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Programa especial em homenagem às mulheres reúne diretora e colunista do Jornal DR1

A diretora-geral do Jornal DR1, a advogada e jornalista Ana Cristina Campelo Lemos, e a colunista do veículo, a também advogada, juíza e embaixadora do Rio, Sabrina Campos, foram entrevistadas em um programa especial sobre mulheres, gravado nesta terça-feira pelo Canal TV Rio. Outras quatro mulheres, entre elas a médica e presidente da Academia Brasileira de Belas Artes, Vera Gonzalez, também participaram  do bate-papo nos estúdios da emissora, em Nova Iguaçu.

O programa Você Em Foco especial foi realizado em homenagem ao mês da mulher e, na conversa com a apresentadora Bellinha di Tena, as convidadas falaram sobre diversos assuntos envolvendo o público feminino, como estética e beleza, mercado de trabalho, empreendedorismo, empoderamento e violência.

“A sororidade que define a solidariedade entre as mulheres. Isso é de suma importância. É preciso que as mulheres deixem competições  bobas do passado e se preocupem umas com as outras. Isso é uma questão muito importante e muito atual que vivemos nesse tempo. Vejo as mulheres mais unidas hoje, menos competitivas. A competição não as beneficia em nada. Vemos hoje já um grande movimento de uma mulher incentivando a outra, de mulheres se achando belas. As mulheres se permitem ser belas do jeito que são e do jeito q elas querem ser”, disse a advogada Ana Cristina Lemos.

Sabrina Campos, que fez aniversário nesta terça e foi homogênea no programa, disse que também é preciso união para tentar resolver um problema ainda muito comum na sociedade: a violência contra as mulheres.

“A pandemia fez com que casos de violência aumentassem de forma exponencial mulheres, também contra crianças e adolescentes. Só que é importante que todas saibam que, para combater isso, as legislações se adaptaram pata que essa mulher tenha atendimento adequado. E é importante que todas saibam que elas não estão sozinhas. Eu mesmo faço parte projetos como o Justiceiras criados para prestar apoio a essas mulheres. Fazemos diversas atividades trazer a autoestima para a mulher vítima de violência, com atividades como dança, onde ela possa ter restauração da autoestima e amor próprio. O Justiceiras reúne voluntários de todo o Brasil dentro da área jurídica, da área médica, psicológicos, assistentes sociais. É preciso denunciar a violência. Você, mulher, não está sozinha e nós estamos aqui com você”, disse.

Já Vera Gonzalez ressaltou que as mulheres conseguiram ao longo da história sempre enfrentar os problemas que lhe são impostos, que sempre consegue ir além e que é preciso sempre foco pra pensar no futuro.

“A mulher conectada ao futuro é a mulher que tem um foco, que vai conectar todo mundo, que se cuida. Eu sou presidente da Academia Brasileira de Belas Artes e numa imaginei chegar a esse posto. Neste momento estou cuidado da arte mesmo tendo formação médica. É que eu sempre tive um pé na arte desde criança também. Eu digo isso porque é preciso ressaltar que a mulher pode fazer o que ela quiser, é a mulher do futuro. Mantendo sempre foco e direção, ela chega lá”, destacou.

O programa ainda fez uma homenagem à apresentadora Hebe Camargo, um dos maiores ícones da televisão brasileira, que morreu em 2012 e que faria 85 anos em 2021 se estivesse viva, e a produção distribuiu brindes para as convidadas. Também participaram da entrevista Luiza Freitas, esteticista e apresentadora, e as empresárias Renata Barreto e  Kátia Adriana.

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“Antes de amar ao outro, a gente tem que se amar”

 

Nada como focar na carreira para deixar pra trás um amor que não deu certo. Depois de um fim de relacionamento conturbado com o cantor Nego do Borel, que foi parar na delegacia e ganhou  destaque na imprensa, de note a sul, a atriz e influenciadora digital Duda Reis mostra que segue – e muito bem – uma nova vida.  Em live realizada com a atriz e cantora Dulce María, a eterna Roberta, de Rebelde, sobre beleza, a artista brasileira, que é a nova embaixadora da fLash Sérum para cílios, destacou seu foco atual: investir na carreira e na beleza.

A atriz, que em 2019 participou de Malhação – Toda Forma de Amar, planeja fazer teatro e cinema e comemora nova etapa da vida e novo endereço, já que comprou  apartamento, em São Paulo, onde atualmente mora. Em entrevista ao DR1, Duda fala sobre maturidade nesta nova fase e dos cuidados para manter a beleza em dia.

 DR1 – Quais são os seus cuidados de beleza?

Duda  Reis –  Um dos meus cuidados é beber água, isso é a vida! E nunca durmo com maquiagem. Uso água micelar e adoro passar um hidratante em gel no corpo e sempre uso protetor solar, até porque sou uma pessoa diurna. E ainda durmo oito horas por dia porque esse sono da beleza faz muita diferencia. E desde conheci a @olharfLash não parei mais de usar o produto, que já faz parte da minha rotina de beleza. Não é porque sou a embaixadora da marca: mas usá-lo todos os dias faz toda a diferença. Eu percebi quanta falta eu sentia em ter cílios longos, fortes e volumosos. E eu gosto muito da marca porque tem um propósito de vida: o produto é vegano, cluetly free e não testado em animais, acho isso muito importante porque sou vegetariana.

DR1 – Você segue uma rotina de skincare com a pele?

Duda  Reis – Sempre! Uso sabonete em gel e lavo bem o meu rosto; e passo creme na região dos olhos para combater a olheira – não sei se acontece com vocês, mas eu coloco muito creme, adoro deixar o produto penetrar na pele. E uso todos os dias o fLash Sérum para ficar com bastante volume nos cílios. Deixo secar por 2 minutos e pronto!

DR1 – É vaidosa com o quesito maquiagem? Que parte do rosto gosta de destacar?

