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Anvisa monitora dois navios após aumento de casos de covid-19 a bordo

Os navios de cruzeiro MSC Splendida e Costa Diadema estão sob supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o aumento dos casos de covid-19 a bordo. No momento, quase 4 mil pessoas estão embarcadas em cada um dos navios. Por meio de nota, a agência informou que monitora as embarcações e adotará as medidas previstas nas normas, as quais podem incluir quarentena ou mesmo suspensão das atividades.

O MSC Splendida atracou no Porto de Santos nessa quarta-feira (29) após relatar novos testes positivos de covid-19. Foram identificados 51 tripulantes e 27 passageiros com a doença. Foram identificados ainda 54 contactantes, ou seja, pessoas que tiveram contato com quem testou positivo para a doença.

O caso começou a ser analisado pela Anvisa no dia 28 em fiscalização conjunta com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, após ser observado o aumento de casos entre tripulantes. O relatório investigativo de surto da agência indica que a empresa foi notificada para fazer a testagem em 100% da tripulação.

Segundo a Anvisa, todas as 132 pessoas infectadas e contactantes estão sendo desembarcadas, conforme prevê resolução da agência e também o plano de operacionalização elaborado pelo município de Santos e pelo estado de São Paulo. Eles serão transportados em veículos específicos. Após o desembarque, os viajantes serão monitorados por um Centro de Informações Estratégicas em Saúde (Ciev).

No momento, não estão autorizados novos desembarques e embarques. Os navios devem permanecer atracados em Santos até que seja finalizada a análise dos dados epidemiológicos pelas autoridades de saúde.

O Costa Diadema, da empresa Costa Cruzeiros, está atracado em Salvador. Nas últimas 24 horas foram confirmados 68 casos de covid-19, sendo 56 entre tripulantes e 12 entre passageiros. Segundo a Anvisa, a operação da embarcação na capital baiana não foi autorizada pela agência, “estando proibido o embarque e o desembarque de viajantes até que seja finalizada a investigação em andamento”.

Estão embarcados, no momento, 3.836 viajantes, sendo 1.320 tripulantes. O navio iniciou a viagem no Porto de Santos e teria como próximo destino o Porto de Ilhéus, na Bahia.

A Agência Brasil procurou a MSC e Costa Cruzeiros, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

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Ômicron está em 2,5% das amostras de covid-19 sequenciadas em SP

A presença da variante Ômicron em São Paulo aumentou 12 vezes em uma semana, aponta boletim epidemiológico da Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2, produzido pelo Instituto Butantan. A participação da cepa no total de amostras do vírus da covid-19 sequenciadas no estado, entre os dias 4 e 11 de dezembro, passou de 0,2% para 2,5%. O boletim analisa o aumento, a estabilização ou a diminuição da incidência dos casos positivos por semana epidemiológica.

No período analisado foram sequenciadas 367 amostras provenientes dos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) paulistas. Foram identificados mais oito casos de Ômicron na Rede de Alertas. Na semana anterior, a variante havia aparecido pela primeira vez no monitoramento. Até o dia 11, que corresponde à 49º semana epidemiológica, a variante Delta continua predominante em São Paulo. Ela representa 97% das amostras, seguida pela Ômicron e pela Gama, a qual aparece em 0,5% das amostras.

De acordo com o Butantan, Ômicron, Delta e Gama são exemplos de variantes de preocupação, tendo em vista que são “consideradas mais transmissíveis e com maior risco de causar agravamentos e mortes do que a cepa original do vírus SARS-CoV-2”.

Na Grande São Paulo, a Delta continua predominante, tendo aparecido em 93,1% das 130 amostras. A Ômicron representa 5,4%. Em Ribeirão Preto e região, a Delta está em 97,9% das amostras e a Ômicron em 2,1%. Foram sequenciadas 49 amostras. Em São José do Rio Preto e região, a Ômicron foi identificada na única amostra sequenciada.

