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Hildelene Bahia: Primeira Capitã Mulher de navio de Longo Curso na Marinha Mercante Brasileira

Nesta semana, o jornal DR1 entrevistou a primeira mulher capitã do navio de longo curso da Maria Mercante Brasileira, Hildelene Bahia. A capitã nasceu em Belém, no estado do Pará, e é filha do comerciante Paulo Bahia e da dona de casa Maria Luiza Bahia. Com uma infância tranquila, Hildelene sonhava em se tornar bancária e reformar a casa da sua mãe.

Aos 22 anos, já cursando o ensino superior, a jovem realizou a inscrição para a prova da marinha. “Apesar de já está na  faculdade cursando ciências Contábeis, eu estudava muito para aprovação em outros concursos”, contou a capitã Hildelene Bahia.

O processo para chegar à última etapa ocorre por tempo de embarque, ou seja, o profissional inicia como 2º Oficial de Náutica (chamado de 2º piloto), em seguida altera para 1º Oficial de Náutica (chamado primeiro piloto). Logo, a jovem se torna Imediato, e  depois Capitã de Cabotagem, podendo exercer a função de Comandante, e por último é o estágio de Capitã de Longo Curso.

Navegação de Longo Curso é o transporte de pessoas ou bens entre portos de diferentes nações. Além do longo curso, a navegação pode ser realizada entre portos ou pontos do território brasileiro, utilizando a via marítima, e as vias navegáveis interiores. A viagem pode levar 45 dias, 12horas ou três dias, dependendo da distância do porto de origem ao destino.

Para a capitã de navio de Longo Curso, Hildelene Bahia, ter se tornado a primeira mulher na profissão é motivo de muito orgulho e incentivo para as mulheres que sonham com a carreira.

“Tenho muito orgulho e sinto uma satisfação enorme quando ocorrem aberturas de vagas para as mulheres a bordo de navios como Oficiais, que antes eram exclusivamente de homens”, afirmou a capitã.

A capitã de navio de Longo Curso, Hildelene Bahia contou sobre o sentimento após vencer todas as batalhas.

“A minha história é um grande marco na abertura de para mulheres oficiais na Marinha Mercante Brasileira, dessa forma é possível mostrar que todas podem chegar ao topo da carreira. Hoje, tenho a sensação de dever cumprido, apesar de tantas dificuldades e obstáculos  enfrentados”, finalizou a capitã Hildelene Bahia.

Sinto uma enorme felicidade por tudo que construí ao longo da minha carreira, mesmo em alguns momentos que pensei em desistir. Mas, não podia, porque era necessário que desse certo, para que no futuro mulheres se inspirassem em mim.

Para o futuro, a capitã Hildelene Bahia deseja investir na universidade, além de incentivar jovens a conquistar uma oportunidade na carreira da Marinha Mercante Brasileira.

“Devo fazer outra graduação, viajar com minha família e abrir um Instituto para oferecer palestras, cursos preparatórios e de capacitação. Com o objetivo de despertar o interesse dos jovens para a vida marítima e a inclusão no mercado de trabalho”, finalizou a capitã.

 

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Colunas Destaque

A Mulher

Por Douglas Henrique Bas 

Musas, deusas e figuras retratadas desde os tempos mais remotos. Das vênus paleolíticas ao Nascimento de Vênus de Sandro Botticelli; e nas mais incríveis óperas, como “Norma” de Belline. Em algumas culturas Deus é referenciado como mãe, a criadora, o seio da humanidade e antes, do universo.  Não é difícil compreender o motivo de sempre retratarem o feminino, a essência mãe ao longo da história mundial. Basta observarmos, por exemplo, textos bíblicos e mitos antigos e até mesmo aos fatos mais recentes e dentro de nossas famílias.

Na sociedade, seja em qual nação for, iremos encontrar histórias milenares e repetitivas, já quase corriqueiras aos ouvidos e leituras: A mãe solteira dos anos 60; a mulher que nadava contra a correnteza machista da estética social dos séculos anteriores; a forma quase animalesca que os homens tratavam e por vezes ainda tratam esse ser mágico que é a mulher. Ela é a expectativa da vida, da sobrevivência e continuidade da humanidade. Mulher é mãe, tia, avó, bisavó. É colo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Quantas lutas ainda terão que enfrentar? Quantas questões e dilemas terão que lidar? Que a minha oração faça-se coro em sublimar que, o desejo sincero seja realizado e que a deusa mãe acolha; que as histórias já vividas nos sirvam de lição e de lembranças para que não as deixemos serem repetidas.

