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Vacinação e consciência: únicas saídas para a pandemia

O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 34 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas, e o número de pessoas recuperados já soma mais 12,2 milhões. Esses dois dados trazem esperança aos brasileiros por dias melhores. A vacinação é, no momento, a principal arma para vencer a pandemia, aliada, claro, aos cuidados que cada um deve manter para superar esse momento difícil, como uso da máscara, álcool em gel e o distanciamento social.

Em todo o país, mais de 25,4 milhões já tomaram a primeira dose (12% da população), e 8,5 milhões já foram imunizados com a segunda dose (4%).

34 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

No Rio e demais estados, a vacinação avança, mas ainda a passos lentos, sendo que muitas cidades registram paralisações por falta de doses. Ainda assim, mais de 1,7 milhões já tomaram a primeira dose no estado e 491 mil a segunda (2,83%). O Rio ocupava, até quinta (16), a 20ª posição entre os estados que mais aplicaram doses proporcionalmente a população (10,31%), segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa. Os cinco estados que mais imunizaram eram Rio Grande do Sul (16,64%), Mato Grosso do Sul (14,39%), Paraíba (13,79%), Espírito Santo (13,56%) e Bahia (13,43%).

Já a capital fluminense aparece entre as que mais vacinaram: 1,1 milhão já tomaram a primeira dose e 297 mil a segunda. A cidade está com calendário de imunização de homens e mulheres em dias alternados, por idade, e com meta de vacinar todos os idosos com mais de 60 anos até o fim de abril.

Em seguida, a meta será imunizar, até 29 de maio, todos com 45 anos ou mais com comorbidades, deficiências permanentes e trabalhadores em atividade da Saúde, Educação, limpeza urbana e das forças policiais e de salvamento – calendário unificado com Niterói, Maricá e Itaguaí.

Brasil é um dos poucos a produzirem vacina

Fiocruz produzirá vacina sem importações no 2º semestre. (Foto: Divulgação)

Na luta contra a pandemia, vários países correm para fornecer vacinas mundo afora. E o Brasil se destaca como um dos poucos com capacidade para produzir imunizantes, ao lado de nações como EUA, Alemanha, Reino Unido, China, Rússia, Índia e Cuba, até então único país da América Latina a iniciar testes de um medicamento próprio. O Brasil pode em breve, inclusive, exportação de doses para outros países latino-americanos, como a Argentina. O Butantan já fechou acordos que totalizam a venda de 40 milhões de doses da Coronavac para países vizinhos.

A Coronavac é produzida no Brasil, mas depende do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China. A dependência de importação de insumos dificulta a produção acelerada, mas o país já avança para produzir os imunizantes sem necessidade de importações. A Fiocruz, por exemplo, começará a própria produção do IFA, o que permitirá que a vacina seja 100% brasileira — no segundo semestre, prevê produzir 110 milhões de doses com insumo nacional. Duas outras vacinas brasileiras estão em desenvolvimento: a Butanvac, do Butantan, e outra que será resultado de uma parceria entre o governo e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ambas ainda passarão por testes em humanos após aprovação da Anvisa.

O Brasil também vem ganhando destaque no mundo na aplicação de doses contra a covid-19. Entre os países que compõem o G20, as 20 maiores economias do mundo, está em 9ª lugar, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. Se analisado os números absolutos, o país fica em 5º lugar, atrás apenas de EUA, China, Índia e Reino Unido.

Chegada de novas doses e esperança

Chegada de novas doses deverá acelerar imunização. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O ritmo da vacinação deve ser acelerado nos próximos dias, com a disponibilização de novas doses pelos laboratórios. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na quarta (14) a antecipação de 2 milhões de doses da vacina da Pfizer já para o primeiro semestre — 1 milhão de já em abril e as demais ao longo de maio e junho. Com isso, o Brasil totalizará 15,5 milhões de doses até junho.