Duda Reis- Eu sou uma menina muito natural e sempre mostro nos meus vídeos as minhas rotinas de maquiagem – que são coisas básicas, do dia, amo! O olho e a boca são as partes mais importantes, as que eu me preocupo em mostrar uma boa aparência. Minha mãe é dermatologista, então cuidado, beleza, são coisas que fico ligada, até porque a minha mãe sempre esta em cima de mim (risos).

DR1 –  Na bolsa de maquiagem, o que não pode faltar?

Duda Reis – Protetor solar, hidratante de lábios e, claro, o sérum fLash.

DR1 Quais são os cuidados com o corpo para se manter em forma? Dieta e muitos exercícios?

Duda Reis- Eu sou vegetariana! A minha dieta é muito saudável, tenho uma dieta sem excessos. E não diria que faço muitos exercícios, porém me faz feliz iniciar o meu dia bem cedo e com atividade física. Sentir a serotonina batendo no corpo, sabe?

DR1 Qual o seu pecado da gula?

Duda Reis- Eu não diria gula, mas uma furadinha na dieta: adoro pizza e não resisto a um brigadeiro.

DR1 Você é um exemplo de padrão de beleza para muitas meninas. Como se sente com esse rótulo? Incomoda ser cobrada para estar sempre bonita, bem, com o corpo em forma?

Duda Reis- Fico lisonjeada com essa pergunta;  ser um exemplo de padrão de beleza no Brasil… A beleza interior reflete no exterior. Para mim, o mais importante é saber que todas nós somos lindas e maravilhosas. O importante é a gente estar de bem com a gente mesmo! Antes de amar ao outro, a gente tem que se amar! Eu tenho gratidão pelo que tenho e isso me faz ter ao meu lado, na minha vida, pessoas que gostam tanto de mim, como os meus fãs – que não são apenas as mulheres, os homens também me seguem e mostram tanto carinho por mim… Isso é uma energia para a vida.

DR1 – Você disse que o ano de 2020 foi pesado e que amadureceu bastante. Quem é a Duda Reis hoje?

Duda Reis – A Duda é uma menina que tem sonhos muito grandes, é batalhadora e tem um coração gigante, mesmo sendo muito nova… O mais importante é que a Duda sabe aonde quer chegar!  Sou uma menina muito feliz, vivendo a vida que sempre desejou.

Foto: Divulgação

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Revelação sobre racismo instala crise na família real britânica

Caso foi trazido à tona pelo príncipe Harry e a mulher Meghan em entrevista.

A entrevista dada pelo príncipe Harry e pela mulher, Meghan, à apresentadora de TV americana Oprah Winfrey deixou a monarquia britânica em meio a uma das piores crises de imagem da história recente. Isso porque o casal revelou um episódio de racismo envolvendo um dos membros da família real, mas sem citar nomes.

Eles disseram que, durante a gestação do filho Archie, hoje com quase dois anos, um parente teria feito comentários racistas e demonstrado preocupação sobre o “quão escura” a pele da criança seria. A entrevista aconteceu no dia 7 de março e foi transmitida no Reino Unido no dia seguinte, com muita repercussão.

Desde que anunciou o namoro com Harry, Meghan virou alvo de uma campanha de difamação e cunho racista e machista pela imprensa local. Isso porque ela foi a primeira pessoa que se identifica como negra a fazer parte da corte.

Na entrevista, ela disse que os funcionários reais limitavam seus movimentos e encontros com amigos e que não a defendiam das acusações dos tabloides. Disse, ainda, que teve pensamentos suicidas na gravidez de Archie e que pediu ajuda, mas não teve auxílio do palácio real.

O casal renunciou formalmente aos deveres reais em março de 2020 e se mudou para a Califórnia. Em fevereiro deste ano, eles anunciaram o segundo filho e, na entrevista à Oprah, revelaram que será uma menina.

‘Reuniões de crise’

Após a bombástica entrevista, membros da família real britânica fizeram reuniões internas para discutir a crise, e a monarquia só se pronunciou oficialmente dois dias depois.

“Os assuntos levantados, particularmente os raciais, são preocupantes. Por mais que algumas lembranças possam variar, elas são levadas muito a sério e serão abordadas pela família no privado”, diz trecho do curto comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham.

Ainda conforme a nota, “toda a família está triste de tomar conhecimento da extensão do quão desafiador os últimos anos foram para o Harry e para a Meghan” e destaca ainda que “Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da família”.

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JCRÉ Facilitador: transformando vidas

 

Por: Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange) 

Na entrevista desta edição, vamos falar sobre a JCRÉ Facilitador, um projeto social que usa a ferramenta de Moda, Beleza e Empreendedorismo para transformar vidas. Há 19 anos a frente de toda a organização da Produtora, que começou agenciando modelos da comunidade do Jacarezinho, Júlio César de Lima continua movimentando e promovendo o crescimento da microempreendedora.

 

JDR1: Como surgiu a ideia de expandir o projeto?

 

Júlio César: A Jacaré nasce de um desconforto meu quando era adolescente, de ver o Jacarezinho sendo tratado como uma favela de tráfico, periculosidade, falta de saneamento, educação. Só escutava moradores e a mídia falando isso da minha favela. E eu não enxergava a comunidade a partir deste ponto de vista, via a favela como potência, que fazia a diferença, um local com muita diversidade. Sempre achei que o Jacaré tinha como ser falado de outra forma. A partir disso, nasce o projeto e hoje negócio social Jacaré Moda, atualmente JCRÉ Facilitador.

 

JDR1: E quando surgiu essa ideia?

