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OMS destaca a produção de antivirais genéricos contra a covid-19

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, informou que há dois remédios sendo produzidos por laboratórios para o tratamento da covid-19. Um da farmacêutica Merck, chamado Molnupiravir, e outro da Pfizer, o Paxlovid.

Foram assinados acordos com essas empresas para a produção em versões genéricas por outras companhias. Segundo Swaminathan, isso pode contribuir para agilizar a disseminação dessas alternativas terapêuticas.

“Eles [os medicamentos] estão sendo fabricados por companhias de produtos genéricos, então esperamos que possam ter a distribuição ampliada. As recomendações da OMS deverão vir na próxima semana sobre como usar esses medicamentos”, declarou, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) transmitida pelo canal oficial da OMS.

A cientista-chefe acrescentou que os antivirais atuam na fase inicial da infecção, quando os sintomas ainda estão leves. Os remédios conseguem dificultar a evolução para quadros graves e para a hospitalização. “Mas é preciso diagnosticar as pessoas entre três e cinco dias”, pontuou a representante da OMS.

Durante a entrevista, ela e a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O´Brien, ressaltaram a importância da vacinação para conter a disseminação do novo coronavírus, especialmente no cenário de crescimento dos casos com a variante Ômicron.

As duas representantes da OMS também criticaram a produção e difusão de conteúdos falsos sobre a covid-19, o que dificulta a compreensão das medidas preventivas, tanto a vacinação como as chamadas não farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social.

 

 

Agência Brasil

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Covid-19: Rio retoma calendário de vacinação infantil na quarta-feira

Dá Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro deve retomar o cronograma de vacinação infantil contra a covid-19 na próxima quarta-feira (26). A retomada será possível, com a chegada de um lote de 90 mil doses da CoronaVac, na segunda-feira (24); além de um lote de 30 mil doses pediátricas do imunizante da Pfizer.

Ontem (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a aplicação do imunizante do Instituto Butantan, a CoronaVac, em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos.

De acordo com a SMS, a vacinação na próxima quarta-feira será para crianças de 10 anos, de ambos os sexos. O calendário divulgado inicialmente, que previa a imunização dessa faixa etária até amanhã (22), foi suspenso por falta de doses.

“A SMS aguarda o envio de 120 mil doses de vacinas pelo Ministério da Saúde no início da próxima semana, sendo 30 mil da Pfizer e 90 mil da CoronaVac, esta que poderá ser aplicada no público de 6 a 17 anos sem comorbidades. Com isso, o Município mantém a repescagem para os três grupos já atendidos e, a partir da quarta-feira, avançará no calendário”, informou o órgão por meio de nota.

De acordo com a secretaria municipal, foram vacinadas até ontem (20) cerca de 39 mil crianças dos grupos de 11 anos e a partir dos 5 com comorbidades e com deficiência.

Segundo a pasta, o avanço para a faixa etária dos 10 anos requer um aporte de mais 60 mil doses. “Com a chegada desses novos lotes, a SMS pretende ajustar o calendário de vacinação infantil. Os detalhes serão divulgados em breve”.

O Ministério da Saúde espera receber na segunda-feira mais 1,8 milhão de doses da Pfizer para aplicação em crianças de 5 a 11 anos. De acordo com a pasta, o país já recebeu 2,5 milhões de doses da vacina pediátrica.

O último lote, com 1,2 milhão de doses, foi entregue domingo passado (16) e está sendo distribuído aos estados. A reportagem perguntou ao Ministério sobre a distribuição da CoronaVac para aplicação nas crianças, mas ainda não obteve retorno.

Reforço

O secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que a dose de reforço para os adultos tem se mostrado eficiente para evitar agravamentos da infecção pela variante Ômicron, que já representa 90% dos casos de covid-19 na cidade. Segundo ele, 650 mil pessoas estão aptas a receber a dose de reforço e não retornaram aos postos de vacinação.

Até o momento, a cidade já aplicou 2,1 milhão de doses de reforço contra a covid-19.

Casos

Apenas em janeiro de 2022, o município já confirmou 122.189 casos da doença, sendo 550 casos graves e 67 óbitos. O número de casos já supera metade dos 217,8 mil registrados em todo o primeiro ano da pandemia, em 2020, e chega a 42,6% dos 289,5 mil registros de 2021.

No momento, o painel da prefeitura informa que são 862 pessoas internadas com covid-19 na rede pública da cidade, sendo que 88% dos internados não completaram o calendário vacinal.

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Doses insuficientes levam Rio a adiar vacinação de crianças de 10 anos

A insuficiência de doses nos postos de saúde levou a cidade do Rio de Janeiro a adiar a vacinação de crianças de 10 anos contra a covid-19. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, o calendário será retomado semana que vem com a imunização de crianças desta faixa etária.

