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É protocolado ‘superpedido’ de impeachment do presidente Jair Bolsonaro

Foi protocolado na tarde desta quarta-feira (30) um superpedido de impeachment do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele tem 46 signatários e consolida argumentos apresentados nos outros 123 pedidos de impeachment já apresentados à Câmara. Entre esses argumentos, está o mais recente, o que aponta prevaricação do presidente no caso da suspeita de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

Um grupo de juristas foi o responsável por elaborar o texto contra Jair Bolsonaro, acusando-o de 23 crimes. Para que um processo de impeachment seja aberto e passe a tramitar na Câmara, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), precisa aceitá-lo. O deputado é aliado do governo.

Os partidos subscritores são todos do chamado campo da esquerda ou da centro-esquerda – PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, Cidadania, Rede, PCO, UP, PSTU e PCB, estes quatro últimos sem representação no Congresso.

“Tendo em vista os indícios de abstenção de providências do presidente da República, ao ser informado de potenciais delitos administrativos, possivelmente configuradores de práticas criminais comuns, a macular contrato de compra de 20 milhões de doses de vacinas da Covaxin, ao preço de 1,6 bilhão de reais, é imperativo que o processo de impeachment a ser instaurado aprofunde a investigação em torno da prática potencial de crime de responsabilidade”, diz a peça que possui 271 páginas.

BOLSONARO: “SETE BANDIDOS NÃO NOS TIRARAM DAQUI”

Na manhã desta quarta-feira, Jair Bolsonaro já havia se defendido de acusações feitas na CPI da Pandemia. O presidente afirmou que o colegiado que forma a comissão parlamentar não possui nenhuma credibilidade para acusá-lo e muitos menos para pedir sua saída do cargo.

Bolsonaro garante que não vai sair do poder (Foto: Agência Brasil)

“Não conseguem nos atingir. Não vai ser com mentiras ou com CPI integrada por sete bandidos que vão nos tirar daqui”, disse o presidente, durante evento em Ponta Porã (MS) de inauguração de uma estação radar da Força Aérea Brasileira (FAB).

Contra o presidente, a CPI tem focado em apurar  a compra de vacinas. Ela aprovou  a convocação do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros. A aquisição da Vacina Covaxin é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), que viu indícios de crime de Jair Bolsonaro e sua cúpula.