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Brasileiro com muito Orgulho Notícias do Jornal

Zagallo: uma lenda brasileira

 

Por Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange)

Se tem um brasileiro que deu muito orgulho para o povo brasileiro esse foi Mário Jorge Lobo Zagallo. Ex-futebolista e técnico, Zagallo fez história no futebol e marcou seu nome como um dos maiores no esporte. Ele detém o recorde de títulos das Copas do Mundo em geral, sendo duas como jogador (1958 e 1962), uma como treinador (1970) e outro como coordenador técnico (1994).

Zagallo nasceu em Atalaia, Alagoas, no dia 9 de agosto de 1931. A carreira do Velho Lobo começou em 1948, no juvenil do América Futebol Clube. Vestindo a camisa 10, jogou os torneios de 1948 e 1949, quando se transferiu para o Flamengo. E em 1950, passou a integrar as categorias de base do rubro-negro carioca.

Pelo Fla, foi tricampeão carioca em 1953, 1954 e 1955.  Em 1958 foi para o Botafogo, onde conquistou o bicampeonato carioca em 1961 e 1962 e jogou ao lado de grandes nomes do futebol, como Nilton Santos, Garrincha e Didi.

Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo na Suécia, em 1958, vencida pelo Brasil em 29 de junho de 1958, na final contra a anfitriã, a Suécia. Em 1962, na Copa do Mundo no Chile, mais uma vez integrou a equipe que junto com muitos outros jogadores da Copa de 1958, conquistou o bicampeonato brasileiro.

Em 1970, faltando dois meses para a Copa do México, Zagallo foi convidado para ser o treinador da Seleção Brasileira, substituindo João Saldanha, que tinha dirigido o Brasil nas eliminatórias. Na final, o Brasil derrotou a Itália por 4 x 1, com uma equipe considerada por muitos como a melhor de todos os tempos.

Em 1991, Zagallo foi convidado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para ser o coordenador técnico da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo que seria realizada nos Estados Unidos em 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato.

O número 13 esteve sempre presente na vida de Zagallo. Ele revelou que deve essa obsessão à sua mulher que era devota de Santo Antônio, comemorado no dia 13 de junho. Seu casamento com a professora Alcina foi realizado no dia 13 de janeiro de 1955.

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“Sejam mensageiros da vida em tempos de morte”, diz o papa

O papa Francisco fez um apelo para que as pessoas “não cedam ao medo” e se concentrem em uma “mensagem de esperança” durante uma missa na véspera do domingo de Páscoa, em uma Basílica de São Pedro vazia, em meio à pandemia de coronavírus. Ele também pediu o fim das guerras.

A cerimônia, que normalmente acontece em uma igreja lotada com dez mil pessoas, foi assistida por apenas duas dezenas, incluindo alguns assistentes de altar e um coro menor que o normal. Por causa do coronavírus, a celebração foi alterada, deixando de lado ações tradicionais, como o batismo de convertidos adultos e uma longa procissão no corredor principal da basílica.

O papa Francisco fez, durante a celebração neste sábado, uma comparação entre o trecho do Evangelho em que se relata a passagem em que o túmulo de Jesus é encontrado vazio no dia em que os cristãos acreditam que ele ressuscitou dos mortos e o estado incerto do mundo hoje por causa da pandemia de coronavírus.

“Também havia medo do futuro e tudo o que precisaria ser reconstruído. Uma memória dolorosa, uma esperança abreviada. Para eles, como para nós, era a hora mais sombria”, disse o papa em sua homilia.

Em países de todo o mundo, os católicos acompanharam o serviço papal ou missas rezadas por padres em suas próprias igrejas vazias e transmitidas pela televisão ou pela internet.

“Não tenham medo, não cedam ao medo: esta é a mensagem da esperança. Hoje é endereçada a nós. Essas são as palavras que Deus nos repete nesta mesma noite”, disse o pontífice.

O papa Francisco encorajou as pessoas a serem “mensageiros da vida em tempos de morte”, novamente condenando o comércio de armas e exortando aqueles em melhor situação a ajudar os pobres.

“Vamos silenciar os gritos de morte, sem mais guerras! Que possamos parar a produção e o comércio de armas, pois precisamos de pão, não de armas”, disse Francisco.

 

Fonte: EBC

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Campanha ‘Milão não para’ foi um erro, admite prefeito da cidade

Por Sandro Barros

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu que errou ao ter divulgado o vídeo de uma campanha que dizia que a cidade “não para”, lançada no fim de fevereiro desse ano. Depois de quase um mês, a cidade é a terceira mais atingida pela pandemia do novo coronavírus, com quase 35 mil contágios e 4.816 mortes até o dia 26 de março.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título ‘Milão não para’. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente, errado”, disse Sala à emissora Rai, no dia de março.

O vídeo, criado por uma associação de bares e restaurantes da cidade, mostrava pessoas em situações descontraídas em restaurantes, passeando em parques e esperando em estações de trem. A peça exalta os “milagres” feitos “todos os dias” pelos habitantes de Milão e seus “ritmos impensáveis” e “resultados importantes”. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, diz o vídeo. A última mensagem dizia “Nós não vamos parar”. Dois dias depois, Giuseppe Sala também divulgou no Instagram uma foto na qual aparecia usando uma camiseta com o slogan da campanha.

Virulência do vírus

O vídeo viralizou na web em meio à escalada dos casos na Itália e após o governo ter decidido confinar as 11 cidades do norte do país que haviam registrado os primeiros contágios por transmissão interna. “Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, diz agora o prefeito.

Na época, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte também, chegou a dizer que a vida devia “continuar”. Em 27 de fevereiro, o país contabilizava 650 casos do novo coronavírus. Agora são mais de 80 mil.

A campanha ‘Milão não para’ tem a mesma linha da lançada no dia 27 de março pelo governo brasileiro, sendo que a daqui diz que o “Brasil não pode parar”. Cada vez mais isolado politicamente, o presidente Jair Bolsonaro passou a defender que a quarentena que diversos governadores impuseram pelo país seja restrita aos grupos de risco (com informações de agências internacionais)