Túmulo de Emílio Garrastazu Médici vandalizado no Rio de Janeiro: “Ditadura nunca mais” pichado em lápide
O túmulo do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que comandou o Brasil durante parte do regime militar, foi alvo de vandalismo no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A lápide do general, falecido em 1985, foi pichada com a mensagem “Ditadura nunca mais”.
As imagens do ato de vandalismo foram divulgadas pelo perfil Necrotour RJ, especializado em turismo cultural em cemitérios. A administração do cemitério, gerido pela concessionária RioPax, conhecida por cobranças de taxas para manutenção, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
O vândalismo em sepulturas é um crime previsto no Código Penal Brasileiro. O Artigo 210 do Código Penal estabelece que violar ou profanar sepultura é passível de punição com reclusão de um a três anos, além de multa. A profanação pode ocorrer por meio de degradação, ultraje ou aviltamento do local, incluindo atos como pichações.
Quem foi Emílio Garrastazu Médici?
Emílio Garrastazu Médici foi um militar que apoiou o golpe de 1964 e chefiei o Serviço Nacional de Informações (SNI) antes de assumir a presidência da República em outubro de 1969. Seu governo, que durou até 1974, foi marcado pelo combate à guerrilha urbana e rural, e pelo chamado “Milagre Econômico”, período de alta no Produto Interno Bruto (PIB) e crescimento da classe média, mas também de aumento da dívida externa e concentração de renda.
O período também foi marcado por denúncias de tortura, morte e desaparecimentos de presos políticos. Contudo, segundo Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda de Médici, o governo não cassou mandatos eleitorais de políticos, diferentemente de governos anteriores e posteriores. Projetos desenvolvimentistas como a construção de rodovias e da Ponte Rio-Niterói também foram realizados durante sua gestão.





