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Fiocruz alerta para falta de dado sobre vacinação em casos de síndrome

Da Agência Brasil

Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) publicaram esta semana uma nota técnica em que alertam para o não preenchimento de dados sobre vacinação nas unidades de saúde, em pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Segundo o texto, os registros do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) apresentam um número substancial de informações incompletas, “o que compromete seriamente qualquer análise sobre a efetividade das vacinas para impedir a hospitalização e/ou a morte dos pacientes vítimas do [novo] coronavírus”.

A nota técnica avaliou o percentual de casos de SRAG registrados em que a unidade de saúde informou os seguintes dados ao Sivep-Gripe: se o paciente recebeu vacina contra covid-19, quando recebeu cada dose, o lote de cada dose, e se o dado foi digitado manualmente ou recuperado por meio de integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde. Foram considerados os casos notificados entre abril e 25 de agosto deste ano.

Fragilidade

O texto destaca, ainda, que a “enorme incompletude de informação” no sistema torna “extremamente frágil qualquer afirmação sobre efetividade dos imunizantes em casos de hospitalização ou óbitos”.

Segundo o estudo, a informação sobre a vacinação foi preenchida como “ignorada” em 35% dos hospitalizados. Em Roraima, Maranhão, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo, Ceará, Bahia e Alagoas, cerca de 60% dos dados de hospitalizados não possuem informação sobre vacinação.

Diante desse cenário, os pesquisadores afirmam que inferências sobre a efetividade das vacinas com base nos dados de hospitalização do Brasil disponibilizados em bancos públicos exigem extrema cautela em sua análise.

Motivos

Um dos responsáveis pelo estudo, Diego Xavier, especialista em Saúde Pública da Fiocruz, aponta alguns dos motivos que causam a falta de dados. “As equipes de Saúde na linha de frente, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, estão sobrecarregadas, operando no limite há muitos meses, e podem estar enfrentando diferentes dificuldades para o lançamento desses dados, desde a ausência de treinamento até a falta de tempo em meio ao atendimento acima do normal”, afirma Xavier, em texto divulgado, no Rio de Janeiro, pela Fiocruz.

Outro obstáculo é o modo de captura dessa informação, que muitas vezes depende de o usuário apresentar o cartão de vacinação na unidade hospitalar. O ideal, aponta a nota técnica, é a integração das bases de dados de vacinação com as bases de dados de hospitalização e notificação de casos, o que tornaria as informações mais confiáveis.

Apesar dos problemas frequentes no preenchimento das informações, a nota técnica indica que algumas unidades de saúde conseguiram implementar um preenchimento de dados mais adequado e podem ser usadas como unidades sentinela no monitoramento da pandemia.

No longo prazo, a Fiocruz recomenda entender como esses bons exemplos se estruturam e quais lições podem auxiliar a criação de protocolos e rotinas que podem ser disseminadas para as demais unidades de saúde de acordo com suas realidades.

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Câncer já é a principal causa de morte de crianças e adolescentes

Da Agência Brasil

Embora o câncer em crianças seja uma doença rara, ele é responsável pela maioria das mortes entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos de idade, da ordem de 8% do total, de acordo com o  Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). 

“É a primeira causa de morte por doença no Brasil e nos países desenvolvidos. Ele (câncer) só perde para causas externas, como traumas, e outros agentes externos”, disse a oncologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) Flávia Martins.

Os três tipos de câncer mais comuns entre crianças e jovens, por ordem de frequência, são leucemias, tumores no Sistema Nervoso Central (SNC) e linfomas.

A doutora Flávia Martins recomenda que, para fazer o diagnóstico precoce, é preciso prestar atenção na criança e no que dizem os pais, pois há tempos variados de diagnóstico. Os primeiros consistem no reconhecimento dos sintomas pelos pais e no atendimento médico não especializado da criança em um hospital, pronto-socorro ou Unidade Básica de Saúde (UBS). Em seguida, vem o atendimento complexo, com o diagnóstico final.

O mês de setembro é reservado à conscientização e combate ao câncer infantojuvenil.

Reconhecimento

A oncologista alerta que o reconhecimento dos sintomas pelos pais é muito importante. “Prestar atenção em febres contínuas. Lembrar que a criança tem, sim, febres, tem viroses, infecções, mas elas duram, no máximo, entre três e cinco dias, e não costumam deixar a criança prostrada, não costumam causar dor”. Outro sinal importante, segundo a médica, é a palidez.

