Definitivamente não somos um País sério, justo, íntegro, ético, provido de imparcialidade e urbanidade, transparente e democrático.
A contradição entre a teoria e a prática não tem precedente ao longo desses 20 anos de “república”. A tão defendida democracia pelos ditadores e corruptos encastelados na máquina estatal, transformou o País num imenso paraíso fiscal da corrupção, onde os poderosos podem tudo e o povão paga a conta.
Um país que transforma uma baderna generalizada em golpe de estado e pune os baderneiros com condenações arbitrárias e ilegais, imputando-os pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, não pode ser levado a sério.
Enquanto os condenados pela tirania do ministro Alexandre de Moraes – Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do batom”, cabeleireira que pichou a frase “Perdeu Mané” na estátua da Justiça condenada a 14 anos de prisão; Alcides Hahn empresário condenado a 14 anos de prisão por doar R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado;
Carlos Rubens da Costa, 73 anos, metalúrgico; Maria de Fátima Mendonça, 70 anos, dona de casa; Sônia Teresinha Possa, 67 anos, contadora aposentada; Maria do Carmo da Silva, 63 anos, professora aposentada; Jamildo Bonfim de Jesus, 62 anos, contador; Marco Afonso Campos de Santos, 62 anos, aposentado João Cláudio Tozzi, 61 anos, pedreiro; e mais uma lista de 30 aposentados, os corruptos fazem a festa com o dinheiro público.
A bandidagem se farta com viagens, bebidas e propinas que foram patrocinadas pelos milhões distribuídos pelo banqueiro do Banco Master. A Receita Federal divulgou a lista contendo políticos e autoridades corrompidos pelo Master que distribuiu cerca de R$ 220 milhões em supostos contratos com autoridades, que entre os beneficiados fazem parte dessa lista:
Alexandre de Moraes contrato de R$ 129 milhões, escritório Barci de Moraes; Dias Toffoli aporte de 35 milhões no Tayayá; R$ 10 milhões para Michel Temer, R$ 6 milhões para Ricardo Lewandowski, R$ 18 milhões para Henrique Meirelles, R$ 14 milhões para Guido Mantega, R$ 6,4 milhões para Antônio Rueda; R$ 5 milhões para ACM Neto; o Luiz Estevão recebeu R$ 27 milhões; Léo Dias colunista recebeu quase R$ 10 milhões.
No caso da corrupção praticada pelos ministros do STF, qualquer punição a esses tiranos tem que passar pelo outro corrupto do Congresso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também envolvido nos escândalos do Master e na roubalheira dos aposentados do INSS, que se mantém omisso.
Fato é que a “delação premiada” do banqueiro Daniel Vorcaro não deve ser interrompida como querem alguns ministros do STF. Interromper investigações é garantir mais uma vez a impunidade dos corruptos manchando mais ainda a credibilidade das instituições do Estado que já se encontra desacreditada pelo povão.