 

Júlio César: Começamos com o intuito de preparar meninas. Quando trabalhava de porteiro dei de cara com umas revistas, no lixo, e vi a beleza daquelas mulheres ricas, modelos internacionais. E Naomi Campbell me trouxe uma luz no fim do túnel: que meninas de periferias negras podem ser modelos em São Paulo, na Europa e em qualquer lugar. Comecei a prepará-las conforme tudo que eu lia nas revistas. E elas chegavam aos grandes mercados da moda, como Europa e São Paulo e grandes revistas como Vogue, que era a que eu mais lia. Diziam que eram do Jacarezinho e que conseguiram chegar ao mercado da moda através de um porteiro que leu revistas do lixo e ensinou tudo que ele lia, além dos flashes de Fashion Rio, São Paulo Fashion Week, semana de moda em Nova York. Desses eventos, via os flashes, nunca vi o desfile inteiro na minha TV.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: O que significa para você todo esse trabalho e impacto que a JCRÉ Facilitador proporciona para os moradores do Jacarezinho?

 

Júlio César: Eu e toda a equipe da JCRÉ não queríamos meritocracia. Porém, por conta de as modelos conseguirem sucesso no mercado da moda, falarem que são moradoras do Jacarezinho e o nosso projeto aparecer no programa do Luciano Huck, no “Esquenta”, na Vogue, São Paulo Fashion Week….essa meritocracia acabou chegando para a gente. Isso proporcionou, para o Jacarezinho, Zona Norte, para o Rio de Janeiro e para gente uma coisa super bacana. Mostrou que é possível ter projetos financiados pelos próprios moradores, com o governo também tendo a sua responsabilidade. A JCRÉ tem um comércio enorme, quase um shopping, onde favelas adjacentes e moradores da Zona Norte compram lá. Quando aparecemos para o mundo e a JCRÉ se torna essa potência, proporcionamos para os moradores do Jacaré e de outras favelas todo esse impacto social. Na moda, por exemplo, temos modelos de Bangu, Rocinha, Vigário Geral, Leme, entre outros locais. Descobrimos como empreendedores, a necessidade real da nossa e das outras periferias de se representarem.

 

JDR1: Como tem sido o feedback dos moradores em relação aos cursos que vocês  oferecem e como eles funcionam?

 

Júlio César: Quando uma modelo dá certo na periferia, os moradores acabam acreditando em você e geramos impacto para dentro da favela também. Montamos um curso de geração de impacto dentro da favela. E com todo o know-how que a JCRÉ tem, eles acabam adquirindo os cursos e pagando um preço social, que cabe no bolso deles porque acreditam. Uma moradora da minha comunidade deu certo neste projeto. O morador acaba assumindo a posição de fazer o nosso curso porque é um case de sucesso e eles enxergam um potencial.

 

JDR1: Quais as dificuldades que vocês enfrentam à frente da empresa?

 

Júlio César: Falta de recursos é uma delas. Mas a nossa dificuldade real é quando entendemos que a galera que está no curso com a gente não tem dinheiro para pagar ou finalizar o curso, aquilo para ele é algo que ele poderia mudar a situação financeira da sua família. Para todos nós é mais difícil pegar um morador periférico faltando um mês de curso, depois de pleno coronavírus, de uma vacina que está fazendo mais propaganda do que vacinando as pessoas, a pessoa ficar desempregada e não conseguir concluir o curso até o final. Hoje começamos a enfrentar essas dificuldades para poder entender que esse morador não teve uma preocupação do governo e a JCRÉ com todos os discursos dela precisa se preocupar. Estamos buscando recursos para que possamos dar uma bolsa para esse aluno do tempo que falta para a conclusão do curso, para ele se profissionalizar e não ficar mais na mão do sistema.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: Quais são os projetos para o futuro da JCRÉ Facilitador?

 

Júlio César: Estamos sempre pensando em empreendedorismo, visão de mercado, em fazer que o morador periférico empreenda. Assim que todas essas vacinas saírem, a JCRÉ está montando uma feira na frente do galpão que vamos inaugurar, vamos ter 40 a 50 barracas aonde já funcionam os cursos, as modelos, a capoeira, além de ter todo o evento de empoderamento e visão de mercado. Do lado de fora da nossa Rua Galileu, vai ter uma feira de expositores de moda e beleza, gastronomia também. Acabando todo esse processo da pandemia, estamos com muitos projetos para fazer, queremos dar aula de empoderamento e questões feministas. E um dos maiores projetos da JCRÉ é ter a sua própria sede. O nosso mais novo slogan é “A gente transforma pessoas”. Não queremos levantar bandeira de um lado ou outro. A JCRÉ é do Jacarezinho para transformar o Jacarezinho e todas as periferias que os acessam.

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Diretora do Jornal DR1 é entrevistada pelo Canal TV Rio e fala sobre carreira de 40 anos como advogada

A diretora do Jornal DR1, a advogada Dr. Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, foi entrevistada nesta quarta-feira (3) no programa Você em Foco, do Canal TV Rio. A entrevista ocorreu nos estudos da emissora, localizado em Nova Iguaçu.

À apresentadora Bellinha di Tena, Ana Cristina falou sobre os seus 40 anos como advogada e sobre o surgimento do jornal, um sonho de infância que se concretizou há cinco anos. Ela destacou ainda o novo formato do veículo, que deixou de ser Jornal Diário do Rio e passou a se chamar Jornal DR1.

“Meu avó tinha uma máquina de datilografia, ele escrevia e pendurava as páginas para secar. Depois, costurava as páginas e mandava os meninos saírem na rua pra entregar para as pessoas. Era um jornal, feito nos moldes da época. E um dia eu falei que também teria um jornal”, destacou.

