Ataque em colégio no Acre deixa duas servidoras mortas e reacende debate urgente sobre segurança no ambiente escolar
Mais uma tragédia dentro de uma escola brasileira. Desta vez, o cenário foi o Instituto São José, em Rio Branco, onde um ataque a tiros deixou duas servidoras mortas e outros dois feridos na última terça-feira (05/05). O caso, confirmado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo governo do estado, escancara uma pergunta que insiste em se repetir: até quando?As vítimas foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, ambas inspetoras da escola. Uma funcionária foi baleada no pé e uma aluna de apenas 11 anos foi atingida na perna. Segundo as autoridades, elas foram socorridas e já receberam alta, mas o trauma — individual e coletivo — permanece.
Cenas de terror dentro das escolas
Relatos de estudantes revelam momentos de pânico. Em plena aula, crianças ouviram disparos e, instintivamente, se jogaram no chão. Algumas tentaram improvisar barricadas com cadeiras, numa tentativa desesperada de proteção.De acordo com o Bope, o autor do ataque é um aluno de 13 anos, que teria utilizado uma arma pertencente ao padrasto. Ele foi apreendido, e a polícia investiga a possível participação de outros estudantes que teriam conhecimento prévio da ação.O fato de um adolescente conseguir acesso a uma arma de fogo e levá-la para dentro de uma escola não pode ser tratado como episódio isolado. É sintoma de uma falha grave — familiar, social e institucional.
Infelizmente, o caso no Acre não é exceção. Em novembro do ano passado, um crime chocou o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro. Um homem matou duas funcionárias dentro da instituição e, em seguida, tirou a própria vida.Os episódios, separados por milhares de quilômetros, têm algo em comum: a banalização da violência em espaços que deveriam ser sinônimo de proteção
A sucessão de tragédias exige mais do que comoção momentânea. É necessário questionar políticas de controle de armas, reforçar a segurança nas escolas e investir em acompanhamento psicológico para jovens.Não é aceitável que estudantes precisem aprender, desde cedo, como reagir a um ataque armado. Não é normal que professores e funcionários saiam de casa sem a certeza de voltar.Até quando as escolas serão palco de violência? Até quando vidas serão interrompidas antes mesmo de qualquer resposta concreta?A indignação cresce — e, com ela, a urgência por mudanças reais.





