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TV & Famosos

Dia do Esportista: prática ajuda a cuidar da saúde e alegrar a alma

Neste Dia do Esportista – comemorado em 19 de fevereiro – que em todas as suas modalidades faz bem para a saúde do corpo e da alma, que  tal lembrar algumas personalidades que não abrem mão de suar a camisa em esportes pelos quais são apaixonados?

Com toda a simpatia que lhe é peculiar, o chef Claude Troigros gosta mesmo é de esportes radicais e sua motocicleta é a companheira de estrada. A foto acima foi feita na Chapada Diamantina durante um de suas férias. Claude já fez mais de 11 enduros e participou do Rally dos Sertões, por exemplo.

Antes de pensar em fazer jornalismo, a apresentadora Fátima Bernardes dava aulas de dança e sonhava ser bailarina… No final do ano passado, ela se apresentou durante um evento do Escola de Dança Carlota Portela, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fátima é apaixonada por dança

Já o ator Malvino Salvador é apaixonado por luta. Além do atuar muito bem, o galã, que é casado com Kyra Gracie, também não nega fogo no tatame. Ele curte diversos tipos de luta, mas jiu jitsu é sua paixão.

O astro internacional Tom Hanks também consta da nossa lista: ele gosta de praticar stand up paddle.

A  atriz Grazi Massafera, por sua vez, é adepta da yoga. A beldade está sempre postando fotos em seu Instagram e, muitas delas, com a participação da fofíssima Sofia, sua filha com o ator Cauã Reymond.

 

“O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo”

A cantora Lindy ama andar de skate: rotina saudável

Já a jovem cantora Lindy traz sua contribuição mixando música e skate. “O esporte é uma maneira incrível de você se conectar com cada parte do seu corpo e faz muito bem a saúde. O skate trabalha com seu auto controle dos seus movimentos, pois qualquer movimento errado pode fazer você cair, e o treino é a base de tudo para um melhor domínio do de si. Esse esporte é importantíssimo para os jovens de hoje, pois estamos numa época em que muitos optam por ficar dentro de casa entocados ,em vez de ter uma prática interessante que leve a pessoa para fora de casa para andar ou fazer algo próximo a natureza. O skate proporciona isso, o nosso contato com o mundo real e as coisas ao nosso redor”.

 

Fotos: Reprodução

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Política

ABI requer à PGR pedido de impeachment contra Bolsonaro

“A ABI conclama a sociedade brasileira a reagir às demonstrações do ‘Cavalão’, como era conhecido Bolsonaro na caserna, e requer à Procuradoria Geral da República que cumpra o seu papel constitucional, denunciando a quebra de decoro pelo ex-capitão Jair Bolsonaro”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Paulo Jeronimo de Sousa

“Este comportamento misógino desmerece o cargo de Presidente da República e afronta a Constituição Federal”, afirma a nota da Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, que informa que vai requerer junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) “que cumpra o seu papel constitucional, denunciando a quebra de decoro pelo ex-capitão Jair Bolsonaro”.

Confira a íntegra da nota assinada pelo presidente da ABI:

Nota oficial da ABI

Nesta terça-feira, mais uma vez, para vergonha dos brasileiros, que têm o mínimo de educação e civilidade, o presidente da República, Jair Bolsonaro, é ofensivo e agride, de forma covarde, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.

Este comportamento misógino desmerece o cargo de Presidente da República e afronta a Constituição Federal.

O que temos visto e ouvido, quase cotidianamente, não se trata de uma questão política ou ideológica. Cada dia mais fica patente que o presidente precisa, urgentemente, de buscar um tratamento terapêutico.

A ABI conclama a sociedade brasileira a reagir às demonstrações do “Cavalão”, como era conhecido Bolsonaro na caserna, e requer à Procuradoria Geral da República que cumpra o seu papel constitucional, denunciando a quebra de decoro pelo ex-capitão Jair Bolsonaro.

Paulo Jeronimo de Sousa

Presidente da Associação Brasileira de Imprensa

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Política

‘Comissão da reforma tributária será instalada hoje’, diz Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que, segundo foi informado, todos os partidos já apresentaram o nome de seus integrantes para a formação da comissão mista especial que discutirá a reforma tributária. Com isso, acrescentou o senador, a expectativa é que o colegiado seja instalado ainda hoje (19). A comissão será formada por 25 senadores e 25 deputados.