Ana falou sobre a infância e sobre os 40 anos de carreira como advogada. (Foto: Alan Alves)

“Eu passei a ter esse jornal, que tem distribuição gratuita, como segunda atividade minha e estou curtindo muito. Então, de vez em quando, sai de cena a Ana Cristina advogada e entra em cena a Ana Cristina diretora do jornal. E a coisa vai caminhando e está indo muito bem. Passei a ter contato com muitas pessoas, muitos artistas com o jornal. Por conta da pandemia, a gente não está imprimindo e distribuindo nas ruas, mas todo o conteúdo pode ser acessado no nosso site. Fazemos o jornal e colocamos no site. Mas queremos em breve voltar a imprimir e distribuir. Onde meu avó está, sei que ele estará muito feliz. Eu fiz o jornal para ele, como prometi”, completou.

Na entrevista, Ana falou sobre a familia e relembrou as visitas que fazia quando era criança ao avó Joaquim, a quem chamava de “Pai Quinca”, no estado do Piauí. Citou ainda outra paixão de infância, que era pilotar motos. “Hoje não ando mais de moto, mas sempre renovo a carteira de habilitação de moto”, afirmou.

A paixão pela advocacia também surgiu na infância.

“Meus pais diziam que desde os seis anos que eu já falava em ser advogada para ajudar os outros”, disse.

Ana assistiu a depoimentos de amigos, como o ator Deo Garcez. (Foto: Alan Alves)

Ana também falou sobre os projetos sociais que desenvolve atualmente em comunidades do Rio, como Rocinha, Jacaré, Vila Olímpica da Mangueira, Cidade de Deus, Vigário Geral, Quitumbo e Engenho da Rainha.

Ainda na entrevista, ela foi homenageada e ganhou um buquê de flores da apresentadora Bellinha di Tena. Ainda assistiu a vídeos enviados por colegas de trabalho e amigos que elogiaram sua trajetória, como Zaira Caprara, Vera Gonzalez, Rômulo Lício, Sérgio da Luz, a advogada Sabrina Santos, o ator Deo Garcez e o carnavalesco Milton Cunha.

Advogada ainda assistiu a mensagem em vídeo enviada por Milton Cunha. (Foto: Alan Alves)

Ao fim da entrevista, Ana se emocionou ao assistir a uma apresentação do cantor e compositor Tunai, outro grande amigo, que morreu em 2020.

“Tunai era um grande amigo nosso, tínhamos muito apreço por ele, e ainda temos. Uma grande de estrela que caiu em nossas vidas. Deixou a obra, o encanto dele. Aonde ele estiver vai estar nos guiando, nos protegendo”, disse.

Ana se emocionou ao assistir vídeo de apresentação do amigo Tunai. (Foto: Alan Alves)
Ana recebeu homenagens e ganhou buquê de flores. (Foto: Alan Alves)
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“Os brasileiros perderam o medo da Covid-19’

 

Por Claudia Mastrange

Enquanto o Brasil enfrenta, em várias regiões do país, um aumento de casos de contaminação e morte por Covid-19 e a vacina ainda esta longe de ser uma realidade no país, o coronavírus já se apresenta em uma nova variante, gerando um alerta mundial. O virologista Raphael Rangel, delegado do conselho de Biomedicina no Rio de Janeiro e coordenador do curso de Biomedicina do Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – IBMR, em entrevista exclusiva ao Diário do Rio, fala sobre a pandemia, seu enfrentamento no Brasil e essa variante, 70% mais contagiosa do coronavírus. Ela já circula na Europa e nos Estados Unidos e, segundo Raphael, já pode ter chegado ao Brasil.

DIÁRIO DO RIO – Como vê a evolução da pandemia no mundo?
RAPHAEL RANGEL – “A pandemia, de uma forma geral, se desenvolveu muito rápido. Países como Estados Unidos e Brasil, por exemplo, demoraram muito para tomarem medidas mais restritivas e tiveram seus governantes negligenciando a Covid-19, com palavras como “É somente um resfriadinho”, “Uma gripezinha” e que logo ia passar. Com isso, acabou enfraquecendo muito o discurso dos cientistas e dos médicos com relação ao coronavírus. As pessoas passaram a não se proteger contra a doença e o resultado disso a gente percebe no número de pessoas infectadas e na infeliz marca de 190 mil mortos”.

DIÁRIO DO RIO – Fale sobre essa variante do vírus. Verdade que é 70% mais contagioso?
No que isso é perigoso para o enfrentamento a pandemia?
RAPHAEL RANGEL – É importante destacar que não é incomum os vírus sofrerem mutações, eles sofrem isso a todo instante. O que nos preocupa nessa variante é que a mutação que ocorreu nela codifica uma região importante do vírus que ele utiliza para entrar na célula hospedeira. Então essa mutação pode deixar o vírus 70% mais contagioso. Não que necessariamente isso já esteja acontecendo, mas ele tem poder para fazer isso.

DIÁRIO DO RIO – Essa variante deve chegar ao Brasil?
RAPHAEL RANGEL – Essa variante já pode estar sim no Brasil, precisamos intensificar o que chamamos de vigilância genômica, que é realizar o sequenciamento do RNA viral dos coronavírus que nós temos aqui no Brasil, identificar para saber se ela já está aqui. Mas, se não tiver, ela pode chegar sem sombra de dúvida.

DIÁRIO DO RIO – O Brasil vive ou uma segunda onda de contágio? Ou não saímos mesmo na primeira ?
RAPHAEL RANGEL – O Brasil vive uma segunda onda, obviamente em regiões específicas como Rio de Janeiro e São Paulo. Uma segunda onda é caracterizada quando tivemos a primeira onda de números de casos e internações, que decaíram. E , de meados de outubro para cá, o número de infectados, internações e mortes também aumentaram, isso caracteriza sim uma segunda onda.

