O Brasil ocupa uma posição estratégica no debate ambiental global. Com a maior parte da Floresta Amazônica em seu território, o país não apenas guarda um dos principais biomas do planeta, mas também carrega a responsabilidade de liderar soluções que conciliam desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em tempos de crise climática, escassez hídrica e eventos extremos cada vez mais frequentes, o meio ambiente deixou de ser pauta secundária: tornou-se prioridade política, econômica e social.
A vigente Lei das Leis, em seu artigo 225, estabelece que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.” Esse princípio impõe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. No entanto, o desmatamento ilegal, a grilagem de terras, os conflitos socioambientais e a degradação dos recursos naturais continuam avançando, muitas vezes com conivência institucional ou omissão política.
Nesse contexto, o processo eleitoral ganha contornos decisivos. A Lei nº 9.504/1997 exige que os candidatos registrem seus programas de governo, permitindo ao eleitor avaliar com antecedência quais propostas realmente enfrentam os desafios ambientais com seriedade. É preciso perguntar: como os candidatos pretendem proteger a Amazônia sem comprometer o desenvolvimento das comunidades locais? Quais políticas serão adotadas para promover uma economia verde, com geração de emprego e renda sustentável? Como será garantida a fiscalização ambiental, o fortalecimento dos órgãos públicos e o combate aos crimes ambientais?
Ademais, é fundamental discutir a transição energética, o incentivo à agricultura regenerativa, a valorização dos povos indígenas e tradicionais, e a educação ambiental como ferramenta de transformação. A sustentabilidade não é apenas uma questão técnica — é uma escolha ética e política. E o voto é o instrumento mais poderoso para exigir coerência, compromisso e ação.
A juventude, os movimentos sociais, os cientistas e os empreendedores têm mostrado que é possível inovar sem destruir, crescer sem excluir, produzir sem esgotar. Mas essa mudança só se concretiza quando há vontade política. E a vontade política nasce do voto consciente, informado e comprometido com o futuro.
Diante disso, é urgente que o eleitor olhe para além dos discursos genéricos. É preciso identificar quem realmente defende o meio ambiente como prioridade, quem propõe soluções integradas e quem está disposto a enfrentar os interesses que lucram com a destruição.
Preservar a Amazônia é proteger nossa identidade, nossa economia e nosso futuro – é preservar o Brasil em toda a sua essência. E preservar o Brasil é escolher, nas urnas, um projeto de país que respeite a vida em todas as suas formas. Preservar o meio ambiente é mais do que proteger florestas, rios e animais — é garantir a sobrevivência da vida humana com dignidade, saúde e equilíbrio. Porque o futuro não se improvisa — se planta, se cuida e se protege.