O boletim mostra ainda que foram identificadas 40 variantes do SARS-CoV-2 circulantes no estado de São Paulo e a incidência da Delta é predominante desde a 33ª semana epidemiológica. Na 49ª semana epidemiológica, a incidência do vírus estava em diminuição em 11 dos 17 DRS do estado de São Paulo.

 

Agência Brasil

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EUA estimam que Ômicron represente 58,6% dos casos de covid-19 no país

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estimou que a variante Ômicron respondeu por 58,6% das variantes do novo coronavírus em circulação no país na semana encerrada em 25 de dezembro.

A variante de rápida disseminação foi detectada pela primeira vez no sul da África e em Hong Kong no mês de novembro, com o primeiro caso conhecido nos Estados Unidos identificado em 1º de dezembro em uma pessoa totalmente vacinada que havia viajado para a África do Sul.

A agência também revisou para baixo a proporção da Ômicron para a semana encerrada em 18 de dezembro, de 73% para 22%, dizendo que há um amplo intervalo de previsão publicado no gráfico da semana passada, em parte por causa da velocidade com que a Ômicron está se espalhando.

A variante Delta respondeu por 41,1% de todos os casos de covid-19 nos EUA até 25 de dezembro, de acordo com dados da agência de saúde pública divulgados nesta terça-feira (28).

O ex-comissário da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) Scott Gottlieb disse no Twitter que, se a nova estimativa do CDC sobre a prevalência da Ômicron for precisa, a leitura sugere que uma boa parte das atuais hospitalizações ainda pode estar sendo causada pelas infecções com a Delta.

A agência disse que os dados incluem projeções modeladas que podem divergir de estimativas ponderadas geradas em datas posteriores.

 

Agência Brasil

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Europa cogita restrições de Natal ao ver crescimento da Ômicron

O Reino Unido se recusou a descartar restrições a aglomerações nesta segunda-feira (20), um dia depois de a Holanda impor um quarto lockdown provocado pela variante Ômicron do coronavírus, que se propaga rapidamente, enquanto outros países europeus cogitam adotar limites às comemorações de Natal.

As infecções pela Ômicron estão se multiplicando rapidamente na Europa e nos Estados Unidos, dobrando a cada dois ou três dias em Londres e em outros locais e impondo um grande fardo aos mercados financeiros, que temem o impacto na recuperação econômica global.

A variante foi detectada pela primeira vez no mês passado no sul da África e em Hong Kong e já foi relatada em pelo menos 89 países. A gravidade da doença que ela causa ainda não é clara.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou no sábado (18) a ordem de fechar todas as lojas não essenciais, assim como restaurantes, cabeleireiros, academias de ginástica, museus e outros espaços públicos de domingo até ao menos 14 de janeiro.

Também no Reino Unido, 12 pessoas infectadas com a Ômicron morreram, disse o vice-premiê, Dominic Raab, nesta segunda-feira, recusando-se a descartar um endurecimento das restrições sociais antes do Natal.

“Simplesmente não posso dar garantias absolutas e rápidas”, disse ele à Rádio Times. “Ao avaliar a situação, somos muito dependentes dos dados concretos que chegam e levará um pouco mais de tempo para avaliar essa questão crítica da gravidade da Ômicron.”

No domingo, o ministro da Saúde, Sajid Javid, disse que o governo está acompanhando os dados atentamente. Qualquer decisão de limitar como as pessoas comemoram o Natal teria um custo político alto para o premiê Boris Johnson, cuja autoridade foi minada por dúvidas sobre ele e sua equipe terem violado regras de lockdown no ano passado.

A comissão científica de aconselhamento do governo alemão afirmou, em comunicado divulgado nesse domingo (19), que é necessário limitar mais os contatos, já que dados obtidos até o momento mostram que as vacinas de reforço não bastarão para conter a disseminação do vírus.