DIÁRIO DO RIO – A que se deve esse aumento significativo na taxa de contágio e mortes?
RAPHAEL RANGEL – “Esse aumento de número de casos vai de encontro com duas questões. A primeira é que os brasileiros perderam o medo da Covid-19, muitas pessoas sem máscara, não praticando o distanciamento social, principalmente os jovens que estão indo para a balada e bares lotados. E a outra questão é que os governantes fizeram medidas de flexibilização e não obedeceram o tempo mínimo para fazer, exemplo do Rio de Janeiro que não esperou de duas em duas semanas que é cada fase de flexibilização. Fizeram até mesmo duas fases em uma semana só. Então essa reabertura que deveria ser gradual. Acontecendo de forma equivocada acaba ajudando também na dispersão da doença.

“O Brasil está
bem longe de conseguir controlar
a pandemia”

DIÁRIO DO RIO – O que achou do Plano Nacional de Vacinação?
RAPHAEL RANGEL – “O plano nacional de vacinação obedece a um script, não é nada surreal. O Brasil, até o momento, não fez nenhum acordo significativo a não ser com a AstraZeneca, e comprou 100 milhões de doses aqui para o nosso país. Mas percebemos que na fila das melhores vacinas, como por exemplo, a da Pfizer, que os Estados Unidos está usando, nem demonstramos interesse de compra. Caso o Brasil vier a demonstrar interesse agora, só conseguiremos algumas doses no final de 2021. Enquanto já passamos da marca de 3 milhões de pessoas vacinadas do mundo, o Brasil segue sem vacina e sem um plano de vacinação fidedigno. Vizinhos como a Argentina já estão vacinando”.

DIÁRIO O RIO – Quando acredita que conseguiremos controlar? Podemos chegar a que número de mortos?
RAPHAEL RANGEL – “Eu diria que o Brasil está bem longe de conseguir controlar a pandemia. Temos uma incapacidade de gerenciá-la no nosso país, muito por conta dos nossos governantes. Estamos passando por uma das piores pandemias que o mundo já viveu, com um ministro da saúde que nem da área da saúde é. Ele é formado em logística. E mesmo assim, tivemos diversos testes estragando, passando da validade em um galpão em São Paulo. Então o Brasil está bem longe de vencer ou controlar a pandemia, essa situação segue no descontrole. Exemplo disso é que todos querem testar vacinas por aqui”.

DIÁRIO O RIO – E quanto ao recontágio? Há como prevenir? Ele acomete algum grupo em especial?
RAPHAEL RANGEL – A reinfecção é possível e tem acontecido. Aas pessoas têm uma falsa ideia de que, uma vez que a pessoa tem a doença, ela nunca mais terá. Isso não é uma verdade. As pessoas que tiveram Covid podem ter novamente, porque os anticorpos, após cinco, seis meses acabam zerando, podendo haver uma nova reinfecção com a doença, e sendo ela suscetível a qualquer um.

Foto: Divulgação

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Entrevista com Sabrina Campos, candidata a vereadora do Rio pelo PSL

Sabrina Campos é Advogada Pós-Graduada, cofundadora de Campos e Bastos Advogados, também Árbitra (Juíza Arbitral em Câmara Privada), especialista em Mediação e Conciliação, Comendadora recebedora da Medalha de Honra ao Mérito Juscelino Kubitscheck, escritora premiada pelo TJERJ e voluntária do Projeto Justiceiras.

 

Por que o desejo de vir candidata a vereadora?

Esclareço: não há desejo, há urgência. A motivação nasceu da necessidade em atender à cidade e população do Rio de Janeiro no que há muito tem sido objeto de descaso, desprezo, por parte do Poder Público. Ninguém aguenta mais a situação atual, especialmente a corrupção. Amo a minha cidade natal, cansei de ver pessoas partindo, abandonando sonhos, planos, família, em busca de um lugar melhor para viver. Quero resgatar o Rio de Janeiro, recuperar a cidade da destruição. Todos nós precisamos nos unir em uma só voz para conquistarmos melhor qualidade de vida e voltarmos a admirar a cidade referência no Brasil e no exterior, como o que um dia foi a “cidade maravilhosa”. Que minha voz, há tantos anos sufocada, seja ouvida, e a voz de todos nós ecoe na casa do Povo. Juntos, todos nós insatisfeitos com a velha política e a corrupção no Rio de Janeiro, sejamos UMA SÓ VOZ!

Dentre suas propostas, qual delas você acha a mais importante?

Minhas propostas são muitas, tenho ouvido pessoas de diferentes atuações, formações, escolaridade, classes sociais, regiões, idades, núcleos familiares, suas maiores dificuldades e pleitos. Além de advogada, árbitra (também atuo na função de juíza arbitral em Câmara Privada), sempre trabalhei como voluntária. Há cerca de mais de vinte cinco anos atuo assistindo também vítimas de violência, os mais vulneráveis, como crianças e adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência. Minha proposta principal se dá acerca da Educação. Pretendo que o ensino se dê por período integral, que à criança e ao adolescente haja total atenção e incentivo, a prepará-los com ampla oportunidade de aulas de reforço escolar. Investir no melhor desenvolvimento físico e psicoemocional dos jovens, através de atividades desportivas, artísticas, culturais, nas escolas, reforçar a disciplina, estimular a autoestima. Cursos capacitantes, técnico-formais, preparar o jovem para o mercado de trabalho, independente de decidir cursar faculdade. Parcerias com a iniciativa privada, orientações de direitos trabalhistas, incentivo ao menor aprendiz, feiras, palestras. Manter crianças e adolescentes fora das ruas, diminuir a ociosidade, impedir a evasão escolar.

Se eleita for, qual será a primeira ação?

Se eleita, pela vontade de Deus, agirei para que os Projetos de Lei que já tenho elaborado, com as justificativas que desenvolvi, após muito estudo, pesquisa e trabalho, sejam propostos e sigam à tramitação, em defesa da garantia aos direitos mais básicos do cidadão, como os que citei, também fomentar o empreendedorismo, gerar mais vagas de emprego,  aquecer a economia após essa pandemia, valorizar o turismo, em combate ao tráfico de pessoas, prostituição e exploração sexual infantil.