Com relação à Coronavac, o presidente do Butantan, Dimas Covas, disse que, até 10 de maio, a previsão é entregar 46 milhões de doses e que, além disso, já foram iniciadas entregas de 54 milhões de doses adicionais. Até agosto, a proposta é disponibilizar 100 milhões de doses. A Fiocruz, por sua vez, entregou nesta semana cinco milhões de doses e, até o final de abril, prevê 18 milhões de doses. Depois, a meta será aumentar, disponibilizando 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho.

O Brasil também tem acordos firmados para entrega de 38 milhões de doses da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, até novembro, sendo a primeira entrega, de 16,9 milhões de doses, até agosto. Outras 33 milhões de doses de diversas vacinas, viabilizadas por meio da Covax Facility, aliança global criada pela OMS, devem ser entregues até o fim do ano.

Brasil é um dos poucos países a produzir vacina no mundo. (Foto: ABr)

Mais 20 milhões de doses da vacina indiana também estão contratadas, mas ainda não houve liberação da Anvisa. A mesma situação acontece com a vacina russa Sputnik V — o governo fechou contrato para 10 milhões de doses, mas a vacina também segue pendente de aprovação.

Os números da pandemia ainda são bastante preocupantes – o país já passou da marca dos 13,7 milhões de casos de Covid-19 e 365 mil mortes. Mas, como disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, “as vacinas oferecem uma grande esperança para reverter a maré da pandemia”.

É preciso cobrar dos poderes públicos agilidade na vacinação, fazer nossa parte, adotando os protocolos de saúde, e até fiscalizar por conta própria as imunizações, filmando com celular, por exemplo, para evitar fraudes como as “vacinas de vento”, como temos visto pelo país. Com o avanço da imunização e a consciência de todos, vamos superar esse momento difícil.

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Zeca Pagodinho recebe a primeira dose da vacina e declara: “Vai vacinar, vai vacinar!”

O cantor e compositor Zeca Pagodinho recebeu, nesta sexta-feira (16/04), a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Com uma máscara da Portela no rosto, o consagrado artista, de 62 anos, chegou animado ao posto drive-thru do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Zeca Pagodinho sendo vacinado na Barra da Tijuca. (Foto: Reprodução Prefeitura do Rio)

O cantor não escondeu que está ansioso para voltar a fazer shows assim que a pandemia acabar e aproveitou para deixar um aviso:

Vou fazer como o meu médico falou, o doutor Marcelo: “Vai vacinar, vai vacinar!” E não esquece a segunda dose – cantarolou Zeca, numa adaptação de “Vai vadiar”, um dos seus grandes sucessos.

Nesta sexta, a vacina é destinada a homens de 62 anos e profissionais de saúde de 50 anos. De acordo com a última atualização do painel Rio Covid-19, às 12h15, já foram vacinadas com a primeira dose 1.192.152 pessoas, o que representa 17,7% da população carioca. Se for levado em consideração somente quem tem 60 anos ou mais, esse percentual sobe para 81,8%.

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Prefeitura inaugura posto de vacinação no palácio Duque de Caxias

A Prefeitura do Rio de Janeiro, em parceria com o Exército Brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste (C Cj Leste), inaugura nesta sexta-feira (16), às 7h 15min, ponto de vacinação (PV) no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio. O posto funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h, contribuindo para facilitar o acesso da população, conforme calendário de vacinação do Município. Nesta sexta-feira, a vacina é destinada a homens de 62 anos e profissionais de saúde de 50.

Esse será o terceiro ponto de vacinação aberto pela Secretaria Municipal de Saúde na parceria com o Comando Conjunto Leste. No dia 9 de abril, na Vila Militar, em Deodoro, foi inaugurado um, posto tanto drive-thru quanto para pedestres, que até o momento vacinou mais de 440 pessoas. Já no dia 12, foi aberto outro no Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão, para pedestres, com mais de 110 vacinados até agora. Em breve, por intermédio da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, o C Cj Leste montará mais postos de vacinação, em diferentes regiões da cidade, em fase de definição.