O premiê estadual da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha, Hendrik Wuest, não descartou restrições de contato para pessoas que estão totalmente vacinadas ou receberam vacinas de reforço.

Na sexta-feira (17), a Irlanda ordenou que bares e restaurantes fechem às 20h e diminuiu a presença do público em todos os eventos públicos. A Itália também cogita novas medidas para evitar uma disparada de infecções, informaram jornais no domingo.

 

Agência Brasil

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Estudo relaciona variante britânica da Covid-19 com doença cardíaca em cães e gatos

Pesquisadores do “The Ralph Veterinary Referral Centre”, no Reino Unido, e das universidades francesas de Montpellier e de Lyon identificaram uma possível relação entre a variante britânica da covid-19 com uma doença cardíaca em cães e gatos. A pesquisa teve versão prévia publicada no site científico bioRxiv.

Os pesquisadores constataram que alguns pets contaminados com a variante, conhecida como B.1.1.7, desenvolveram miocardite, inflamação grave no coração. Essa condição é considerada rara nos animais.

A pesquisa relata 11 casos de animais doentes, em Londres, e aponta que os pets afetados ficaram bastante debilitados, mas não tiveram problemas respiratórios. O estudo aponta ainda que eles tiveram boa recuperação após um tratamento intensivo.

A pesquisa foi realizada após relatos de veterinários sobre um aumento atípico de casos da doença cardíaca e saúde geral debilitada em um hospital veterinário em South-East. Além disso, foi constatado que a maioria dos donos dos animais tinham sido diagnosticados com covid-19 nas semanas anteriores.

No artigo publicado, os pesquisadores afirmam ainda que o coronavírus original, sem a variação, não parecia causar doenças graves em animais de estimação, o que reforça, segundo eles, a relação entre a doença cardíaca e a mutação identificada no vírus. Os cientistas ainda reafirmam que a transmissão de pessoas para os animais ainda permanece muito mais provável do que a transmissão do vírus dos animais para as pessoas.

Cuidados

A OMS informou que monitora pesquisas sobre a relação entre animais de estimação e a Covid-19. A recomendação das autoridades de saúde é que pessoas infectadas limitem o contato com seus cães e gatos. Além disso, cuidados básicos de higiene devem ser seguidos pelos humanos ao manusear animais, como lavar as mãos antes e depois de tocar nos pets, alimentos, fezes ou urina. Além disso, o tutor deve evitar beijar, lamber ou compartilhar alimentos com seus pets e usar máscara facial.

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Fiocruz confirma presença de variante brasileira da Covid-19 no Rio

Foi confirmada pela primeira vez nesta terça-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o primeiro caso da variante brasileira da covid-19 no Rio de Janeiro.

Chamada de P.1., a variante foi identificada primeiro em Manaus e, segundo os especialistas, tem uma maior capacidade de transmissão. A mutação acontece quando ocorre uma alteração, de forma aleatória,  no material genético do vírus.

A Fiocruz informou que a variante foi identificada no Rio mediante análise laboratorial, por meio de sequenciamento genético de uma amostra.

O laudo da Fiocruz não aponta se há transmissão local dessa variante ou se a amostra é de alguém que pegou a mutação em outro lugar do país — também não foram divulgadas informações sobre o paciente. Mas o Ministério da Saúde informou que se trata de um caso importado.

Pesquisadores da Fiocruz já encontraram a variante P.1 do novo coronavírus também no Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Além disso, os governos da Bahia, Ceará e de Pernambuco também já confirmaram presença da variante nos seus respectivos estados.

Além variante identificada em Manaus, outras duas têm causado preocupação em todo mundo: a B.1.1.7, identificada pela primeira vez no Reino Unido, e a 501Y.V2, descoberta na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde alerta que as mutações estão se espalhando rapidamente pelo mundo: a britânica já foi identificada em 80 países, a sul-africana em 41 países e a brasileira em 10 países.