A população do Rio de Janeiro pode esperar, e terá, uma vereança acessível, canais de comunicação com o cidadão, que é um parceiro nesta empreitada, pois dependo de sua perspectiva do que ocorre ao seu redor, do que a ele e sua família se faz mais necessário, para consiguir atender a coletividade. Que o cidadão do Rio de Janeiro caminhe lado a lado comigo, lutemos juntos por uma cidade livre da violência, sejamos um só!

Qual o principal problema do município hoje?

Acredito que nosso maior problema hoje seja a violência. A pandemia do COVID-19 evidenciou a falta de estrutura e as falhas graves de administrações anteriores. O isolamento resultou na perda do trabalho, dos negócios e investimentos. Portas fecharam, vagas sumiram, imóveis perderam valor, a população de rua cresceu. O estresse e o desgaste emocional afetaram as famílias, a violência doméstica e sexual, especialmente contra mulheres, crianças e adolescentes, cresceu terrivelmente, assim como os suicídios. Como voluntária a assistir a estas vítimas, venho experimentando a relação entre a perda do poder econômico com o aumento da violência. A ociosidade dos jovens, longe das escolas durante a pandemia, expostos às ruas, permite que fiquem à mercê do “recrutamento” pelo tráfico de drogas, a corrompê-los. O vício em drogas também cresceu, muitas “cracolândias” se formam. É preciso acolhimento de imediato, e mais necessário capacitar, treinar, educar e formar para que se tenha plena condição de emprego. Incentivar o empreendedorismo para criar vagas, restabelecer a economia gerando renda e poder de compra.

Sobre o combate ao tráfico de drogas, considero gravíssimo, crianças e adolescentes cada vez mais jovens têm sido corrompidos por criminosos a formar um exército de guerrilheiros, que são convencidos de que suas vidas não têm valor, e, seguem dispostos a morrer sem apreço a nada. Neles mantenho o meu foco, por isso tantos projetos para a Educação – busco proteger a nossa infância e juventude de quem os sacrificam para impor o terror. Quero essas crianças e adolescentes nas escolas, estimuladas a serem o que quiserem, desejarem, sonharem. Incentivadas ao trabalho digno, honesto, que os valores familiares da decência, da honra, sejam cultivados, a desenvolverem a boa-fé, moral e ética. Enquanto a amoralidade psicopática for o padrão de conduta na sociedade, em que tudo é justificável, as piores atrocidades encontram defensores, jamais haverá paz. Há o certo e há o errado. O moral e o imoral. Tolerar a inversão disto é contribuir para a ausência de limites, que tem feito do Rio de Janeiro um inferno onde reina a impunidade.

O que o você gostaria de acrescentar que não foi perguntado

aqui?

Gostaria de acrescentar que o direito ao voto é um dos mais importantes aos cidadãos. Quem vota mediante favores pessoais é tão corrupto quanto o político criminoso. Tal direito foi conquistado com o sangue de muitos que lutaram por este privilégio. Busque conhecer os candidatos, vote em quem se identifica. Eu lhe convido a não reeleger pessoas que não contribuíram para a cidade, mas dar chance a quem, como eu, sempre trabalhou e se doou ao seu próximo e ao Rio. Vamos juntos? Uma só voz!

 

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Fabiano Barcellos: médico que virou escritor e ensina empreendedorismo online

Há sete anos, o médico cardiologista, Fabiano Barcellos não faz mais da medicina a sua principal fonte de renda. Desde 2016, ele só realiza atendimentos populares, em que os pacientes pagam um valor que é suficiente para que honre o aluguel do consultório.

Barcellos queria ter mais tempo livre e começou a trabalhar com marketing de relacionamento e vendas online. Em dezembro de 2019, lançou o livro “Coragem para vencer”, com o objetivo de ajudar pessoas a transformarem suas vidas. Na semana do lançamento, o livro ficou em quarto lugar entre os dez mais vendidos sobre autoajuda.

Desde o início da pandemia, Fabiano Barcellos está fazendo lives em seu instagram (@fabianobarcellos) sobre temas variados e com especialistas e artistas, como as atrizes Mariana Molina e Susana Alves, o ator Raul Gazolla, a ex-miss Brasil, Débora Lyra, a apresentadora Dani Monteiro, a ginasta Danielle Hypólito, o autor de best-seller, palestrante e empresário Edgar Ueda, a coach de emagrecimento, Carol Ferrera, entre outros.

“A ideia de fazer as lives era para ajudar as pessoas nesse momento difícil que vivemos: depressão, redução de salário, conviver mais tempo com os familiares. Então, tento ajudar a se manterem ativo e aproveitar o tempo livre, entre outros temas. Acabaram surgindo convites para palestras que serão realizadas quando tudo se normalizar”, diz Fabiano.

Para o empreendedor e autor, é preciso pensar fora da caixinha. Fabiano dá dicas para os que querem Empreender não se abaterem com qualquer desânimo e fraqueza e encontrarem forças para seguir em frente com os seus planos:

1-    Para enfrentar o que estamos vivendo, precisa de muita coragem, mas não só pelo confinamento e dúvidas, mas também para o autoconhecimento. Ter tempo para si, se conhecer melhor, escutar mais o próprio eu não sou fácil para muitos. Porém, renovador e fundamental para a próxima fase. Nesse momento precisamos dar mais atenção à comunicação interna e isso de simples não tem nada, precisa de muita coragem.

2 – Todo mundo tem problemas e passa por fases difíceis. Os dias complicados fazem parte da vida e felizmente são eles que nos permitem mudar, aprender e evoluir. Não adianta esperar os problemas diminuírem, a sua vida continuará sendo a mesma. Pare de esperar as coisas mudarem para você mudar em si aquilo que precisa!

