Nuvens acordadas pelo vento
passeiam no firmamento
Jogo o olhar ao infinito
Vejo um céu risonho
pintado pelas carícias da manhã
Olhos fechados, escuto
o som do mar, do silêncio
das ondas ritmadas a chacoalhar
Rios caminhando suaves, ou turbulentos
quantas coisas dizem calados
Tremo de paixão ao ver a natureza
Penso no que é capaz
imensa, faz o que faz
neste mundo, prisão
Deixo a mente falar alto
nada digo, nem a verdade
relembro fatos pessoas ilusões
tal fossem inexistentes
Na suavidade do silêncio
Aproveito a vida, o caminho, a estrada
inda que não me leve a nada
Até meu sono não despertar