O vagão feminino no ramal Santa Cruz foi alvo de denúncias de passageiras após homens serem flagrados utilizando o espaço exclusivo dentro da composição, na Zona Oeste do Rio.
Imagens gravadas por usuárias mostram pelo menos cinco homens dentro do vagão destinado exclusivamente para mulheres. O registro foi feito na tarde desta segunda-feira (30).
Durante o vídeo, uma das passageiras chega a alertar os ocupantes sobre a irregularidade. “Ei, esse vagão é feminino, tá?”, diz.
Mesmo após o aviso, alguns homens permaneceram no local, segundo relatos, o que gerou discussão dentro do trem.
As passageiras afirmam que o descumprimento da regra tem sido frequente, mesmo após a ampliação da medida que tornou os vagões exclusivos válidos durante todo o dia.
Desde o último dia 23, os vagões femininos passaram a funcionar 24 horas por dia, substituindo o modelo anterior, que restringia o uso a horários de pico em dias úteis.
Procurada, a SuperVia informou que promove ações voltadas ao combate ao desrespeito às mulheres dentro dos trens.
“A SuperVia contribui e incentiva ações com foco no combate ao desrespeito às mulheres dentro dos trens. A concessionária cumpre diversas medidas que visam protegê-las, como a disponibilização de um carro exclusivo para elas em cada trem, conforme lei estadual”, informou em nota.
A empresa também destacou que mantém comunicação visual com avisos e promove campanhas de conscientização para orientar os passageiros.
“Como se trata de uma questão sobre comportamento, a concessionária também veicula avisos sonoros para reforçar a importância de que o carro feminino seja respeitado e investe em campanhas de conscientização para orientar e ampliar a boa convivência dentro dos trens”, completou.
Além disso, a concessionária informou que compartilha informações com as forças de segurança para reforçar a fiscalização.
“A SuperVia compartilha com as forças policiais informações estratégicas a fim de que realizem rondas mais assertivas, que muitas vezes podem levar até a prisão de criminosos e abusadores.”
O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas de proteção às mulheres no transporte público.
E levanta uma questão importante: como garantir o respeito às regras em um espaço criado justamente para oferecer mais segurança?