3 – Se a sua intenção é fazer algo novo e fora do comum e do esperado pelas pessoas, esteja preparado para ouvir críticas bem e mal-intencionadas para que possa seguir adiante com seus sonhos.

4 – Se você quer mudar e sonha com um futuro diferente, precisa deixar as crenças negativas de lado e acreditar no seu potencial.

5- As coisas só são difíceis até você torná-las fáceis!

6- Se não fizer nada por você, sua vida continuará sendo a mesma e seus sonhos jamais sairão do papel. Se deseja ser diferente no futuro, comece a traçar a sua mudança hoje, pois só assim você conseguirá alcançar os seus objetivos. Se decidiu muda a sua vida, faça hoje!

7- Saia da sua zona de conforto e dê de cara com a sorte que você acredita que perdeu.

8 – Errar é uma porta de entrada para viver o novo e para não cometer o mesmo erro outra vez. Se você está errando muito, é sinal que você está aprendendo mais do que imagina. Dê uma chance a si mesmo e absorva todo esse aprendizado.

9 – Não seja um obeso mental. Não pense demais e nem aja de menos. Procure um equilíbrio, alinhe seus planos aos seus objetivos. Analisar e pensar é importante, mas não agir é retroceder.

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Quadrinista Estevão Ribeiro fala sobre sua carreira, desafios e racismo

Por Sandro Barros

Nascido em 1979, Estevão Ribeiro é escritor, roteirista e autor de histórias em quadrinhos. Capixaba de berço, mora desde 2008 em Niterói, cidade vizinha ao Rio de Janeiro. Ele começou sua carreira artística aos 20 anos de idade e coleciona em sua trajetória muitos personagens, tirinhas e livros.

Em 2011, ganhou o 23º Troféu HQ Mix na categoria Melhor Publicação Infantojuvenil pelo livro ‘Pequenos Heróis’. Em 2014, pela Desiderata, publicou a graphic novel ‘Da Terra à Lua’, inspirado no romance de mesmo nome de Júlio Verne com elementos do romance ‘Os Primeiros Homens na Lua’, de H. G. Wells, e do filme ‘Viagem à Lua’, de Georges Méliès.

O trabalho do Estevão pode ser visto nas páginas do Diário Rio. Primeiro com as tirinhas ‘Os Passarinhos’ e, mas recentemente, as da ‘Rê Tinta’. Conheça mais sobre esse talentoso artista nessa entrevista exclusiva.

Como você se viu desenhando?
Criança, eu sempre lia quadrinhos, da Turma da Mônica, da Disney e de super-heróis, muitos deles ‘herdados’ dos meus irmãos. E desde os sete anos tinha uma predilação para criar histórias, só que eu era muito bom em escrever ao invés de ilustrar. Desenhar quadrinhos mesmo foi mais pra frente, aos vinte e poucos anos. Até então eu escrevia mais e copiava desenhos. Mas eu comecei bem cedo mesmo, graças ao estímulo da leitura de quadrinhos.

E o seu primeiro quadrinho publicado?
Ainda moleque lá no Espírito Santo, eu procurava muitas gráficas para imprimir os materiais, achando que elas eram editoras, iguais às grandes editoras brasileiras, e nunca conseguia publicar por lá. Já que desde cedo eu tinha vontade de produzir quadrinhos, fui reunindo material e amadurecendo a ideia até os 20 anos, quando publiquei o meu primeiro trabalho pelo jornal Notícia Agora. Foi uma série de quadrinhos que saiam em uma página diária. Ao todo foram cerca de 360 páginas publicadas em um ano e pouco. Isso me deu mais gás para produzir outras coisas também.

E a sua primeira edição própria, como foi?
Passei, dos meus 14 anos de idade, quando comecei a querer fazer alguma coisa, até os 20 estudando, indo às gráficas, conhecendo o processo gráfico e tipos de papel, qualidade de coisas para, enfim, conseguir publicar. Em 2001 eu lancei um compilado de histórias do personagem Tristão, que haviam saído no jornal, pela Editora Escala Graphic Talents. E depois disso eu comecei a publicar outros materiais, seja por conta, até mesmo por conhecer o processo gráfico, quanto por demanda de encomendas.

Como você usa as mídias digitais para divulgar sua arte?

Olha, eu não sou o cara mais eficaz nisso, pois não tenho a disciplina de quem produz diariamente e consegue deixar seu trabalho em evidência. Como eu faço muitas coisas ao mesmo tempo, acaba que não tenho esse foco. Hoje, por exemplo, administro o meu perfil pessoal, o perfil da personagem Rê Tinta, que é o que mais me dá mais retorno em termos de visibilidade, e as outras redes sociais eu tento administrar de uma forma que elas não ‘morram’. Mas o trabalho mais específico nessa área é o da Rê Tinta, que é o meu mais recente, de dois anos. Imagina só: eu tenho 41 anos e somente há dois anos consegui ter uma presença marcante na internet com conteúdo. De resto, eu tenho ‘Os Passarinhos’, que foi um material que fez muito sucesso na mídia digital, citado por Neil Gaiman, Paulo Coelho e outros escritores, mas são materiais que fazem muito mais sucesso na mídia impressa do que na virtual.

Fale um pouco mais sobre a Rê Tinta…
Ela vem de um processo de procura fazia muito tempo, buscando algo em que pudesse trabalhar a representatividade. E isso aconteceu quando eu estava no Festival Internacional de Quadrinho [FIC] de Belo Horizonte, em junho de 2018. Tinham muitos negros no espaço e colocaram, coincidentemente, eu e mais dois artistas pretos em mesas próximas umas das outras. No evento com cerca de 180 mesas, tinham apenas três com negros em sequência, o que era uma coisa muito rara, já que não éramos 10% do total de artistas. Então as pessoas vinham até nós três perguntando o que tínhamos de material ‘pra preto‘. E eu tinha muito material, mas era, digamos, universal, onde tinham negros, mas não tinham apenas negros. Quando sai do FIC fiquei com isso na cabeça e Rê Tinta veio como um estalo, assim. Um mês depois ela estava sendo publicada no Instagram.