Mãe vai até além da lua, se preciso, para salvar um filho. Mulher é a manifestação mais completa da energia da divindade, a que permite chegarmos nesta jornada. Agradeço a todas as mulheres por nos permitir existir.

Família

Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.

o papagaio, o gato, o cachorro,
as galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher que trata de tudo.

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Destaque Entrevistas Rio

Musa da Beija-flor faz ensaio fotográfico exaltando empoderamento negro

Musa da Beija-Flor, Sávia David fala sobre enredo da escola para o próximo ano e exalta a sabedoria e empoderamento do povo preto em ensaio fotográfico

Tentativa de silenciar e apagar não foram suficientes. O negro resiste, insiste e, ao longo da história, jamais se deixou calar. Prova disso são personalidades em todas as áreas que sempre foram voz em uma sociedade preconceituosa e discriminatória. Em 2022, o enredo da Beija-Flor fala sobre esse tema. “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, um enredo de autoria coletiva, escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da comunidade de Nilópolis.
Sávia David, musa da escola, vem representando o empoderamento feminino e a sabedoria. Digital influencer, bacharel em Direito e Educação Física, fisiculturista, esposa e mãe de dois filhos, ela se identificou de imediato com o enredo e com o que vai levar para a avenida.

O preto vem de uma história sofrida, mas cheia de beleza, superação

Foto: Jennifer Castro

e ensinamentos. A mulher preta ainda mais. Pesquisas mostram isso. Mesmo assim, elas não deixaram de mostrar o talento na arte, na literatura, na música e em muitos outros setores. Mulheres que sempre foram poderosas e abriram espaço para todas nós – diz.

Totalmente envolvida com o enredo, Sávia participou de um ensaio fotográfico exaltando o empoderamento e sabedoria da mulher preta.

A sabedoria não está apenas em ter cursado uma faculdade, escrever

Foto: Jennifer Castro

livros ou se tornar artista. Vai muito além. Essas mulheres carregam com elas a sabedoria da superação, da resistência, da leniência e da resiliência. Mulheres que sempre foram empoderadas por essas qualidades. E hoje somando a tudo isso, somos empoderadas porque fomos além e somos capazes de nos libertar dos conceitos estéticos e assumir toda nossa ancestralidade.

O ensaio “Preta Empoderada” foi feito pela fotógrafa Jennifer Castro. Tudo uma referência intelectual ao povo preto.

Chegou a hora de jogar por terra de uma vez por todas a estrutura colonial racista que despreza a riqueza intelectual que produzimos.

Nesta quinta-feira acontece a semifinal da escolha do samba enredo da Beija-Flor na quadra da escola em Nilópolis e Sávia preparou uma veste temática.

Quero exaltar todo o poder que a mulher preta tem e sempre teve –  conclui.

Serviço:

Ensaio: Preta Empoderada
Estúdio: Jeniffer Castro Fotografia
Sávia veste: Acervo pessoal

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Fica a Dica Mulher Rio

Mulheres in Rio realiza evento sobre impacto feminino na sociedade

 

 

Com vagas limitadas, rodas de conversa serão realizadas na Cidade das Artes, na próxima sexta-feira (21/05), das 15h às 17h

Em parceria com o setor de Arte e Conhecimento da Cidade das Artes, a rede Mulheres in Rio realiza rodas de conversa com o tema “O Feminino Atemporal” na próxima sexta-feira (21/5), destacando nomes que trazem a força e o impacto da mulher na sociedade. O evento será realizado das 15h às 17h, na Sala de Leitura. Devido à necessidade de distanciamento social, as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas pelo site .

Somos um hub de empreendedorismo e queremos mais mulheres liderando negócios inovadores e sustentáveis. Com esse evento queremos inspirar mulheres de todas as idades a serem protagonistas de suas vidas, hoje e sempre. Falaremos da empreendedora de hoje, que se desenvolve através de uma rede de apoio e parcerias – destaca a engenheira e mentora de negócios Márcia Thimóteo, uma das fundadoras da rede Mulheres in Rio.