A declaração de Alcolumbre foi feita após encontro com o governador de São Paulo, João Doria, na residência oficial da presidência do Senado, em Brasília. Um dos assuntos discutidos foi a distribuição de receitas entre os entes federativos.

“Estamos formando a comissão mista para o acompanhamento da reforma tributária, com 25 deputados e 25 senadores, de forma a compatibilizar o texto. A informação que tenho é a de que posso constituir a comissão ainda hoje porque todos parlamentares já foram indicados”, disse Alcolumbre.

A comissão estava prevista para ser instalada no começo deste mês, um dia depois do início do ano legislativo. Entretanto, a falta de acordo entre os representantes da Câmara e do Senado atrasou o início dos trabalhos.

Prioridade do governo no Congresso, em 2020, a discussão em torno de uma reforma tributária ganhou força no ano passado após a aprovação da reforma da Previdência. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado têm propostas de emendas à Constituição sobre a reforma tributária, a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019, respectivamente.

Ambas propõem a extinção de diversos tributos que incidem sobre bens e serviços, que seriam substituídos por um imposto único sobre o valor agregado. Os textos serão discutidos agora na comissão mista especial.

Davi Alcolumbre (Foto: Marcos Brandão/Senado)

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Destaque Mulher

No Rio, cerca de 1,5 mil foram vítimas de importunação sexual

No estado do Rio de Janeiro, 1.490 pessoas foram vítimas de importunação sexual, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP). Os casos foram registrados entre outubro de 2018 e dezembro de 2019. Outubro e novembro de 2019 apresentaram os recordes de registros, seguidos por março, mês do carnaval.

Importunação sexual é definida, pela Lei 13.718/2018, como prática de ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. Ou seja, são considerados importunação, por exemplo, entre outras formas de assédio, toques indesejados, apalpadas e beijos roubados.

A Lei 13.718/2018, publicada no final de setembro de 2018, alterou o Código Penal tipificando os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro. A pena prevista varia de um a cinco anos de prisão, isso se o ato não constituir crime mais grave, o que pode aumentar a pena.

De acordo com os dados do ISP, em novembro de 2019, 143 pessoas foram vítimas de importunação no estado do Rio, em outubro, 136. Março, mês do carnaval 2019, celebrado no dia 5, registrou 122 vítimas.

Para a delegada Juliana Coutinho, da Coordenadoria Geral das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, os números e as prisões em flagrante mostram que “a lei pegou”, diz. “As pessoas acreditam mais no sistema e procuram as delegacias”. De acordo com ela, apesar da lei proteger todas as pessoas, as mulheres, transgênero e cisgênero (indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu gênero de nascimento), são as maiores vítimas de importunação sexual.

De acordo com Juliana, ainda há, no entanto, uma subnotificação. “Muitos têm medo de denunciar”, diz. Há ainda dúvidas do que pode ser enquadrado como importunação sexual, o crime se estende não apenas a desconhecidos, mas também a pessoas próximas. “Acham que o marido pode fazer isso ou aquilo, quando na verdade não. Se for contra a vontade, contra a liberdade sexual, [não pode fazer]. Acabam não registrando”.

Ao todo, em 2019, foram feitas 178 prisões em flagrante. A delegada orienta as pessoas a filmarem os ocorridos e a buscarem testemunhas. Câmeras de segurança também podem ser usadas como prova do crime.

Carnaval

Em todo o território nacional, Governo Federal lançou nessa terça-feira (18) uma campanha de prevenção ao assédio sexual no carnaval, com o mote Assédio é Crime. #NãoTemDesculpa. A ação, que ocorrerá até o dia 29 de fevereiro, de acordo com o governo, é uma resposta ao aumento dos registros de assédio sexual e violência contra a mulher nos dias de festa.

A orientação é que qualquer pessoa que presencie ou seja vítima de assédio sexual e violência, denuncie pelo Ligue 180, que é a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

De acordo com a Coordenadoria Geral das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, no Rio de Janeiro, todos os agentes de segurança estão sendo instruídos a lidar com esse tipo de ocorrência nos dias de folia. Caso estejam no bloco de carnaval ou em outros eventos, podem buscar o agente mais próximo para pedir ajuda. “Não precisa ter vergonha. [As vítimas e testemunhas devem] procurar seja a polícia civil, a guarda municipal, o Corpo de Bombeiros”, diz, Juliana.

