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Após morte do Jiló dos Prazeres em operação da PM no Centro do Rio traficantes começam a fechar vias

Foto: Divulgação
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Jiló dos Prazeres foi morto na manhã desta quarta-feira (18) durante uma operação da Polícia Militar na Região Central do Rio. A ação, realizada por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), também provocou uma reação de criminosos que tentaram interditar o acesso ao elevado Paulo de Frontin, no Rio Comprido.

Apontado como um dos criminosos mais procurados do estado, Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, tinha 55 anos e acumulava 135 passagens pela polícia, além de pelo menos quatro mandados de prisão em aberto por crimes como tráfico de drogas, sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal.

A operação começou nas primeiras horas do dia, com a entrada de equipes policiais em comunidades como Prazeres, Fallet-Fogueteiro, Coroa, Escondidinhos e Paula Ramos. Houve intensa troca de tiros durante a chegada dos agentes.

Ao todo, 151 policiais participaram da ação, com apoio de 14 viaturas e dois blindados, em uma mobilização de grande porte para cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Militar, o objetivo da operação é combater grupos criminosos envolvidos em roubos de veículos e tráfico de drogas na região central do Rio, especialmente em áreas próximas à Lapa.

Jiló dos Prazeres era apontado como chefe da comunidade dos Prazeres, em Santa Teresa, e uma das lideranças mais antigas dentro da facção. De acordo com investigadores, ele também era responsável por coordenar ações criminosas, incluindo roubos na Zona Sul da cidade.

O traficante também era investigado por participação na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, no Morro dos Prazeres. Na ocasião, a vítima foi baleada após entrar na comunidade por engano durante uma viagem de motocicleta.

No dia anterior à operação, forças de segurança já haviam atuado na região para cumprir mandados contra integrantes do grupo criminoso. Ao todo, 28 ordens de prisão preventiva foram expedidas, sendo que parte dos alvos já estava detida.

Entre os procurados está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, apontado como um dos chefes da facção e que segue foragido.

A morte de Jiló dos Prazeres representa um duro golpe na estrutura do crime organizado na região, mas também eleva o nível de tensão, como demonstrado pela tentativa de bloqueio em vias importantes da cidade.

E com a continuidade das operações, a morte de Jiló dos Prazeres pode desencadear novos desdobramentos na disputa pelo controle do crime no Centro do Rio.

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