 

Márcia Thimoteo (à esquerda) e Veronique Sales são as fundadoras da rede Mulheres in Rio. Crédito: Reprodução

Entre os temas abordados está o papel da mulher “ageless” que, independentemente da idade, busca espaço para continuar atuando e contribuindo com um futuro inclusivo. A presença feminina na ciência e na tecnologia também terá espaço na mesa “Mulher do Futuro”. Já os debates sobre a condição da mulher que é mãe e empreendedora, e busca reforçar sua marca pessoal e a visibilidade de produtos e serviços que oferece ao mercado vão acontecer na mesa intitulada “Empreendedora do agora”.

Para Veronique Sales, também idealizadora e fundadora da rede Mulheres in Rio, “os principais objetivos do evento são promover a cultura empreendedora, compartilhar conhecimento e fortalecer a comunidade de mulheres, oferecendo ainda a oportunidade de networking.”

Serviço:

O FEMININO ATEMPORAL

Data: 21 de Maio de 2021

Horário: 15h às 17h

Local: Cidade das Artes – Sala de Leitura – Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca

Ingresso Solidário: lata de leite em pó ou kit higiene feminino (sabonete, absorvente e creme dental) para doação das comunidades Quilombo do Camorim e Mulheres de Pedra.

Programação:

“Mulher do futuro” – Márcia Monteiro, Lindália Sofia, Veronique Sales e Márcia Thimóteo.

“Empreendedoras do Agora” – Renata Freire, Fátima Fernandes, Fábia de Carvalho e Karla Fassini.

Inscrições: https://mulheresinrio.com.br/inscricao-em-eventos/ (Vagas limitadas)

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Beleza Notícias do Jornal

Grávidas podem pintar os cabelos?

 

Por Claudia Mastrange

Gravidez requer cuidados e atenção especial à saúde da mãe e do bebê. Uma dúvida comum das mulheres diz respeito aos cabelos, usos de tinturas e se é possível fazer luzes e alisamento dos fios, por exemplo. “Durante o primeiro trimestre da gestação não é recomendado que a grávida faça luzes ou pinte o cabelo, pois não há estudos que indiquem que é seguro”, afirma a dermatologista  Regislaine Miquelin,  membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Como não há estudos conclusivos sobre o assunto, a utilização desses produtos não é recomendada durante a fase gestacional.

“O contato dessas substâncias químicas com o couro cabeludo pode fazer com que elas sejam absorvidas e levadas à circulação sanguínea da mãe e, assim, serem tóxicas e prejudicais ao feto, já que muitas delas são compostas por amônia e metais pesados”, detalha a médica.

E quanto às técnicas de alisamento dos fios?  “Alisamento capilar com formol e amônia está totalmente fora de cogitação. O formol está proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não pode ser mais usado em cosméticos. Ele é altamente tóxico, podendo atrapalhar o desenvolvimento do bebê causando má formação, baixa de peso, entre outras anomalias. O uso do formol e seus derivados pode estar mascarado por diferentes nomes: escovas inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate, selagem, “botox” capilar, entre outras. Por isso fique atento ao cheiro forte do produto”, alerta Regislaine.

A dermatologista Regislaine faz algumas observações sobre o assunto Foto: Divulgação

Ela alerta para os cuidados na hora de comprar produtos para tratar os cabelos.

“Os nomes das substâncias utilizadas em produtos alisantes são descritos nos rótulos de forma padronizada. Fique atento às embalagens de alisantes, shampoos e outros cosméticos com a função de ‘domar as madeixas’. Verifique o status atual da substância junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, diz.

Para saber se o produto é registrado na (Anvisa), acesse o endereço: https://consultas.anvisa.gov.br/

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Notícias do Jornal Sabrina Campos | A vida como ela é

A primeira voz

 

Por: Sabrina Campos (advogada e árbitra) 

São muitas as mulheres que marcaram e continuam fazendo história no Brasil. São referência, esperança, inspiração. Mulheres, mães de nações, que definem, inicialmente, dentro de suas casas, como será o padrão comportamental da sociedade. Pilares e bases concretas de suas famílias, a determinar os princípios morais a guiar a comunidade ao seu redor aos limites da civilização.

Carolina Josefa Leopoldina, ou D. Maria Leopoldina, a Imperatriz Consorte do Império do Brasil, amou este país, que se tornou inteiramente seu, bem como se dedicou plenamente ao povo, inclusive desempenhando papel importante na nossa, tão valiosa, independência. Ela, que, por curto período, foi também Rainha Consorte do Reino de Portugal e Algarves, foi sim, até a sua morte, nossa primeira Imperatriz, e, em razão da Independência do Brasil, que ajudou a articular, como grande estrategista que era, também foi a primeira Imperatriz do Novo Mundo.

