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Rio de Janeiro é a primeira cidade da América Latina a assinar o termo de compromisso para reduzir combustíveis fósseis

Diminuir ou acabar de vez com o aquecimento global é uma preocupação do mundo inteiro. E o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vem dando alguns importantes passos para que a capital fluminense invista cada vez mais na sustentabilidade. Em reunião online com o C40, grupo que reúne grandes cidades globais com o objetivo de combater as mudanças climáticas, Paes assinou a “Declaração de Desinvestimento de Combustíveis Fósseis, Investindo em um Futuro Sustentável”. Ás vésperas da COP26, o prefeito se comprometeu em aumentar os investimentos em soluções climáticas baseadas principalmente na economia verde e cortar os investimentos municipais a empresas de combustíveis fósseis.
“O Rio de Janeiro está empenhado em alavancar os mercados financeiros na direção certa: justiça climática impulsionada por finanças verdes. Hoje, temos cidades, entidades religiosas e diversas organizações se comprometendo a financiar a transição da economia. O Rio tem o prazer de ser a primeira cidade da América Latina a assinar esse compromisso. Estamos comprometidos em alocar recursos no desenvolvimento sustentável, com educação, reflorestamento. Teremos R$ 5,4 bilhões (para investir) em saneamento básico, saúde, mobilidade urbana “, explicou Eduardo Paes. Ainda de acordo com o prefeito, a verba que vai ser investida vem do leilão da concessão da Companha Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae).
Com esse grande passo, a capital fluminense foi a primeira cidade da América Latina a aderir ao compromisso e se junta a outras 1.484 instituições públicas e privadas, de 70 países, que estão comprometidos com o desenvolvimento de combustíveis fósseis.
Em junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente, Paes já tinha lançado um pacote de medidas ambientais para ser cumprida até 2030. No mesmo dia, ele ainda anunciou a criação do Fórum de Governança Climática e a realização de uma conferência entre 30 cidades, previsto para ocorrer no início de 2022.
A COP (Conferência das Partes) é um encontro anual entre países, que tem como objetivo monitorar e revisar a implementação da convenção quadro das Nações Unidas sobre as mudanças do clima. Essa é a 26 º edição do encontro, que ocorrerá dos dias 1º a 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.
Nesse novo encontro, o objetivo é conseguir finalizar o livro de regras para o Acordo de Paris, principal tratado climático criado com a finalidade de limitar o aumento da temperatura do planeta em 2ºC, fazendo todo o possível para manter o aquecimento global em 1,5ºC.
Antes do encontro do COP 26, todas as nações que fazem parte do pacto devem apresentar como estão cumprindo as metas estabelecidas no Acordo de Paris e conferir os próximos passos, priorizando o desenvolvimento sustentável, assim diminuindo os impactos climáticos e ambientais.

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Brasil Destaque Meio Ambiente

GRUPO HEL cria o primeiro programa de sustentabilidade do mercado de eventos.

O Grupo Hel (Hotéis, Eventos e Lazer) criou o primeiro programa de sustentabilidade do mercado de eventos. A nova realidade dos negócios se baseia na sigla em inglês ESG (Environmental, Social e Governance), que representa a métrica que avalia as operações de empresas conforme os seus impactos considerando três eixos: Meio Ambiente, Social e Governança. Ao estabelecer essas métricas, os eventos produzirão ganhos ambientais, além do desenvolvimento de uma sociedade mais justa e economicamente inclusiva.

O primeiro passo para alcançar a sustentabilidade é conhecer muito bem o processo e produto, e os recursos naturais que a empresa usa. Para ser sustentável você tem que usar os recursos a uma taxa menor que a velocidade de regeneração deles. Ou seja, tirar menos do que a natureza repõe.

O Código de Conduta Sustentável do Grupo HEL tem por objetivo ajustar processos e produtos no sentido de reduzir os impactos gerados em eventos, utilizando a menor quantidade possível de recursos que possam desequilibrar o meio ambiente.

O CEO do grupo HEL, Fabrício Granito, ressalta que “todas as empresas precisam se enquadrar nas novas normas de sustentabilidade mundial e que esta conduta precisa ser ensinada aos mercados empreendedores.”

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Tatiana Moraes | Meio Ambiente

Novo coronavírus e meio ambiente

Uma fase triste e complicada em termos mundiais. A ciência está fazendo sua parte, correndo contra o tempo para encontrar uma solução para a pandemia. E nós fazendo nossa parte para não disseminarmos o vírus.

Sob o olhar do Direito Ambiental, podemos ter algumas conotações bastante importantes sobre a pandemia. A primeira delas diz respeito ao conceito de meio ambiente. Essa definição vai muito além do ambiente natural, conhecido pela maioria das pessoas.

O meio ambiente compreende, além do natural − florestas, mares, lagos, lagoas, etc. −, o ambiente artificial (que abrange o ambiente urbano e rural); o ambiente cultural (como museus, praças, templos religiosos, etc.) e o ambiente do local de trabalho. Ou seja, todos esses ambientes estão vinculados à vida humana.

Outro ponto bastante importante é o vínculo do conceito de meio ambiente à definição de saúde. A própria Constituição Federal, ao falar de meio ambiente ecologicamente equilibrado, estabelece que este é essencial à sadia qualidade de vida.

Além disso, há três princípios do Direito Ambiental que devem ser observados nesse contexto. Dois deles são princípios da prevenção e precaução, que trabalham com a incerteza. Ou seja, diante de incerteza de que certa atividade vá ou não causar dano, deve-se impedi-la.

Desse modo, diante das incertezas quanto aos impactos negativos à saúde humana do coronavírus, das incertezas de quando haverá vacina, medicamento e cura, o que se deve fazer é apenas o que se tem certeza: os métodos preventivos da doença anunciados pelas autoridades de Saúde, como o isolamento social e as práticas de higiene e prevenção à doença.

Finalmente, temos o princípio da cooperação entre os povos, pelo qual o olhar preventivo não deve estar pautado apenas nas agendas locais de cada país, mas sim de todas as pessoas, locais e nações. Assim como o dano ambiental não tem vê fronteiras, o vírus também não.

Sejamos preventivos, precavidos e cooperativos!