabe?

DR1 Qual o seu pecado da gula?

Duda Reis- Eu não diria gula, mas uma furadinha na dieta: adoro pizza e não resisto a um brigadeiro.

DR1 Você é um exemplo de padrão de beleza para muitas meninas. Como se sente com esse rótulo? Incomoda ser cobrada para estar sempre bonita, bem, com o corpo em forma?

Duda Reis- Fico lisonjeada com essa pergunta;  ser um exemplo de padrão de beleza no Brasil… A beleza interior reflete no exterior. Para mim, o mais importante é saber que todas nós somos lindas e maravilhosas. O importante é a gente estar de bem com a gente mesmo! Antes de amar ao outro, a gente tem que se amar! Eu tenho gratidão pelo que tenho e isso me faz ter ao meu lado, na minha vida, pessoas que gostam tanto de mim, como os meus fãs – que não são apenas as mulheres, os homens também me seguem e mostram tanto carinho por mim… Isso é uma energia para a vida.

DR1 – Você disse que o ano de 2020 foi pesado e que amadureceu bastante. Quem é a Duda Reis hoje?

Duda Reis – A Duda é uma menina que tem sonhos muito grandes, é batalhadora e tem um coração gigante, mesmo sendo muito nova… O mais importante é que a Duda sabe aonde quer chegar!  Sou uma menina muito feliz, vivendo a vida que sempre desejou.

Foto: Divulgação

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Revelação sobre racismo instala crise na família real britânica

Caso foi trazido à tona pelo príncipe Harry e a mulher Meghan em entrevista.

A entrevista dada pelo príncipe Harry e pela mulher, Meghan, à apresentadora de TV americana Oprah Winfrey deixou a monarquia britânica em meio a uma das piores crises de imagem da história recente. Isso porque o casal revelou um episódio de racismo envolvendo um dos membros da família real, mas sem citar nomes.

Eles disseram que, durante a gestação do filho Archie, hoje com quase dois anos, um parente teria feito comentários racistas e demonstrado preocupação sobre o “quão escura” a pele da criança seria. A entrevista aconteceu no dia 7 de março e foi transmitida no Reino Unido no dia seguinte, com muita repercussão.

Desde que anunciou o namoro com Harry, Meghan virou alvo de uma campanha de difamação e cunho racista e machista pela imprensa local. Isso porque ela foi a primeira pessoa que se identifica como negra a fazer parte da corte.

Na entrevista, ela disse que os funcionários reais limitavam seus movimentos e encontros com amigos e que não a defendiam das acusações dos tabloides. Disse, ainda, que teve pensamentos suicidas na gravidez de Archie e que pediu ajuda, mas não teve auxílio do palácio real.

O casal renunciou formalmente aos deveres reais em março de 2020 e se mudou para a Califórnia. Em fevereiro deste ano, eles anunciaram o segundo filho e, na entrevista à Oprah, revelaram que será uma menina.

‘Reuniões de crise’

Após a bombástica entrevista, membros da família real britânica fizeram reuniões internas para discutir a crise, e a monarquia só se pronunciou oficialmente dois dias depois.

“Os assuntos levantados, particularmente os raciais, são preocupantes. Por mais que algumas lembranças possam variar, elas são levadas muito a sério e serão abordadas pela família no privado”, diz trecho do curto comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham.

Ainda conforme a nota, “toda a família está triste de tomar conhecimento da extensão do quão desafiador os últimos anos foram para o Harry e para a Meghan” e destaca ainda que “Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da família”.

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JCRÉ Facilitador: transformando vidas

 

Por: Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange) 

Na entrevista desta edição, vamos falar sobre a JCRÉ Facilitador, um projeto social que usa a ferramenta de Moda, Beleza e Empreendedorismo para transformar vidas. Há 19 anos a frente de toda a organização da Produtora, que começou agenciando modelos da comunidade do Jacarezinho, Júlio César de Lima continua movimentando e promovendo o crescimento da microempreendedora.

 

JDR1: Como surgiu a ideia de expandir o projeto?

 

Júlio César: A Jacaré nasce de um desconforto meu quando era adolescente, de ver o Jacarezinho sendo tratado como uma favela de tráfico, periculosidade, falta de saneamento, educação. Só escutava moradores e a mídia falando isso da minha favela. E eu não enxergava a comunidade a partir deste ponto de vista, via a favela como potência, que fazia a diferença, um local com muita diversidade. Sempre achei que o Jacaré tinha como ser falado de outra forma. A partir disso, nasce o projeto e hoje negócio social Jacaré Moda, atualmente JCRÉ Facilitador.

 

JDR1: E quando surgiu essa ideia?