Leopoldina foi a primeira mulher Chefe de Estado do Brasil e do continente. A primeira mulher a comandar o país, assim o fez em diversas ocasiões ao substituir o Imperador D. Pedro I, cuja confiança em assuntos políticos era tamanha que Leopoldina exercia enorme influência na gerência do Brasil. Além da Independência, por exemplo, também o “Dia do Fico” comprova o grande poder da Imperatriz em definir os rumos que nos tornou uma nação.

Uma mulher conservadora, de fervorosa fé cristã, valorizava a família como devotada mãe, esposa, que era. Defendeu o país que tornou sua pátria amada, preparou nosso futuro – o mesmo que construiu para os seus filhos. Assim também fazem história as sete mulheres que presidem atualmente Comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Entre elas, a coincidente conservadora, cristã, mãe zelosa, Deputada Federal Bia Kicis, natural de Resende/RJ, primeira mulher a comandar a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ.

Bia Kicis exerceu a advocacia e se aposentou como Procuradora no DF. Junto a Luiz Philippe de Orleans e Bragança, descendente direto da Imperatriz Leopoldina e do Imperador D. Pedro I, bem como de Prudente José de Moraes Barros (terceiro Presidente da República do Brasil), Bia Kicis é coautora do PL 291/2021, que veda a retirada de mensagens de usuários por provedor de aplicação em desacordo com as garantias constitucionais de liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento. Ela luta para que nós,você- faça a sua voz ser ouvida!

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Notícias do Jornal Sabrina Campos | A vida como ela é

Luiza Alzira Soriano: a pioneira

 

Por: Sabrina Campos (advogada e árbitra)          

Em 24 de fevereiro do corrente ano, comemorou-se a conquista do voto feminino, direito assegurado às mulheres desde 1927, pela Lei Estadual nº 660, que tornava o Rio Grande do Norte o primeiro estado a estabelecer a igualdade de gênero para o exercício do voto.

Posteriormente, todas as mulheres do país conseguiriam exercer a sua cidadania através do voto, pelo Decreto nº 21.076/1932. Antes disto, Luíza Alzira Soriano Teixeira, natural de Jardim de Angicos, mudou os rumos da história e foi a primeira mulher eleita para exercer o cargo de Prefeita, no Brasil e em toda a América Latina.

Luíza disputou as eleições de 1928 pelo Partido Republicano, e, com mais de 60% dos votos, tomou posse para a Prefeitura de Lages (RN) em janeiro/1929. Virou notícia no jornal “The New York Times”, nos EUA, e no mesmo ano de sua posse chamava a atenção pela sua firmeza, inteligência e preparo num assunto dantes exclusivamente masculino.

Mulher, filha, esposa, mãe, comandava as atividades da família e da fazenda em que vivia com autoridade e sabedoria. Tornou-se viúva cedo, ainda grávida de uma das filhas, mas a força de seu caráter a impulsionava ao caminho do que poderiam acreditar ser o impossível. E ela conseguiu.

Na Revolução de 1930, perdeu o mandato, mas, logo após a redemocratização, em 1945, Alzira tornou-se Vereadora do município onde nasceu. Foi eleita por mais duas vezes consecutivas, inclusive presidiu a Câmara de Vereadores também mais de uma vez.

É certo que a representatividade feminina na política vem crescendo, embora ainda seja insuficiente. Algumas se destacam na atualidade, como a Deputada Federal Chris Tonietto (PSL/RJ), que também defende a família, e, em especial, mulheres, crianças e adolescentes, nas proposituras que tem feito durante o seu mandato.

Só este ano, em dois meses, mesmo de licença-maternidade, a referida parlamentar cumpriu por exemplo com o PL 434/2021, que institui o Estatuto do Nascituro; o PL 299/2021, a fim de proibir qualquer forma de manipulação experimental, comercialização e descarte de embriões humanos; e o PL 229/2021 para tornar inafiançáveis os crimes relacionados à prática da pedofilia. Faça a sua voz ser ouvida!