“Quando a criança está um pouquinho descorada e menos ativa, os pais devem levar em consideração e levar para uma avaliação médica. Qualquer sintoma neurológico, como estrabismo, quando a criança fica vesguinha, ou a criança reclamar de alteração visual súbita, dor de cabeça”.

Flávia Martins ressaltou que a “dor é coisa de adulto, isso não é coisa de criança. Criança, para ter dor, tem que ter alguma justificativa e essa dor tem que passar por uma investigação”.

A oncologista reconheceu que os sintomas de alerta são mais fáceis de serem detectados pelos médicos. Já os sintomas mais comuns a outras doenças, como febre e dor de barriga, acabam passando despercebidos.

Qualidade de vida

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) para o triênio 2020/2022 estimam 8.460 novos casos por ano de cânceres infantojuvenis, sendo 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o sexo feminino.

Segundo o Inca, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência nas últimas quatro décadas foi extremamente significativo. “Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado”, informa o Inca.

A oncologista Flávia Martins lembrou que é importante não só a criança ser curada, mas manter qualidade de vida, com capacidade funcional. “Porque não basta curar. A gente tem que promover que essa criança chegue a ser um adulto, e até um idoso saudável. Então, quanto mais precocemente a gente encontrar aquele tumor do sistema nervoso central, aquela leucemia, a gente vai, muitas vezes, poder planejar o tratamento de forma que a criança seja menos espoliada, sofra menos agressões”.

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Rio aplica dose de reforço em idosos de 94 anos contra Covid-19

Da Agência Brasil

Dentro da campanha de imunização contra a covid-19, a prefeitura do Rio de Janeiro começou a aplicar nesta terça-feira (14) a dose de reforço nos idosos de 94 anos ou mais. Esta etapa começou na segunda-feira (13), com a vacinação extra das pessoas com 95 anos ou mais, e segue o calendário com idade decrescente. Dessa forma, no sábado será a vez dos idosos de 90 anos ou mais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a dose de reforço será aplicada em quem tomou as duas primeiras na capital e requer intervalo de pelo menos três meses da segunda dose. Serão utilizadas para o reforço as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Fiocruz, dependendo da disponibilidade.

A repescagem de primeira dose esta semana continua para pessoas com deficiência com 12 anos ou mais, gestantes, puérperas e lactantes, além do público a partir de 22 anos. Amanhã, será retomada a imunização dos adolescentes, com meninas de 14 anos. Os meninos dessa idade devem comparecer aos postos na sexta-feira.

Datas

A confirmação das datas para aplicação nos adolescentes de 13 e 12 anos será divulgada quando a prefeitura receber novas doses da Pfizer, única vacina liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse público.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que recebeu na tarde de ontem (13) 464.490 doses da Pfizer, a serem destinadas para primeira e segunda aplicação. A distribuição para os municípios do estado do Rio começou a ser feita ainda ontem e será concluída até amanhã.

A vacinação na cidade do Rio de Janeiro já contemplou 79,7% da população com a primeira dose e 45,4% com o esquema completo. Considerada a população-alvo, a partir de 12 anos, já foram atingidos 93% com a primeira dose e 52,8% com as duas aplicações ou a dose única da Jansen.

No estado, os dados oficiais indicam 10.988.356 pessoas com a primeira dose, o que corresponde a 62,92% da população. Ao todo, 5.388.516 receberam a segunda dose e 337.159 a dose única, o que significa que 32,79% da população do estado do Rio completaram o esquema vacinal contra a covid-19.

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Ministro da Saúde entrega unidades fluviais a comunidades ribeirinhas

Da Agência Brasil

Moradores de comunidades ribeirinhas do Amazonas e do Pará passam a contar com novas unidades básicas de Saúde fluviais e reforço para as unidades que já existem. A ampliação das ações para essas regiões está em duas portarias assinadas neste sábado (11) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em Manaus.

O objetivo das portarias é garantir o acesso igualitário à rede pública para todos os brasileiros e o atendimento em locais de difícil acesso em todas as regiões do país.

O ministro visitou uma das unidades fluviais, na comunidade Bela Vista do Jaquiri, onde o acesso só é possível percorrendo duas horas de barco.

Nesses municípios, na maioria das vezes, a única forma de acesso é por via fluvial, inclusive para equipes de profissionais de saúde. Dessa forma, o Ministério da Saúde destina recursos federais para unidades básicas de Saúde Fluvial (UBSF). Ao todo, na primeira portaria, quatro municípios serão contemplados com as embarcações que comportam a estrutura para atendimentos básicos. São eles Caaparinga, Ipixuna e Manicoré, no Amazonas, e São Domingos do Capim, no Pará.