No carnaval de 2019, do dia 1º ao dia 10 de março, foram registradas seis ocorrências de importunação relacionadas ao carnaval no Rio, seja em blocos de rua, em desfiles ou bailes e outras 32 em outros locais, como meios de transporte públicos ou mesmo em casa.

No período do carnaval de 2019, foram feitas sete prisões em flagrante, sendo duas em evento de carnaval. (com informações da Agência Brasil)

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Brasil

Greve dos petroleiros cresce e soma 121 unidades da Petrobras, diz FUP

Cresceu para 121 o número de unidades do Sistema Petrobras que estão paralisadas em decorrência da greve dos petroleiros. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), aderiram os petroleiros dos campos terrestres de Urucu, no Amazonas, da Termelétrica Nova Piratininga, em São Paulo, e de mais uma plataforma da Bacia de Campos, na região entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Na sexta-feira 14, eram 116 unidades mobilizadas.

A federação afirma que 64% do total de trabalhadores desse segmento estão envolvidos com a greve, ultrapassando a marca de 21 mil pessoas. A organização contabiliza a paralisação de 58 plataformas, 24 terminais, 11 refinarias, oito campos terrestres, oito termelétricas, três Unidades de Tratamento de Gás (UTGs), uma usina de biocombustível, uma fábrica de fertilizantes, uma fábrica de lubrificantes, uma usina de processamento de xisto, duas unidades industriais e três bases administrativas.

No sábado (15), os caminhoneiros declararam apoio à greve. A Associação Nacional dos Transportadores Autônomos (ANTB) enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro e a 27 governadores, com um texto crítico à política de preços dos combustíveis que alinha os valores ao mercado internacional.

Os petroleiros protestam contra o anúncio de fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) pela atual gestão da Petrobras, na cidade de Araucária (PR). O fim da empresa representa a demissão em massa de trabalhadores do setor. A FUP sustenta que mil funcionários diretos e terceirizados podem ser dispensados e quase 4 mil trabalhadores indiretos podem ser afetados.

Na sexta-feira (14), pelo menos 144 funcionários receberam comunicados de demissão. No entanto, os grevistas queimaram os documentos durante ato no mesmo dia. Os petroleiros dizem que a Petrobras não quer negociar e acusam a gestão de colaborar com um projeto de desindustrialização da estatal.

Segundo a Petrobras, a Fafen não produz resultados sustentáveis e a sua continuidade operacional não se mostra “viável economicamente”. A estatal comunicou que as unidades seguem operando em condições de segurança, com equipes de contingência formadas por empregados que não aderiram à greve e contratações temporárias autorizadas pela Justiça.

A estatal diz ainda que está realizando o desconto dos dias não trabalhados dos empregados que aderiram ao movimento grevista. Em nota divulgada na última quinta-feira (13), a companhia disse que “o desconto será realizado porque não houve a contraprestação do serviço, ou seja, os empregados não realizaram o trabalho para o qual são contratados”.

Os petroleiros enfrentam uma batalha judicial para manter a legalidade da greve. Em 4 de fevereiro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os sindicatos da categoria mantenham 90% dos trabalhadores em serviço durante as paralisações. A decisão foi reiterada por liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli. (com informações da Carta Capital)

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Cultura Destaque

A folia carioca através dos tempos

Por Cláudia Mastrange

“Sonho de rei, de pirata e jardineira…”. O verso da letra de ‘Pra tudo se acabar na quarta-feira’, composto pelo mestre Martinho da Vila para a Vila Isabel, é uma das poesias musicais que descrevem o carnaval. A festa popular mais esperada do ano e que em 2020 promete reunir cerca de sete milhões de turistas no Rio de Janeiro, é sinônimo de movimentação turística e financeira, mas também de alegria, fantasia e recheada de História.

A festa do carnaval chegou oficialmente ao Brasil no século 17. Os primeiros eventos foram trazidos pelos portugueses e tinham o nome de entrudo, uma brincadeira em que se atirava bolas de cera com líquido perfumado, os chamados limões de cheiro. Começam a surgir também os grandes bailes de carnaval na cidade, que acabariam por incentivar outras formas de diversão, como os passeios ou ‘promenades’, aos moldes do então já quase extinto carnaval romano. A ideia de se deslocar para os bailes em carruagens abertas – um preâmbulo para os atuais desfiles – seduzia a elite econômica, que tinha ali uma oportunidade de exibir suas ricas fantasias ao povão e “civilizar” o carnaval.