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Brasil Fica a Dica Mulher

Mara Luquet media série que destaca inclusão das mulheres no mercado financeiro

Com apresentação da jornalista e escritora, a série de 3 episódios do podcast “Papo Na Nuvem” traz convidadas dos setores de tech e finanças para debater o papel da mulher no setor e soluções financeiras focadas no público feminino
Para celebrar o mês da mulher, a Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, convidou a jornalista Mara Luquet, fundadora do canal MyNews, apontado pelo Google como benchmark de jornalismo na plataforma, para mediar uma série de três episódios de seu podcast, o “Papo na Nuvem”. No especial denominado “Mulheres”, a jornalista recebe convidadas dos setores de tecnologia e serviços financeiros, para debater o papel das profissionais nestes segmentos e destacar soluções financeiras criadas para atender demandas do público feminino. O primeiro episódio já está no ar e os demais serão publicados nesta semana, até 12 de março, nas principais plataformas de áudio e em vídeo no canal da Zoop no Youtube .

Em cada episódio, Luquet recebe duas profissionais com destaque por suas atuações no mercado financeiro, abordando o papel da mulher neste mercado e destacando soluções financeiras focadas no público feminino. As participantes são Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web; Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA; Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She; Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black; Lorena Louisy, CEO do TPM Bank; e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin.

Fonte: Reprodução

Mara Luquet ressalta a importância do debate sobre o espaço para as mulheres que atuam no mercado financeiro, historicamente dominado, setor ainda predominantemente masculino. “Isso não é só uma questão no Brasil, o mercado financeiro é um mercado muito masculino. Há muitos homens em postos chaves, e mesmo no Brasil ainda vemos poucas mulheres como gestoras – há mais do que já teve no passado, quando eu comecei a cobrir nesse mercado era bem menos, está avançando. E vemos isso no mundo inteiro”.

A proposta da série é destacar o protagonismo das mulheres na transformação e democratização do setor de serviços financeiros, que vem crescendo no Brasil nos últimos anos. “O objetivo desta campanha é reunir profissionais bem sucedidas e empreendedoras para debater a inserção profissional da mulher no mercado financeiro, bem como destacar novas soluções financeiras pensadas para atender demandas específicas do público feminino”, afirma Patrícia Esteves, VP de Marketing da Zoop.

O primeiro episódio reuniu as executivas Lorena Louisy, CEO do TPM Bank, e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin, para apresentar serviços financeiros criados especificamente para mulheres. As convidadas comentam as oportunidades e desafios vistos ao tirarem do papel soluções e serviços de pagamento focados em atender demandas femininas. A conversa já pode ser ouvida nas principais plataformas de áudio, clique aqui.
Os dois outros episódios, com lançamento agendado para os dias 10 e 12 de março, abordarão outras perspectivas sobre a inclusão e participação das mulheres nos mercados de finanças e tecnologia. O segundo conteúdo, com a participação da Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web, e da Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black, trará para o centro da discussão a inclusão de desbancarizados para serviços financeiros, grupo do qual ainda fazem parte uma grande quantidade de mulheres.

O último episódio será focado em carreira no mercado financeiro, ao reunir duas mulheres que diariamente trabalham para quebrar as barreiras do setor e atrair outras profissionais para o segmento: Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), e Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She, iniciativa que promove a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho da área. As duas especialistas contaram sobre suas trajetórias e detalharam como as iniciativas lideradas por elas estão apresentando o mercado para as mulheres mais jovens e despertando o interesse delas em ocuparem esses espaços.
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Brasil Política Rio

Agressores de mulheres podem ser obrigados a usar tornozeleira eletrônica

 

 

Uma proposição, que tramita na Alerj e será votada hoje (09/03) em primeira discussão, pretende aumentar a segurança das mulheres com relação a homens agressores. O Projeto de Lei 1054/2015 dispõe sobre o monitoramento eletrônico do autor de violência doméstica e familiar contra a mulher no Estado do Rio. De acordo com o autor original da proposta, deputado Waldeck Carneiro, a ideia é que o acusado utilize tornozeleira eletrônica enquanto estiver cumprindo a medida protetiva. “Costuma haver uma frequência de agressões à mesma vítima, com alto risco de mortalidade. Neste contexto, é necessário ressaltar que o monitoramento eletrônico é alternativa auxiliar para as medidas protetivas estabelecidas pela Lei Maria da Penha, não ocorrendo somente para fiscalizar eventuais passos do agressor, mas também para segurança das vítimas”, afirma Waldeck, que assina o projeto juntamente com a deputada Martha Rocha e o deputado Gustavo Tutuca.

