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Trump discursa a republicanos e diz que invasão à Venezuela foi brilhante

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Presidente afirma que operação em Caracas demonstrou a força das Forças Armadas dos EUA e critica democratas por falta de apoio

Três dias após os Estados Unidos realizarem uma operação militar em Caracas para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o presidente americano Donald Trump discursa nesta terça-feira (7) para parlamentares do Partido Republicano e celebrou o sucesso da ação, que classificou como uma demonstração do poderio militar dos EUA.

Durante o discurso, Trump afirmou que a operação de alto risco comprovou que o país possui as forças armadas “mais temíveis do mundo”. Segundo ele, a estratégia incluiu o corte do fornecimento de energia elétrica em grande parte da Venezuela pouco antes da entrada das tropas americanas, o que teria garantido o fator surpresa na aproximação ao complexo onde Maduro se encontrava.

“E pensem nisso, ninguém morreu”, declarou Trump aos republicanos. “E do outro lado, muita gente morreu”, completou, sem detalhar números ou circunstâncias.

O presidente também aproveitou a ocasião para criticar líderes do Partido Democrata, que, segundo ele, demonstraram preocupação com a legalidade e as consequências da captura de Maduro. Trump reclamou que poucos democratas o parabenizaram pela operação. “Em algum momento, eles deveriam dizer: ‘Você fez um ótimo trabalho’. ‘Obrigado, parabéns’. Não seria bom?”, afirmou.

A Venezuela segue em clima de forte instabilidade política e social desde a invasão americana. Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos em Caracas e transferidos para os Estados Unidos, onde enfrentam acusações relacionadas ao tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

Na segunda-feira (6), ambos compareceram pela primeira vez a um tribunal em Nova York e se declararam inocentes. Durante a audiência, Maduro afirmou ainda se considerar o chefe de Estado venezuelano. “Eu ainda sou o presidente do meu país”, disse o líder deposto.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos da operação, que marca uma escalada sem precedentes na crise entre Washington e Caracas e pode ter impactos significativos na estabilidade política da América Latina.