 

Júlio César: Começamos com o intuito de preparar meninas. Quando trabalhava de porteiro dei de cara com umas revistas, no lixo, e vi a beleza daquelas mulheres ricas, modelos internacionais. E Naomi Campbell me trouxe uma luz no fim do túnel: que meninas de periferias negras podem ser modelos em São Paulo, na Europa e em qualquer lugar. Comecei a prepará-las conforme tudo que eu lia nas revistas. E elas chegavam aos grandes mercados da moda, como Europa e São Paulo e grandes revistas como Vogue, que era a que eu mais lia. Diziam que eram do Jacarezinho e que conseguiram chegar ao mercado da moda através de um porteiro que leu revistas do lixo e ensinou tudo que ele lia, além dos flashes de Fashion Rio, São Paulo Fashion Week, semana de moda em Nova York. Desses eventos, via os flashes, nunca vi o desfile inteiro na minha TV.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: O que significa para você todo esse trabalho e impacto que a JCRÉ Facilitador proporciona para os moradores do Jacarezinho?

 

Júlio César: Eu e toda a equipe da JCRÉ não queríamos meritocracia. Porém, por conta de as modelos conseguirem sucesso no mercado da moda, falarem que são moradoras do Jacarezinho e o nosso projeto aparecer no programa do Luciano Huck, no “Esquenta”, na Vogue, São Paulo Fashion Week….essa meritocracia acabou chegando para a gente. Isso proporcionou, para o Jacarezinho, Zona Norte, para o Rio de Janeiro e para gente uma coisa super bacana. Mostrou que é possível ter projetos financiados pelos próprios moradores, com o governo também tendo a sua responsabilidade. A JCRÉ tem um comércio enorme, quase um shopping, onde favelas adjacentes e moradores da Zona Norte compram lá. Quando aparecemos para o mundo e a JCRÉ se torna essa potência, proporcionamos para os moradores do Jacaré e de outras favelas todo esse impacto social. Na moda, por exemplo, temos modelos de Bangu, Rocinha, Vigário Geral, Leme, entre outros locais. Descobrimos como empreendedores, a necessidade real da nossa e das outras periferias de se representarem.

 

JDR1: Como tem sido o feedback dos moradores em relação aos cursos que vocês  oferecem e como eles funcionam?

 

Júlio César: Quando uma modelo dá certo na periferia, os moradores acabam acreditando em você e geramos impacto para dentro da favela também. Montamos um curso de geração de impacto dentro da favela. E com todo o know-how que a JCRÉ tem, eles acabam adquirindo os cursos e pagando um preço social, que cabe no bolso deles porque acreditam. Uma moradora da minha comunidade deu certo neste projeto. O morador acaba assumindo a posição de fazer o nosso curso porque é um case de sucesso e eles enxergam um potencial.

 

JDR1: Quais as dificuldades que vocês enfrentam à frente da empresa?

 

Júlio César: Falta de recursos é uma delas. Mas a nossa dificuldade real é quando entendemos que a galera que está no curso com a gente não tem dinheiro para pagar ou finalizar o curso, aquilo para ele é algo que ele poderia mudar a situação financeira da sua família. Para todos nós é mais difícil pegar um morador periférico faltando um mês de curso, depois de pleno coronavírus, de uma vacina que está fazendo mais propaganda do que vacinando as pessoas, a pessoa ficar desempregada e não conseguir concluir o curso até o final. Hoje começamos a enfrentar essas dificuldades para poder entender que esse morador não teve uma preocupação do governo e a JCRÉ com todos os discursos dela precisa se preocupar. Estamos buscando recursos para que possamos dar uma bolsa para esse aluno do tempo que falta para a conclusão do curso, para ele se profissionalizar e não ficar mais na mão do sistema.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: Quais são os projetos para o futuro da JCRÉ Facilitador?

 

Júlio César: Estamos sempre pensando em empreendedorismo, visão de mercado, em fazer que o morador periférico empreenda. Assim que todas essas vacinas saírem, a JCRÉ está montando uma feira na frente do galpão que vamos inaugurar, vamos ter 40 a 50 barracas aonde já funcionam os cursos, as modelos, a capoeira, além de ter todo o evento de empoderamento e visão de mercado. Do lado de fora da nossa Rua Galileu, vai ter uma feira de expositores de moda e beleza, gastronomia também. Acabando todo esse processo da pandemia, estamos com muitos projetos para fazer, queremos dar aula de empoderamento e questões feministas. E um dos maiores projetos da JCRÉ é ter a sua própria sede. O nosso mais novo slogan é “A gente transforma pessoas”. Não queremos levantar bandeira de um lado ou outro. A JCRÉ é do Jacarezinho para transformar o Jacarezinho e todas as periferias que os acessam.

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Diretora do Jornal DR1 é entrevistada pelo Canal TV Rio e fala sobre carreira de 40 anos como advogada

A diretora do Jornal DR1, a advogada Dr. Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, foi entrevistada nesta quarta-feira (3) no programa Você em Foco, do Canal TV Rio. A entrevista ocorreu nos estudos da emissora, localizado em Nova Iguaçu.

