O México viveu um dos dias mais tensos de sua recente guerra contra o narcotráfico após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, apontado como o chefe do cartel mais procurado do país. Ele foi capturado e morto no domingo (22) durante uma operação militar na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco.
Segundo autoridades, o líder criminoso foi localizado em um imóvel após um trabalho de inteligência das forças de segurança. Durante a ação, houve confronto armado. El Mencho ficou ferido, chegou a ser capturado com vida, mas morreu enquanto era transferido para outra cidade sob custódia.
Chefe do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ele era considerado uma das figuras mais violentas e poderosas do crime organizado mexicano. O grupo é apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de fentanil para os Estados Unidos, droga sintética ligada a uma grave crise de overdoses no país.
A morte do líder desencadeou uma reação imediata do cartel e de facções aliadas. Diversos estados mexicanos registraram ataques, bloqueios de estradas, incêndios de veículos e confrontos armados. O saldo preliminar ultrapassa 70 mortos, entre integrantes de grupos criminosos, agentes de segurança e civis.
O governo mexicano colocou forças federais em alerta máximo e reforçou a presença militar nas regiões mais afetadas, temendo uma escalada ainda maior da violência. Especialistas avaliam que a morte de El Mencho pode provocar uma disputa interna pelo comando do cartel, o que tende a ampliar a instabilidade.
Considerado um dos criminosos mais procurados do mundo, El Mencho liderava uma organização conhecida pela extrema brutalidade, pelo uso de armamento pesado e pela rápida expansão territorial nos últimos anos. Sua queda representa um golpe simbólico contra o narcotráfico, mas também abre um período de incerteza sobre os próximos movimentos do crime organizado no México.