SERVIÇO:
Inauguração do Posto de Vacinação ao lado do Palácio Duque de Caxias
Data: 16 de abril de 2021
Horário: 7h 15min
Endereço: Praça Duque de Caxias, 25 – Centro, Rio de Janeiro/RJ (ao lado da Central do Brasil)

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Secretaria de Estado de Saúde amplia leitos para tratamento de Covid-19

Em menos de um mês, o Estado do Rio passou a contar com mais 736 leitos para tratamento da Covid-19. O objetivo da abertura dessas vagas é ampliar o atendimento neste momento em que o Rio de Janeiro atravessa a terceira onda de casos de coronavírus. Os números foram apresentados na tarde desta terça-feira (13), durante coletiva do secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves. As vagas foram abertas nas redes federal (293), estadual (280) e municipais (163).

Além da ampliação, Chaves falou ainda sobre a redução de 32% nos últimos sete dias nas solicitações de internação para casos de Covid-19. A queda também ocorreu na fila de espera, que recuou 31%.

“Temos trabalhado diariamente para ampliar o número de leitos e tornar mais eficaz o processo para internação dos pacientes. Este é um trabalho conjunto do Estado com o Ministério da Saúde e municípios, que recebem recursos para manter esses leitos. É uma força-tarefa para enfrentarmos este momento. Além disso, estamos vendo uma redução nas solicitações por internações e na fila de espera”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Ao todo, o Estado do Rio conta com mais de 3.550 leitos (1.580 de enfermaria e 1.970 de UTI) específicos para tratamento da Covid. Todos estão disponíveis na rede pública de Saúde (estadual, federal e municipais) e são gerenciados pelo Sistema Estadual de Regulação. Além desses, o Estado do Rio tem ainda outros 355 leitos de UTI e 1.239 de enfermaria, que não foram inseridos pelos municípios na Regulação Unificada, criada por decreto no início deste ano.

“É necessário destacar que o quantitativo de leitos pode ter pequenas oscilações devido a restrições momentâneas. Além disso, o número de pacientes na fila de espera e de solicitações de leitos é flutuante”, explica Luciane Vellasques, coordenadora de Informações em Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.

Agora, a secretaria trabalha para diminuir o tempo de espera entre a disponibilização de leito e a chegada do paciente na unidade. Para o secretário, esse é um dos principais desafios de agora e pode ser decisivo no tipo de atendimento que a pessoa vai receber.

“Temos visto demora de até oito horas para que um paciente chegue ao hospital mesmo após a liberação do leito. Isso pode significar o agravamento do quadro do paciente. O foco agora é diminuir esse tempo em articulação com as prefeituras e unidades de saúde”, destaca Chaves.

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Queiroga anuncia 15,5 milhões de doses de vacina da Pfizer até junho

Da Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou hoje (14) que a Pfizer vai antecipar, para o primeiro semestre, a entrega de 2 milhões de doses da vacina contra covid-19 para o Brasil. O governo brasileiro tem um contrato com a farmacêutica para a entrega 100 milhões de doses até o final do ano.

Com a antecipação, segundo Queiroga, estão garantidos 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer para os meses de abril, maio e junho. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, e pediu a antecipação dos imunizantes.

“Trago para os senhores uma boa notícia: a antecipação de doses da vacina da Pfizer, fruto de ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o principal executivo da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões da Pfizer já no mês de abril, maio e junho”, disse em pronunciamento após participar da segunda reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Também participaram da reunião e do pronunciamento o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), representando o presidente da Câmara, Arthur Lira, e a enfermeira Francieli Fantinato, que foi anunciada por Queiroga como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde.

Francieli é funcionária de carreira do Ministério da Saúde e atual coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Com essa indicação, sinalizamos que o nosso objetivo principal é fortalecer nossa campanha de vacinação”, disse Queiroga.

Imunização

De acordo com Pacheco, o cronograma de vacinas apresentado hoje pelo ministério prevê 520 milhões de doses de vacina em 2021, a maioria produzidas pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Oxford/AstraZeneca).

O senador pediu que o ministro atue junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para viabilizar a autorização de outros imunizantes, como a vacina russa Sputnik V, que será produzida no Brasil pela União Química.