À apresentadora Bellinha di Tena, Ana Cristina falou sobre os seus 40 anos como advogada e sobre o surgimento do jornal, um sonho de infância que se concretizou há cinco anos. Ela destacou ainda o novo formato do veículo, que deixou de ser Jornal Diário do Rio e passou a se chamar Jornal DR1.

“Meu avó tinha uma máquina de datilografia, ele escrevia e pendurava as páginas para secar. Depois, costurava as páginas e mandava os meninos saírem na rua pra entregar para as pessoas. Era um jornal, feito nos moldes da época. E um dia eu falei que também teria um jornal”, destacou.

Ana falou sobre a infância e sobre os 40 anos de carreira como advogada. (Foto: Alan Alves)

“Eu passei a ter esse jornal, que tem distribuição gratuita, como segunda atividade minha e estou curtindo muito. Então, de vez em quando, sai de cena a Ana Cristina advogada e entra em cena a Ana Cristina diretora do jornal. E a coisa vai caminhando e está indo muito bem. Passei a ter contato com muitas pessoas, muitos artistas com o jornal. Por conta da pandemia, a gente não está imprimindo e distribuindo nas ruas, mas todo o conteúdo pode ser acessado no nosso site. Fazemos o jornal e colocamos no site. Mas queremos em breve voltar a imprimir e distribuir. Onde meu avó está, sei que ele estará muito feliz. Eu fiz o jornal para ele, como prometi”, completou.

Na entrevista, Ana falou sobre a familia e relembrou as visitas que fazia quando era criança ao avó Joaquim, a quem chamava de “Pai Quinca”, no estado do Piauí. Citou ainda outra paixão de infância, que era pilotar motos. “Hoje não ando mais de moto, mas sempre renovo a carteira de habilitação de moto”, afirmou.

A paixão pela advocacia também surgiu na infância.

“Meus pais diziam que desde os seis anos que eu já falava em ser advogada para ajudar os outros”, disse.

Ana assistiu a depoimentos de amigos, como o ator Deo Garcez. (Foto: Alan Alves)

Ana também falou sobre os projetos sociais que desenvolve atualmente em comunidades do Rio, como Rocinha, Jacaré, Vila Olímpica da Mangueira, Cidade de Deus, Vigário Geral, Quitumbo e Engenho da Rainha.

Ainda na entrevista, ela foi homenageada e ganhou um buquê de flores da apresentadora Bellinha di Tena. Ainda assistiu a vídeos enviados por colegas de trabalho e amigos que elogiaram sua trajetória, como Zaira Caprara, Vera Gonzalez, Rômulo Lício, Sérgio da Luz, a advogada Sabrina Santos, o ator Deo Garcez e o carnavalesco Milton Cunha.

Advogada ainda assistiu a mensagem em vídeo enviada por Milton Cunha. (Foto: Alan Alves)

Ao fim da entrevista, Ana se emocionou ao assistir a uma apresentação do cantor e compositor Tunai, outro grande amigo, que morreu em 2020.

“Tunai era um grande amigo nosso, tínhamos muito apreço por ele, e ainda temos. Uma grande de estrela que caiu em nossas vidas. Deixou a obra, o encanto dele. Aonde ele estiver vai estar nos guiando, nos protegendo”, disse.

Ana se emocionou ao assistir vídeo de apresentação do amigo Tunai. (Foto: Alan Alves)
Ana recebeu homenagens e ganhou buquê de flores. (Foto: Alan Alves)
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“Os brasileiros perderam o medo da Covid-19’

 

Por Claudia Mastrange

Enquanto o Brasil enfrenta, em várias regiões do país, um aumento de casos de contaminação e morte por Covid-19 e a vacina ainda esta longe de ser uma realidade no país, o coronavírus já se apresenta em uma nova variante, gerando um alerta mundial. O virologista Raphael Rangel, delegado do conselho de Biomedicina no Rio de Janeiro e coordenador do curso de Biomedicina do Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – IBMR, em entrevista exclusiva ao Diário do Rio, fala sobre a pandemia, seu enfrentamento no Brasil e essa variante, 70% mais contagiosa do coronavírus. Ela já circula na Europa e nos Estados Unidos e, segundo Raphael, já pode ter chegado ao Brasil.

DIÁRIO DO RIO – Como vê a evolução da pandemia no mundo?
RAPHAEL RANGEL – “A pandemia, de uma forma geral, se desenvolveu muito rápido. Países como Estados Unidos e Brasil, por exemplo, demoraram muito para tomarem medidas mais restritivas e tiveram seus governantes negligenciando a Covid-19, com palavras como “É somente um resfriadinho”, “Uma gripezinha” e que logo ia passar. Com isso, acabou enfraquecendo muito o discurso dos cientistas e dos médicos com relação ao coronavírus. As pessoas passaram a não se proteger contra a doença e o resultado disso a gente percebe no número de pessoas infectadas e na infeliz marca de 190 mil mortos”.

