A Dra. Mariana Coelho alerta que a doença pode causar conjuntivite, olho seco, fotofobia e danos à visão nos quadros mais graves
Quase 6 anos após a pandemia que parou o mundo, os casos de Covid-19 diminuíram, mas ainda exigem cuidados. O vírus continua em circulação e está entre as principais causas de morte por infecção respiratória aguda grave, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia. No grupo de maior risco estão idosos, gestantes, crianças mais jovens e pessoas com comorbidades, como diabetes mellitus e asma. A melhor forma de se proteger é com a vacinação, que deve ser tomada por toda a população, em doses atualizadas para acompanhar as mutações do vírus.
Um caso recente é o do cantor Roberto Carlos, que iniciou o ano com diagnóstico positivo para a doença, felizmente sem sintomas. Mas como diferenciar o vírus da gripe influenza e do vírus da Covid-19? As duas doenças costumam provocar tosse, cansaço, coriza, dor de garganta, febre, dores no corpo e na cabeça. No entanto, “a Covid-19 pode causar sintomas mais específicos de falta de ar, diarreia, perda de olfato e paladar. Além disso, a doença também pode afetar a visão e diferentes estruturas do globo ocular”, alerta a Dra. Mariana Coelho, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One em São Paulo.
A médica cita os sintomas mais comuns da infecção viral por Covid-19 nos olhos:
– Conjuntivite: olhos vermelhos, irritados, com coceira e lacrimejamento;
– Olho seco: sensação de ardência ou areia nos olhos;
– Fotofobia: sensibilidade à luz.
“O vírus da Covid-19 pode entrar pela superfície ocular ou ser transmitido aos olhos pelo toque de mãos contaminadas. Sem os cuidados adequados, o quadro pode se agravar e causar danos significativos à visão. Por isso, em caso de suspeita da infecção ocular, é muito importante consultar um oftalmologista para uma avaliação completa. Embora hoje seja possível confirmar a doença por meio de testes vendidos em farmácias, somente o especialista poderá dar as orientações específicas para o tratamento”, afirma a Dra. Mariana Coelho.
Outra medida importante, caso o diagnóstico de infecção por Covid-19 seja confirmado, é o isolamento de contato. O risco de transmissão é maior nos cinco primeiros dias da doença, mas pode se prolongar por até dez dias, sobretudo quando ainda há sintomas. Em caso de suspeita da doença, a recomendação das autoridades de saúde é usar máscara facial, higienizar sempre as mãos e evitar aglomerações. Vale reforçar que a vacina ajuda a prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos e deve ser tomada inclusive por quem já teve a infecção por Covid-19.