O comitê também discutiu a utilização de parques industriais de produção de vacina animal para produção do imunizante contra covid-19. Segundo Pacheco, essa é uma ideia do senador Wellington Fagundes (PL-MT) que vem sendo trabalhada pelo governo federal. “Embora não tenha apelo de curto prazo, é uma possibilidade de médio e longo prazo muito eficiente para a autossuficiência de vacinas no Brasil”, disse o senador.

O deputado Dr. Luizinho apresentou ao comitê o projeto que está em tramitação na Câmara que prevê a criação da carteira de vacinação online. Segundo ele, a proposta é que o Ministério da Saúde crie um aplicativo que acabe com a distorção entre os números da vacina enviadas a estados e municípios e o número de doses aplicadas nos cidadãos.

“O nosso sistema de informação, infelizmente é muito ruim”, disse. “Parece que estados e municípios não estão aplicando, quando estão”, destacou. Na primeira reunião do comitê, em março, o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrou que governadores e prefeitos melhorem a gestão da informação para transmitir com mais precisão a quantidade de vacinas contra covid-19 que já foram ofertadas à população.

De acordo com Dr. Luizinho, entre a dose aplicada e a dose informada no sistema há um atraso de quase 15 dias, o que dá uma insegurança à população sobre os dados. A ideia é que, com o aplicativo, o próprio enfermeiro ou técnico que aplica a vacina faça a inserção da informação no ato da vacinação.

Segundo o deputado, além de corrigir as distorções, a medida possibilitaria a criação do passaporte verde da imunidade. A União Europeia, por exemplo, já apresentou o chamado Passaporte Covid para facilitar as viagens na alta temporada e apoiar o setor de turismo, que sofre dificuldades em virtude das restrições da pandemia, da lentidão da campanha de vacinação no bloco e dos riscos que representam as novas variantes do novo coronavírus.

Aquisição de vacinas e leitos

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse ainda que o projeto que autoriza a aquisição de vacinas pela iniciativa privada está encontrando resistência entre os senadores. “Estamos trabalhando no diálogo no Colégio de Líderes para avaliar a oportunidade de pauta do projeto no Senado”, disse. Na avaliação de alguns parlamentares, a matéria vai instituir uma fila dupla para vacinação no país.

De acordo com a Lei nº 14.125/21, pessoas jurídicas de direito privado, como empresas, podem comprar imunizantes para serem integralmente doadas ao Sistema Público de Saúde (SUS), enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Pelo novo projeto, que já foi aprovado na Câmara, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas compradas desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente; a outra metade deverá ser remetida ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a reunião, Pacheco também pediu ao presidente Bolsonaro a sanção do projeto de criação do programa Pró-Leitos, que prevê a possibilidade de empresas contratarem leitos de entidades privadas para uso do SUS no tratamento da covid-19. Em troca, essas empresas e pessoas teriam isenção no Imposto de Renda. O texto já foi aprovado pelas duas Casas parlamentares.

O presidente do Senado disse ainda que vai tratar com o governo sobre uma nova rodada de auxílio às santas casas e hospitais filantrópicos para o enfrentamento à pandemia. No ano passado, essas unidades, que participam de forma complementar do SUS, receberam um total de R$ 2 bilhões da União.

Outra sugestão, apresentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na reunião, é a criação de um programa de distribuição de máscaras de proteção facial para pessoas de baixa renda.

O comitê, criado em março deste ano, é composto pelos presidentes da República, Jair Bolsonaro, do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e, na condição de observador, por um representante do Judiciário. Também participaram do comitê o ministro da Saúde e outros integrantes do governo.

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Covid-19: 1,5 milhão de brasileiros estão com segunda dose da vacina atrasada

Da Agência Brasil

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a covid-19 atrasada. O dado foi trazido nesta terça-feira (13) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília. Segundo ministro, a pasta vai divulgar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada. 