DIÁRIO DO RIO – Fale sobre essa variante do vírus. Verdade que é 70% mais contagioso?
No que isso é perigoso para o enfrentamento a pandemia?
RAPHAEL RANGEL – É importante destacar que não é incomum os vírus sofrerem mutações, eles sofrem isso a todo instante. O que nos preocupa nessa variante é que a mutação que ocorreu nela codifica uma região importante do vírus que ele utiliza para entrar na célula hospedeira. Então essa mutação pode deixar o vírus 70% mais contagioso. Não que necessariamente isso já esteja acontecendo, mas ele tem poder para fazer isso.

DIÁRIO DO RIO – Essa variante deve chegar ao Brasil?
RAPHAEL RANGEL – Essa variante já pode estar sim no Brasil, precisamos intensificar o que chamamos de vigilância genômica, que é realizar o sequenciamento do RNA viral dos coronavírus que nós temos aqui no Brasil, identificar para saber se ela já está aqui. Mas, se não tiver, ela pode chegar sem sombra de dúvida.

DIÁRIO DO RIO – O Brasil vive ou uma segunda onda de contágio? Ou não saímos mesmo na primeira ?
RAPHAEL RANGEL – O Brasil vive uma segunda onda, obviamente em regiões específicas como Rio de Janeiro e São Paulo. Uma segunda onda é caracterizada quando tivemos a primeira onda de números de casos e internações, que decaíram. E , de meados de outubro para cá, o número de infectados, internações e mortes também aumentaram, isso caracteriza sim uma segunda onda.

DIÁRIO DO RIO – A que se deve esse aumento significativo na taxa de contágio e mortes?
RAPHAEL RANGEL – “Esse aumento de número de casos vai de encontro com duas questões. A primeira é que os brasileiros perderam o medo da Covid-19, muitas pessoas sem máscara, não praticando o distanciamento social, principalmente os jovens que estão indo para a balada e bares lotados. E a outra questão é que os governantes fizeram medidas de flexibilização e não obedeceram o tempo mínimo para fazer, exemplo do Rio de Janeiro que não esperou de duas em duas semanas que é cada fase de flexibilização. Fizeram até mesmo duas fases em uma semana só. Então essa reabertura que deveria ser gradual. Acontecendo de forma equivocada acaba ajudando também na dispersão da doença.

“O Brasil está
bem longe de conseguir controlar
a pandemia”

DIÁRIO DO RIO – O que achou do Plano Nacional de Vacinação?
RAPHAEL RANGEL – “O plano nacional de vacinação obedece a um script, não é nada surreal. O Brasil, até o momento, não fez nenhum acordo significativo a não ser com a AstraZeneca, e comprou 100 milhões de doses aqui para o nosso país. Mas percebemos que na fila das melhores vacinas, como por exemplo, a da Pfizer, que os Estados Unidos está usando, nem demonstramos interesse de compra. Caso o Brasil vier a demonstrar interesse agora, só conseguiremos algumas doses no final de 2021. Enquanto já passamos da marca de 3 milhões de pessoas vacinadas do mundo, o Brasil segue sem vacina e sem um plano de vacinação fidedigno. Vizinhos como a Argentina já estão vacinando”.

DIÁRIO O RIO – Quando acredita que conseguiremos controlar? Podemos chegar a que número de mortos?
RAPHAEL RANGEL – “Eu diria que o Brasil está bem longe de conseguir controlar a pandemia. Temos uma incapacidade de gerenciá-la no nosso país, muito por conta dos nossos governantes. Estamos passando por uma das piores pandemias que o mundo já viveu, com um ministro da saúde que nem da área da saúde é. Ele é formado em logística. E mesmo assim, tivemos diversos testes estragando, passando da validade em um galpão em São Paulo. Então o Brasil está bem longe de vencer ou controlar a pandemia, essa situação segue no descontrole. Exemplo disso é que todos querem testar vacinas por aqui”.

DIÁRIO O RIO – E quanto ao recontágio? Há como prevenir? Ele acomete algum grupo em especial?
RAPHAEL RANGEL – A reinfecção é possível e tem acontecido. Aas pessoas têm uma falsa ideia de que, uma vez que a pessoa tem a doença, ela nunca mais terá. Isso não é uma verdade. As pessoas que tiveram Covid podem ter novamente, porque os anticorpos, após cinco, seis meses acabam zerando, podendo haver uma nova reinfecção com a doença, e sendo ela suscetível a qualquer um.

Foto: Divulgação