A transferência dos incentivos financeiros por parte do ministério dependerá da efetivação do cadastramento feito pelos gestores locais. O custeio mensal de cada UBSF é de R$ 90 mil. Ao todo, fazem parte da nova estrutura das UBSFs entregues pela pasta 15 embarcações, 12 unidades de apoio e 75 profissionais de saúde, entre agentes comunitários, auxiliares ou técnicos de enfermagem, auxiliares ou técnicos de saúde bucal, médicos e cirurgiões-dentistas.

A segunda portaria assinada hoje (11) credencia os municípios de Manicoré (AM), Tabatinga (AM), Juruti (PA) e Santo Antônio do Tauá (PA) a receberem incentivo para equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR), unidades de Apoio Ribeirinha e embarcações. O investimento é suficiente para 32 embarcações e a contratação de 137 profissionais de saúde. A transferência dos incentivos por parte do Ministério da Saúde dependerá do cadastramento no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Em 2021, a pasta já repassou mais de R$ 56 milhões para equipes de saúde da família fluvial e família ribeirinha.

Adolescência

O Ministério da Saúde destinará cerca de R$ 11 milhões para os municípios e o Distrito Federal promoverem a prevenção e o combate a doenças. A portaria também foi assinada hoje, durante a visita do ministro a Manaus.

Mais de 32 milhões de adolescentes podem ser beneficiados pela portaria que implementa a medida. A iniciativa prevê investimento de R$ 1 mil a R$ 50 mil por município. Os valores serão distribuídos proporcionalmente, considerando a quantidade de adolescentes cadastradas no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) em cada localidade.

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Rede Educacional Carioca toma medidas contra a obesidade infantil

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde em junho deste ano, cerca de 3,1 milhões de crianças no Brasil lidam com a obesidade diariamente. Apenas entre os 5 e 9 anos, 13,2% das crianças sofrem com esta doença. Ajudar a combater essa doença é dever, principalmente, dos pais e/ou responsáveis.

No Rio de Janeiro, o Grupo Sinergia Educação, formado pelos colégios CEL e Franco-Brasileiro, ajuda a combater a obesidade infantil com o programa Cantina Saudável.

Falar de alimentação saudável com crianças nunca foi uma tarefa muito agradável na hora de convencê-las a comer verduras e legumes. Para essa função ficar mais prazerosa é fundamental que a família estabeleça uma parceria com a escola para que juntas possamos desenvolver hábitos para serem levados para a fase adulta, melhorando a qualidade de vida dos nossos alunos – explica a nutricionista Carolina Liberato, responsável pelo serviço de Nutrição do CEL.

O programa foi incluído no cotidiano dos dois colégios há 10 anos e, entre outras ações, retirou totalmente os refrigerantes, balas, embutidos, salgados de farinha refinada, mudando o perfil de alimentos açucarados, ricos em sal e gordura para produtos mais nutritivos.

Foi um desafio financeiro e comportamental por parte da comunidade escolar que inicialmente manifestou insatisfação pela mudança mas que atualmente já está acostumada com as opções oferecidas. Toda mudança é difícil no início, mas mudar é preciso. Várias estratégias têm sido adotadas desde então, com o objetivo de oferecermos produtos mais saudáveis, porém de boa aceitação e agregando valor e rentabilidade à escola – acrescenta Luciana Pereira, nutricionista responsável pelo serviço de Nutrição do Franco.

Outra iniciativa do Sinergia Educação em relação ao combate à obesidade infantil foi a implantação do Dia da Fruta.

No início foi bastante complicado, mas, com o tempo e a dedicação dos profissionais envolvidos no processo, que vai desde o pessoal na cozinha que monta as bandejas de frutas que mais parecem uma pintura, tomando o cuidado para não colocar uma fruta do lado da outra que tenha a mesma cor, até as professoras e auxiliares de turma que fazem um trabalho belíssimo de integração com o serviço de nutrição – acrescenta Carol.

A adequação à nova realidade exigiu algumas mudanças na cantina.

Nossos produtos são livres de gordura trans e optamos por achocolatados com baixo teor de açúcar e gordura. Os refrigerantes foram substituídos pelos sucos de frutas em lata e água de coco. Adoraríamos trabalhar com suco de frutas in natura feito na hora, mas o tempo do recreio não favorece. Não se deve comparar uma cantina escolar com uma lanchonete – finaliza Luciana.

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Brasil recebe mais de 5 milhões de doses da vacina da Pfizer

Da Agência Brasil

O Brasil recebeu neste domingo (12), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), 5.181.930 doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. São quatro lotes, que chegam em voos separados até o fim da noite.