De acordo com calendário divulgado hoje (20) pela Secretaria Municipal de Saúde, a repescagem da vacinação para meninos e meninas com 11 anos de idade continuará até segunda-feira (24). Já as crianças com deficiência ou comorbidades podem se vacinar, desde que estejam na faixa de 5 a 11 anos de idade.

A secretaria informou que todos os postos de vacinação estão aplicando a primeira dose da vacina em maiores de 12 anos. É preciso apresentar carteira de identidade, número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e, se possível, caderneta de vacinação. Para a segunda dose e a dose de reforço, é necessário levar também o comprovante de aplicação da primeira dose.

O Ministério da Saúde espera receber no próximo domingo (24) mais 1,8 milhão de doses pediátricas da Pfizer, única vacina autorizada até o momento para aplicação em crianças de 5 a 11 anos. De acordo com a pasta, o país já recebeu 2,5 milhões de doses da vacina pediátrica. O último lote, com 1,2 milhão de doses, foi entregue no último domingo (16) e está sendo distribuído aos estados.

As unidades 24 horas da rede municipal de saúde – UPAs, hospitais, centros de emergência regional e centros de atenção psicossocial tipo 3 – funcionarão ininterruptamente no fim de semana prolongado pelo feriado do Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade. Os locais de vacinação podem ser encontrados no site da prefeitura.

Centros municipais de saúde, clínicas da família e centros de testagem funcionam nesta quinta-feira e também amanhã, das 8h às 17h, exclusivamente para ações de combate à covid-19, atendimento e testagem e vacinação contra a doença.

Os centros de testagem com funcionamento nos fins de semana estão informados também no site da prefeitura.

Hoje, feriado municipal para celebrar o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião, os postos de vacinação e de testagem estão funcionando normalmente.

 

 

 

Agência Brasil

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Covid: vacina não foi causa da parada cardíaca em criança de Lençóis

O governo do estado de São Paulo informou na tarde de hoje (20) que o Centro de Vigilância Epidemiológica concluiu não haver relação entre a vacinação contra a covid-19 e a parada cardíaca que sofreu uma criança de dez anos após ser imunizada na cidade de Lençóis Paulista (SP).

De acordo com o governo, a análise realizada por mais de 10 especialistas apontou que a criança possuía uma doença congênita rara, desconhecida até então pela família, que desencadeou o quadro clínico.

“O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde informa que concluiu nesta quinta-feira (20) a investigação que descartou o evento adverso pós-vacinação na criança de dez anos do município de Lençóis Paulista. Não existe relação causal entre a vacinação e quadro clínico apresentado”, diz a nota do governo.

A Secretaria de Estado da Saúde reforçou a importância da vacinação e reafirmou que todas os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguros e eficazes.

Ontem, a prefeitura municipal de Lençóis Paulista (SP) divulgou nota oficial no início da noite  informando que havia suspendido por sete dias a vacinação infantil em razão de uma criança de dez anos ter sofrido uma parada cardíaca 12 horas após ser vacinada contra a covid-19 na cidade. Segundo a família, a criança está estável e consciente.

 

Agência Brasil

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Anvisa libera CoronaVac para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos

Dá Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (20) a aplicação do imunizante CoronaVac em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos – exceto em casos de menores imunossuprimidos (com baixa imunidade). A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da diretoria colegiada.

Crianças e adolescentes com comorbidades também poderão receber a vacina, que será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias. A vacina é a mesma utilizada atualmente na imunização de adultos, sem nenhum tipo de adaptação para uma versão pediátrica.

A decisão foi unânime. Ao todo, cinco diretores votaram a favor da liberação: Meiruze Sousa Freitas, Alex Machado Campos, Rômison Rodrigues Mota, Cristiane Rose Jourdan e o próprio diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou a aprovação do uso emergencial da CoronaVac para a faixa etária de 6 a 17 anos. “Todas as vacinas autorizadas pela Anvisa são consideradas para a PNO [Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19]. Aguardamos o inteiro da decisão e sua publicação no DOU”, disse, em sua conta no Twitter.

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ANS aprova inclusão de teste rápido na cobertura de planos

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão do teste rápido de covid-19 nos procedimentos obrigatórios que devem ser oferecidos aos beneficiários de planos de saúde. A medida passará a valer  nesta quinta-feira (20), a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a ANS, o teste deverá ser coberto nos planos com cobertura ambulatorial, hospitalar ou referência, quando houver indicação médica para pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave, e durante os primeiros sete dias de sintomas.