A inspiração vinha de todo lado. O carnaval de Veneza, com seus pierrots, colombinas e máscaras típicas. Os costumes africanos também foram incorporados, formatando o nosso carnaval. Os escravos usavam máscaras e fantasias feitas de penas, ossos, grama e outros elementos, pois acreditavam em seu poder de invocar os deuses e afastar maus espíritos. Tudo isso passou a fazer parte dos ornamentos e adereços nas fantasias usadas até os dias de hoje.

Na segunda metade do século 19, a alegria de momo ficava por conta das Grandes Sociedades Carnavalescas ou clubes sociais que promoviam festas diversas, e na época da folia, antes do aparecimento das escolas de samba, organizavam cortejos carnavalescos ou desfiles pelas ruas do Rio com uso alegorias, geralmente fazendo sátiras ao governo. Eles competiam entre si e eram compostos pela elite da cidade. Havia ainda os ranchos e as divertidas batalhas de confete.

Já no século 20, a festa começou a se transformar e tomar de assalto a antiga Avenida Central, posteriormente Avenida Presidente Vargas. Ali surgiram os chamados cordões e ranchos carnavalescos, estes com a participação das camadas mais populares, que deram origem aos blocos e escolas de samba. Esse termo, “escola de samba”, foi criado pelo cantor e compositor Ismael Silva, porque os sambistas eram denominados de professores, por conta do prestígio que possuíam.

O samba como divisor de águas

O primeiro baile de carnaval do Rio aconteceu em 1840, com os foliões dançando polca e valsa. O samba seria introduzido na folia por volta de 1917, sendo o elemento fundamental para o surgimento das escolas de samba. Nascido no oeste africano, foi trazido ao Brasil pelos escravos, que encontravam em suas manifestações culturais um alívio para tanto sofrimento. Com a abolição da escravatura, muitos desses libertos se estabeleceram em lugares como a Cidade Nova e a Praça Onze, que se tornaram grandes centros de samba. O ritmo foi se tornando popular e compositores, músicos e passistas passaram a se reunir regularmente para exibir seus talentos, formando clubes e associações que competiam uns contra os outros. Assim surgiram as escolas de samba.

Ismael Silva

A Deixa Falar foi a primeira escola de samba, fundada em 1928 por sambistas do Estácio, entre eles Ismael Silva. A ideia era criar um bloco de carnaval que dançasse e evoluísse ao som de samba, diferente dos ranchos, que eram embalados pelas marchas-rancho, que usavam também instrumentos de sopro e metal e tinham um ritmo mais pausado e cadenciado.

Em 1932 o jornalista Mario Filho, proprietário do jornal Mundo Sportivo organizou e patrocinou o primeiro desfile oficial de escolas de samba na Praça Onze. O jornal tinha entre seus quadros de redação compositores famosos como Armando Reis, Antônio Nassara e Orestes Barbosa.

As escolas foram surgindo e se desenvolvendo e surgiu a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, para organizar os desfiles das escolas de samba no carnaval carioca. A partir daí, as escolas de samba evoluíram em seu crescimento e organização até o colossal carnaval moderno que vemos hoje.

Outro marco da evolução dos desfiles no Rio foi a fundação do Sambódromo, em 1984. Até então, as escolas desfilavam em uma das mais antigas ruas do Rio, a Avenida Presidente Vargas. Com a crescente popularidade do carnaval, surgiu a necessidade da construção de estruturas de concreto, constituindo arquibancadas, em ambos os lados da pista da Rua Marquês de Sapucaí. Com o projeto de Oscar Niemeyer, a construção foi batizada de Sambódromo e tornou-se palco dos desfiles no Rio de Janeiro.

VÁRIAS FORMAS DE BRINCAR…

Desfile de corso

Entrudo
Os foliões saíam às ruas e jogavam não só limões de cheiro, com água perfumada nas pessoas, mas também ovos, farinha e líquidos mal cheirosos. A brincadeira, inicialmente familiar, tornou-se popular e um tanto agressiva. Por vezes causava incidentes sérios e, por isso, a prática foi proibida em 1853.

Grandes Sociedades ou clubes sociais
Surgiram na metade do século 19 e promoviam festas diversas e, na época de carnaval, organizavam cortejos carnavalescos ou desfiles pelas ruas do Rio com uso de alegorias e pessoas da alta sociedade. Em 1855, um clube chamado Congresso das Summidades Carnavalescas fez seu primeiro desfile pelas ruas da cidade. Um de seus fundadores foi o escritor José de Alencar.