Tivemos avanços na luta contra o racismo?
O que evoluiu nessa questão? É que as pessoas estão denunciando! Antigamente se tinha muito medo de perder o emprego ou espaço em seu grupo por denunciar um ato de racismo. O que o Brasil precisa entender ainda hoje é que nosso povo é basicamente racista, foi educado para ser racista. E quando você diz que a pessoa está sendo racista, ela leva isso como se fosse uma ofensa muito grave ao invés de se questionar: ‘estou sendo racista?’, ‘onde?’, ‘como?’. E isso faz toda a diferença e é necessário que seja feito.

Mas isso não basta, certo?
Sempre que você tem alguns avanços, como a questão de cotas, passado um tempo a indignação de pessoas que acham que estão perdendo o espaço conquistado, graças aos seus privilégios, vem de uma forma muito mais brutal. Estamos vendo um aumento de assassinatos de negros porque alguns acham que estão perdendo terreno. Da mesma forma em que estamos denunciando os atos racistas, as pessoas estão perdendo o ‘medo’ de serem racistas. Ninguém nunca foi condenado por racismo no Brasil, mesmo sendo um crime inafiançável, pois sempre foi considerado como injúria racial. Então, a gente só vai conseguir ter algum tipo de resultado quando alguém, de verdade, for presa por racismo e cumprir essa pena.

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Youtuber Brancoala oferece dicas espertas para aprender novos idiomas

Com mais de 7 milhões de seguidores, Branco, ou “Brancoala”, possui um canal com conteúdo voltado para a família. Atualmente, ele mora nos Estados Unidos com a esposa e os dois filhos. É um papai style, cantor, produtor musical, designer gráfico, youtuber e escritor.

Também passa a maior parte do tempo gravando, editando vídeos, bebendo chimarrão, tocando violão e brincando de “Hot Wheels”. Branco também lançou o livro “Brancoala e Familia”, explicando como é possível reconecta-se com seu propósito de vida aprendendo a alinhar com seus objetivos e sonhos.

Além do conteúdo sobre autoconhecimento, há uma parte dedicada a história da família, como eles começaram a vida em outro país do zero, qual a melhor hora para ter um filho e como os pais de primeira viagem podem lidar com as próprias ansiedades e dúvidas.

O produtor de conteúdo já conheceu diversos países e procura incentivar os filhos pequenos para que aprendam novas línguas.

Dominar um novo idioma pode parecer uma tarefa muito complicada, mas na verdade há formas de facilitar o estudo de uma nova língua. Além dos cursos tradicionais que podem ser feitos online ou presencialmente, existem algumas dicas que podem colaborar com esse processo, melhorando o entendimento de conteúdo falado e escrito, além da conversação.

Brancoala, youtuber e produtor de conteúdo há mais de dez anos, já morou em diferentes países do mundo junto com a sua família e por esse motivo precisou aprender e se adaptar a diversos idiomas. “O inglês sempre foi primordial para toda a família, por isso sempre incentivamos a melhor forma de aprender em casa, além das aulas, é claro. Com isso, eles se acostumam mais facilmente e desenvolvem o aprendizado de forma mais eficiente”.

 

Foto: Reprodiução

Confira as dicas de Branco para aprender novos idiomas:

É importante ler no idioma que quer aprender?

Vale a leitura em qualquer idioma e de qualquer livro que seja, dos mais simples aos mais complexos. Inicialmente, livros infantis podem ajudar a colocar o objetivo em prática, até mesmo quadrinhos valem. Com o passar do tempo, podem ser adicionados romances e livros técnicos à rotina de leitura.

Acompanhar letras de músicas funciona?

Ouvir músicas em inglês ou qualquer outra língua é ótimo, pois ajuda a entender as palavras de forma plena: além do significado, se aprende também a pronúncia.

Sobre séries e filmes legendados?

Qualquer um desses é uma boa opção, especialmente se já existe alguma familiaridade com o que está sendo assistido. Ainda assim, uma boa dica é utilizar animações, uma vez que os diálogos são mais simples.

A moda agora são os podcasts. Ouvir em inglês é bacana?

Essa modalidade de conteúdo tem crescido muito em todos os países. Para começar a aprender o inglês, por exemplo, há bons canais que podem ajudar. Além de canais mais conhecidos, como o New York Times (para quem já tem algum entendimento), há também canais brasileiros como o Inglês Nu e Cru Rádio, com episódios curtos e interessantes.

Quanto ao YouTube?

Além de diversos canais internacionais com os mais diferentes temas, há também opções focadas apenas no aprendizado de novos idiomas, sendo o inglês o mais comum.

Outra tendência são os cursos online. O que acha?

Há muitos cursos disponíveis na internet, sejam pagos ou não, com professores especializados que podem dar mais atenção a pontos de dificuldade. Além disso, uma outra vantagem dessa modalidade é que, por poder ser feito à qualquer hora, pode ser adaptado à rotina do estudante.

E os aplicativos?

Com o celular sempre disponível, é possível dedicar alguns minutos diariamente para entender melhor uma nova língua. Aplicativos de dicionários são uma boa ideia para aumentar o vocabulário. Já aplicativos como o Duolingo, que tem diversas aulas de muitos idiomas ajudam a desenvolver melhores diálogos e novas palavras também.

Para conhecer um pouco mais dessas situações engraçadas e inusitadas pelas quais todos os pais passam, acessem  https://brancoala.com/.

No Youtube, pelo https://www.youtube.com/user/brancoala, canal com mais de 7 milhões de seguidores  e instagram @brancoala, onde mais de 280 mil pessoas recebem diariamente novos conteúdos