A proposta é de que o agressor seja monitorado, conforme viabilidade técnica e disponibilidade de equipamentos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, por meio de tornozeleira, bracelete ou chip. Tanto o acusado quanto a vítima serão orientados sobre os critérios e procedimentos da fiscalização da medida de afastamento. Ele também será orientado quanto à utilização do equipamento, que não será acionado pela mulher agredida.

O acusado da agressão à mulher que estiver sendo monitorado eletronicamente terá preferência na participação dos serviços de educação ou reabilitação, segundo o Artigo 35 da Lei Federal 11.340/2006. O juiz que determinar o monitoramento eletrônico poderá levar em conta o grau de periculosidade do ofensor, seus antecedentes criminais e a reincidência na violência doméstica.

Deputado Waldeck Carneiro, autor original
Crédito: Divulgação ASCOM Waldeck

Waldeck crê que a proposta pode trazer resultados frutíferos à sociedade. “É uma ação efetivamente capaz de promover a prevenção, a partir do uso da tecnologia de rastreamento em favor da vida, oferecendo à Polícia e ao Poder Judiciário a possibilidade de evitar, de fato, a consumação de ato criminoso. A vantagem para o agressor é a ressocialização, uma vez que lhe devolve o convívio social e familiar sob absoluto controle. Para a vítima, a maior vantagem é a proteção”, conclui o deputado.

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Brasil Rio

Rio de Janeiro teve queda de 52% em exames de mamografia – muito abaixo que 2019

Na semana em que se celebra o Dia da Mamografia e o Dia do Mastologista, a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM faz um  alerta sobre a necessidade das pacientes de câncer de mama e outros tipos serem priorizadas no plano de vacinação para imunização do COVID-19. A entidade lembra que ao longo de 2020 o impacto para essas pacientes já foi grande, pois muitas não foram realizar os exames preventivos, como a mamografia, e outras interromperam, efetivamente, o tratamento por receio de irem ao hospital ou pela dificuldade que encontraram nas unidades hospitalares de todo o país.

De acordo com o Dr. Vilmar Marques, presidente da SBM, durante toda a pandemia foi notória essa queda, o que gerou bastante preocupação. Agora, neste momento, além de conscientizar as mulheres para que não deixem de dar continuidade a sua rotina de ir ao médico, realizar exames e manter o tratamento, o que mobiliza a entidade é sensibilizar as autoridades quanto à vacinação, pois elas compõem o grupo de risco, muitas com a imunidade baixa devido ao tratamento que estão sendo submetidas.

Segundo o presidente, o levantamento realizado em centros hospitalares que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas principais capitais, revelou que a queda nos atendimentos de mulheres em tratamento, nos meses de março e abril, logo no início da pandemia, foi em torno de 75%, em comparação ao mesmo período de 2019. Já a Rede Brasileira de Pesquisa em Câncer de Mama, em parceria com a SBM, mostrou que o número de mamografias entre janeiro a julho de 2020 caiu 45% em relação ao ano anterior. Tudo devido ao medo de se contaminar durante o deslocamento e também ao dar entrada na unidade de saúde. E, embora nos meses seguintes isso tenha amenizado, muitas pacientes ainda se mantêm resistentes. “Não sabíamos que a pandemia duraria tanto tempo. Entendo o medo delas, mas o câncer não espera. Interromper o tratamento é um risco muito grande, maior do que contrair o vírus, já que os hospitais estão seguindo todos os protocolos sanitários”, afirma o médico.

Para ele, incluí-las nos grupos prioritários é de extrema importância, representando a vida de algumas e maior segurança para todas. Não podemos aguardar. Muitas já perderam meses de tratamento e estamos percebendo que o percentual de realização tanto de exames preventivos, como a mamografia, como de tratamento ainda continua baixo”, alerta.

O presidente afirma que a Sociedade Brasileira de Mastologia como um todo entende a imprevisibilidade da vacinação em massa, o cenário das unidades ainda sob os efeitos dos casos de COVID-19 (trabalhando perto da lotação) e também a ausência da telemedicina no SUS, o que inviabiliza o atendimento à distância que já ajudaria. “Os mastologistas de todo o país compreendem o cenário crítico devido à incidência crescente do COVID-19 nessa nova onda, porém, sem atendimento remoto e sem as mulheres indo às unidades, só nos resta priorizá-las na imunização para que possamos encorajá-las e que elas tenham maior tranquilidade e segurança de se deslocarem em médio prazo, continuando prevenção e tratamento. Estamos falando de vidas ameaçadas”, conclui o Dr. Vilmar Marques.