A complementação do esquema vacinal, ressaltou, será feito com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Aos que estão com a segunda dose atrasada, o Ministério da Saúde, orienta que não deixem de ir a um posto de vacinação para completar a imunização.

Intervalos

Desde que começou a vacinação da população contra a covid-19, duas vacinas são aplicadas no Brasil: a da farmacêutica CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada num intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina da AstraZeneca, deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, três meses.

Medida Provisória

Ainda no café da manhã com os jornalistas, ao dizer que o programa de vacinação é a prioridade número um do ministério, Queiroga adiantou que o governo deve publicar nos próximos dias uma medida provisória para criar uma secretaria específica para ações contra a covid-19. A atual coordenadora do Programa Nacional de Imunização, da pasta, Franciele Francinato deverá comandar a nova secretaria.

Transporte

No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras pelos usuários de transporte público como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus. Queiroga adiantou que haverá uma campanha nacional para prevenir a contaminação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mas lembrou que cabe às prefeituras disciplinar regras para trens e ônibus. Segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, uma portaria conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Regional deverá ser apresentada na próxima quinta-feira (15).

Lockdown

Sobre um possível lockdown nacional, o ministro da Saúde descartou a hipótese e disse que “uma medida homogênea para o país inteiro não vai funcionar”. Ele acrescentou que tomará medidas “para evitar que o país chegue a cenários extremos”.

Vacinas

Sobre vacinas, Queiroga disse que falou ontem com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e a previsão é manter o calendário de vacinação. “Quando a Fiocruz e o Instituto Butantan receberem mais matéria-prima para fabricarem vacinas, a situação vai melhorar “, garantiu. O ministro lembrou que o governo brasileiro investiu R$ 150 milhões no consórcio Covax Facility para receber vacinas e admitiu que esperava mais doses. “Temos buscado com o diálogo. Estou procurando diminuir a temperatura da fogueira para avançar”, disse.

Ao falar da aprovação de imunizantes e medicamentos que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus, Queiroga avaliou que a Anvisa tem feito o trabalho dela “de maneira apropriada”. O ministro garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai faltar dinheiro para a saúde.

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Mais dois pontos de vacinação extras contra a Covid-19 são inaugurados no Rio

Mais dois pontos de vacinação extras contra a Covid-19 foram inaugurados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesta segunda-feira (12).

O primeiro foi no Museu Militar Conde de Linhares em São Cristóvão, numa parceria com o Exército Brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste. No local, a vacina é aplicada de segunda a sábado, das 8h às 17h.

O segundo foi no Club Municipal na Tijuca e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Nesta segunda, a vacina está sendo aplicada em mulheres de 63 anos, profissionais de saúde de 54 anos e a segunda dose de quem já tomou a primeira.

 

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Secretaria de Saúde realiza em seis horas a entrega de 431.500 doses de vacina contra Covid-19

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou, nesta sexta-feira (09.04), a 12ª entrega de vacinas contra Covid-19 aos 92 municípios do estado. Em apenas seis horas, foram distribuídas 431.500 doses, sendo  195 mil de CoronaVac e 236.500 de Oxford/Astrazeneca.

As cidades do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá retiraram as doses em caminhões e vans, na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói. Já para os outros 88 municípios, a distribuição foi realizada por cinco helicópteros, sendo dois do Governo do Estado, um da Secretaria de Estado de Polícia Civil, um do Corpo de Bombeiros e um da Secretaria de Estado de Polícia Militar. 

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) esclarece que segue cumprindo as recomendações preconizadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com a Nota Técnica 297, divulgada pelo Ministério da Saúde no último dia 31.03, fica recomenda a vacinação dos “segmentos das forças de segurança e salvamento que vêm atuando diretamente nas ações de controle da pandemia”.

A nota orienta ainda que o quantitativo de vacinas destinado às forças de segurança será enviado de forma escalonada e proporcional, destinado exclusivamente para a vacinação destes grupos. As doses enviadas aos municípios não sofrerão impacto com a inclusão destas categorias, uma vez que continuam sendo separadas de forma proporcional para cada grupo a ser vacinado.