Cordões
Os cordões tinham este nome por andarem em fila, com seus participantes caminhando e dançando um atrás do outro, com os foliões mascarados. O grupo era conduzido por um Mestre e obedecia a um apito de comando e instrumentos de percussão ditavam o ritmo da brincadeira. Tem-se o ano de 1886 como data de surgimento, com a fundação do cordão chamado Estrela da Aurora. Entretanto, a existência de cordões é bem anterior aos registros históricos.

Ranchos

Rancho

Os ranchos surgiram no final do século 19 e ganharam mais destaque na primeira metade do século 20. Eram associações que realizavam cortejos de carnaval, com a presença de Rei e Rainha ao som das chamadas marcha-rancho. Tinha sempre um mestre de harmonia, um mestre de canto e um mestre de sala, que era responsável pela coreografia. Alguns historiadores consideram que os ranchos são uma herança de antigas manifestações como a Folia de Reis

Corsos

No início do século 20 os corsos e batalhas de confete ganharam as ruas, no início da era automobilística. Carruagens enfeitadas e, posteriormente automóveis, desfilavam com suas respectivas capotas de lona abaixadas, geralmente na Avenida Central (atual Av. Rio Branco) e Avenida Beira Mar, repletos de foliões fantasiados. Quando os veículos se entrecruzavam, os grupos de foliões fantasiados jogavam confetes, serpentinas e esguichos de água ou lança-perfume uns nos outros.

Blocos
Os blocos foram considerados um meio termo entre os ranchos e os cordões, que não eram muito bem vistos e se tornaram a inspiração para ‘grupos de samba’, que buscavam aceitação social, e que viriam a ser as escolas de samba a partir da década de 1930. Os primeiros blocos licenciados pela polícia do Rio de Janeiro datam e 1889, entre eles o Zé Pereira, Bumba meu Boi, Estrela da Mocidade, Piratas do Amor, Teimosos do Catete, Guaranis da Cidade Nova, Prazer da Providência e Prazer do Livramento.

‘DINHEIRO FALTA, MAS NÃO FALTARÁ SAMBA NO PÉ’

Milton Cunha, apresentador e carnavalesco

Foto: Divulgação

Carnaval é a indústria cultural da criatividade. A grande pegada do entretenimento cresceu muito. Hoje, você tem sociedades inteiras oferecendo experiências de alegria. O turista não quer mais só contemplar, ele quer vivenciar e experimentar. Então, essa coisa de você estar dentro da pulsação é o que mudou na sociedade. Antes, você contemplava os desfiles das escolas de samba, e hoje você quer participar. É muito interessante ver como o turismo de carnaval também vai para as ruas. O folião quer ir para bloco. Ele quer pular na arquibancada. Não quer só ficar vendo aquela belezura. Ele quer suar também junto.

Vai ser um ano de um carnaval economicamente difícil, o dinheiro foi curto. E aí, me parece que samba nó pé vai ser o diferencial. As escolas vão ter que superar essa dureza econômica e se colocar com toda alegria na avenida. Que as baterias pulsem! Que os sambistas sambem muito porque acho que quem for mais feliz leva. Dinheiro falta, mas não faltará samba no pé. Acho que a escola mais feliz, a mais sambada, a mais sambista, vai levar. Dinheiro não tem… Só a Viradouro que é a rica da parada, mas barracão nunca ganhou carnaval. Eu já vi tantas ricas que chegaram lá na hora e se esbagaçaram. Claro que a Viradouro tem um grande enredo, tem um grande samba, uma grande comunidade, então, tem muita chance. Mas acho também que Beija-Flor, Grande Rio, Mocidade − com enredo sobre a Elza Soares − são as ‘bambambam’ da parada e têm tudo para arrasarem!

Fotos: Reproduções

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TV & Famosos

TV & Famosos: ‘Lazarus’, Ana Maria Braga, Ruth de Souza e Andréia Ribeiro

Por Claudia Mastrange

Três vezes Valentina

Em cartaz no Rio de Janeiro com o musical ‘Lazarus’, no Teatro Multiplan, no Rio, Valentina Herszage (foto acima) aguarda a estreia de três longas-metragens que filmou entre 2018 e 2019: ‘Raquel 1.1’ (2019), da diretora Mariana Bastos; ‘Homem Onça’ (2018), do diretor Vinicius Reis, e ‘The Seven Sorrowsof Mary’, do diretor Pedro Varela. “O cinema sempre foi uma grande paixão para mim”, diz a atriz, de 21 anos, que despontou vivendo Hebe Camargo, na minissérie Hebe.

