Jornal DR1

Voz da Justiça: Proteção de dados e Inteligência Artificial: construindo confiança em um mundo conectado

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na era da transformação digital, a interação entre inteligência artificial (IA) e a proteção de dados emerge como um dos desafios mais significativos do século XXI. A evolução tecnológica trouxe inovações que estão remodelando setores inteiros da sociedade, mas também levanta questionamentos cruciais sobre privacidade, segurança e transparência. Como conciliar o avanço da IA com a preservação dos direitos dos cidadãos em um mundo interconectado?

A IA opera com base em grandes volumes de dados. Esses dados são o combustível que alimenta algoritmos sofisticados, permitindo desde previsões de comportamento de consumo até avanços na medicina e logística. Contudo, o manuseio desses dados deve ser realizado dentro de parâmetros éticos e legais.

Riscos como coleta excessiva, uso indevido de informações pessoais e discriminação algorítmica são preocupações reais. Por exemplo, quando sistemas de IA tomam decisões automatizadas — como concessão de crédito ou aprovação de candidaturas — é essencial que esses processos sejam transparentes e justos, sem reforçar desigualdades.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei n.º 13.709, de 14 de agosto de 2018, trouxe um marco regulatório para equilibrar inovação e privacidade. A LGPD exige que empresas tratem dados pessoais com responsabilidade, transparência e finalidades específicas. Isso significa que sistemas baseados em IA devem ser auditáveis, permitindo que usuários entendam como suas informações são utilizadas.

Além disso, a LGPD estabelece princípios como o consentimento, exigindo que as pessoas tenham controle sobre seus dados. Assim, ela promove confiança em ambientes digitais cada vez mais complexos.

A transparência é um dos pilares para construir confiança entre tecnologias de IA e seus usuários. Empresas e instituições precisam adotar práticas como: (1) Explicabilidade, ou seja, fornecer informações claras sobre como os algoritmos funcionam e as razões por trás das decisões tomadas; (2) Governança de dados, isto é, implementar políticas robustas de proteção de dados, que garantam segurança contra vazamentos e ataques cibernéticos; e, (3) Ética no desenvolvimento de IA, vale dizer, minimizar vieses e garantir que a IA beneficie a todos de maneira inclusiva.

A construção de um mundo interconectado, seguro e transparente não se limita às legislações. É necessária uma mudança cultural, na qual empresas, governos e cidadãos assumam papéis ativos na proteção de dados. Campanhas de conscientização, investimento em cibersegurança e a criação de comitês éticos são caminhos para avançar.

Em última análise, o equilíbrio entre inovação e privacidade depende de um compromisso coletivo em construir tecnologias que respeitem os direitos fundamentais. A confiança é o alicerce do futuro digital — e sua preservação é tão importante quanto a própria inovação.

Já imaginou como a inteligência artificial e a proteção de dados podem transformar sua segurança digital e garantir seus direitos? Estou aqui para ajudar você a navegar por esse universo de forma clara e acessível! Aguardo seu contato para esclarecer ou assessorar.

Confira também

Nosso canal