A apresentadora Ione Borges morre aos 73 anos nesta segunda-feira (24), após décadas dedicadas à comunicação brasileira. Ela, que marcou gerações à frente do programa “Mulheres”, da TV Gazeta, teve a morte confirmada pela própria emissora, que informou que a causa foi insuficiência respiratória. Ela integrou o time da Fundação Cásper Líbero por quase 30 anos.
Natural de São Paulo, Ione iniciou a carreira na década de 1960 como modelo e, em 1970, fez parte da novela “Meu pedacinho de chão”, da TV Globo. No entanto, seu grande destaque surgiu quando ingressou na Gazeta. Primeiro, comandou um quadro de moda no programa “Clarice Amaral em desfile” e, mais tarde, tornou-se uma das principais apresentadoras da emissora ao assumir o “Mulheres”, ainda nos anos 1980.
No programa, construiu uma parceria de 16 anos com Claudete Troiano. A apresentadora, atualmente com 72 anos, publicou fotos antigas ao lado de Ione para lamentar sua morte. “Juntas, na televisão, construímos uma história que atravessou gerações e marcou a vida de tantas pessoas. Dividimos risos, emoções, aprendizados e, acima de tudo, vivemos momentos de verdadeira felicidade. Hoje me despeço com o coração apertado, mas cheio de gratidão. Obrigada, minha linda e eterna parceirinha. Você segue viva na minha memória, no meu carinho e na história da nossa comunicação”, disse Claudete em homenagem.
Após deixar o “Mulheres” em 1999, Ione seguiu na TV Gazeta em outros projetos. Ela ganhou um talk show com seu nome, apresentou programas matinais e continuou colaborando com a emissora mesmo após se afastar das atrações diárias. Em 2014, cobriu as férias de Ronnie Von no “Todo Seu” e, em setembro de 2020, retornou aos estúdios para participar da edição especial de 40 anos do “Mulheres”, sua última aparição na TV.
Com uma trajetória marcada pela proximidade com o público e pela contribuição ao desenvolvimento da programação feminina na televisão, Ione Borges deixa um legado reconhecido por colegas e telespectadores que acompanharam sua carreira ao longo de décadas. O espaço permanece aberto para manifestações da família e da equipe que conviveu com a apresentadora.