Foto: Ravel Andrade

Felicidade compartilhada

Ana Maria Braga disse sim ao empresário francês Johnny Lucet, no dia sete de fevereiro, e tem compartilhado sua felicidade com seus fãs e amigos em postagens carinhosas com o amado em suas redes sociais.

A cerimônia foi realizada na casa da apresentadora, em São Paulo, e exibida no ‘Mais Você’. Os noivos usavam as roupas que vestiam quando se conheceram, em Algarve, Portugal. Ana está em tratamento contra um câncer do pulmão e já iniciou o tratamento com quimioterapia e imunoterapia.

Foto: Reprodução Instagram

 

 

 

Homenagem a Ruth de Souza

O artista plástico Kléber Lisboa mostrou, em primeira mão ao Diário do Rio, nos bastidores do Prêmio Ubuntu, no qual foi homenageado, a tela que pintou o rosto da atriz Ruth de Souza.

A obra vai adornar a Sala de Leitura Ruth de Souza, idealizada por Paula Dias, da ONG Afrotribo, que será inaugurada em março, em Niterói. “Dona Ruth merece. Ela é uma referência para todos os artistas”, declarou Kléber.

Foto: Diário do Rio

 

 

 

 

 

Carolina vai para a Alemanha

A atriz Andréia Ribeiro é só alegria. O espetáculo ‘Carolina Maria de Jesus, Diário de Bitita’, protagonizado pela artista, foi convidado pela associação Mulheres pela Paz – Frauenfür Frieden − em parceria com o Departamento de Igualdade de Gênero de Augsburg, Alemanha − para fazer parte das atividades anuais que celebram o Dia Internacional da Mulher.

O monólogo será apresentado no VI Sarau da Paz − Weltfrauentag 2020 – International Women´s Day, em 7 de março,em Augsburg, com entrada franca.

Foto: Dalton Valério

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Diário na Folia

Diário na Folia: Anitta, Raissa Machado e banda Velhas Virgens

Por Claudia Mastrange

Carnaval apaixonante

Além de estampar as manchetes por conta de seu suposto romance com Gabriel David, filho do Anísio Abrahão Davi, presidente da Beija-Flor, Anitta bombou nos ensaios e promete vir com tudo no desfile do Bloco das Poderosas, que rola em 29 de fevereiro, na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio. No repertório, hits de Carnaval deste ano: ‘Contatinho’, ‘Combate’ e ‘Some que ele vem atrás’. Se joga!

Foto: Fotos Públicas

Musa em dose dupla

Há sete anos rainha de bateria da Unidos do Viradouro, a modelo e dançarina Raissa Machado, de 36 anos, está no time de beldades saradas do carnaval 2020. A beldade também é a musa do camarote ‘MAR – Mais Amor Ao Rio’, que propõe a “ousadia” de construir uma festa com mais responsabilidade, empatia e consciência coletiva.

“O carnaval é uma festa tão linda e alegre que não deve ser vivida em apenas uma noite. Estou no meu melhor momento dentro do carnaval”, contou a morena.

Foto: Divulgação

 

 

 

 

   Marchinha das fake news

Irreverente na medida da folia, a banda de rock Velhas Virgens lançou uma marchinha que fala de tema muito presente em nosso cotidiano: as fake news.

“A ideia é abordar, de forma bem-humorada, a enxurrada de notícias falsas que circulam pelas redes sociais e na internet como um todo”, explica Paulão de Carvalho, vocalista da banda, que desfila em São Paulo, no dia 29 de fevereiro, com seu bloco de rua, Carnavelhas.

Foto: Divulgação

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Cultura Destaque

‘Eu quero é botar meu bloco na rua’

Por Alessandro Monteiro

Em 1973, o compositor Sérgio Sampaio lançava a canção ‘Eu quero é botar meu bloco na rua’, música em forma de protesto, numa época em que os brasileiros estavam amordaçados, sofrendo com a censura e o enriquecimento da classe média num período de ditadura.

Não muito diferente dos tempos atuais, a música, que foi regravada por tantos gênios da MPB, permanece na boca do povo e ganha as ruas quase 50 anos depois, a fim de reivindicar os mesmos direitos, num período de retrocesso político.