A SES reforça a importância do Calendário Único de Vacinação, estabelecido em decreto do Governo do Estado, que tem como objetivo unificar as ações de imunização contra a Covid-19 e evitar o contágio e a propagação do vírus em grupos que atuam em ações de enfrentamento à pandemia.

Vacinas aplicadas – Até as 9h desta sexta-feira (09), o estado registrava 1.523.538 de pessoas vacinadas com a primeira dose e 433.198 com a segunda. O vacinômetro pode ser acessado pelo site: https://vacinacaocovid19.saude.rj.gov.br/

Liberação de vacina – As vacinas contra Covid-19 do laboratório Oxford/Astrazeneca serão liberadas de forma mais rápida ao Estado do Rio de Janeiro. A partir da solicitação do Governo do Estado, a próxima remessa dos imunizantes produzidos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ficará diretamente na capital para serem distribuídas aos 92 municípios. O pedido foi aceito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante encontro com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, nesta quinta-feira (08). Com essa decisão, os lotes destinados ao Rio de Janeiro não precisarão mais passar pelo Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em São Paulo.

Entrega Kit intubação – Nesta sexta-feira (09), a SES realizou uma nova entrega de medicamentos componentes do chamado “kit intubação” a 74 unidades de saúde de todo o estado que atendem pacientes em tratamento de Covid-19. Entre os itens distribuídos, estão: atracúrio, propofol e morfina, medicações fundamentais para o tratamento de pacientes internados em estado grave em UTI. Em reunião com o Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio e Defensoria Pública do Estado e da União, a SES informou que está entregando todo o estoque de medicação do “kit intubação” aos municípios e hospitais. De acordo com o Ministério da Saúde, uma nova remessa chega ao Rio nesta sexta-feira e será imediatamente distribuída pela SES.

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Rio chega a um milhão de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19

O Rio de Janeiro  chegou a marca de um milhão de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19, o que representa 14,9% da população carioca, informou a prefeitura. Se for levado em conta apenas quem tem 60 anos ou mais, esse índice sobe para 68,1% dos moradores da capital  nesta faixa etária.

Nesta sexta-feira (09), é a vez das mulheres com 64 anos receberem a primeira dose da vacina, além dos profissionais de saúde de 55 anos.

A Prefeitura informou que espera chegar ao final de abril com todas as pessoas de 60 anos ou mais vacinadas.

Na quinta, a Secretaria Municipal de Saúde inaugurou mais um ponto de vacinação extra, dessa vez na quadra do Cacique de Ramos, na Zona Norte da cidade.  O movimento foi grande na sede do bloco carnavalesco, um dos mais tradicionais da cidade.

A vacinação contra a Covid-19 a cada dia é destinada aos grupos prioritários indicados nos calendários oficiais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e que podem ser consultados no site coronavirus.rio.

 

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Covid-19: governo anuncia distribuição de mais 4,4 milhões de vacinas

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou que, a partir de hoje (8), entregará mais um lote de vacinas da covid-19 a todas unidades federativas para reforço da campanha de imunização. Acrescentou que 4,4 milhões de doses serão entregues “de forma proporcional e igualitária”.

Desse total, 2 milhões serão de vacinas da CoronaVac produzidas pelo Instituto Butantan, e 2,4 milhões serão da AstraZeneca/Oxford, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Todas essas doses foram produzidas no Brasil com matéria-prima importada.

“As doses serão destinadas para vacinação de trabalhadores da saúde, idosos entre 65 e 74 anos, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas que atuam na linha de frente do combate à pandemia”, informou, por meio de nota, o Ministério da Saúde.

Parte das vacinas será destinada para a primeira dose dos agentes das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas e idosos entre 65 e 69 anos.

As demais vacinas têm como destino a segunda dose a ser aplicada em trabalhadores da saúde e idosos entre 70 e 74 anos, de forma a garantir a aplicação conforme o tempo recomendado de cada imunizante (quatro semanas para a vacina do Butantan e 12 semanas para as doses da Fiocruz).