Após o desembarque, as vacinas serão levadas para o depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP) e, em seguida, enviadas aos mais de 38 mil postos de vacinação espalhados pelo país.

De acordo com a Pfizer, com as remessas de hoje, já são 72 milhões de doses do imunizante entregues ao país. No total, segundo a empresa, o Brasil receberá 200 milhões de doses da vacina até o fim de 2021, por meio de dois contratos de fornecimento da vacina.

O primeiro contrato, fechado em com o Ministério da Saúde em 19 de março, prevê a entrega de 100 milhões de doses até o fim de setembro. Já o segundo, assinado em 14 de maio, prevê mais 100 milhões entre outubro e dezembro.

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Rio de Janeiro prorroga medidas restritivas até o dia 20 de setembro

A Prefeitura do Rio de Janeiro prorrogou até o dia 20 de setembro as medidas restritivas na cidade. Boates e pistas de dança continuam proibidos, mas houve um afrouxamento no distanciamento social.

Um decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD) publicado na sexta-feira (10) cita ainda a solicitação para eventos-teste. No caso, para o dia 15, o Rio liberou público no Maracanã para o jogo do Flamengo, diante do Grêmio, pela Copa do Brasil. Paes garantiu que “é possível fazer qualquer evento, a partir de determinada dimensão, respeitando as análises e protocolos”.

O Painel de Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde registrou, entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9),  datas dos últimos números divulgados, 17.736 casos de coronavírus. O número é o mais alto desde o início da pandemia, em março do ano passado.

Por telefone, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou o número e informou que não houve um aumento repentino, mas sim um represamento dos dados desde março e que foram incluídos no sistema após uma atualização.

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Covid-19: melhora taxa de ocupação de leitos de UTI, diz Fiocruz

Da Agência Brasil

O cenário de melhora nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para adultos no SUS persiste, com mais de 90% das unidades da Federação e 85% das capitais estando fora da zona de alerta, com taxas menores que 60%. A informação faz parte da edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz.

Segundo o boletim, Roraima é o único estado na zona crítica, com 82% de ocupação, mas encontra-se em situação particular de poucos leitos disponíveis. O Rio de Janeiro apresentou queda no indicador, de 72% para 66% de ocupação, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário.

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, trata-se de um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por covid-19.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, ressaltaram os cientistas.

Os especialistas reforçam a necessidade de interrupção de cadeias de transmissão por meio do avanço das campanhas de imunização. Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos, incluindo adolescentes entre 12 e 17 anos, e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido quanto à ordem de prioridades”, informaram os cientistas.

Segundo dados compilados pelo MonitoraCovid-19, considerando a população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo. Houve diminuição no número de mortes a uma taxa diária de 1,3%, um total médio de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia.

Estados

Roraima e Rio de Janeiro são os únicos estados com taxas de ocupação superiores a 60%. Goiás (52%) deixou a zona de alerta intermediário, juntamente com Rondônia (47%), enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%), apesar de aumento nas taxas, tiveram também redução significativa no número de leitos disponíveis.

Os seguintes números foram observados nas outras unidades da Federação: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%).

Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%).

As cidades do Rio de Janeiro (94%) e de Boa Vista (82%) permanecem na zona de alerta crítico. Os dados completos do boletim podem ser acessados na página da Fiocruz na internet .

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Anvisa aprova medicamento para tratamento contra a Covid-19

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou autorização emergencial em caráter experimental de um medicamento para tratamento de pacientes com Covid-19, o Sotrovimabe.

O remédio foi autorizado para uso em pacientes com quadros leve e moderado e com risco de evolução para uma situação grave. Ele é contraindicado para pacientes hospitalizados, que precisem de suporte ventilatório.

O medicamento não será disponibilizado para comercialização direta ao público, mas terá uso ambulatorial, devendo ser prescrito por um médico para que seja ministrado. O prazo de validade do produto é de 12 meses, armazenado em temperaturas de 2º a 8º.

A autorização foi definida por unanimidade pelo colegiado. A diretora relatora do caso, Meiruze Freitas, destacou que as áreas técnicas avaliaram os dados enviados pela empresa responsável e consideraram eles satisfatórios.

“Com relação aos aspectos clínicos, os resultados de eficácia demonstraram que o tratamento com uma dose de 500g resultou em uma redução clínica com significância estatística na proporção dos voluntários com covid-19 leve e moderada que participaram do estudo”, concluiu Freitas.

