Fraudes bancárias no Rio de Janeiro são alvo de uma operação realizada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A ação resultou na prisão de três suspeitos envolvidos em um esquema criminoso que teria movimentado cerca de R$ 320 milhões ao longo dos últimos cinco anos.
Segundo as investigações, quase metade desse valor foi alvo de sequestro judicial de bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados. O grupo é suspeito de atuar em crimes como falsidade documental, estelionato e lavagem de dinheiro.
Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes regiões do estado, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e cidades da Região dos Lagos. A operação também contou com apoio de agentes no Maranhão, em ação integrada com a Polícia Civil local.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, em parceria com o Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público.
De acordo com o inquérito policial, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em diversos crimes, entre eles estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
A apuração teve início em março de 2021, após uma empresa denunciar que havia sido vítima de um golpe que causou prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão.
Durante as investigações, os agentes descobriram que os criminosos utilizavam documentos falsos para desviar valores após identificarem vulnerabilidades em sistemas bancários.
A partir desse ponto, foi solicitada cooperação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que ajudou a rastrear movimentações financeiras suspeitas e revelar a dimensão do esquema.
Segundo os investigadores, o grupo atuava principalmente na Região dos Lagos, mas também possuía ramificações em Minas Gerais e no Maranhão.
Ainda de acordo com os dados coletados, os suspeitos realizavam depósitos em espécie de valores elevados e utilizavam empresas de fachada para ocultar a origem ilícita do dinheiro e promover a lavagem dos recursos obtidos com os golpes.
As autoridades seguem analisando documentos e materiais apreendidos durante a operação, que podem revelar novos envolvidos e ampliar o alcance da investigação nos próximos dias.





