Não sei o que é pior para o povo brasileiro. A ditadura militar que controlou o país na força, na repressão, na tortura e nos assassinatos, ou a ditadura do judiciário que pratica as mesmas tiranias, exceto a tortura física e assassinato.
Realmente não dá para fazer comparações, pois a ditadura dos anos de chumbo nunca mais. Nunca mais também para a ditadura do judiciário que impõe censura prévia, proibição de manifestações políticas, entre outras aberrações impostas em nome da pseudo defesa da democracia.
O presidente milico Arthur da Costa e Silva, no quarto ano da ditadura promoveu o mais repressivo ato institucional, dando ao período mais negros de nossa história. O Ato Institucional Número Cinco (AI-5), assinado em dezembro de 1968, implantando o período mais sombrio e violento do regime, sempre culminando com repressão contra a liberdade, suspensão dos direitos políticos.
O AI-5, de Alexandre de Moraes, só faltou suspender os direitos políticos em larga escala, pois restringiu até manifestações de deputados federais e senadores eleitos diretamente pelo povão. Embora seja um paralelo perigoso entre o AI-5 e as decisões tirânicas do STF, mas fato é que censura prévia, prisões política, suspensão de direitos civis, são ações que rezam na cartilha dos ditadores da Suprema Corte.
Na prática, o Brasil está sendo governado pelos tiranos do Supremo Tribunal Federal, que se aproveitaram das manifestações do 8 de janeiro sob o falso pretexto de golpe de Estado, implantar um terror institucional, ou seja, usar o poder, a estrutura e recursos do governamental para impor medo, desmobilizar o povão e silenciar a oposição e governar com mão-de-ferro.
A ditadura do judiciário permanece atuando implacavelmente, principalmente quando seus ministros estão envolvidos num “mar de lama” da corrupção do Banco Master e do INSS. Enterraram a “Lava Jato” e agora estão tentado enterrar os escândalos do Master e do INSS. Até onde foi possível, a CPMI apurou que foram roubados cerca de R$ 6 bilhões de 6,5 milhões de idosos e crianças deficientes.
Por mais que os corruptos supremos tentam sufocar as apurações dos escândalos do Banco Master e do INSS, ao derrubarem a prorrogação da CPMI, não poderão esconder por debaixo dos tapetes um escritório de advocacia contratado por R$ 129 milhões, e o “investimento” de R$ 35 milhões no Tayayá.
Fato é que a Suprema Corte, em sua tirânica maioria está contaminada pela corrupção e atuando em benefício próprio, ao impedir os avanços nas investigações e apurações da roubalheira do INSS e do Master. A decisão não apagará o que já foi descoberto e tornado público, por exemplo, a mesada de R$ 300 mil recebida por Lulinha do Careca do INSS.
O que o povo não pode permitir é que mais esses escândalos não terminem em pizza. As eleições estão chegando.