Mas ela ressaltou que é importante realizar o monitoramento da aplicação do remédio para mapear casos adversos. Atenção especial foi destacada pela área técnica para o uso em gestantes, para as quais deve ser avaliada com cuidado a relação custo-benefício.

A diretora também lembrou que a agência reguladora europeia para medicamentos já emitiu parecer apoiando uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para pacientes adultos e adolescentes acometidos com covid-19.

Segundo o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes, o tratamento tem que ser iniciado logo após o teste positivo e, preferencialmente, até cinco dias do início dos sintomas. A aplicação é de dose única, de 500 mg.

Os estudos clínicos realizados, seguiu Mendes, com voluntários nos Estados Unidos, Canadá e em outros países, inclusive Brasil, tiveram resultados com “relevância importante” da redução da carga viral.

A gerente-geral de fiscalização e inspeção sanitária, Ana Carolina Marinho, relatou que foi avaliado o processo de produção, realizado em duas fábricas, uma na China e outra na Itália. “Informações sugerem cumprimento aceitável para justificar a autorização em uso emergencial no cenário pandêmico em que nos encontramos”, avaliou a gerente-geral.

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Doenças cardiovasculares: como melhorar a saúde cardiológica

Atividade física regular protege a saúde circulatória

As doenças cardiovasculares matam cerca de 1.100 brasileiros todos os
dias. Uma destas enfermidades é a trombose. Não há dados específicos
para o Brasil, mas de acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH), dos Estados Unidos, uma a cada quatro mortes no mundo são provocadas por trombose. E a Covid-19 tem contribuído para agravar o problema. O chefe do serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital São Francisco na Providência de Deus (RJ), José Marcos Braz Serafim,
explica que diversos fatores têm colaborado para o aumento dos
problemas circulatórios causados pela imobilidade dos idosos dentro de casa. Além disso, há complicações provocadas pelo novo coronavírus que podem desencadear a trombose.

O grande risco é que esses coágulos que se formam nos vasos dos membros inferiores, se soltem e se dirijam ao pulmão, causando a embolia pulmonar – explica.

Pacientes com Covid-19, especialmente internados, têm maior risco de desenvolver a doença.

O problema surge principalmente em pacientes graves, que estão na UTI. São pacientes que estão acamados por um longo período, o que é um dos principais fatores de risco para
trombose. Além disso, ficam desidratados e podem desenvolver
septicemia, que são outras condições que favorecem o aparecimento de
trombose, pois causam a estase do sangue, que é a circulação mais
lenta, e também alterações na coagulação – esclarece Serafim.

Ele destaca que tem registrado o aparecimento de casos de trombose dos microvasos pulmonares, afetando a parte respiratória, além da trombose venosa profunda de membros inferiores.  “O tratamento é basicamente à base de anticoagulantes e quanto mais cedo começar, melhor é o resultado final”, garante o especialista.
O diagnóstico da trombose deve ser feito por meio de exames de imagens, como a angiotomografia ou o Eco Color Doppler.

Pode ser necessário realizar exames mais invasivos, no centro cirúrgico ou na hemodinâmica ou outros não invasivos, como a ultrassonografia, tomografias e ressonâncias. A grande vantagem deste atendimento ser feito num grande hospital geral como o São Francisco é poder contar com toda a estrutura para o atendimento do paciente, desde ao diagnóstico ao pós operatório, se o caso for cirúrgico –  acrescenta José Marcos.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco pra trombose são três: a estase venosa,
ou seja, a circulação mais lenta do sangue, que ocorre nos pacientes
acamados ou que ficam muito tempo confinados e com restrição de
movimentos; as alterações de coagulação e os traumas, que provocam
lesões na parte de dentro dos vasos, as chamadas lesões endoteliais.
O cirurgião tem uma boa notícia para os pacientes:

Dependendo da extensão da trombose, a recuperação pode ser completa,por meio do que chamamos de recanalização do vaso. Em alguns casos, quando a trombose é mais extensa, e acomete desde a veia ilíaca até a veia femoral, que são os vasos maiores da perna e da pelve, essa recuperação pode não ser completa. Nestes casos, ocorre a síndrome pós- trombótica que provoca sintomas como a tendência a ter a perna sempre mais inchada, fazer manchas acastanhadas na pele ou fazer feridas. São as doenças ulcerosas por hipertensão venosa. Esses pacientes devem fazer o acompanhamento regular, para evitar que o problema volte e também para tratar as sequelas –  esclarece.

Para prevenir a trombose, a dica do especialista é praticar exercícios físicos regularmente, evitar a obesidade e tratar as varizes.