A agência recomenda que o usuário entre em contato com a operadora de plano de saúde para obter informações sobre a realização do exame e para sanar outras dúvidas.

O exame que deverá incluído do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS é o teste rápido SARS-COV-2 para detecção de antígeno.

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Anvisa dá 15 dias para Saúde esclarecer informações sobre autotestes

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (19), a proposta de liberação de aplicação de testes rápidos de antígeno para covid-19, os chamados autotestes. O placar da votação foi de quatro votos contrários à liberação com as informações atuais contra um voto a favor da liberação imediata.

Segundo os diretores da agência, a decisão foi motivada pela falta de política pública por parte do Ministério da Saúde. O conselho deu um prazo de 15 dias para que a pasta apresente informações complementares ao pedido de liberação de autotestes.

A relatora do caso, Cristiane Jourdan, apresentou parecer com a avaliação da procuradoria da agência de que o Ministério não instituiu uma política pública para os autotestes. Ela informou que solicitou esclarecimentos à Saúde sobre a formalização da política pública para os autotestes, mas que não recebeu respostas até o início da reunião.

Contudo, diante do cenário epidemiológico da pandemia no Brasil, a relatora sugeriu que seria possível uma liberação do uso desse método de exame de antígeno para detectar a presença do coronavírus, desde que condicionado a determinados critérios.

“Diante do recrudescimento exponencial dos casos e do pronunciamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a pandemia está longe de acabar, esta agência entendeu que a regulação pode ser editada em caráter de excepcionalidade para ampliar a testagem, independentemente da existência de políticas públicas”, propôs Jourdan.

A diretora elaborou uma proposta de regulamentação prevendo exigências, como linguagem clara e adequada ao público sobre cautela e orientações, informar usuários sobre condições ambientais e sobre uso seguro e eficaz, e ainda sobre a correta interpretação dos resultados.

A população também deverá ser orientada sobre o fato de o resultado negativo não eliminar a possibilidade de infecção. A diretora citou a necessidade de um canal de atendimento para orientar e encaminhar demandas sobre uso do produto, interpretação dos resultados e como proceder após a realização, entre outros pontos.

O diretor Rômison Mota argumentou de forma contrária à liberação excepcional sem que haja uma política pública definida pelo Ministério da Saúde para o tema. Ele foi o autor da proposta vencedora de solicitar diligência para que o MS “atenda à requisição ao ofício da relatora e outras informações que sejam consideradas necessárias para posterior aprovação da matéria”, no prazo de 15 dias.

O diretor Alex Campos seguiu a posição de Mota diante da ausência da inclusão dos autotestes no plano de testagem para covid-19 do Ministério da Saúde. “Não é possível que uma solução cause, ao final, qualquer espécie de dúvida à população, autoridades e profissionais de saúde. O fato é que a solução trazida, apesar do esforço, condiciona o resultado a uma política que está por vir”, assinalou.

A diretora Meiruze Freitas defendeu a importância da liberação dos autotestes, desde que a partir de uma política pública e com informações sobre como a estratégia de uso seria implementada pelos governos federal, estaduais e municipais.

“O processo regulatório está maduro para sair a qualquer momento, pronto para atender à maior necessidade da população. A autotestagem é estratégia importante, mas não pode ser maculada e ter erros quanto à interpretação em relação a acesso, à construção de uma diretriz de controle”, destacou.

O diretor-presidente, Antônio Barra Torres, comentou que a nota técnica enviada pelo Ministério da Saúde na semana passada sobre o tema não caracteriza uma política pública e que o plano de testagem do Ministério segue restringindo o teste rápido de antígeno apenas a unidades de saúde e farmácias.

Ele elencou questões que precisam ser tratadas pela política pública nacional sobre o tema, tais como: forma de compilação de dados, transformação de dados em notificações, locais onde o exame pode ser feito, fluxo de um paciente positivo ainda tendo de recorrer a outros locais para que notificação seja concluída, preparação dos postos para receber de forma mais segregada pessoas com resultado positivo e a campanha de informação para autoteste.

 

 

Agência Brasil

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Rio suspende visitas a pacientes para evitar contágio pela Ômicron

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou que visitas a pacientes internados nas unidades da rede estadual estão suspensas temporariamente. “A medida é necessária devido ao aumento dos casos de covid-19 no estado e ao elevado poder de transmissão da nova variante Ômicron”, diz a pasta.

A secretaria ressaltou que a medida não atinge o direito a acompanhantes de pessoas protegidas por lei. “Ou seja, continua permitida a presença de acompanhantes para crianças, idosos, deficientes físicos e pacientes com transtornos mentais internados nas unidades. Todo acompanhante deve assinar declaração de assintomático no momento da entrada na unidade de saúde” afirma.

