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Conectividade Como Maior Aliada

 

 

Willian Coelho, secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro fala sobre a importância da conectividade no quadro atual.

Desde janeiro deste ano, quando assumi a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Rio, temos como foco identificar, apoiar, promover, fomentar e executar políticas públicas de integração e acesso de crianças e jovens no mercado digital, tecnológico e científico, tendo como objetivo a constituição de uma cidade referência na área da informação, da inovação e do conhecimento. Esses são instrumentos essenciais para o desenvolvimento humano e o crescimento econômico da Cidade.
Com o surgimento da pandemia mundial de Covid-19, a conectividade então se transformou em uma questão urgente. Na verdade, o isolamento social causado por ela só evidenciou esse contexto. Logo, levar novos métodos e ferramentas tecnológicas para comunidades carentes passou a ser um grande desafio e uma missão, pois jovens que vivem em regiões menos favorecidas sem acesso à Internet foram substancialmente atingidos pelos impactos sociais causados pelo isolamento social.

Diante do atual cenário mundial, gerar iniciativas para promover aprendizado por meio da conectividade é inquestionável. Vejo a adaptação as ferramentas tecnológicas e a sua utilização diária como fato irreversível para vida humana. A conectividade atualmente é nossa melhor aliada. Com a interação em todas as áreas ocorrendo hoje de maneira remota, também surgiram novas adversidades que não existiam, como problemas de conexão e ameaças virtuais. O conhecimento tecnológico se torna então elementar.

A Secretaria Municipal e Ciência e Tecnologia está trabalhando na reabertura e reestruturação das nove Naves do Conhecimento, espaços que visam a democratização do acesso à informação e ao conhecimento oferecendo acesso gratuito à internet. Quando reabertas, elas também funcionarão como pontos de apoio para a inserção de jovens no campo tecnológico por meio de treinamento e cursos de capacitação, o que já estamos fazendo desde o início desta gestão.

Hoje, de modo geral, a necessidade de profissionais especializados na área de Tecnologia da Informação e Comunicação é uma realidade e tem crescido quase o dobro se compararmos com outros segmentos de formação técnica no nosso país. Mesmo nos últimos anos, quando dados de desemprego no país está decrescente ou estável, o segmento de TI tem se expandido.

Por conta disso, desde janeiro, a SMCT através de parcerias, já promoveu oito cursos gratuitos online de tecnologia com o objetivo treinar e facilitar a utilização destas ferramentas através de módulos com conteúdo em Cibersegurança, Internet das Coisas, Linux, Empreendedorismo, entre outros. Já estamos com outros cursos programados ainda para este semestre. Esse é apenas o início do trabalho que temos pela frente. Tecnologia e conectividade passaram a ser um direito de todos.

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Fé para vencer a pandemia – Cantor Eric Campos lança novo single

 

 

Em momentos tão difíceis como agora, a fé para muitas pessoas é um dos pilares que têm servido de alicerce. E com ela, os obstáculos se tornam menores e mais fáceis de serem ultrapassados.

E o Eric Campos é um mensageiro desta mensagem. No último dia 7 de maio, sexta-feira, ele lançou a música “Tempestade”, que abrange todos os nossos problemas, e nos faz repensar na vida. A música está desde então disponível em todas as plataformas de streaming, e conta também com clipe no Youtube.

Com este lançamento, Eric Campos busca enviar uma mensagem de esperança, “A letra foi escrita em um momento de provação, em que eu precisava acreditar que tudo iria melhorar, e fazer com que a tempestade passasse de forma rápida. Atualmente todo mundo necessita de uma mensagem positiva!”.

Instagram: @ericcamposrj

Facebook: @ericcamposoficial

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Destaque Entrevistas Notícias do Jornal

JCRÉ Facilitador: transformando vidas

 

Por: Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange) 

Na entrevista desta edição, vamos falar sobre a JCRÉ Facilitador, um projeto social que usa a ferramenta de Moda, Beleza e Empreendedorismo para transformar vidas. Há 19 anos a frente de toda a organização da Produtora, que começou agenciando modelos da comunidade do Jacarezinho, Júlio César de Lima continua movimentando e promovendo o crescimento da microempreendedora.

 

JDR1: Como surgiu a ideia de expandir o projeto?

 

Júlio César: A Jacaré nasce de um desconforto meu quando era adolescente, de ver o Jacarezinho sendo tratado como uma favela de tráfico, periculosidade, falta de saneamento, educação. Só escutava moradores e a mídia falando isso da minha favela. E eu não enxergava a comunidade a partir deste ponto de vista, via a favela como potência, que fazia a diferença, um local com muita diversidade. Sempre achei que o Jacaré tinha como ser falado de outra forma. A partir disso, nasce o projeto e hoje negócio social Jacaré Moda, atualmente JCRÉ Facilitador.

