Aposentados do Banco Itaú realizaram nesta quinta-feira, 12 de março, às 10h, um protesto no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro. A mobilização teve início na Praça Santos Dumont, de onde os manifestantes saíram em uma caminhada silenciosa, com cartazes, até o Shopping Bossa Nova Mall, onde funciona uma agência do banco.
O ato chamou atenção para uma situação que, segundo os organizadores, atinge diretamente cerca de 15 mil aposentados e aproximadamente 9 mil agregados, entre cônjuges e dependentes, que passaram a enfrentar dificuldades para manter o acesso à assistência médica.
De acordo com os manifestantes, o banco deixou de cumprir o que está previsto na Lei nº 9.656/98, que regula os planos e seguros privados de assistência à saúde no Brasil.
O artigo 31 da legislação estabelece que o trabalhador aposentado que contribuiu para o plano de saúde durante o período em que esteve na ativa tem o direito de manter o benefício nas mesmas condições de cobertura, desde que assuma o pagamento da parte que lhe cabia enquanto empregado.
No caso do Banco Itaú, segundo os aposentados, durante o período de trabalho os colaboradores arcavam com cerca de 60% do valor do plano de saúde, enquanto os outros 40% eram subsidiados pela instituição. No entanto, ao se desligarem da ativa, os beneficiários passaram a ser responsáveis por 100% do custo do plano, perdendo completamente o subsídio patronal.
Para muitos aposentados, o aumento repentino da mensalidade tornou o plano de saúde inviável financeiramente, especialmente para aqueles que necessitam de acompanhamento médico contínuo.
Com a mobilização, os aposentados buscaram chamar a atenção da sociedade e da direção do banco para a situação, reivindicando o cumprimento da legislação e a manutenção de condições mais justas de acesso à assistência médica para quem contribuiu durante anos para o plano de saúde enquanto estava na ativa.
Eles seguem na luta e planejando novas ações que chamem a atenção da população, da direção do banco e também de autoridades que possam intervir a favor da causa justa e necessária.