Segundo a SES, em casos específicos, eventualmente definidos por necessidade avaliada pela gestão da unidade, pode ser autorizada a visita duas vezes por semana, como de pacientes com incapacidade psicológica, motora, intelectual ou em casos de extrema gravidade.

A SES informou que determinou às unidades de saúde garantir ao paciente internado sem acompanhante a realização de visita virtual por familiar pelo menos duas vezes por semana.

Os acompanhantes são avisados da determinação com antecedência.

Na cidade do Rio, devido ao alto risco de contágio da covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu por 15 dias visitas a pacientes internados em hospitais da rede. A permanência de acompanhantes continua permitida para menores de idade, idosos e portadores de deficiência.

 

 

Agência Brasil

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Saúde lança nova versão da caderneta de saúde para crianças

O Ministério da Saúde enviará até março a estados e municípios uma nova versão da caderneta de saúde. O documento é um instrumento de orientação para pais e responsáveis no processo de acompanhamento do desenvolvimento de suas crianças.

A nova versão traz um recurso para identificar crianças com possível Transtorno do Espectro Autista (TEA). O instrumento, chamado checklist M-CHART-R/F, é utilizado para acompanhar pessoas entre os 18 e os 30 meses de vida.

A avaliação pelo instrumento M-CHART-R/F deve ser conduzida em consultas de unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é que ela seja feita na consulta de puericultura, aos 18 meses de vida. A análise é aplicada por profissionais de saúde que realizam a consulta, com respostas apresentadas pelos pais.

Outro item incluído na nova versão da caderneta foi um conjunto de orientações acerca de como detectar sinais de albinismo. Essa condição é um distúrbio genético marcado pela falta total ou parcial de melanina, o que impacta a cor dos indivíduos. A identificação do albinismo é importante pois a condição implica cuidados específicos.

Segundo o Ministério da Saúde, foram incluídas também sugestões de práticas entre pais e filhos, como o estímulo à leitura.

Toda pessoa tem direito a receber uma caderneta de saúde. Os familiares que quiserem adquirir uma para sua criança deve buscar as unidades básicas de saúde da sua cidade ou consultar as secretarias de saúde sobre como obter o documento.

Mas o Ministério esclarece que não há necessidade de substituir a antiga caderneta pela nova versão. A versão anterior pode atender as crianças até os nove anos de idade.

 

 

Agência Brasil

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Covid: falta de doses suspende calendário de vacinação infantil no Rio

Dá Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) suspendeu o calendário anunciado anteriormente de vacinação das crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. O motivo é a entrega de doses em quantidade menor do que o esperado. Com isso, o cronograma que previa a aplicação da primeira dose nas meninas e meninos de 10 anos a partir de amanhã, permanece com a repescagem das crianças de 11 anos até sábado (22).

“Devido ao número de doses pediátricas insuficientes enviadas, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio manterá a repescagem para crianças de 11 anos nos próximos dias. Somente com a chegada de novas remessas será possível avançar o calendário de vacinação para meninas e meninos de 10 anos”, informou a SMS.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) recebeu do Ministério da Saúde, na manhã de ontem (18), 93.500 doses de vacina pediátrica para distribuir aos 92 municípios fluminenses. Porém, a SMS informou que as doses não são suficientes para dar prosseguimento ao calendário. Nos dois primeiros dias de vacinação infantil, foram aplicadas 25.733 doses no município.

O ministério espera receber no domingo (24) mais 1,8 milhão de doses da Pfizer, única vacina autorizada até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação nas crianças de 5 a 11 anos. De acordo com a pasta, o país já recebeu 2,5 milhões de doses da vacina pediátrica. O último lote, com 1,2 milhão de doses, foi entregue no domingo (16) e está sendo distribuído aos estados.

Ômicron

O município do Rio de Janeiro passa por rápido crescimento no contágio pela variante Ômicron do novo coronavírus. Até o momento, a cidade registrou em 2022 mais de um quarto do número de casos reportados em todo o ano passado. Entre os 76.466 casos deste ano, 3.656 foram em crianças de 0 a 9 anos e 5.519 em jovens de 10 a 19 anos, de acordo com os painéis da prefeitura.

Apesar de amanhã (20) devido feriado municipal no Rio de Janeiro, pelo Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, e a prefeitura ter decretado ponto facultativo na sexta-feira, os centros municipais de saúde, clínicas da família e centros de testagem vão funcionar nos dois dias, das 8h às 17h, “exclusivamente para ações de combate à covid-19, atendimento/testagem e/ou vacinação contra a doença”, informou a SMS.