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Polícia Civil mira exploração sexual infantil em aplicativo de mensagens

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Nessa Sexta-Feira (20) foi iniciado pela Policia Civil a Operação Pueri in Periculum, expressão em latim que significa “Crianças em Perigo”, para combater crimes de aliciamento e assédio sexual contra menores em Niterói e em outras duas regiões.

Agentes saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra 3 investigados no Rio de Janeiro, em São Gonçalo e em Niterói.

O inquérito foi aberto após uma denúncia anônima informal que alunos entre 10 e 11 anos de uma escola da Região Oceânica do município foram incluídos em um grupo de mensagens que compartilhava imagens de exploração sexual infantil, cenas de extrema violência e conteúdo homofóbico e racista.

Segundo a polícia, a comunidade tinha cerca de 500 membros e causou forte impacto emocional nas crianças.


Na investigação a Policia descobriu que, no grupo, há pessoas de vários estados. Os criminosos, além de compartilhar conteúdo impróprio, ainda ameaçavam as crianças caso saíssem das conversas ou avisassem aos pais.

“Havia mensagens ameaçadoras sobre ter que participar e trocar imagens. ‘Eu sei onde você mora’, por exemplo”, disse a delegada.

“Uma família veio até a delegacia e prestou a declaração. Inclusive eles conseguiram poupar o filho de visualizar essas imagens, e ele até agradeceu: ‘Obrigado por não deixar eu acessar, porque tinha crianças chorando na sala de aula’”, narrou Carina.

Investigação e mandados
A apuração é conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói). Os agentes identificaram 3 administradores do grupo.

A Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão de telefones celulares dos investigados, com o objetivo de coletar provas e identificar outros possíveis envolvidos.

Ainda segundo a Polícia Civil, há indícios de que crianças de outras escolas do município também tenham sido incluídas no grupo. A delegada disse considerar que menores também são incluídos como administradores, a fim de ampliar o alcance do grupo.

“Com a arrecadação dos celulares dos administradores identificados, a gente vai dar continuidade à investigação para verificar as pessoas que aliciaram todas essas crianças”, destacou.

Orientação aos pais
A corporação destacou a importância de que pais e responsáveis acompanhem o que crianças e adolescentes acessam e com quem conversam em ambientes virtuais.

De acordo com a polícia, é fundamental manter um diálogo aberto para que os menores relatem qualquer situação suspeita.

Em caso de indícios de crime, a orientação é procurar a Polícia Civil e a direção da escola para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas.

“Tem que ser monitorado o tempo todo, tem que ser conversado o tempo todo, porque a gente não para de ver esse tipo de denúncia hoje em dia”, frisou a delegada.

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