Crianças agredidas em creche de São Gonçalo mobilizam a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público do Estado após denúncias feitas por mães de alunos. O caso ocorreu em uma unidade no bairro Pacheco, na Região Metropolitana, apontada pela prefeitura como clandestina.
As denúncias ganharam repercussão depois que responsáveis tiveram acesso a vídeos que mostram situações de maus-tratos dentro do espaço. A ocorrência foi registrada na 75ª DP, em Rio do Ouro, e o MPRJ também abriu procedimento para apurar o caso.
Segundo relatos das famílias, ao menos duas funcionárias aparecem envolvidas nos episódios registrados em vídeo. Após a divulgação das imagens, a direção da creche informou que as profissionais foram afastadas e que o local não abriu na segunda-feira.
Uma mãe contou ao Bom Dia Rio que retirou o filho da creche há cerca de dois meses, depois de perceber mudanças no comportamento da criança. Segundo ela, o menino chorava ao chegar ao local, demonstrava medo e chegou a voltar para casa com marcas no corpo.
A responsável afirmou ainda que procurou a direção para pedir explicações, mas recebeu justificativas repetidas sobre supostos acidentes durante brincadeiras. De acordo com o relato, outras mães também passaram a desconfiar da situação após perceberem sinais semelhantes nos filhos.
A Prefeitura de São Gonçalo informou que o estabelecimento não possuía alvará para funcionar como creche ou unidade de ensino infantil. O município afirmou ainda que o espaço não tinha licenciamento sanitário, educacional ou de posturas, além de não contar com autorização do Conselho Municipal de Educação.
Na segunda-feira, agentes da Subsecretaria de Fiscalização de Posturas e fiscais da Vigilância Sanitária estiveram no endereço em apoio à Polícia Civil, mas encontraram o local fechado. Integrantes do Conselho Municipal de Educação deixaram uma notificação.
O Ministério Público informou que a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação do Núcleo São Gonçalo registrou uma notícia de fato para reunir informações sobre o caso. O órgão também acionou o Conselho Tutelar, a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil.
Em vídeo, a diretora Gisele Santos declarou que a creche não compactua com os fatos denunciados. Ela afirmou que as funcionárias envolvidas foram afastadas, que a instituição está à disposição das autoridades e que medidas estão sendo tomadas.