 

JDR1: E quando surgiu essa ideia?

 

Júlio César: Começamos com o intuito de preparar meninas. Quando trabalhava de porteiro dei de cara com umas revistas, no lixo, e vi a beleza daquelas mulheres ricas, modelos internacionais. E Naomi Campbell me trouxe uma luz no fim do túnel: que meninas de periferias negras podem ser modelos em São Paulo, na Europa e em qualquer lugar. Comecei a prepará-las conforme tudo que eu lia nas revistas. E elas chegavam aos grandes mercados da moda, como Europa e São Paulo e grandes revistas como Vogue, que era a que eu mais lia. Diziam que eram do Jacarezinho e que conseguiram chegar ao mercado da moda através de um porteiro que leu revistas do lixo e ensinou tudo que ele lia, além dos flashes de Fashion Rio, São Paulo Fashion Week, semana de moda em Nova York. Desses eventos, via os flashes, nunca vi o desfile inteiro na minha TV.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: O que significa para você todo esse trabalho e impacto que a JCRÉ Facilitador proporciona para os moradores do Jacarezinho?

 

Júlio César: Eu e toda a equipe da JCRÉ não queríamos meritocracia. Porém, por conta de as modelos conseguirem sucesso no mercado da moda, falarem que são moradoras do Jacarezinho e o nosso projeto aparecer no programa do Luciano Huck, no “Esquenta”, na Vogue, São Paulo Fashion Week….essa meritocracia acabou chegando para a gente. Isso proporcionou, para o Jacarezinho, Zona Norte, para o Rio de Janeiro e para gente uma coisa super bacana. Mostrou que é possível ter projetos financiados pelos próprios moradores, com o governo também tendo a sua responsabilidade. A JCRÉ tem um comércio enorme, quase um shopping, onde favelas adjacentes e moradores da Zona Norte compram lá. Quando aparecemos para o mundo e a JCRÉ se torna essa potência, proporcionamos para os moradores do Jacaré e de outras favelas todo esse impacto social. Na moda, por exemplo, temos modelos de Bangu, Rocinha, Vigário Geral, Leme, entre outros locais. Descobrimos como empreendedores, a necessidade real da nossa e das outras periferias de se representarem.

 

JDR1: Como tem sido o feedback dos moradores em relação aos cursos que vocês  oferecem e como eles funcionam?

 

Júlio César: Quando uma modelo dá certo na periferia, os moradores acabam acreditando em você e geramos impacto para dentro da favela também. Montamos um curso de geração de impacto dentro da favela. E com todo o know-how que a JCRÉ tem, eles acabam adquirindo os cursos e pagando um preço social, que cabe no bolso deles porque acreditam. Uma moradora da minha comunidade deu certo neste projeto. O morador acaba assumindo a posição de fazer o nosso curso porque é um case de sucesso e eles enxergam um potencial.

 

JDR1: Quais as dificuldades que vocês enfrentam à frente da empresa?

 

Júlio César: Falta de recursos é uma delas. Mas a nossa dificuldade real é quando entendemos que a galera que está no curso com a gente não tem dinheiro para pagar ou finalizar o curso, aquilo para ele é algo que ele poderia mudar a situação financeira da sua família. Para todos nós é mais difícil pegar um morador periférico faltando um mês de curso, depois de pleno coronavírus, de uma vacina que está fazendo mais propaganda do que vacinando as pessoas, a pessoa ficar desempregada e não conseguir concluir o curso até o final. Hoje começamos a enfrentar essas dificuldades para poder entender que esse morador não teve uma preocupação do governo e a JCRÉ com todos os discursos dela precisa se preocupar. Estamos buscando recursos para que possamos dar uma bolsa para esse aluno do tempo que falta para a conclusão do curso, para ele se profissionalizar e não ficar mais na mão do sistema.

Foto: Divulgação/JCRÉ Facilitador

 

JDR1: Quais são os projetos para o futuro da JCRÉ Facilitador?

 

Júlio César: Estamos sempre pensando em empreendedorismo, visão de mercado, em fazer que o morador periférico empreenda. Assim que todas essas vacinas saírem, a JCRÉ está montando uma feira na frente do galpão que vamos inaugurar, vamos ter 40 a 50 barracas aonde já funcionam os cursos, as modelos, a capoeira, além de ter todo o evento de empoderamento e visão de mercado. Do lado de fora da nossa Rua Galileu, vai ter uma feira de expositores de moda e beleza, gastronomia também. Acabando todo esse processo da pandemia, estamos com muitos projetos para fazer, queremos dar aula de empoderamento e questões feministas. E um dos maiores projetos da JCRÉ é ter a sua própria sede. O nosso mais novo slogan é “A gente transforma pessoas”. Não queremos levantar bandeira de um lado ou outro. A JCRÉ é do Jacarezinho para transformar o Jacarezinho e todas as periferias que os acessam.