A cada ano, os blocos ganham mais adeptos talvez pelo fato de ser considerado um espaço democrático, que cada folião encontra para expressar suas emoções e tratar temas como diversidade, preconceito, racismo e intolerância religiosa.

Por outro lado, o carnaval de rua favorece os ambulantes credenciados, a possibilidade de vender seus produtos gerar uma renda extra no fim do mês.

Em tempos de crise, os luxuosos camarotes da Marquês de Sapucaí, que possuem ingressos que variam de R$ 1.700 a R$ 2.500, transformaram-se mais num espaço turístico para os gringos que visitam a cidade neste período.

A grande parte dos cariocas, principalmente os jovens, estão mesmo é buscando o carnaval alternativo de rua, que além de trazer a sensação de liberdade, ainda dá um colorido pra lá de especial.

Então, prepare-se e caia na folia com principais blocos cariocas que arrastam multidões!

Cordão do Boitatá

Fundado em 1996 por estudantes e músicos, é responsável pela revitalização do carnaval de rua carioca, atraindo milhares de foliões nas apresentações que duram mais de sete horas, sempre no domingo de carnaval.
Desfile: 16 de fevereiro (domingo)
Onde: Av. Henrique Valadares, Centro
Concentração: 8h

Sargento Pimenta

Fundado em 2010, e arrastando mais de 180 mil pessoas, o bloco traz no repertório versões de canções das bandas de rock The Beatles, interpretadas com arranjos de samba, marcha e maracatu.
Desfile: 24 de fevereiro (segunda)
Onde: Av. Infante Dom Henrique, 75, Glória
Concentração: 8h

Céu na Terra

O bloco não se limita aos desfiles de carnaval, definindo-se como um núcleo de cultura popular. O grupo é formado por mestres e educadores, além de músicos e artistas em geral. Premiado, o bloco ostenta o título de “Bloco mais Colorido do Carnaval Carioca”.
Desfile: 15 de fevereiro (sábado)
Onde: Largo dos Guimarães, Santa Teresa
Concentração: 7h

Orquestra Voadora

O bloco desfila desde 2008. Formado por músicos, a turma inovou e passou a misturar tradicionais marchinhas com sambas, rock, trilhas sonoras de filmes e desenhos animados, música pop e ritmos brasileiros.
Desfile: 25 de fevereiro (terça)
Onde: Aterro do Flamengo, altura da Praça Luís de Camões − Coreto Modernista
Concentração: 13h

Banda das Quengas

A Banda das Quengas foi fundada em 1990 e é um bloco LGBT que desfila pelas ruas da Lapa no Rio de Janeiro. O bloco surgiu sob o comando de Juares Moraes e Tbengston Martins e teve inspiração na personagem da atriz Joana Fomm na novela ‘Tieta’, cujo bordão era “quenga”.
Desfile: 25 de fevereiro (terça)
Onde: no meio da Washington Luís, Lapa
Concentração: 16h

Simpatia é Quase Amor

Bloco nascido em 1985, em meio à campanha pelas Diretas Já, com as cores amarelo e lilás. A turma desfila pelas ruas de Ipanema, bairro da Zona Sul do Rio.
Desfile: 23 de fevereiro(domingo)
Onde: Praça General Osório, Ipanema
Concentração: 14h

Banda de Ipanema

É um dos blocos mais conhecidos do carnaval do Rio. Fundado em 1964, arrasta multidões pelo tradicional bairro que leva o nome do bloco, na Zona Sul carioca.
Desfile: 22 de fevereiro (sábado)
Onde: Rua Gomes Carneiro, Ipanema
Concentração: 16h

Cordão da Bola Preta


Fundado em 1918, é o mais antigo bloco da cidade. Desfilando tradicionalmente todo sábado de carnaval pelas ruas do Centro, o bloco arrasta quase três milhões de pessoas.
Desfile: 22 de fevereiro (sábado)
Onde: Rua Primeiro de Março, Centro
Concentração: 7h

Bloco das Carmelitas


Fundado em 1990, o bloco desfila em Santa Teresa, onde fica o Convento das Carmelitas, nome que originou o bloco.
Desfile: 21 de fevereiro (sexta)
Onde: esquina da Ladeira de Santa Teresa com Rua Dias de Barros, Santa Teresa
Concentração: 13h

Fotos: Agência Brasil e Riotur